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sábado, 26 de agosto de 2017

Espelho

Apenas um muro separa Palmeiras e São Paulo na Barra Funda, Zona Oeste da capital paulista. Na tabela do Brasileiro, 10 pontos de diferença entre palmeirenses e tricolores. O momento é semelhante, apesar da distância na tabela. O diagnóstico para os dois, idêntico. 

A dupla trava duelo ferrenho neste domingo, no Allianz Parque. Importante para Cuca recuperar a confiança de um torcedor que clamou por sua volta em abril, e hoje, desconfiado, pede a cabeça do atual campeão brasileiro. Ao rival, fundamental para deixar a zona de rebaixamento e projetar semanas mais tranquilas.

As crises de São Paulo e Palmeiras são diferentes, mas os motivos se parecem. Rotas distintas, destino semelhante. Troca de técnico, contratações e vendas durante o campeonato. 

O Palmeiras contratou Eduardo Baptista em janeiro, demitiu em abril e trouxe Cuca. Ideias e métodos de trabalho antagônicos. Com Eduardo, o aproveitamento era superior ao atual: 66% x 52%. Frustrante.

Do outro lado, o São Paulo apostou em seu maior ídolo, no primeiro desafio como técnico profissional. Rogério caiu em junho, extremamente prejudicado pela perda de jogadores. 

Assim como Eduardo Baptista, o aproveitamento de Ceni é superior ao de Dorival, seu sucessor. 49 x 44.

O tricolor jamais venceu o Palmeiras em sua Arena. A última visita, em março deste ano, pelo Campeonato Paulista, vitória verde por 3 a 0. Dos titulares naquela tarde, apenas Buffarini, Rodrigo Caio, Jucilei e Lucas Pratto devem estar na formação inicial no Choque Rei 314 deste domingo.

David Neres, Luiz Araújo, Lyanco, Neílton, Daniel, Kelvin, Breno, Thiago Mendes, Maicon...

Desde 2015 o São Paulo comete o pecado mortal de descaracterizar seu elenco durante a temporada. 

No Palmeiras, o erro foi descaracterizar seu estilo. Posse de bola e marcação por zona nos cinco primeiros meses; pressão, contra-ataque e marcação individual com Cuca na sequência. Não se forma time assim.

Olhe para líder e vice-líder do campeonato, veja o Botafogo de Jair Ventura, surpreendentemente nas quartas de final da Libertadores, ou o Cruzeiro de Mano Menezes, na decisão da Copa do Brasil. 

Pesa a favor do Palmeiras o retrospecto positivo nos confrontos regionais mais recentes. Ao São Paulo, a pequena melhora nos últimos dois jogos, contra Cruzeiro e Avaí. 

Quem vencer o clássico ameniza sua crise, mas time forte e título, só com trabalho e continuidade. 

segunda-feira, 24 de abril de 2017

É mais fácil ser Corinthians

O gol de Lucas Pratto em Itaquera foi o quinto sofrido pelo Corinthians de bola rolando dentro da área. Os outros oito, ou de longe, ou bola parada. 

O Corinthians de Fábio Carille é seguro, diferente de 2016, mas bem parecido com temporadas anteriores, sob o comando de Tite e Mano Menezes, sempre com  Carille na comissão técnica. 

Ser consistente defensivamente traz paz e confiança. O Corinthians é forte como equipe e evolui lentamente em aspectos ofensivos e de criatividade. 

Você pode até criticar a ideia, mas a execução está inquestionavelmente bem feita. 

No São Paulo, você pode criticar a execução, mas deve respeitar a ideia. 

O modelo de jogo pensado por Rogério Ceni exige paciência, trabalho, tempo. Não é tão simples. 

Mas é errado também atribuir o fracasso apenas ao bom desempenho da defesa rival. É possível variar, buscar outras alternativas dentro da filosofia pensada.

42 cruzamentos no jogo inteiro, quase um a cada dois minutos, é absurdo!

Mas o São Paulo se impõe. Gosta de ter a bola, construir pacientemente. A dificuldade é natural. Para o que pensa Ceni, quatro meses de trabalho não basta. 

No rival, é mais simples. Primeiro porque Carille está há mais tempo no clube, segundo porque é menos complexo formar um time organizado na defesa e que busca esporadicamente o ataque. O Corinthians foi apenas o décimo ataque mais positivo do Campeonato Paulista!

A diferença entre os dois está no estilo. Fábio Carille executa melhor, Rogério ousa mais.


