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sexta-feira, 21 de julho de 2017

ABRACADABRA

Dos onze titulares do Figueirense que enfrentaram o CRB terça-feira (11), somente três começaram o ano no Estádio Orlando Scarpelli. Marquinhos, Leandro Almeida e Weldinho. Os outros, todos chegaram após o Campeonato Catarinense, no início ou durante a Série B.

Os fracassos recentes dos times de Marquinhos Santos, Márcio Goiano e agora Marcelo Cabo levam ao questionamento inevitável: como um time que recebeu tantos reforços não engrena?

Após empatar com o Oeste, terça (18), em Florianópolis, o clube anunciou mais dois atletas. Somando todas as contratações feitas após o estadual, o número de reforços chega aos 19. É muita coisa.

Há quem acredite que ainda seja necessário reforçar o grupo. Um meia, um zagueiro, outro atacante...

O problema do Figueirense passa longe de reforços ou contratações pontuais.

Em fevereiro, a estreia no estadual foi com Luis Carlos, Dudu, Dirceu, Bruno Alves e Henrique Trevisan; Juliano, Ferrugem, Matheusinho; Éverton, Anderson Aquino e Bill.

Dos onze, cinco deixaram o clube, Ferrugem treina em separado, quatro são reservas e somente Bruno Alves enfrentou o Oeste na última terça (18).

Há um mês na zona de rebaixamento e amargando sua pior campanha na divisão, o Figueirense que enfrenta o América esta noite é o reflexo puro de uma administração confusa e um futebol pouquíssimo convicto.

Com 8 pontos de diferença para o CRB, quarto colocado, seriam necessárias três rodadas perfeitas para deixar a zona de rebaixamento e entrar na disputa pelo acesso. O aproveitamento, hoje em 36%, teria que chegar aos 54%, número distante do rendimento atual.

Apesar do presente confirmar a tese, o retrospecto dos catarinense nas últimas edições da Série B mostram casos contraditórios, como o próprio Figueirense em 2013, com sete pontos de diferença para o quarto colocado, restando apenas seis rodadas pro fim do campeonato.

Foram quatro vitórias e dois empates, incríveis 77% de aproveitamento que confirmaram o acesso na última rodada, em Bragança Paulista.

O Criciúma, classificado em 2012, teve início de ano semelhante ao Figueirense de 17. Eliminado na primeira do estadual, recebeu boa parte do elenco no início da competição. Nomes como França, Giovanni Augusto, Kléber, Ozéia, todos titulares e que chegaram antes ou durante a Série B.

A diferença, no entanto, está na pontuação dos times. Nesta mesma rodada, em 2012, o Criciúma de Paulo Comelli liderava a Série B com 35 pontos, o dobro do que soma neste momento a equipe de Marcelo Cabo.

Lembre-se também do Avaí de 2016, 16º colocado na vigésima rodada e vice campeão da Série B em dezembro, com apenas uma derrota nos últimos 18 jogos. Na partida do acesso, em Londrina, metade dos titulares haviam chegado ao clube após o estadual: Alemão, Betão, Fábio Sanchez, Capa e Luan – Marquinhos retornou de lesão apenas em agosto.

Na contramão, o Joinville de 2014 e a Chapecoense de 2013 provaram sucesso por caminhos opostos. Com Hemerson Maria contratado desde o fim de 2013, o Joinville fez ótimo Campeonato Catarinense, manteve sua base para o nacional e sagrou-se campeão da Série B em 2014.

A Chapecoense, com Gilmar Dal Pozzo desde setembro de 2012, subiu em 2013 com um grupo modesto, mas numa filosofia de trabalho que levou o clube da quarta à primeira divisão em cinco anos.

Em Brasileiro de pontos corridos, o Figueirense só teve campanha pior nesta mesma rodada em dois anos: 2012, com oito pontos, e 2014, com quatorze. Em 2015 e 2016, na Série A, somava o mesmo número de pontos da campanha atual.

Na história da Série B, nunca um time que conquistou o acesso esteve na zona de rebaixamento nesta rodada. O Figueirense pode ser o primeiro a contrariar a lógica.

Mas é preciso planejar, confiar, dar tempo. Marcelo Cabo foi campeão com o Atlético GO ano passado. Com sete rodadas, já somava 16 pontos. O Figueirense precisou de quinze.

Com três técnicos e mais de quarenta atletas no elenco, é difícil. Não se forma time assim. É preciso brigar com a cultura.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

É mais fácil ser Corinthians

O gol de Lucas Pratto em Itaquera foi o quinto sofrido pelo Corinthians de bola rolando dentro da área. Os outros oito, ou de longe, ou bola parada. 

O Corinthians de Fábio Carille é seguro, diferente de 2016, mas bem parecido com temporadas anteriores, sob o comando de Tite e Mano Menezes, sempre com  Carille na comissão técnica. 

