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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Ponto de equilíbrio

O Grêmio fez gol em apenas um dos seus últimos sete jogos. É pouco, evidencia a importância de Luan e a falta que faz Pedro Rocha, vendido há três semanas ao Spartak. 

A grande virtude do Botafogo de Jair Ventura é reconhecer seus limites. Antes de organização, consistência e aplicação. O principal trunfo alvinegro é saber suas limitações. 

Há um mês a projeção do confronto brasileiro nas quartas de final da Libertadores apontava um favorito. Com apenas uma vitória no returno do Brasileiro e a eliminação para o Cruzeiro na Copa do Brasil, a confiança no Sul não é mesma. 

O momento gremista não é bom. Some a isso a lesão de Geromel e as dores de Luan. 

O panorama atual indica equilíbrio.

Na Libertadores, o Botafogo só não marcou gol em dois dos seis jogos que fez longe do Rio de Janeiro. O Grêmio, em casa, sofreu 3 em 6. Diz pouco, mas um gol alvinegro na casa tricolor pode determinar o final da história na Arena. 

Preocupa o botafoguense a última aparição da equipe em situação idêntica. A segunda partida com o Flamengo pela semifinal da Copa do Brasil e o desempenho discreto dos comandados de Jair, após 0 a 0 na primeira partida. Gol de Diego e eliminação no Maracanã.

Além das obrigações lógicas, o grande desafio do Botafogo em Porto Alegre é oferecer perigo ao seu rival.

O Grêmio precisa retomar a confiança, ser paciente para atacar e seguro para defender. As voltas de Geromel e Luan são fundamentais. O zagueiro, provável. O atacante, um mistério.

Com Luan, Renato ganha criatividade e drible, indispensável para bagunçar o organizado Botafogo. Resta saber a condição do camisa 7.

Com as vitórias de Jorge Wilstermann e San Lorenzo na ida e o empate com gols do Santos em Guayaquil, o duelo brasileiro desta noite é o menos previsível dos confrontos.

Com Luan, Grêmio ganha mobilidade e inteligência para desarticular Botafogo



















CONFIRMA

O último brasileiro finalista da Libertadores foi o Atlético Mineiro de 2013. Depois, só Inter e São Paulo nas semifinais de 2015 e 16 chegaram perto.

Se o Santos confirmar sua classificação diante do Barcelona na Vila, o Brasil terá um finalista após quatro anos. 

Em sua 13ª participação em Libertadores, o Santos pode atingir a incrível marca de nove semifinais. Absurdo.

Sem Lucas Lima e com Jean Mota, a missão santista é mais simples que a do Grêmio. Mas o Barcelona oferece riscos. Pergunte a um palmeirense. 

quinta-feira, 18 de maio de 2017

De todos os fracassos recentes em Libertadores, a queda desta noite é a mais traumática para o flamenguista

Não é justo criticar a opção de Zé Ricardo por Gabriel e Berrío em detrimento de Rômulo e Renê, dupla mais cotada para sair jogando ontem em Buenos Aires. O Flamengo vencia o San Lorenzo até os 29 do segundo tempo, gol marcado por Rodinei, aos 14.

No momento do empate, os cariocas limitavam-se a defender. Aí sim, a crítica.

É verdade que a vitória parcial do Católica no Chile passava segurança. O Flamengo não contava com a reviravolta que o Atlético Paranaense protagonizou em Santiago. Quem contava?

Em dez minutos, quatro gols e virada atleticana, carimbada por Carlos Alberto, aos 41 do segundo tempo...

Inacreditável!

O Atlético vai às oitavas pela terceira vez em sua história. O Flamengo, fica pelo caminho. Pela terceira vez consecutiva, na fase de grupos.

A queda desta noite supera qualquer uma das duas anteriores. Havia mais confiança e expectativa do que em 2012 e 2014, nas eliminações diante Lanús e León, respectivamente. 

De nove combinações de resultados possíveis, apenas uma causaria eliminação: Vitórias de Atlético e San Lorenzo. Acontece...

A grande diferença é a estabilidade do clube atualmente. Em 2012 e 14, não havia. O Flamengo está mais forte para lidar com crises.

EMPATE DE OURO

O empate do Santos na altitude frente ao The Strongest confirmou a equipe de Dorival Júnior nas oitavas de final da Libertadores. Com Bruno Henrique expulso aos 23 do primeiro tempo, o Santos passou por apuros. 

No fim, Lucas Lima fez grande jogada e serviu Vitor Bueno, que empatou. Depois, os bolivianos ainda desperdiçaram um pênalti.

Neste ano, a equipe de Dorival pode apresentar alguns defeitos não vistos na temporada passada. Mas de inspiração e alma, não dá pra reclamar. 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Com vitória em clássico, Cruzeiro chega ao sexto jogo de invencibilidade diante do Atlético

Felipe Santana calculou mal o tempo da bola e acabou errando o cabeceio que caiu nos pés do uruguaio De Arrascaeta. Inteligente por acreditar no lance e frio para driblar Giovanni e fazer o gol da vitória celeste no Mineirão, dividido entre cruzeirenses e atleticanos. 