O problema é nossa paciência para entender ideias diferentes.

sábado, 11 de março de 2017

Visitante dos sonhos

Na primeira partida do ano em que o melhor ataque do Campeonato Paulista falhou, a pior defesa da competição manteve sua terrível média. Aí a importância do equilíbrio entre os setores do São Paulo.

Eduardo Baptista posicionou sua equipe à frente, marcando em cima e dificultando a saída de bola rival. Sofreu o São Paulo.

Sem Cueva, Rogério deslocou Thiago Mendes para a ponta direita e trouxe Jucilei ao time, na primeira função do meio de campo. Não funcionou.

O primeiro tempo foi de muita luta e pouco brilho. O Palmeiras diminuindo espaços e tentando definir rapidamente as jogadas, o São Paulo se atrapalhando na saída de bola e sofrendo para chegar ao ataque com qualidade.

Num erro de passe do zagueiro Douglas, a bola sobrou para Dudu encobrir o goleiro Denis. Uma pintura! Para o capitão palmeirense, o gol mais bonito de sua carreira.

O Palmeiras cresceu no segundo tempo, principalmente depois de Tchê Tchê fazer o segundo, após chute de fora da área, aos dez da etapa final.

Aos 25, Guerra pegou rebote de Borja e fechou a conta. Vitória justa na Arena.

Com seis pontos de vantagem para o terceiro colocado no Grupo B, o São Paulo segue em situação relativamente tranquila no estadual. Mas mantém também o péssimo aproveitamento como visitante em clássicos.

Das últimas 17 vezes em que visitou rivais em São Paulo, venceu apenas uma. O Santos, este ano ano, na Villa.  Diante do Palmeiras, não vence como visitante desde 2007. É pouco!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Vinte anos após a primeira glória como goleiro, Rogério conquista primeiro clássico como treinador

O zagueiro Maicon foi questionado na saída do gramado da Vila Belmiro pelo repórter Roberto Lioi, da Rádio CBN, o que significava a vitória do São Paulo diante do Santos. O são paulino foi curto: três pontos.

Significa bem mais.

Há exatos vinte anos, Rogério Ceni marcava o primeiro gol de sua carreira. 15 de fevereiro de 1997, São Paulo e União São João, Campeonato Paulista daquele ano, vitória tricolor por 2 a 0. Era o início de tudo.

O triunfo são paulino na noite de hoje encerra a série de seis partidas sem vencer o rival e quebra o jejum de oito anos sem vitórias na casa santista. A última havia sido em 2009, 4 a 3, com gol de falta de...Rogério.

O São Paulo de Ceni é insinuante e busca o gol durante os noventa minutos. É cedo pra avaliar, evidente, mas o início é promissor.

Cueva e Luiz Araújo(2) marcaram e viraram o jogo, 3 a 1, placar aberto por Copete, em grande jogada de Vitor Bueno.

Tão importante quanto findar o jejum diante do Santos, é recuperar o respeito dos rivais. Nos dois primeiros clássicos do ano, um empate e uma vitória, o primeiro contra o Corinthians, pela Florida Cup.

Para conquistar o troféu  que não levanta desde 2005, ser forte diante dos principais rivais é indispensável. O São Paulo dá bons indícios.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

O desafio de Bauza

Na chegada do São Paulo ao Pacaembu o técnico Edgardo Bauza foi questionado sobre o fato de poupar tantos atletas para o clássico com o Santos: “Excesso de precaução”.

Da equipe titular que chegou às semifinais da Libertadores, apenas Denis, Maicon, Michel Bastos e Calleri estiveram entre os onze que iniciaram o clássico SanSão no último domingo.

O São Paulo foi preza fácil e com 43 segundos já perdia o jogo, gol de Vitor Bueno, em jogada que começou com Lucas Lima, passou por Gabriel, Thiago Maia e o rebote de Denis. Falha do goleiro são paulino.


Seria difícil em condições normais. Com um time tão desfigurado e inexperiente, ainda mais. Bauza sabia disso. O São Paulo estacionou no meio da tabela e não vence há três partidas no Brasileiro, empates com Flamengo e Sport, derrota para o Santos.

O último brasileiro semifinalista da Libertadores que brigou por título foi o Santos de 2007, eliminado pelo Grêmio na semifinal. Foi segundo, mas quinze pontos atrás do...São Paulo.

Depois do tricampeonato, em 2008, o São Paulo disputou o título em 2009 e a partir daí ficou cinco anos sem almejar o troféu mais cobiçado do país. Foi vice em 2014, dez pontos atrás do Cruzeiro, campeão indiscutível.