Ser consistente defensivamente traz paz e confiança. O Corinthians é forte como equipe e evolui lentamente em aspectos ofensivos e de criatividade. 

Você pode até criticar a ideia, mas a execução está inquestionavelmente bem feita. 

No São Paulo, você pode criticar a execução, mas deve respeitar a ideia. 

O modelo de jogo pensado por Rogério Ceni exige paciência, trabalho, tempo. Não é tão simples. 

Mas é errado também atribuir o fracasso apenas ao bom desempenho da defesa rival. É possível variar, buscar outras alternativas dentro da filosofia pensada.

42 cruzamentos no jogo inteiro, quase um a cada dois minutos, é absurdo!

Mas o São Paulo se impõe. Gosta de ter a bola, construir pacientemente. A dificuldade é natural. Para o que pensa Ceni, quatro meses de trabalho não basta. 

No rival, é mais simples. Primeiro porque Carille está há mais tempo no clube, segundo porque é menos complexo formar um time organizado na defesa e que busca esporadicamente o ataque. O Corinthians foi apenas o décimo ataque mais positivo do Campeonato Paulista!

A diferença entre os dois está no estilo. Fábio Carille executa melhor, Rogério ousa mais.


O problema é nossa paciência para entender ideias diferentes.

sábado, 11 de março de 2017

Visitante dos sonhos

Na primeira partida do ano em que o melhor ataque do Campeonato Paulista falhou, a pior defesa da competição manteve sua terrível média. Aí a importância do equilíbrio entre os setores do São Paulo.

Eduardo Baptista posicionou sua equipe à frente, marcando em cima e dificultando a saída de bola rival. Sofreu o São Paulo.

Sem Cueva, Rogério deslocou Thiago Mendes para a ponta direita e trouxe Jucilei ao time, na primeira função do meio de campo. Não funcionou.

O primeiro tempo foi de muita luta e pouco brilho. O Palmeiras diminuindo espaços e tentando definir rapidamente as jogadas, o São Paulo se atrapalhando na saída de bola e sofrendo para chegar ao ataque com qualidade.

Num erro de passe do zagueiro Douglas, a bola sobrou para Dudu encobrir o goleiro Denis. Uma pintura! Para o capitão palmeirense, o gol mais bonito de sua carreira.

O Palmeiras cresceu no segundo tempo, principalmente depois de Tchê Tchê fazer o segundo, após chute de fora da área, aos dez da etapa final.

Aos 25, Guerra pegou rebote de Borja e fechou a conta. Vitória justa na Arena.

Com seis pontos de vantagem para o terceiro colocado no Grupo B, o São Paulo segue em situação relativamente tranquila no estadual. Mas mantém também o péssimo aproveitamento como visitante em clássicos.

Das últimas 17 vezes em que visitou rivais em São Paulo, venceu apenas uma. O Santos, este ano ano, na Villa.  Diante do Palmeiras, não vence como visitante desde 2007. É pouco!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Vinte anos após a primeira glória como goleiro, Rogério conquista primeiro clássico como treinador

O zagueiro Maicon foi questionado na saída do gramado da Vila Belmiro pelo repórter Roberto Lioi, da Rádio CBN, o que significava a vitória do São Paulo diante do Santos. O são paulino foi curto: três pontos.

Significa bem mais.

Há exatos vinte anos, Rogério Ceni marcava o primeiro gol de sua carreira. 15 de fevereiro de 1997, São Paulo e União São João, Campeonato Paulista daquele ano, vitória tricolor por 2 a 0. Era o início de tudo.

O triunfo são paulino na noite de hoje encerra a série de seis partidas sem vencer o rival e quebra o jejum de oito anos sem vitórias na casa santista. A última havia sido em 2009, 4 a 3, com gol de falta de...Rogério.

O São Paulo de Ceni é insinuante e busca o gol durante os noventa minutos. É cedo pra avaliar, evidente, mas o início é promissor.

Cueva e Luiz Araújo(2) marcaram e viraram o jogo, 3 a 1, placar aberto por Copete, em grande jogada de Vitor Bueno.

Tão importante quanto findar o jejum diante do Santos, é recuperar o respeito dos rivais. Nos dois primeiros clássicos do ano, um empate e uma vitória, o primeiro contra o Corinthians, pela Florida Cup.

Para conquistar o troféu  que não levanta desde 2005, ser forte diante dos principais rivais é indispensável. O São Paulo dá bons indícios.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Vitória da paz

Marquinhos Santos venceu a quarta partida sob o comando do Figueirense desde que chegou a Florianópolis, em setembro, com a missão de salvar o clube do rebaixamento. São 18 jogos, além das quatro vitórias, quatro empates e dez derrotas. Aproveitamento de 29%.