O Cruzeiro de Mano foi melhor do início ao fim. Mais compacto defensivamente, com duas linhas próximas inibindo as infiltrações de Cazares e Otero por dentro, e sempre envolvente com seu quarteto ofensivo, Robinho, Arrascaeta, Alisson e Rafael Sóbis.

A diferença fundamental entre Cruzeiro e Atlético são os seis meses de trabalho. Dos 11 titulares na noite de ontem, Mano Menezes escalou dez remanescentes da temporada passada. Há mais conjunto, entrosamento.
Cruzeiro começou o clássico com apenas Diogo Barbosa como novidade

A missão de Róger Machado é formar um time competitivo com um elenco forte, de boas opções. Leva tempo. 

Arrascaeta marcou o gol da quarta vitória celeste nos últimos seis clássicos. O Atlético não vence o Cruzeiro desde o estadual de 2015, 2 a 1 no Mineirão.

Antes desta série, marca o atleticano os doze jogos de jejum vividos pelo clube e encerrados após os 3 a 0 em 2009, quando Zé Carlos, atacante do Cruzeiro, foi expulso aos dez segundos de jogo. 

Júnior, Alessandro e Éder Luís marcaram para o Galo. Três dias depois, o Estudiantes sagrou-se campeão da Libertadores no Mineirão. 

Que semana!

O clássico disputado pela Primeira Liga serviu para provar duas coisas. A primeira, que não se forma time de uma hora para a outra. A segunda, com 44 mil atleticanos e cruzeirenses dividindo o Mineirão, que torcida única em clássicos é a última alternativa para combater violência em estádio de futebol.

VANTAGEM

Atlético Paranaense e Botafogo fizeram o dever de casa e venceram a partida de ida do primeiro mata-mata que disputarão para chegar a Libertadores.

No Rio, o Botafogo foi para o intervalo em situação confortável, vencendo por 2 a 0. Na volta, sentiu a parte física e não conseguiu se reorganizar após perder Airton, autor do primeiro gol alvinegro, por lesão.

A partida no Chile será dura. Mas conforta o Botafoguense saber que nas dez partidas em que fez como visitante sob o comando de Jair Ventura, foram seis vitórias.

Em Curitiba, o Atlético não jogou bem. Venceu com gol de pênalti, convertido por Grafite, estreante da noite. 

Positivo foi não ter sofrido gols. Pode ser o diferencial.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

O desafio de Bauza

Na chegada do São Paulo ao Pacaembu o técnico Edgardo Bauza foi questionado sobre o fato de poupar tantos atletas para o clássico com o Santos: “Excesso de precaução”.

Da equipe titular que chegou às semifinais da Libertadores, apenas Denis, Maicon, Michel Bastos e Calleri estiveram entre os onze que iniciaram o clássico SanSão no último domingo.

O São Paulo foi preza fácil e com 43 segundos já perdia o jogo, gol de Vitor Bueno, em jogada que começou com Lucas Lima, passou por Gabriel, Thiago Maia e o rebote de Denis. Falha do goleiro são paulino.


Seria difícil em condições normais. Com um time tão desfigurado e inexperiente, ainda mais. Bauza sabia disso. O São Paulo estacionou no meio da tabela e não vence há três partidas no Brasileiro, empates com Flamengo e Sport, derrota para o Santos.

O último brasileiro semifinalista da Libertadores que brigou por título foi o Santos de 2007, eliminado pelo Grêmio na semifinal. Foi segundo, mas quinze pontos atrás do...São Paulo.

Depois do tricampeonato, em 2008, o São Paulo disputou o título em 2009 e a partir daí ficou cinco anos sem almejar o troféu mais cobiçado do país. Foi vice em 2014, dez pontos atrás do Cruzeiro, campeão indiscutível.

Chegar entre os melhores na Libertadores e brigar pelo título brasileiro exige planejamento. Elenco, trabalho a longo prazo, filosofia bem definida. O São Paulo tem problemas, mas pode ser o adversário de Boca ou Del Valle na decisão.

No Brasileiro ficou difícil. O último a ser semifinalista no continente e levantar a taça do Brasileiro foi o próprio São Paulo. 

Derrotado pelo Inter na final, foi campeão nacional com Muricy, o terceiro título paulista na quarta edição dos pontos corridos, em 2006.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

O Corinthians e as oitavas

O Corinthians jamais perdeu em casa diante de uruguaios na história da Libertadores. Mas está eliminado, após 2 a 2 dramático em Itaquera.

Pelo segundo ano seguido nas oitavas e em casa, Guaraní em 2015, Nacional na noite de ontem.

O pecado corinthiano não foram as falhas individuais nos gols. No primeiro, defesa mal colocada, no segundo, displicência de Giovanni Augusto. O grande erro foi abrir mão de jogar no Uruguai. Faltou coragem, agressividade, Corinthians...