Chegar entre os melhores na Libertadores e brigar pelo título brasileiro exige planejamento. Elenco, trabalho a longo prazo, filosofia bem definida. O São Paulo tem problemas, mas pode ser o adversário de Boca ou Del Valle na decisão.

No Brasileiro ficou difícil. O último a ser semifinalista no continente e levantar a taça do Brasileiro foi o próprio São Paulo. 

Derrotado pelo Inter na final, foi campeão nacional com Muricy, o terceiro título paulista na quarta edição dos pontos corridos, em 2006.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Fé em Dios...

O River é apenas oitavo colocado em seu grupo no Campeonato Argentino. Em seis partidas, venceu apenas duas. Na última, empate sem gols com o Boca, no Monumental. 

A equipe campeã da América em 2015 não existe mais. Gallardo perdeu peças fundamentais como Funes Mori, Sánchez, Kranevitter e Teo Gutiérrez. E ainda que exista uma espinha do time campeão, com Barovero, Maidana, Ponzio e Alario, é evidente a inferioridade em relação ao grupo do último ano.

A missão do São Paulo na próxima quinta é complicada. Seria dureza também para Grêmio, Corinthians, Palmeiras... Ninguém tem vida fácil por lá. 

Mas há dois pontos fundamentais que agravam a situação: O primeiro, a classificação do grupo; o segundo, o que apresenta o São Paulo em 2016.

Se o River vencer o confronto chegará a seis pontos, dividindo a liderança do grupo com o The Strongest, ambos com seis. São Paulo e Trujillanos com zero. Neste caso, nem Dios Lugano salvaria a equipe de Bauza...

A partida será mais difícil pelo que apresenta o São Paulo em 2016 do que propriamente o rival. 

Na história, Edgardo Bauza enfrentou o River Plate 19 vezes como treinador. Venceu apenas uma, em 1999, quando comandava o Rosário Central. Nos últimos seis encontros, foram seis derrotas. É impressionante! 
 

ABRACADABRA

O Cruzeiro contratou 19 jogadores e o técnico Marcelo Oliveira ao final da temporada 2012. Foi bicampeão brasileiro com sobras em 2013 e 14, jogando o futebol mais vistoso do país durante este período. 

Não há mágica!

Vinícius Eutrópio recebeu Elicarlos, Dodô, Bady e Rafael Moura  na última semana. Se reforçar durante o campeonato não é o problema, o pecado pode ser começar a planejar o ano apenas em março.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Novo começo

O Joinville começou melhor em Palhoça, teve chance de abrir o placar aos 33 minutos em pênalti indiscutível sofrido por Welinton Júnior e desperdiçado pelo próprio atacante tricolor. No fim do primeiro tempo, Bruno Aguiar anotou o único gol da partida, após cobrança de escanteio, em falha inesperada do goleiro Thiago.

Na etapa complementar o panorama mudou. O Guarani voltou mais aceso, encurtando os espaços e melhor adaptado ao pesado gramado do Estádio Renato da Silveira, castigado ainda mais pela forte chuva que caiu no início da noite na grande Florianópolis. Mas não foi suficiente.

O JEC não vencia em estreias no Campeonato Catarinense desde 2011, quando bateu o Brusque, na Arena. Gols de Ramón e Aldair.

Nas duas últimas edições, apesar de ser finalista em ambas, o Joinville não venceu na primeira rodada e demorou para engrenar. Ficou no empate com o Criciúma em 2014 e com o Avaí, no ano passado.

A diferença fundamental é que o regulamento de 2016 volta a premiar a regularidade. O campeão de cada turno estará na final, diferente da última edição em que a primeira fase serviu apenas para classificar os seis melhores para um hexagonal ida e volta.

Os três pontos conquistados diante do Guarani valem tanto quanto vencer o Figueirense no clássico estadual da próxima quarta.

O Joinville não é campeão estadual desde 2001. Entre os grandes, os quinze anos de jejum é o maior atualmente. Na história, os maiores pertencem ao Figueirense (1941-1971 31 anos) e Avaí (1945-1973 28 anos).

No script

A superioridade física das equipes do interior que iniciam os trabalhos em dezembro fica evidente nos embates de início de campeonato. O Santos ficou devendo na Vila e por pouco não perdeu para o São Bernardo, graças ao gol de Gabriel, já no segundo tempo.

Em Campinas, o São Paulo começou na frente mas cedeu o empate ao Red Bull, em pênalti cometido por Lucão, que havia entrado no lugar do contundido Breno...