Qualquer resultado que não fosse vitória na noite do último domingo, na capital, certamente encerraria a trajetória de Marquinhos a frente da equipe catarinense. Após a derrota sofrida na última quinta-feita, em Itajaí, a situação se tornou quase insustentável.

No suspiro final, Marquinhos ganhou sobrevida com a goleada diante do Criciúma, principalmente após o bom segundo tempo apresentado por seus comandados.
Figueira cresceu no segundo tempo com a entrada de A. Aquino

A manutenção do treinador após a temporada passada contraria o senso comum. Treinador rebaixado, desempenho fraco, números negativos...

Apostar no trabalho, respaldar o treinador e acreditar na continuidade com Marquinhos Santos no comando exige paciência. É difícil começar  do zero com o peso de um rebaixamento nas costas.

O Figueirense contratou doze jogadores para a temporada. Mais da metade (8) já havia trabalhado com o técnico em algum momento da carreira. Dirceu, Leandro Almeida, Hélder, Anderson Aquino, Zé Love e Bill, no Coritiba; Juliano e Éverton, em 2016, no Fortaleza.

Todos indicados ou aprovados por Marquinhos e Léo Franco, superintende de esportes, contratado junto ao Fortaleza no fim do ano, também indicação do atual treinador alvinegro, segundo informações do jornalista Rodrigo Faraco.

O projeto Figueirense 2017 passa por Marquinhos Santos e a certeza de que não se forma time de uma hora pra outra está cada vez mais clara.

É preciso tempo, tranquilidade, confiança. Está só começando.

domingo, 1 de maio de 2016

Aberto

Na história do futebol catarinense houve em duas oportunidades  três vices consecutivos: O extinto Iris, da capital, perdeu para o Atlético Catarinense em 1934, e duas vezes para o Figueirense, em 35 e 36.

Após vinte e quatro anos o Marcílio Dias conseguiu  mesma façanha. Três finais perdidas diante do mesmo adversário, o Metropol, atualmente equipe amadora de Criciúma, em 1960, 61 e 62. Na quarta final seguida, em 63, o Marcílio conquistou finalmente seu primeiro título estadual.

O Joinville perdeu em casa a primeira partida da final e pra ser campeão em Chapecó precisa vencer por dois gols de diferença.

Se for vice no próximo domingo,  o JEC chegará a 15 anos sem conquistar o título estadual. Entre os grandes, o jejum é o maior atualmente. Na história, os maiores pertencem ao Figueirense (1941-1971) e Avaí (1945-1973).

Mas lembre-se que o Joinville venceu a Chapecoense em Chapecó nos últimos dois anos por dois gols de diferença. O técnico? Hemerson Maria.

O campeonato só acaba semana que vem.

Mão na taça 

O Atlético levou pouco mais de quinze minutos pra liquidar a fatura na Arena da Baixada (3-0) e encaminhar o fim de um jejum que já dura sete anos. A equipe comandada por Paulo Autuori pode perder por até dois gols de diferença no Couto Pereira.

A última vez que uma equipe perdeu a primeira partida e conseguiu reverter a vantagem no Campeonato Paranaense foi em 2005. O próprio Atlético sagrou-se campeão, após perder a ida no Alto da Glória e devolver o 1 a 0 na volta, vencendo nos pênaltis.

Se confirmar, será o primeiro título de Autuori à frente de um clube brasileiro após o Mundial de  2005, pelo São Paulo.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Avaí jamais perdeu oito seguidas em sua história

Se tratando de partidas oficias, a atual série de derrotas do Avaí é a maior em toda sua existência. Desde 1923 jamais houve oito derrotas consecutivas em partidas válidas por algum campeonato ou torneio.

Considerando partidas amistosas, houve seis derrotas seguidas na década de setenta, sete na década de oitenta, e oito em 2005.

Em 1974, no clássico de número 205, o Avaí de Zenon, campeão brasileiro pelo Guarani quatro anos mais tarde, perdeu por 1 a 0 para o Figueirense na disputa da Taça CMT.

Depois foram outros cinco resultados adversos: Paysandu, Vasco, Itabaiana, Coritiba e Bahia, todos pelo campeonato nacional.

Na década de oitenta, o Avaí perdeu para Criciúma(2x), Vasco, Joinville(2x) e Figueirense (2x). A partida diante dos cariocas marcou a inauguração do Estádio da Ressacada.

A sequência que iguala a marca atual – considerando o amistoso com o Marcílio Dias – aconteceu em 2005. Derrotas para Guarani, Santa Cruz, Grêmio(2x), Santo André(2x), Santa Cruz e Marcílio Dias.

A derrota no último domingo diante do Figueirense foi a sétima seguida no Campeonato Catarinense. Nunca aconteceu!

Com o revés no Couto Pereira, pela Liga Sul Minas Rio, frente ao Coritiba, são oito partidas oficias com derrotas. O maior vexame da história do clube.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Fé em Dios...