Foi semelhante na estreia contra o Cobresal, no Chile, em Assunção, com o Cerro, e na Colômbia, diante do Santa Fé.

Nas últimas oito Libertadores que participou, tirando a eliminação para o Tolima, em 2011, e o título, no ano seguinte, o Corinthians foi eliminado sempre na fase oitavas de final.

River em 2003 e 2006, Flamengo 2010, Boca 2013, Guaraní em 2015 e Nacional. Impressiona!

Foi justamente no ano da conquista alvinegra, 2012, a última edição em que o Brasil teve mais de dois representantes nas quartas. Corinthians, Vasco, Santos e Fluminense.

Palmeiras e Corinthians ficaram pelo caminho. São Paulo e Atlético confirmaram a classificação e vão reeditar o duelo das oitavas de 2013.

O Grêmio é quem pode mudar a escrita. Na Argentina, com o Rosario, a missão é difícil.

Pro Nacional também era.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Vale a pena ver de novo

O Palmeiras perdeu pela terceira vez no ano jogando no Allianz Parque e Marcelo Oliveira acaba de ser demitido. Na temporada atual, foram seis partidas no novo estádio. Além das três derrotas citadas, o Palmeiras venceu  Rosario Central e Capivariano e empatou com o Santos.

A demissão de Marcelo Oliveira foi anunciada pelo diretor de futebol do clube, Alexandre Mattos, na madrugada desta quinta-feira. "Não foi da maneira que pensamos (o trabalho) e achamos que esse é o momento da troca", afirmou o dirigente.

Era a hora.

O Palmeiras de Marcelo venceu apenas 24 partidas das 53 que disputou, desde 10 junho do ano passado, quando o treinador assumiu o clube. Há exatos nove meses, a demissão, com 52% de aproveitamento. Seu antecessor, Oswaldo de Oliveira foi demitido com 62%.

Nove meses!

O nome que começa a ganhar força no Palmeiras é o de Cuca. Alexandre Mattos garante que o clube buscará um técnico "da altura do Palmeiras", descartando a possibilidade de efetivação do auxiliar técnico Alberto Valentim, que no último ano afirmou que planeja ser treinador.

Se o Palmeiras busca algo diferente de Marcelo Oliveira, Cuca não é o nome mais certo. No último grande trabalho do técnico, o Atlético MG campeão da América em 2013 vivia de bola longa e cruzamentos.

Agora, se Cuca atualizou-se e renovou seus conceitos do outro lado do mundo, é possível.

Impossível é acreditar que dará certo trocando apenas por trocar, sem respaldar um trabalho e sua filosofia. Assim não. Nem aqui, nem na China.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Fé em Dios...

O River é apenas oitavo colocado em seu grupo no Campeonato Argentino. Em seis partidas, venceu apenas duas. Na última, empate sem gols com o Boca, no Monumental. 

A equipe campeã da América em 2015 não existe mais. Gallardo perdeu peças fundamentais como Funes Mori, Sánchez, Kranevitter e Teo Gutiérrez. E ainda que exista uma espinha do time campeão, com Barovero, Maidana, Ponzio e Alario, é evidente a inferioridade em relação ao grupo do último ano.

A missão do São Paulo na próxima quinta é complicada. Seria dureza também para Grêmio, Corinthians, Palmeiras... Ninguém tem vida fácil por lá. 

Mas há dois pontos fundamentais que agravam a situação: O primeiro, a classificação do grupo; o segundo, o que apresenta o São Paulo em 2016.

Se o River vencer o confronto chegará a seis pontos, dividindo a liderança do grupo com o The Strongest, ambos com seis. São Paulo e Trujillanos com zero. Neste caso, nem Dios Lugano salvaria a equipe de Bauza...

A partida será mais difícil pelo que apresenta o São Paulo em 2016 do que propriamente o rival. 

Na história, Edgardo Bauza enfrentou o River Plate 19 vezes como treinador. Venceu apenas uma, em 1999, quando comandava o Rosário Central. Nos últimos seis encontros, foram seis derrotas. É impressionante! 
 

ABRACADABRA

O Cruzeiro contratou 19 jogadores e o técnico Marcelo Oliveira ao final da temporada 2012. Foi bicampeão brasileiro com sobras em 2013 e 14, jogando o futebol mais vistoso do país durante este período. 

Não há mágica!

Vinícius Eutrópio recebeu Elicarlos, Dodô, Bady e Rafael Moura  na última semana. Se reforçar durante o campeonato não é o problema, o pecado pode ser começar a planejar o ano apenas em março.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Agora, só em 2016

Após o Grêmio ser finalista da Libertadores em 1984 e derrotado  para o Independiente na decisão, o Brasil ficou sete anos sem disputar uma final entre 1985 e 1991. Depois disso, em nenhum  momento houve duas finais seguidas sem equipes  brasileiras.