A equipe de Bauza joga mais próxima e é mais confiável defensivamente. Como há prioridade para acertar o setor de defesa, é natural a dificuldade para encontrar melhores alternativas ofensivas.

Importante é chegar focado e preparado suficiente para o desafio de quarta, no Peru, contra o César Vallejo. Ainda que a provável ausência de Breno preocupe, o São Paulo é favorito para o duelo.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Treino de luxo

O São Paulo do primeiro jogo das semi-finais melhorou em relação a equipe que perdeu para o Fluminense no Rio de Janeiro e empatou com o Vasco no Morumbi. Foi mais organizado, teve mais repertório. Não merecia perder por 3 a 1, mas o futebol torna-se ainda mais imperdoável quando a incompetência acontece diante de um adversário tão forte como é o Santos.

A equipe comandada por Dorival Júnior já está na final da Copa do Brasil e o confronto desta noite na Villa serve apenas para Doriva dar ritmo e seguir modelando o São Paulo que acredita ser o ideal.

Mais seguro defensivamente e efetivo no ataque. A volta de Alan Kardec e o bom momento de Alexandre Pato dão esperanças.

Rogério Ceni prolongou a aposentadoria após fraquejar no Campeonato Brasileiro de 2014, fez o mesmo após a Libertadores deste ano. Agora, o que restou, certamente cairá por terra na noite desta quarta-feira.

Encerrar a carreira no G4 da Série A na atual situação também será uma honra. O São Paulo têm totais possibilidades de terminar o Brasileirão em quarto. A missão começa sábado, no Morumbi, diante do Sport. Hoje, apenas treino  de luxo , na Villa Belmiro.

Quatro dos últimos cinco resultados do Palmeiras como mandante garantiriam o Fluminense na decisão

As possibilidades de Palmeiras e Fluminense são iguais na noite de hoje, no Allianz Parque. O verde venceu apenas uma das últimas cinco partidas que disputou. O Flu, duas. Mas a irregularidade das equipes não deve comprometer o nível da partida.

É evidente que jogar pelo empate credencia os cariocas como favoritos. O Palmeiras joga pressionado, se afastou do pelotão da frente no Campeonato Brasileiro e enxerga, na Copa do Brasil, a única oportunidade de salvar uma temporada que acreditou ser promissora.

Dos últimos cinco resultados como mandante do Palmeiras, apenas um deles o classificaria para a final do torneio: 2 a 0 sobre o Figueirense, em setembro. Depois, venceu Grêmio e Inter por 3 a 2, e perdeu pra Ponte Preta (0-1) e Sport (0-2).

O confronto desta noite é o 26º na história entre Palmeiras e Fluminense no Palestra Itália (antes e após sua reforma). O retrospecto é favorável à equipe paulista, que venceu 21, empatou duas e perdeu apenas em três oportunidades.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

75%

O Santos confirmou seu favoritismo diante do Figueirense e avançou às semifinais da Copa do Brasil. Foram necessários vinte e cinco minutos para Gabriel abrir o placar e servir Marquinhos Gabriel, em belo cruzamento, no segundo gol. O Figueira descontou com o bom zagueiro Bruno Alves, também na primeira etapa.

No início do segundo tempo, Neto Berola marcou de cabeça. O atacante, que pertence ao Atlético Mineiro, havia acabado de entrar. Foi o segundo gol dele com a camisa do Santos. O Figueirense fez mais um com Carlos Alberto. 

É incrível a força da equipe comandada por Dorival Júnior como mandante. Foram 13 jogos em casa desde que o novo treinador chegou e treze vitórias. Apenas uma longe da Vila Belmiro. Justamente a desta noite, pelo torneio nacional. 29.468 pessoas estiveram no Pacaembu.

O Santos chega a sua quinta semifinal de Copa do Brasil. Pela primeira vez está entre os quatro melhores por dois anos seguidos, já que foi eliminado pelo Cruzeiro, em 2014, nesta mesma fase. Na única vez em que chegou à final, desbancou o Vitória na decisão. O Santos de Neymar e Paulo Henrique Ganso era comandado por...Dorival.

Com a classificação, a equipe junta-se a Palmeiras, São Paulo e Fluminense, que garantiram classificação na quarta-feira. Pela primeira vez na história, três paulistas estão entre os quatro semifinalistas do torneio.

É verdade que antes de 2013, com o antigo regulamento, onde as equipes da Libertadores não jogavam a Copa do Brasil, era mais improvável a presença de três equipes de São Paulo entre os semifinalistas.

Com exceção a 2014, ano em que nenhum grande do estado jogou a Libertadores, nos últimos dez anos pelo menos dois deles estiveram na competição continental. É muita coisa.