O River é apenas oitavo colocado em seu grupo no Campeonato Argentino. Em seis partidas, venceu apenas duas. Na última, empate sem gols com o Boca, no Monumental. 

A equipe campeã da América em 2015 não existe mais. Gallardo perdeu peças fundamentais como Funes Mori, Sánchez, Kranevitter e Teo Gutiérrez. E ainda que exista uma espinha do time campeão, com Barovero, Maidana, Ponzio e Alario, é evidente a inferioridade em relação ao grupo do último ano.

A missão do São Paulo na próxima quinta é complicada. Seria dureza também para Grêmio, Corinthians, Palmeiras... Ninguém tem vida fácil por lá. 

Mas há dois pontos fundamentais que agravam a situação: O primeiro, a classificação do grupo; o segundo, o que apresenta o São Paulo em 2016.

Se o River vencer o confronto chegará a seis pontos, dividindo a liderança do grupo com o The Strongest, ambos com seis. São Paulo e Trujillanos com zero. Neste caso, nem Dios Lugano salvaria a equipe de Bauza...

A partida será mais difícil pelo que apresenta o São Paulo em 2016 do que propriamente o rival. 

Na história, Edgardo Bauza enfrentou o River Plate 19 vezes como treinador. Venceu apenas uma, em 1999, quando comandava o Rosário Central. Nos últimos seis encontros, foram seis derrotas. É impressionante! 
 

ABRACADABRA

O Cruzeiro contratou 19 jogadores e o técnico Marcelo Oliveira ao final da temporada 2012. Foi bicampeão brasileiro com sobras em 2013 e 14, jogando o futebol mais vistoso do país durante este período. 

Não há mágica!

Vinícius Eutrópio recebeu Elicarlos, Dodô, Bady e Rafael Moura  na última semana. Se reforçar durante o campeonato não é o problema, o pecado pode ser começar a planejar o ano apenas em março.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Novo começo

O Joinville começou melhor em Palhoça, teve chance de abrir o placar aos 33 minutos em pênalti indiscutível sofrido por Welinton Júnior e desperdiçado pelo próprio atacante tricolor. No fim do primeiro tempo, Bruno Aguiar anotou o único gol da partida, após cobrança de escanteio, em falha inesperada do goleiro Thiago.

Na etapa complementar o panorama mudou. O Guarani voltou mais aceso, encurtando os espaços e melhor adaptado ao pesado gramado do Estádio Renato da Silveira, castigado ainda mais pela forte chuva que caiu no início da noite na grande Florianópolis. Mas não foi suficiente.

O JEC não vencia em estreias no Campeonato Catarinense desde 2011, quando bateu o Brusque, na Arena. Gols de Ramón e Aldair.

Nas duas últimas edições, apesar de ser finalista em ambas, o Joinville não venceu na primeira rodada e demorou para engrenar. Ficou no empate com o Criciúma em 2014 e com o Avaí, no ano passado.

A diferença fundamental é que o regulamento de 2016 volta a premiar a regularidade. O campeão de cada turno estará na final, diferente da última edição em que a primeira fase serviu apenas para classificar os seis melhores para um hexagonal ida e volta.

Os três pontos conquistados diante do Guarani valem tanto quanto vencer o Figueirense no clássico estadual da próxima quarta.

O Joinville não é campeão estadual desde 2001. Entre os grandes, os quinze anos de jejum é o maior atualmente. Na história, os maiores pertencem ao Figueirense (1941-1971 31 anos) e Avaí (1945-1973 28 anos).

No script

A superioridade física das equipes do interior que iniciam os trabalhos em dezembro fica evidente nos embates de início de campeonato. O Santos ficou devendo na Vila e por pouco não perdeu para o São Bernardo, graças ao gol de Gabriel, já no segundo tempo.

Em Campinas, o São Paulo começou na frente mas cedeu o empate ao Red Bull, em pênalti cometido por Lucão, que havia entrado no lugar do contundido Breno...

A equipe de Bauza joga mais próxima e é mais confiável defensivamente. Como há prioridade para acertar o setor de defesa, é natural a dificuldade para encontrar melhores alternativas ofensivas.

Importante é chegar focado e preparado suficiente para o desafio de quarta, no Peru, contra o César Vallejo. Ainda que a provável ausência de Breno preocupe, o São Paulo é favorito para o duelo.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Adeus ano velho

"O Campeonato Catarinense 2015 será o melhor da história" era a frase padrão e representava bem a expectativa no início deste ano. Era inevitável, de fato. Até porque, quando na história o estado de Santa Catarina teve quatro clubes entre os vinte melhores do país? Jamais. E dificilmente terá novamente num futuro tão próximo, a depender da permanência de quem já está por lá e da ascensão do Criciúma.