O título do River é o terceiro da história do clube e o 24º da Argentina, que supera o Brasil com folga. A discrepância no número de títulos é evidente, mas muito por conta da hegemonia dos hermanos na década de 70. Foram sete títulos entre 1970 e 1979.

O fato do Brasil voltar a ficar de fora das finais por dois anos seguidos não é o fator mais preocupante em questão. É somente mais uma estatística negativa, que demonstra claramente o fraco desempenho  nas duas últimas edições. 

Com a queda do Cruzeiro na quartas de final do ano passado, o Brasil voltou a ficar sem nenhum representante nas semi finais depois de 23 anos. Botafogo, Flamengo e Atlético Paranaense sequer passaram da primeira fase em 2014. É pífio.

A história poderia ter sido diferente em 2015. O Inter sofreu com a paralisação da competição por conta da Copa América, o Corinthians poderia ter ido mais longe se não fosse o péssimo jogo que fez com o Guaraní, na primeira partida das oitavas, no Paraguai. Atlético Mineiro e São Paulo enfrentaram rivais locais, e o Cruzeiro sentiu o desmanche de seu elenco.

Nunca na história as equipes brasileiras estiveram tão bem estruturadas para vencer a Libertadores. 

Pela primeira vez todos os representantes do país entraram na disputa como campeões do torneio. Mas o Corinthians de Tite deslizou em Assunção, o Cruzeiro do então técnico Marcelo Oliveira não soube administrar no Mineirão a vantagem construída no Monumental, o Inter sentiu a pressão do Tigres no México...e o título caiu novamente no colo dos nossos vizinhos. 

É preciso jogar mais, sofrer mais, querer em dobro. Em matéria de como jogar a Libertadores, o River deu uma aula aos brasileiros.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

O destino desta Libertadores é irônico. E bondoso com o River

O Tigres precisou de 17 minutos para abrir o placar no belo Estádio Universitario de Monterrey. A vantagem do Inter escorria pelas mãos do colorado. Vantagem esta que se inverteu aos 40 segundo tempo e trocou de mãos justamente quando a equipe de Diego Aguirre se encontrava no jogo, graças ao gol contra do lateral Geferson.

A equipe de Ricardo Ferretti fez valer sua superioridade física e coletiva. Este que vos escreve alertou quinta-feira passada  do risco e das dificuldades que o Internacional encontraria no México. Não suportou.

O time mais regular da competição está na final. O Tigres teve a segunda melhor campanha da primeira fase e chegou para a última rodada da fase de grupos classificado, se dando ao luxo de poupar seus titulares e despertando ira na torcida do River Plate, que dependia de um resultado positivo dos mexicanos diante do Juan Aurich, no Perú.

No mata-mata desta Libertadores, seis times fizeram gol fora de casa na primeira partida. Apenas um não avançou, o Cruzeiro, nas quartas de final, diante do...River. Que volta a disputar uma final de Libertadores da América depois de 19 anos, quando bateu na final o América de Cali e conquistou seu segundo título.

A classificação dos argentinos para o mata-mata deste ano aconteceu na última rodada. A vitória diante do San José não bastava. Era preciso contar com a ajuda do Tigres, já classificado, que enfrentava o Juan Aurich fora de casa e com o time reserva. Os mexicanos viraram o jogo e venceram por 5 a 4, levando ao delírio os torcedores que aguardavam ansiosamente o fim do jogo no Monumental.

Por regulamento, a Conmebol  não permite que o segundo jogo da final seja realizado fora da América do Sul. Portanto, acredite: o River, de pior campanha entre os classificados, que só chegou às oitavas graças ao Tigres e que fez a metade dos pontos na primeira fase (7x14) que o rival, jogará a final em casa.

Se há alguém na América que o River deve algum favor, este alguém é o Tigres. É a terceira final de Libertadores de um time mexicano e a segunda entre mexicanos e argentinos.

Quarta que vem, no Estádio Universitario, começa a disputa. Novamente, sem brasileiros. A última vez em que por dois anos seguidos  o Brasil não teve nenhum representante na decisão foi em 1990 e 91.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Pés pelas mãos

O julgamento do caso André Krobel caminhava de forma tranquila para o seu fim na OAB, em Belo Horizonte. Até que os auditores resolveram decidir o campeão catarinense, depois de julgarem o único ponto em questão no imbróglio: se a punição aplicada ao Joinville pelo TJD/SC  seria mantida ou não. Houve a manutenção de pena já esperada.

Mas os auditores foram além e mudaram o enfoque do julgamento. Ou melhor, acrescentaram na pauta outro ponto. E decidiram julgar os efeitos e reflexos da primeira decisão, apontando o Figueirense campeão. 

Ora, se o clube que foi primeiro colocado no hexagonal tinha a vantagem de jogar por dois resultados iguais e fazer a segunda partida em casa, o regulamento deveria ser seguido estritamente. E não pela metade, como fizeram os auditores.