Palmeiras e Fluminense e o clássico San-São ocorre nos dias 21 e 28 de outubro.

domingo, 27 de setembro de 2015

A bola pune

O gol de Robinho aos 45 da segunda etapa, novamente em erro na saída de bola de Rogério Ceni e em lance de extrema felicidade do meia, como aconteceu no clássico pelo Campeonato Paulista, foi o centésimo do verde na temporada e recolocou o Palmeiras no grupo dos quatro primeiros.

No confronto entre as equipes pelo primeiro turno do Brasileirão, onde os comandados de Marcelo Oliveira impuseram 4 a 0 no rival, o técnico Juan Carlos Osório afirmou que não havia uma diferença de quatro gols entre os times. Naquela oportunidade o Palmeiras foi melhor e traduziu sua superioridade em resultado.

Não há uma diferença de quatro gols entre Palmeiras e São Paulo.

Mas no Choque Rei deste domingo houve muita diferença.  O São Paulo foi superior do início ao fim, anulou as principais armas do rival, mas não teve a eficiência que pesou contra si no clássico do primeiro turno.

O rendimento do São Paulo foi ótimo. Domingo passado, em Florianópolis, contra o Avaí, Osório optou por preservar seus principais jogadores.  Entrou em campo com sete atletas oriundos das categorias de base, com Thiago Mendes e Alexandre Pato, que haviam treinado durante a semana, no banco de reservas.

A intenção era chegar mais inteiro para o confronto com o Vasco, pela Copa do Brasil, e no jogo deste domingo, frente ao Palmeiras. O desempenho foi acima da média em ambas partidas.  E Thiago Mendes, o melhor do clássico.

Tá chegando

O tropeço do Atlético em Joinville permitiu um distanciamento ainda maior. Agora são sete pontos de diferença para o líder. Se já estava difícil, ficou ainda mais. O Corinthians é irretocável coletivamente e caminha a passos largos para o seu sexto titulo nacional. 

Na chuvosa Florianópolis, sobrou controle de jogo. O time de Tite levou algum tempo para de adaptar ao gramado pesado, mas logo na primeira oportunidade que Jadson teve de pensar o jogo, Elias infiltrou por trás dos volantes e abriu o placar. Gil e Renato Augusto também marcaram para o timão. No fim, Leandro Silva descontou para o Figueirense.

Restam 10 rodadas pra terminar o campeonato. Pro Corinthians ser campeão, menos. Só um milagre atleticano pode impedir. Depois de empatar com o lanterna, ficou difícil de acreditar no Galo.

Luz

Ninguém no Brasileirão fez mais pontos do que o Vasco nas últimas cinco rodadas. De quinze disputados, treze foram computados na conta do cruzmaltino. Em cinco jogos, o Vasco fez o mesmo número de pontos que havia conquistado nas 23 rodadas anteriores.

Seis  pontos o separam do Goiás, primeira equipe fora da zona de rebaixamento. O próximo compromisso é em Florianópolis, contra o Avaí. 

A manutenção vascaína segue improvável, mas possível. O momento é favorável, e tudo passa pelo confronto direto do próximo domingo, na Ressacada. O Vasco está vivo.

domingo, 16 de agosto de 2015

O pecado de Osório

Algumas coisas justificam o rodízio feito por Juan Carlos Osório em sua equipe titular. Preserva a condição física de alguns, permite observar novas alternativas de jogo com diferentes peças, evita o atleta desmotivado por não receber oportunidades...

Deve ser feito quando for preciso conciliar duas competições de alto nível em período curto de tempo. É verdade que o São Paulo joga pela Copa do Brasil no meio da semana que vem e que quatro dias atrás esteve em Florianópolis jogando com o Figueirense.

Mas foi uma temeridade mudar drasticamente um time em formação. Por mais que existam motivos plausíveis para a opção do treinador colombiano, pôr em campo uma equipe com oito jogadores diferentes da que atuou na partida anterior foi um abuso.

Em relação ao time que jogou quarta-feira no Orlando Scarpelli, somente Breno, Wesley e Alexandre Pato foram titulares diante do Goiás.

O rodízio funciona na Europa pois lá a pré-temporada é adequada, os elencos sofrem poucas alterações e não se troca de treinador depois de um ou outro resultado negativo.

Osório pecou em desfigurar sua equipe que vinha de três boas atuações, contra Atlético Mineiro, Corinthians e Figueirense. Errou também em deixar seu único meia armador no banco de reservas diante de um Goiás fechado com duas linhas compactadas.