É a realidade.

O melhor campeonato da história teve média de público pífia, jogador sem contrato, campeão no tribunal e jogo de compadres. Não foi o pior, apesar de tudo, principalmente se comparado a campeonatos de décadas passadas. Mas esteve longe de ser o melhor.

Há duas propostas de regulamento para 2016 e  o ponto que merece  maior atenção é justamente este. Serão dois turnos ida e volta, todos contra todos. A questão é saber se o campeão será o melhor do geral ou se haverá final entre o vencedor do primeiro e do segundo turno, como em 2008.

A fórmula dos últimos dois anos é deficitária porque enche o calendário de datas. Jogos sem importância, clássicos em demasia. Joinville e Figueirense se enfrentaram cinco vezes no mesmo campeonato! É muito e perde a atratividade.

É necessário  evitar Metropolitano x Joinville valendo nada, Figueirense x Inter de Lages para testes e Atlético de Ibirama x Avaí de compadres.

O Criciúma precisa lotar seu estádio sabedor de que a vitória sobre o Brusque será tão importante quanto vencer a Chapecoense em Chapecó.

Não há fórmula mágica para um campeonato bem sucedido. Mas  valorizar o próprio produto é o primeiro passo.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Pés pelas mãos

O julgamento do caso André Krobel caminhava de forma tranquila para o seu fim na OAB, em Belo Horizonte. Até que os auditores resolveram decidir o campeão catarinense, depois de julgarem o único ponto em questão no imbróglio: se a punição aplicada ao Joinville pelo TJD/SC  seria mantida ou não. Houve a manutenção de pena já esperada.

Mas os auditores foram além e mudaram o enfoque do julgamento. Ou melhor, acrescentaram na pauta outro ponto. E decidiram julgar os efeitos e reflexos da primeira decisão, apontando o Figueirense campeão. 

Ora, se o clube que foi primeiro colocado no hexagonal tinha a vantagem de jogar por dois resultados iguais e fazer a segunda partida em casa, o regulamento deveria ser seguido estritamente. E não pela metade, como fizeram os auditores.

No caso André Krobel, há precedências tanto a favor de Joinville quanto a favor de Figueirense. O que é injustificável é aplicar somente 50% da regra. Se o primeiro colocado foi apontado como campeão por obter dois empates nas duas partidas finais, ele deveria obrigatoriamente fazer o segundo jogo em seus domínios, como aponta claramente o regulamento.

Se o atleta relacionado de maneira irregular interferiu na partida é outra questão. Mas óbvio que a postura do Joinville nas finais seria outra se soubesse que os resultados iguais favoreciam seu adversário. 

Os auditores do TJD/SC, no julgamento em primeira instância, afirmaram mais de uma vez que a decisão do tribunal se limitava à perda de pontos. Os reflexos da decisão cabiam ao órgão que administra o campeonato, a Federação Catarinense de Futebol. 

É importante lembrar que o Joinville ganhou pontos no tribunal nos últimos três anos em que conseguiu acessos: 2010, na quarta divisão, 2011, na terceira, e ano passado, na Série B. Mas não justifica a decisão precipitada de ontem.

A FCF se omitiu e permitiu que o STJD se equivocasse, julgando além do que deveria. A irregularidade foi descoberta antes das partidas finais serem realizadas, ou seja, poderiam --e deveriam-- ser adiadas, até que houvesse uma decisão sobre quem teria as vantagens e o direito de fazer a segunda partida em casa. 

Mas o presidente da entidade, Delfim de Pádua Peixoto, amigo fiel de José Maria Marin, acusado e preso pelo FBI por corrupção, bancou a realização dos jogos por interesses comerciais...

Hoje, apenas o estado de São Paulo têm mais representantes na Séria A do que Santa Catarina. É uma pena que seja tão mal representado. Há mais de 30 anos...

Risco

Não restam dúvidas de que a parada da Libertadores por conta da Copa América foi um mau negócio para o Inter. A volta, contra o Tigres, pelo primeiro jogo da semifinal, preocupava. Pelo momento de instabilidade vivido no Campeonato Brasileiro.

Apesar do bom início, o Inter sentiu. O Tigres se encontrou após sofrer os dois gols no começo da partida e teve o controle na maior parte do jogo. Muito por conta da questão física. O ritmo da equipe não é o mesmo. 

No mata-mata desta edição da Libertadores, cinco times marcaram gols fora de casa na primeira partida. Só um não avançou à fase seguinte: O Cruzeiro, diante do River. O Tigres é o sexto. 

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Enderson estava longe de ser o grande problema do Atlético

O treinador fi cou no Atlético por pouco mais de um  mês. | Marcelo Andrade/Gazeta do Povo
foto: Gazeta do Povo

Mês passado o  Atlético Paranaense anunciou Enderson Moreira como seu novo técnico, após a demissão de Claudinei Oliveira. Era 16 de março e o Atlético já amargava a nona colocação.