No caso André Krobel, há precedências tanto a favor de Joinville quanto a favor de Figueirense. O que é injustificável é aplicar somente 50% da regra. Se o primeiro colocado foi apontado como campeão por obter dois empates nas duas partidas finais, ele deveria obrigatoriamente fazer o segundo jogo em seus domínios, como aponta claramente o regulamento.

Se o atleta relacionado de maneira irregular interferiu na partida é outra questão. Mas óbvio que a postura do Joinville nas finais seria outra se soubesse que os resultados iguais favoreciam seu adversário. 

Os auditores do TJD/SC, no julgamento em primeira instância, afirmaram mais de uma vez que a decisão do tribunal se limitava à perda de pontos. Os reflexos da decisão cabiam ao órgão que administra o campeonato, a Federação Catarinense de Futebol. 

É importante lembrar que o Joinville ganhou pontos no tribunal nos últimos três anos em que conseguiu acessos: 2010, na quarta divisão, 2011, na terceira, e ano passado, na Série B. Mas não justifica a decisão precipitada de ontem.

A FCF se omitiu e permitiu que o STJD se equivocasse, julgando além do que deveria. A irregularidade foi descoberta antes das partidas finais serem realizadas, ou seja, poderiam --e deveriam-- ser adiadas, até que houvesse uma decisão sobre quem teria as vantagens e o direito de fazer a segunda partida em casa. 

Mas o presidente da entidade, Delfim de Pádua Peixoto, amigo fiel de José Maria Marin, acusado e preso pelo FBI por corrupção, bancou a realização dos jogos por interesses comerciais...

Hoje, apenas o estado de São Paulo têm mais representantes na Séria A do que Santa Catarina. É uma pena que seja tão mal representado. Há mais de 30 anos...

Risco

Não restam dúvidas de que a parada da Libertadores por conta da Copa América foi um mau negócio para o Inter. A volta, contra o Tigres, pelo primeiro jogo da semifinal, preocupava. Pelo momento de instabilidade vivido no Campeonato Brasileiro.

Apesar do bom início, o Inter sentiu. O Tigres se encontrou após sofrer os dois gols no começo da partida e teve o controle na maior parte do jogo. Muito por conta da questão física. O ritmo da equipe não é o mesmo. 

No mata-mata desta edição da Libertadores, cinco times marcaram gols fora de casa na primeira partida. Só um não avançou à fase seguinte: O Cruzeiro, diante do River. O Tigres é o sexto. 

quinta-feira, 9 de julho de 2015

O Palmeiras embalou. E a freguesia continua

Marcelo Oliveira e seu grupo de jogadores julgavam como fundamental atingir a meta traçada após derrota frente ao Grêmio, em Porto Alegre,  para as próximas quatro partidas da equipe. O clássico contra o São Paulo e os confrontos diante de Chapecoense, Ponte Preta e Avaí. 

100% de aproveitamento e metas alcançadas. Quarta vitória em menos de duas semanas, onze gols marcados e nenhum sofrido. Desempenho numérico espetacular --poderia ser melhor se o auxiliar validasse o gol legal de Kelvin contra o Avaí-- e atuações razoáveis. 

Importante para uma equipe que busca firmação e consistência. O Palmeiras soube sofrer contra Chapecoense e Ponte. Na partida de ontem não foi diferente. 

Quando o adversário adiantava a marcação, Gabriel e Arouca se atrapalhavam na saída de bola. Rômulo pela esquerda e Anderson Lopes na direita dificultaram a projeção com posse de bola dos laterais. Lucas e Egídio foram os jogadores que mais erraram passes pelo lado verde.

Com exceção aos primeiros 15 minutos do segundo tempo, o time de Marcelo Oliveira controlou as ações do jogo. Buscou sempre o ataque, jogou junto com os 37 mil presentes. Vitória merecida.

O Palmeiras manteve sua postura agressiva. De buscar os lados do campo, com movimentação e ultrapassagem dos laterais. A quarta vitória seguida no Brasileiro não acontecia desde 2009, ainda sob o comando de Muricy Ramalho.

O início daquela sequência começou justamente contra o Avaí. E pelo mesmo placar: 3 a 0. Depois o alviverde derrotou Náutico, Flamengo e Santo André.
Foi a décima vitória diante dos catarinenses. Em treze confrontos, somente uma derrota, em 2011, na Ressacada.

Desconfiança

O Inter em 2006 foi o único brasileiro que venceu a Libertadores e brigou por título no Campeonato Brasileiro. É complicado conciliar as duas competições, isso é fato.

A questão agora é que o time de Aguirre vive seu pior momento na temporada. São três derrotas seguidas, oito gols sofridos. Em seis dias esse time estará entrando em campo pelo primeiro jogo da semi-final da Libertadores. É preocupante.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Replay

A festa de quartas de final no Mineirão foi novamente Argentina. Ainda é, será amanhã e continuará sábado pelos lados do Monumental de Núñes.