Ganso pode estar devendo a muito tempo, mas fez boa partida em Florianópolis. O São Paulo precisava ser criativo e paciente. Mas, afobado, se tornou presa fácil.

Receita do fracasso

Na história dos pontos corridos com vinte clubes, todos os lanternas do primeiro turno foram rebaixados ao fim do campeonato. O Vasco têm treze pontos, três vitórias em dezenove partidas e aproveitamento inferior a 23%.

O Vasco não está rebaixado. Mas tudo indica que jogará pela terceira vez em oito anos a Série B do campeonato brasileiro. Pois não teve planejamento, por que contratou mal e achou que estava pronto para o restante da temporada após vencer o fraco Campeonato Carioca. Simples?

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Opostos

O início do São Paulo no Mineirão indicava uma noite feliz ao time de Juan Carlos Osório. Luis Fabiano e Paulo Henrique Ganso cumpriam bem o papel tático determinado pelo treinador colombiano: marcar os volantes do Atlético e complicar a saída de bola do rival. Deu certo até determinado momento.

Foram no mínimo três chances reais de gol, até Pratto marcar para o Galo aos 19 minutos e desestabilizar emocionalmente o São Paulo. Como de praxe acontece com a equipe do Morumbi.

O São Paulo jogou bem e a atuação dá esperança ao torcedor. É normal sentir o baque do gol sofrido, principalmente quando não consegue transformar a superioridade em gols. A evolução é perceptível e o desempenho ameniza o resultado, que não demonstra o que foi o jogo.

Mas a partida retratou bem o momento de ambos os clubes. Um São Paulo que não encontra consistência e repleto de desconfianças. O Atlético com sorte de campeão, conseguindo se safar nos momentos de dificuldade.

São onze anos sem vitórias do São Paulo diante do Galo em Belo Horizonte. Na tabela, oito pontos de diferença. A noite que quando começou aparentava ser tricolor, terminou alvinegra, como vem sendo sempre.

Se o Galo está faminto pelo Brasileirão desde 1971, a noite de quarta-feira foi um prato cheio para alimentar as esperanças de seu torcedor. O titulo pode até não ficar pelo terceiro ano seguido em Minas, mas que o Atlético está fazendo tudo certo para que isso aconteça, ele está.

Diferente

O adversário não permitia que a postura do Corinthians fosse outra. Era necessário sair pro jogo, adiantar suas linhas, ser criativo. Foram 19 finalizações, 27 desarmes. Os números lembram o time da Libertadores, mas o rendimento segue distante.

As peças são outras e não dá para esperar de Malcom e Vagner Love o mesmo de Sheik e Guerrero. Mas o Corinthians voltou a jogar pra frente, propondo o jogo, tomando as rédeas do confronto. Segue na briga, variando boas e más atuações, mas mantendo o imprescindível na caça ao Galo: os três pontos.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Plano falho

A derrota  no último sábado diante do Atlético PR no Estádio da Ressacada foi a terceira do Avaí dentro de casa neste Campeonato Brasileiro. Além dos três resultados adversos, o time de Gilson Kleina empatou três e venceu em duas oportunidades. Aproveitamento de 37,5% nos jogos realizados em Florianópolis. Fraco.

Por mais que tenha um aproveitamento superior jogando fora de casa (38%), e a conquista dos oito pontos como visitante o mantenha longe da zona de rebaixamento, o desempenho dentro de seu estádio preocupa.

É importante transformar sua casa numa armadilha ao rival, como faz a Chapecoense quando joga no oeste de Santa Catarina, por exemplo. Os adversários sentem-se à vontade quando vêm à Ressacada.

A derrota de  sábado não passa tanto por Juninho, que perdeu um pênalti aos 46 do segundo tempo e desperdiçou a oportunidade de empatar o confronto. É verdade que se o meio-campista da seleção do Timor Leste convertesse a penalidade, o jogo provavelmente seria empate. Apenas provavelmente porque o time de Kleina estava exausto àquela altura do confronto e se arrastava em campo. Não seria nada inesperado se Atlético fizesse o terceiro gol nos dois minutos restantes.

Resultado de uma estratégia equivocada e de um plano de jogo que falhou.

Kleina não tinha o garoto Renan e optou por Pablo para fazer dupla com Eduardo Neto. Ambos não têm característica de combatividade à frente dos zagueiros. Ficou escancarada a falta que o jovem de 17 anos faz ao time.