O treinador assumiu dia 16 e estreou sob o comando rubro negro 22 de março, na Arena da Baixada. Vitória convincente, mas diante de um adversário frágil. 7 a 0 no Nacional, que fez somente quatro pontos nos 33 disputados na primeira fase.

Poderia ser um indício de que as coisas iriam melhorar. Não foi. Na rodada seguinte, derrota para o Londrina e eliminação precoce em um campeonato onde oito equipes se classificavam -- foi a pior campanha do Atlético nos últimos trinta e cinco anos.

Enderson também dirigiu a equipe na primeira fase da Copa do Brasil. Dois empates por 1 a 1 com o Remo e classificação dramática nas penalidades. Saiu classificado, mas vaiado -- o Remo jogou com o time reserva na segunda partida.

O ex. treinador não mudaria em algumas semanas o Atlético da água para o vinho. Foi direto em sua primeira coletiva: "Não sou mágico". Parecia já conhecer o desafio e as dificuldades que encontraria.

O Atlético perdeu seu principal jogador e não recompôs, falhou no planejamento inicial ao desistir do time sub 23 durante a competição e mostrou total falta de convicção ao demitir Enderson Moreira depois de apenas 35 dias.

O camisa dez do time é Felipe, reserva e terceira opção de Argel no Figueirense em 2014. Enderson não é mágico.

A equipe da baixada resolverá grande parte de seus problemas reforçando seu elenco, acrescentando qualidade, moderando nas apostas e seguindo com convicção uma filosofia. Receita aparentemente fácil num clube estável financeiramente.

Mário Celso Petraglia prometeu que 2015 seria o ano do futebol. O torcedor que não comemora um título desde 2009 não esqueceu.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Depois de 14 anos Joinville volta a fazer duas finais seguidas em Santa Catarina

A vitória do Joinville diante da Chapecoense, ontem, na Arena Condá, pôs o time comandado por Hemerson Maria na final do Campeonato Catarinense com duas rodadas do fim da fase hexagonal.

O triunfo no oeste permite que o JEC dependa apenas de uma vitória no próximo final de semana contra o Figueirense para ser o dono da melhor campanha e, consequentemente, ter o direito de fazer o segundo jogo da final dentro de casa e jogar por dois resultados iguais -- caso o rival da capital não vença o Metropolitano na noite de hoje, um empate no clássico de domingo já basta.

A última vez em que o Joinville chegou na final do estadual pela segunda vez seguida foi em 2001. Depois de vencer o Marcílio Dias na decisão em 2000, o JEC voltou à final no ano seguinte e desbancou o Criciúma: 5 a 0 no placar agregado, com o segundo jogo acontecendo no estádio Heriberto Hülse. Foi o 12º e último título da equipe do norte do estado.

São quatorze anos sem vencer em Santa Catarina. Depois do último caneco, o Joinville bateu na trave três vezes. Em 2006, 2010 e no ano passado. Por coincidência, nas três oportunidades perdeu o título para um dos rivais da capital. Figueirense em 2006 e 2014 e Avaí em 2010.

O jejum complea 14 anos em 2015 e tira a paz do torcedor tricolor, principalmente quando o campeonato toma seu rumo decisivo e o Joinville está na disputa. Ainda assim, na lista dos maiores jejuns de títulos no estado, o do JEC é somente o sexto colocado.

Os maiores jejuns de títulos em Santa Catarina
1º Figueirense 31 anos (1941-1972)
2º Avaí 28 anos (1945-1973)
3º Figueirense 20 anos (1974-1994)
4º Chapecoense 19 anos (1977-1996)
5º Criciúma 18 anos (1968-1986)
6º Avaí 13 anos (1975-1988)
6º Joinville 13 anos (1987-2000)
6º Joinville 13 anos (2001-2014)

quarta-feira, 8 de abril de 2015

O Palmeiras não precisa de Valdívia

Valdívia vai ser titular no Palmeiras depois de quatro meses, quando enfrentou o Atlético Paranaense pela última rodada do Brasileirão, em dezembro. O empate por 1 a 1 manteve o clube na Série A, graças a vitória do Santos em Salvador -- será titular num time alternativo formado por Oswaldo de Oliveira.

O meio-campista voltou a jogar sábado, entrou no segundo tempo na vitória do Palmeiras sobre o Mogi-Mirim, 3 a 1 no Allianz Parque.

A última vez em que o chileno foi titular com a camisa alviverde e a equipe venceu foi no dia dois de novembro do ano passado (Bahia 0-1 Palmeiras). De lá pra cá o Mago recebeu seis salários e não venceu nenhuma partida sequer como titular.