E foi porque o Cruzeiro não transpirou a disputa, entrou frio e disposto a empatar. Diferente da primeira partida, onde demonstrou equilíbrio e espírito de Libertadores. 
Venceu quando não tinha a obrigação e, aonde deveria fazer valer a sua força, fraquejou. E caiu diante do River.

Puro descaso celeste diante do rival. O lance de Willian, aos dois minutos, evidencia isso. Imprudência do camisa 25, que poderia evitar a tragédia da noite se tivesse o mínimo de frieza na frente de Barovero.

Ou ela seria inevitável? 

O Cruzeiro errou um passe a cada dois minutos. Marcou mal e não teve saída de bola eficiente. Reflexo do espaçamento entre os setores. 

Nada deu certo. A noite era mesmo dos Milionários.

Pelo segundo ano seguido a equipe de Marcelo Oliveira fica pelo caminho nas quartas de final do torneio. Novamente diante de um Argentino, outra vez no Mineirão.

E o torcedor do River mais otimista já projeta um final igual ao do San Lorenzo.

O tempo não para

É verdade que Oswaldo ainda não deu uma cara ao Palmeiras. Em quatro meses de trabalho é possível, mas não obrigação. O time defende bem e cria, mas falta o primordial: confiança. Ela só virá com vitórias.

É preciso dar crédito ao trabalho e confiar. A demissão de Vanderlei Luxemburgo do Flamengo faz com que Oswaldo sinta-se menos confortável no cargo. Mas questiona-se que Vanderlei  já não é mais o mesmo. Ora, é o próprio. O futebol é quem mudou.

domingo, 17 de maio de 2015

Valências e deficiências

Escrevi em março que um dos trunfos do Vasco de Doriva era ter consistência defensiva e não sofrer da vulnerabilidade  de sua defesa, problema que assombrou São Januário nos últimos anos de Série A, principalmente em 2013, pior defesa entre as equipes rebaixadas -- 61 gols sofridos em 38 rodadas.

O Vasco da Gama sofreu dois gols nos últimos cinco jogos e tem a maior invencibilidade entre os clubes da primeira divisão -- são nove partidas sem perder.

Mas precisa ser mais efetivo quando ataca.

A equipe do técnico Doriva  empatou na manhã deste domingo com o Figueirense, em Florianópolis. Novamente não sofreu gols, mas também sem eficiência ofensiva, como na primeira rodada. Zero a zero, o terceiro em 2015.

Até teve oportunidades no primeiro tempo. Foi superior, principalmente nos minutos finais. Mas parou no goleiro Alex Santana, melhor em campo nos primeiros 45 minutos.
Na etapa complementar o rival se acertou e tomou conta do jogo. O Vasco caiu de maneira drástica na parte física e por pouco não perdeu.

Apesar das deficiências, existem virtudes na equipe campeã carioca. Doriva levou o burocrático Ituano ao título Paulista em 2014, fez o mesmo com o Vasco em 2015. Agora o formato do campeonato é outro, mais complicado, evidentemente. Mas sofrer poucos gols é imprescindível.

Mais forte

A derrocada dos brasileiros nas oitavas da Libertadores apimenta o início de Brasileiro. Atlético Mineiro, Corinthians e São Paulo concentram suas forças exclusivamente  no campeonato nacional. Só o tempo dirá quem brigará por título, Libertadores ou rebaixamento.

Seguir na competição internacional não significa fracassar no campeonato do país. Mas a dificuldade de conciliar duas competições de alto nível ao mesmo tempo prejudica. É o caso de Cruzeiro e Inter.

O último brasileiro campeão da libertadores que brigou por título foi o Inter em 2006. O São Paulo foi 11º em 2005, o prórpio Internacional em 2010 ficou em sétimo, o Santos foi décimo colocado em 2011, o Corinthians de Tite foi sexto colocado no ano seguinte, e o Atlético, último vencedor, terminou na oitava posição em 2013.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Será preciso muito mais

O impacto da derrota tricolor anteontem, no Allianz Parque, diante do Palmeiras, estremeceu a base e perturbou muita gente no Morumbi. O São Paulo segue líder no grupo 1, soberano, com 26 pontos, oito a mais que o segundo colocado RB Brasil. O time de Muricy vai às quartas no Paulista, mas a questão é outra.

No ano foram 15 jogos oficiais, somando as doze rodadas do campeonato estadual mais as três da fase de grupos da libertadores. Dez vitórias, dois empates e três derrotas. Aproveitamento incrível de 71%.

Os números indicam lógica contrária ao atual momento do clube.

O São Paulo não venceu um clássico sequer em 2015. Perdeu duas vezes para o Corinthians, uma para o Palmeiras e empatou com o Santos, graças a brilhante atuação de Rogério Ceni. A vitória diante do Danúbio era esperada, devido a incapacidade técnica demonstrada pelo time uruguaio, que tem zero pontos no grupo 2 da Libertadores. Contra o San Lorenzo foi aos 43 do segundo tempo e sem convencer.