O Avaí tentou igualar com o Atlético na vitalidade, teve êxito pelo lado direito enquanto Nino Paraíba e Roberto trabalharam bem. Durou 45 minutos. Milton Mendes acertou a marcação pelo lado esquerdo de sua defesa e brecou as investidas do time da casa.

O primeiro tempo de jogo foi ótimo, principalmente no início. Confronto aberto, duas equipes buscando o gol em extrema velocidade. Foi mais feliz o rubro negro, que marcou primeiro e desestabilizou o rival, que virou bagunça total em campo.

O Avaí tentou demais, correu demais, e cansou cedo demais. O jogador mais velho do meio de campo do Atlético Paranaense é Nikão, com 22 anos. Otávio e Hernani têm 21, Marcos Guilherme 19 e Bruno Mota 20.

Quando Marcos Guilherme fez 2 a 1, aos 44 do segundo tempo, três jogadores do Avaí despencaram no gramado, totalmente esgotados. Reflexo de uma estratégia precipitada e de um time que se desorganiza facilmente quando encontra dificuldades.


Discrepância

O Palmeiras está no G4 pela primeira vez neste campeonato e o Vasco segue na parte de baixo. Juan Carlos Osório disse que não havia quatro gols de diferença entre Palmeiras e São Paulo quando o alviverde aplicou 4 a 0 no rival. Entre Vasco e Palmeiras há até mais.

O Palmeiras se preparou para estar onde está. Na perspectiva do Vasco para o Brasileirão, não havia nada além do que o time faz no campeonato. Os reservas do Palmeiras eram: Aranha, João Pedro, Nathan, Andrei Girotto, Amaral, Zé Roberto, Cleiton Xavier, Gabriel, Kelvin, Mouche, Cristaldo e Barrios. Quais não seriam titulares no Vasco?

A coluna de domingo(26) foi transferida para segunda(27) por motivos pessoais.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Início do Atlético PR é o melhor da história do clube na era dos pontos corridos

Milton Mendes chegou sob desconfiança ao Atlético. Era mês de abril, o clube lutava contra o rebaixamento no estadual e vivia uma das piores crises de sua história. Foi a pior campanha dos últimos 35 anos do clube da baixada no campeonato regional.

É possível fazer uma lista com todos os erros da diretoria do Atlético nesta temporada, principalmente no primeiro semestre. A falta de planejamento ao tirar o time principal da pré-temporada e pôr para jogar o estadual imediatamente, com a intenção de resolver todos os problemas e conseguir a classificação. Não dava mais tempo.

Já comandado por Milton, safou-se do vexame do rebaixamento, mas não evitou a queda trágica na segunda fase da Copa do Brasil. Eliminação precoce diante do frágil Tupi, em plena Arena da Baixada.

Era inimaginável projetar um bom segundo semestre. Com as falhas da diretoria, sobretudo na área do futebol, as eliminações no Paranaense e Copa do Brasil. Mas o cenário mudou. Hoje, menos de dois meses depois da fatídica queda diante do Tupi, o Atlético faz o que não fez em nenhum outro momento do ano: joga bem. E está no g4.

O atleticano mais otimista não esperava. Após o triunfo sobre o São Paulo --mantendo a invencibilidade de 15 jogos diante do tricolor na Baixada--, o Atlético supera todas as suas campanhas na era dos pontos corridos. Com 19 pontos em dez rodadas, deixa pra trás a campanha do ano passado, onde somava 16 pontos nas dez primeiras partidas.

O tempo dirá

Só dois clubes na Série A trocaram de técnico três vezes na temporada: Fluminense e Atlético PR. Hoje protagonizam uma disputa ferrenha pela quarta posição. É contraditório.

Não tem como não valorizar os trabalhos. Tanto Enderson Moreira quanto Milton Mendes possuem seus méritos. O primeiro tem um mês e dez dias de trabalho, o segundo dois meses e doze dias. A questão é saber se o efeito é paliativo ou o trabalho será bom a longo prazo. O fato é que Flu e Atlético vencem e jogam bem.

sábado, 2 de agosto de 2014

Minha coluna em 02/08 no blog

São Paulo precisa vencer o Criciúma pra não se distanciar do G4. Em 2013 não venceu

São Paulo e Criciúma se enfrentam na noite deste sábado, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro, no Morumbi.

Ambos vêm de duas derrotas: O tricolor perdeu para a Chapecoense e Goiás, por 1 a 0 e 2 a 1, respectivamente. O time de Santa Catarina conheceu seu primeiro revés depois da volta do Campeonato após a Copa do Mundo diante do Atlético Paranaense, na Arena da Baixada, por 2 a 0. No último fim de semana, em seus domínios, perdeu para o Vitória de Jorginho por 3 a 1.