Na entrevista coletiva, após o confronto de sábado pelo Campeonato Paulista, ao ser questionado sobre a renovação de seu contrato, o atleta pediu pressa e disse que em uma empresa se você deseja ter o serviço de seu funcionário precisa ser ágil nas negociações. Balela!

Você contrataria um funcionário que começa a produzir somente a partir de abril?

O ex. venezuelano já foi muito importante para o clube, principalmente nos momentos mais delicados vividos recentemente. O Palmeiras sempre precisou de Valdívia e a relação de dependência existia. Não existe mais.

A realidade palmeirense em 2015 é outra. O projeto é promissor e no novo elenco não há espaço para o meia. É necessário planejar o futuro e olhar pra frente.



A assiduidade de Valdívia nos últimos 3 anos com a camisa do Palmeiras
2014 - Jogou 28 de um total de 63 (44% de presença)
2013 - Jogou 27 de um total de 68 (39% de presença)
2012 - Jogou 34 de um total de 74 (45% de presença)

terça-feira, 3 de março de 2015

O preço da irresponsabilidade

Ser jogador de futebol não é fácil. Por mais que recebam salários astronômicos e vivam relativamente bem, diferente da maior parte  da população do país, a profissão exige uma série de sacrifícios e, principalmente, responsabilidades...

Viver rodeado de repórteres, se esquivar de cobranças e protestos, privar-se do próprio lazer e de sua família. Lidar com a fama e preservar  sua imagem é um dos maiores desafios, não só dos jogadores de futebol, mas de todas as pessoas que são expostas na mídia convencional.

Assim como Cristiano Ronaldo tem sua importância e suas responsabilidades de ídolo no Real Madrid, França também têm seus deveres no Figueirense. Assim como tinha Túlio Maravilha no Botafogo campeão brasileiro em 1995, ou Neymar no fantástico e recente Santos campeão paulista, da Copa do Brasil, Libertadores e Recopa. Guardado as devidas proporções, evidentemente.

França não é ídolo do Figueirense. Mas é valente, defende o clube e conquistou o carinho do torcedor, carente pelo histórico recente de descaso de sua diretoria com os ídolos do clube. Fernandes foi dispensado em 2012 e Wilson rescindiu o contrato com o clube no início de 2013.

Acontece que, no clássico do último domingo, o volante alvinegro se envolveu demais e pecou ao abraçar a causa: Ele VS Marquinhos, ídolo do Avaí.

França é querido por muitos, apesar dos problemas pessoais que enfrenta. Porém, à frente de tudo, deve estar sua postura profissional e o respeito pelos companheiros de trabalho.

Não cumprimentar o jogador do time adversário após a execução dos hinos, ameaçar torcedor rival por rede social... A pessoa pública França deveria pôr a cabeça no lugar. Como as crianças que admiram o futebol do atleta absorvem esse tipo de atitude?

O cidadão sem estrutura familiar que já possui histórico de violência em clássicos, não tenha dúvidas, ele corresponderá da pior maneira possível. O clássico de número 430 entre as equipes da capital registrou um total de sete ocorrências -- nos dois últimos não tivemos nenhuma.

O Flamengo foi campeão carioca em 2014, derrotando o maior rival. Ao fim da partida, o goleiro Felipe exclamou: "Roubado é mais gostoso!". Pífio.

Hoje Felipe está desempregado.

O exemplo deve vir de cima.

França respondeu desta forma os torcedores do clube rival

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Mais do mesmo


Rodrigo comemora o primeiro do Vasco. foto: espn
Muita marcação, bola parada, defesa sólida. O Vasco de Doriva venceu mais uma na tarde deste sábado. E venceu da maneira que  costuma vencer. Rodrigo e Luan marcaram os gols da vitória cruzmaltina diante do Bangu, em São Januário.

O Vasco da Gama terminou a Serie B de 2014 com a segunda melhor defesa da competição, atrás somente do campeão Joinville. Por mais que fizesse poucos gols, a equipe do ano passado era regular. Diferente de 2013, onde teve a terceira pior defesa do Campeonato Brasileiro, sofrendo 61 gols em 38 partidas. Acabou rebaixado.

Pelo segundo ano seguido o Vasco vai apresentando uma valência importante: não é vulnerável. Muito pelo trabalho de Doriva.

O Ituano campeão paulista de 2014 -- comandado por Doriva -- sofreu 11 gols em 18 partidas, somando as 15 da primeira fase e mais 3 do mata-mata.