Ataíde Gil Guerreiro, vice presidente de futebol do clube,  definiu a derrota no clássico bem: "Ridícula, levamos um baile". E foi mesmo. Com dois jogadores a menos, o São Paulo não viu a cor da bola. Impotente, foi à casa do rival somente para conhecer o novo estádio...

Em reunião na manhã da última quinta, Muricy pôs o cargo a disposição, mas foi blindado pela diretoria que bancou a permanência do técnico e evitou maiores turbulências. Foi a melhor escolha.

O confronto da próxima quarta-feira frente ao San Lorenzo na Argentina deve definir o rumo da equipe dentro da competição. Já que o rival Corinthians desponta na liderança com 100% de aproveitamento e o Danúbio não venceu ninguém, o duelo certamente encaminhará o segundo classificado.

Se jogar o que vem jogando o tricolor terá vida breve na Libertadores. No dia primeiro de abril o São Paulo terá de jogar bem e vencer. Acredite se quiser.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Os cinco campeões

Na história somente uma vez o Brasil teve todos os seus representantes na Libertadores já campeões do torneio. Em 1997, apenas Cruzeiro e Grêmio estiveram na competição e ambos já haviam levantado a cobiçada taça. O Grêmio vencera em 1983 e 1995 e os mineiros em 1976. O título em 97 ficou em Minas Gerais.

Agora o cenário é outro e, o Brasil, revigorado após o decepcionante 2014 --ficou sem representante na semifinal depois de 23 anos-- deposita sua fichas em seus cinco representantes, todos já campeões.

A estatística não entrará em campo, de fato. O dado ficará exclusivamente no papel, é irrelevante associá-lo ao desempenho das equipes. Há quem diga que para esses não existirá a tal pressão do “nunca ganhou”. Pode ser considerado  pura bobagem, já que os últimos três campeões foram inéditos (Corinthians, Atlético MG e San Lorenzo).

A questão está no quão encorpados e qualificados estão nossos times.

O Brasil têm suas melhores equipes o representando. O bicampeão Brasileiro e reformulado Cruzeiro, o reforçado São Paulo de 2015, superior ao de 2014 que tinha Kaká ou o empolgante Atlético Mineiro de Levir Culpi que terminou o último ano avassalador.

A expectativa sobre o Corinthians de Tite é das melhores, principalmente depois do ótimo início de ano, com a classificação folgada sobre o Once Caldas e a vitória no clássico contra o Palmeiras.

No Inter, Diego Aguirre  tem em mãos um dos melhores elencos da história do colorado. Pode ir bem, tem material pra isso, apesar do pouco tempo de trabalho.

Os melhores brasileiros estão na Libertadores. Não há comparação técnica entre os cinco de 2015 com os seis do ano passado. Em 2014, só três avançaram à segunda fase: Grêmio, Atlético MG e Cruzeiro eram os mais fortes. Só o campeão brasileiro foi às quartas, acabou eliminado pelo San Lorenzo, que ficou com o título.

Flamengo, Atlético PR e Botafogo não estavam prontos para ser campeões, evidentemente. Ficaram na primeira fase, confirmando a tese.

Agora o triunfo é possível para todos. Nenhum brasileiro será surpresa caso dia 05 de agosto esteja levantando o troféu. Eles estão prontos.

sábado, 2 de agosto de 2014

Minha coluna em 02/08 no blog

São Paulo precisa vencer o Criciúma pra não se distanciar do G4. Em 2013 não venceu

São Paulo e Criciúma se enfrentam na noite deste sábado, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro, no Morumbi.

Ambos vêm de duas derrotas: O tricolor perdeu para a Chapecoense e Goiás, por 1 a 0 e 2 a 1, respectivamente. O time de Santa Catarina conheceu seu primeiro revés depois da volta do Campeonato após a Copa do Mundo diante do Atlético Paranaense, na Arena da Baixada, por 2 a 0. No último fim de semana, em seus domínios, perdeu para o Vitória de Jorginho por 3 a 1.

Os donos da casa não podem nem pensar em perder. Em caso de derrota, os paulistas podem se distanciar em até doze pontos do líder Cruzeiro, que enfrenta o frágil Botafogo também neste sábado, no Maracanã. Muricy não poderá contar com Kaká.

O Criciúma também pode se complicar e entrar na zona da degola caso não vença o São Paulo esta noite. Apenas um ponto separa o Tigre de Coritiba e Flamengo, os dois primeiros do grupo dos últimos.

Em 2013, no Morumbi, os catarinenses levaram a melhor. Marcel e Lins marcaram os dois gols da vitória dos visitantes, no dia cinco de setembro, pela 18ª rodada. No jogo do segundo turno, em Santa Catarina, o Criciúma também venceu: 1 a 0, gol marcado por Wellington Paulista, logo no princípio do jogo. 

Brasileiro apitará a final da Libertadores na Argentina

Dia 13 de agosto, no estádio Nuevo Gasômetro, na Argentina, San Lorenzo e Nacional do Paraguai vão decidir o inédito título da Libertadores de 2014. 