Os donos da casa não podem nem pensar em perder. Em caso de derrota, os paulistas podem se distanciar em até doze pontos do líder Cruzeiro, que enfrenta o frágil Botafogo também neste sábado, no Maracanã. Muricy não poderá contar com Kaká.

O Criciúma também pode se complicar e entrar na zona da degola caso não vença o São Paulo esta noite. Apenas um ponto separa o Tigre de Coritiba e Flamengo, os dois primeiros do grupo dos últimos.

Em 2013, no Morumbi, os catarinenses levaram a melhor. Marcel e Lins marcaram os dois gols da vitória dos visitantes, no dia cinco de setembro, pela 18ª rodada. No jogo do segundo turno, em Santa Catarina, o Criciúma também venceu: 1 a 0, gol marcado por Wellington Paulista, logo no princípio do jogo. 

Brasileiro apitará a final da Libertadores na Argentina

Dia 13 de agosto, no estádio Nuevo Gasômetro, na Argentina, San Lorenzo e Nacional do Paraguai vão decidir o inédito título da Libertadores de 2014. 

Depois de 23 anos o Brasil voltou a não ter um de seus representantes pelo menos na semi-final do torneio. Mas na grande decisão da taça mais cobiçada da América, um pernambucano de 39 anos estará dentro das quatro linhas. Mas não como jogador e sim como o homem responsável pelo jogo e dono do apito: Sandro Meira Ricci será o árbitro da partida, auxiliado por Emerson de Carvalho e Marcelo Van Gasse.

O primeiro jogo acontece na  próxima quarta-feira, dia 06, no Paraguai.

Parabéns, Schweinsteiger!

Hoje aquele rapaz que terminou a final da Copa do Mundo vencida pela Alemanha com o rosto sangrando comemora seu aniversário de número trinta. 

São doze anos de carreira, onde o alemão acumula nada menos do que sete Bundesliga, a tão sonhada UEFA Champions League e claro, a taça da Copa do Mundo, conquistada recentemente no Maracanã.

Bastian é um exemplo dentro e fora de campo e será sempre lembrado.

quinta-feira, 27 de março de 2014

São Paulo apático cai dentro de casa e Santos atropela mais um. Clássico só na final

A eliminação do São Paulo, ontem, diante da Penapolense, pode ter encaminhado Santos e Palmeiras à final do Paulistão 2014. Ou não.

O peixe bateu a Ponte Preta na Vila, com autoridade. A jovem equipe do técnico Oswaldo de Oliveira não se limita à sua inexperiência. Muito pelo contrário. Joga pra frente, com força e consistência defensiva. Primeiro colocado geral da primeira fase, o Santos é grande favorito.

Quando o jogo acabou na Vila, a expectativa era de uma semi-final entre Santos e São Paulo. O tricolor receberia a Penapolense, dentro de casa. Bastava uma simples vitória para estar na fase seguinte e enfrentar o rival.

Com pouca criatividade no meio de campo, a equipe não conseguia encontrar os espaços necessários para chegar ao gol. O São Paulo parava na compacta defesa da Penapolense -  que vez ou outra levava perigo nos contra-golpes.

 
Festa dos jogadores. Penapolense pega o Santos na semi. foto: Voz Caiçara

A partida no tempo normal terminou 0 a 0. E a decisão foi para os pênaltis. O nervosismo da torcida nas arquibancadas refletia bem o sentimento dos jogadores em campo. O time de Penápolis demonstrou frieza e converteu todas as penalidades. Pelo lado do São Paulo, Rodrigo Caio teve erro fatal. Na cobrança, o goleiro Samuel defendeu. Penapolense classificada!

o troco

Ano passado, também pelas quartas de finais, as duas equipes se enfrentaram no mesmo estádio. Na oportunidade, Jaílton, zagueiro da Penapolense, fez o gol contra que colocou o tricolor do Morumbi na fase seguinte. Ontem foi a vez do defensor comemorar.


No único confronto do interior, o Botafogo-SP recebeu o Ituano no estádio Santa Cruz. Novamente empate sem gols no tempo regulamentar. Nas penalidades, melhor para o Ituano. 4-1 para os visitantes, que esperam por Bragantino ou Palmeiras.

O último jogo da fase acontece hoje, no Pacaembu. O Palmeiras recebe o Bragantino às 21:00. O vencedor joga com o Ituano. Na outra semi-final, o Santos pega a Penapolense.