Os zagueiros Rodrigo e Luan marcaram hoje e ajudaram o Vasco a vencer a quinta no Carioca. O time da Colina assume provisoriamente a liderança, isso porque Botafogo ou Flamengo, que se enfrentam amanhã, no Maracanã, podem  ultrapassá-lo. Qualquer resultado no clássico tira o Vasco da Gama da liderança.

sábado, 31 de janeiro de 2015

A nova Chapecoense

É inegável que a Chapecoense contratou mais e melhor do que seus rivais em Santa Catarina. A permanência da equipe na primeira divisão e a manutenção da alta cota recebida pela TV --que ainda não foi definida para 2015, já que até aqui não houve acordo entre a diretoria do clube e Rede Globo-- permitiu o investimento nas contratações. Investimento razoável para os padrões de Serie A de Campeonato Brasileiro, mas altíssimo se comparado a realidade do clube num passado pouco distante.

Até aqui foram 15 reforços, além do técnico Vinícius Eutrópio, atual campeão do estado pelo Figueirense. Mudança drástica no elenco, que perdeu peças importantes da campanha de 2014, como Fabiano, Tiago Luis e Leandro, cruciais na permanência alviverde. 

A espinha dorsal não se manteve intacta, mas permaneceu. O goleiro Danilo, a dupla de zaga Rafael Lima e Douglas Grolli, e os meias Wanderson e Camilo. Os cinco são titulares de Vinícius e estreiam no Campeonato Catarinense neste sábado, às 19:30, diante do Inter de Lages, em Chapecó.

Somente dois jogadores que iniciaram o estadual do ano passado jogam: Rafael Lima e Wanderson estiveram na derrota por 2 a 0 para o Juventus, em Jaraguá. Se compararmos o time do ano passado com o que estreou em 2013, na Arena Joinville, eram sete (Nivaldo, Rafael Lima, André Paulino, Fabinho Gaúcho, Wanderson, Neném e Rodrigo Gral). A quebra fica evidente, mas a reformulação era necessária.

Quem espera frutos do trabalho de  Eutrópio logo no início se engana. As coisas não acontecem de uma hora pra outra, é preciso dar tempo ao tempo. A filosofia do treinador já se evidenciou nos treinos e amistosos da equipe. O 4-2-3-1 que utilizou no clássico  contra o Avaí (0x4), quando defendia o Figueirense, em 2013, já foi implantado. Se aproveitando principalmente das características do trio ofensivo, Camilo, Ananias e Wiliam Barbio.

Vinícius tem material suficiente pra fazer grande trabalho. Mas com calma, a Chapecoense de 2015 carece de sua principal força nos últimos anos: a continuidade.

Primeira Chapecoense de Eutrópio. Cinco remanescentes do time que conquistou a manutenção em 2014

domingo, 13 de abril de 2014

Resumo do último fim de semana dos principais estaduais pelo Brasil

No Rio

Tristeza para os vascaínos ver um jejum de anos não cair por um erro de arbitragem. Ok, podem acontecer a qualquer momento. Errar é humano, não é verdade? Mas existem pessoas, neste caso, que trabalham para não errar. E quando o erro passa a ser constante,  a crítica é cabível.

O Vasco perdeu o clássico na primeira fase por um erro grotesco, onde o auxiliar que se posiciona atrás da trave não viu a bola dentro do gol. Hoje, não conquistou o título do Campeonato Carioca  por conta de um falha incrível do bandeirinha.

O Flamengo levantou a taça. Tinha a vantagem de jogar por dois empates e assim foi. 1 a 1 nas duas partidas e festa rubro negra no Maracanã. O Vasco, por sua vez, segue amargando um jejum de títulos estaduais desde 2003, quando bateu o Fluminense.

O capitão flamenguista Léo Moura levantou a taça de campeão carioca de 2014
Léo Moura ergue a taça de campeão. Jejum vascaíno segue. foto: Gazeta Press

Em Minas

No mineiro prevaleceu a igualdade. Fazendo jus ao equilíbrio das duas equipes. 0 a 0 nos dois confrontos e título para os cruzeirenses. Os comandados de Marcelo Oliveira voltam a campo na próxima quarta, onde enfrentam o Cerro Porteño, pela primeira partida das oitavas de final da Taça Libertadores. Ao Atlético, resta se preparar para a estreia no Brasileirão, dia 20, contra o Corinthians.

Gaúcho

No Rio Grande do Sul prevaleceu o favoritismo colorado. 4 a 1 para o time de Abel, que ratifica sua hegemonia no estado com o tetracampeonato. D'Alessandro, Alan Patrick e Alex(2x) marcaram para os mandantes. O gol de honra do tricolor foi contra.

Paulistão

Não bastou para o Ituano fazer festa no Pacaembu apenas duas vezes. O galo do interior foi valente, suportou o Santos e terminou a partida com uma derrota mínima, que levava a decisão para os pênaltis. E deu Ituano outra vez. A equipe do técnico Doriva demonstrou novamente ótimo aproveitamento nas cobranças e saiu com o título, o segundo na história do clube. Neto desperdiçou a última penalidade do time da Vila e deu o título aos visitantes. Novamente festa vermelha no estádio Paulo Machado de Carvalho.