E foi porque o Cruzeiro não transpirou a disputa, entrou frio e disposto a empatar. Diferente da primeira partida, onde demonstrou equilíbrio e espírito de Libertadores.
Venceu quando não tinha a obrigação e, aonde deveria fazer valer a sua força, fraquejou. E caiu diante do River.
Puro descaso celeste diante do rival. O lance de Willian, aos dois minutos, evidencia isso. Imprudência do camisa 25, que poderia evitar a tragédia da noite se tivesse o mínimo de frieza na frente de Barovero.
Ou ela seria inevitável?
O Cruzeiro errou um passe a cada dois minutos. Marcou mal e não teve saída de bola eficiente. Reflexo do espaçamento entre os setores.
Nada deu certo. A noite era mesmo dos Milionários.
Pelo segundo ano seguido a equipe de Marcelo Oliveira fica pelo caminho nas quartas de final do torneio. Novamente diante de um Argentino, outra vez no Mineirão.
E o torcedor do River mais otimista já projeta um final igual ao do San Lorenzo.
O tempo não para
É verdade que Oswaldo ainda não deu uma cara ao Palmeiras. Em quatro meses de trabalho é possível, mas não obrigação. O time defende bem e cria, mas falta o primordial: confiança. Ela só virá com vitórias.
É preciso dar crédito ao trabalho e confiar. A demissão de Vanderlei Luxemburgo do Flamengo faz com que Oswaldo sinta-se menos confortável no cargo. Mas questiona-se que Vanderlei já não é mais o mesmo. Ora, é o próprio. O futebol é quem mudou.