Depois de 23 anos o Brasil voltou a não ter um de seus representantes pelo menos na semi-final do torneio. Mas na grande decisão da taça mais cobiçada da América, um pernambucano de 39 anos estará dentro das quatro linhas. Mas não como jogador e sim como o homem responsável pelo jogo e dono do apito: Sandro Meira Ricci será o árbitro da partida, auxiliado por Emerson de Carvalho e Marcelo Van Gasse.

O primeiro jogo acontece na  próxima quarta-feira, dia 06, no Paraguai.

Parabéns, Schweinsteiger!

Hoje aquele rapaz que terminou a final da Copa do Mundo vencida pela Alemanha com o rosto sangrando comemora seu aniversário de número trinta. 

São doze anos de carreira, onde o alemão acumula nada menos do que sete Bundesliga, a tão sonhada UEFA Champions League e claro, a taça da Copa do Mundo, conquistada recentemente no Maracanã.

Bastian é um exemplo dentro e fora de campo e será sempre lembrado.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Sem ter por quem torcer. Assim vamos às semi finais da Libertadores

Depois de vinte três anos o Brasil voltará a não ter entre os semi finalistas da Libertadores um de seus representantes na disputa por uma vaga na grande final do torneio. Isso porque o Cruzeiro, único brasileiro entre os oito que disputaram as quartas de final, foi eliminado em pleno Mineirão para o San Lorenzo. O mesmo que desbancou o Grêmio, nas oitavas. O outro brasileiro que avançou na fase de grupos e caiu no mata-mata foi o Atlético Mineiro: Eliminação também nas oitavas de final, para os colombianos do Nacional de Medellín. Flamengo, Botafogo e Atlético Paranaense não passaram sequer da primeira fase e contribuíram também para uma das campanhas mais pífias do Brasil na competição continental.

No país o futebol voltou à sua rotina já na semana passada, após o fim da Copa do Mundo, com jogos do Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil. Nesta terça (22), Nacional do Paraguai e Defensor começam a decidir a vaga na decisão da Libertadores, que terá seu campeão inédito, isso porque as quatro equipes que ainda disputam o torneio nunca ergueram a taça mais cobiçada da América do Sul. O jogo acontece às 21:15 de Brasília, no estádio Defensores del Chaco.

Os representantes do Paraguai no torneio eliminaram o Vélez Sarsfield nas oitavas e desbancaram o também argentino Arsenal de Sarandí, nas quartas. Enquanto o Defensor passou por The Strongest e Nacional de Medellín, respectivamente.

O outro confronto acontece quarta, dia 23, na Argentina. San Lorenzo e Bolívar duelam no estádio Nuevo Gasómetro, às 19:45. O carrasco do Cruzeiro na competição chega com moral depois de despachar o grande favorito ao título dentro do Mineirão. Antes disso, os comandados do técnico argentino Edgardo Bauza eliminariam o Grêmio, de Enderson Moreira.

Já o Bolívar, primeiro colocado do grupo 7 com onze pontos em seis jogos e 61% de aproveitamento, eliminou nas oitavas o León e, nas quartas, a equipe do Lanús.


Callejón assinalou quatro gols e é o artilheiro do Bolívar na Libertadores. foto: andaluztarija.com

Os jogos de volta dos confrontos acontecem na outra semana. Nacional-PA e Defensor jogam no Centenário, às 21:15, no dia 29/07. Bolívar e San Lorenzo duelam no dia seguinte, 30, no mesmo horário, no estádio Hernando Siles.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Botafogo eliminado, paciência. O importante, nesse momento, é se acostumar com a Libertadores

Voltar à competição de mais alto nível da América depois de dezoito anos, para o Botafogo, foi algo excepcional. Com persistência, o trabalho de Oswaldo de Oliveira no ano de 2013 foi desenvolvido com extrema eficácia. De lucro, o título estadual e a vaga na Taça Libertadores de 2014, torneio que o clube não disputava a anos.

Só que reestrear depois de quase duas década não significava um investimento alto e muito menos grandes ambições por parte do clube. A saída de Oswaldo, hoje treinador do Santos, já deixava explícita a estratégia da diretoria alvinegra em reduzir a folha mensal de pagamento para evitar problemas de salários atrasados já vivido no ano anterior. Eduardo Hungaro foi efetivado.

Com a derrota na Argentina para o San Lorenzo, veio a eliminação. Dolorida, mas esperada. Por parte dos jornalistas, da torcida e principalmente da diretoria do clube. Era sabido que o time de Eduardo Hungaro não teria forças para avançar às finais do torneio. 

Mas o mais importante de tudo isso é o time da estrela solitária voltar a ser o que já foi um dia. Estar entre os mais fortes, figurar grandes competições e, o imprescindível na vida de uma equipe de futebol: ganhar títulos. É necessário se acostumar com a Libertadores. Voltar a disputá-la frequentemente é essencial para um grande da América.