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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Com vitória em clássico, Cruzeiro chega ao sexto jogo de invencibilidade diante do Atlético

Felipe Santana calculou mal o tempo da bola e acabou errando o cabeceio que caiu nos pés do uruguaio De Arrascaeta. Inteligente por acreditar no lance e frio para driblar Giovanni e fazer o gol da vitória celeste no Mineirão, dividido entre cruzeirenses e atleticanos. 

O Cruzeiro de Mano foi melhor do início ao fim. Mais compacto defensivamente, com duas linhas próximas inibindo as infiltrações de Cazares e Otero por dentro, e sempre envolvente com seu quarteto ofensivo, Robinho, Arrascaeta, Alisson e Rafael Sóbis.

A diferença fundamental entre Cruzeiro e Atlético são os seis meses de trabalho. Dos 11 titulares na noite de ontem, Mano Menezes escalou dez remanescentes da temporada passada. Há mais conjunto, entrosamento.
Cruzeiro começou o clássico com apenas Diogo Barbosa como novidade

A missão de Róger Machado é formar um time competitivo com um elenco forte, de boas opções. Leva tempo. 

Arrascaeta marcou o gol da quarta vitória celeste nos últimos seis clássicos. O Atlético não vence o Cruzeiro desde o estadual de 2015, 2 a 1 no Mineirão.

Antes desta série, marca o atleticano os doze jogos de jejum vividos pelo clube e encerrados após os 3 a 0 em 2009, quando Zé Carlos, atacante do Cruzeiro, foi expulso aos dez segundos de jogo. 

Júnior, Alessandro e Éder Luís marcaram para o Galo. Três dias depois, o Estudiantes sagrou-se campeão da Libertadores no Mineirão. 

Que semana!

O clássico disputado pela Primeira Liga serviu para provar duas coisas. A primeira, que não se forma time de uma hora para a outra. A segunda, com 44 mil atleticanos e cruzeirenses dividindo o Mineirão, que torcida única em clássicos é a última alternativa para combater violência em estádio de futebol.

VANTAGEM

Atlético Paranaense e Botafogo fizeram o dever de casa e venceram a partida de ida do primeiro mata-mata que disputarão para chegar a Libertadores.

No Rio, o Botafogo foi para o intervalo em situação confortável, vencendo por 2 a 0. Na volta, sentiu a parte física e não conseguiu se reorganizar após perder Airton, autor do primeiro gol alvinegro, por lesão.

A partida no Chile será dura. Mas conforta o Botafoguense saber que nas dez partidas em que fez como visitante sob o comando de Jair Ventura, foram seis vitórias.

Em Curitiba, o Atlético não jogou bem. Venceu com gol de pênalti, convertido por Grafite, estreante da noite. 

Positivo foi não ter sofrido gols. Pode ser o diferencial.

domingo, 24 de julho de 2016

Vai brigar

O Palmeiras sentiu falta de Gabriel Jesus mas não perdeu pro Atlético na manhã deste domingo por conta da ausência de seu principal atacante, que serve a seleção olímpica, assim como Fernando Prass.

Marcelo Oliveira optou por três volantes, posicionou Leandro Donizete à frente da defesa, auxiliado por Lucas Cândido e Rafael Carioca na marcação. Travou o jogo do rival.

Apesar do domínio, o Palmeiras pouco ameaçou. Com Cleiton Xavier apagado, a equipe de Cuca se limitou a cruzamentos e ligações diretas. Não funcionou.

O desempenho alviverde neste domingo lembrou a forma em que o Palmeiras de Marcelo Oliveira jogava. Bola longa, correria, falta de repertório ofensivo.

Ironia ingrata o gol atleticano sair de uma jogada trabalhada, que nasceu do lado esquerdo com Fábio Santos, passou por Fred, Robinho, até chegar em Donizete, dentro da área, surpreendendo a defesa verde.

A tônica da partida seguiu até o fim. Cuca sacou Cleiton Xavier e pôs Barrios, trouxe Dudu para o meio, abriu Erik do lado esquerdo. Sem resultado. Atuação discreta do camisa 7, líder em assistências da equipe.

O Palmeiras não vence o Atlético há cinco anos. A última vitória foi em julho de 2011, 13ª rodada do Brasileirão, no Canindé. Os últimos dez confrontos registram nove vitórias atleticanas.

O Atlético chegou aos 26 pontos, seis a menos que o líder Palmeiras. Ano passado, nesta rodada, liderava com 35 pontos ganhos. Caiu de rendimento no momento chave da competição.

A equipe de Marcelo Oliveira tem problemas, ainda oscila com frequência. Mas assim como o Grêmio foi goleado em Recife semana passada, o Corinthians perdeu dois pontos para o Figueirense em Itaquera. É normal num campeonato de tanto equilíbrio.

O importante é não se afastar dos líderes e crescer na hora certa. Como o Corinthians, ano passado.

Não há receita pra ser campeão brasileiro. Mas elenco e regularidade são essenciais. O Galo está forte.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

O mais confiável

O Atlético passou a impressão de que venceria com tranquilidade e que a vitória diante do Independiente del Valle seria construída ao natural após um início surpreendente no horto.

Não foi.

O Atlético ainda não está na sua plenitude física e por isso oscila. Ficou claro na noite de ontem, principalmente após os primeiros vinte minutos, quando o del Valle igualou a partida, e no fim do segundo tempo, momento em que os equatorianos se aproximaram do empate.

Não é uma crítica a preparação física. Pelo contrário. O ápice do condicionamento dos atletas deve acontecer na fase final da competição. É planejamento!

O volume de jogo da equipe de Aguirre na metade da primeira etapa gera expectativa. Entre os rivais brasileiros que disputam a Libertadores, apenas o Palmeiras se reforçou tão bem quanto o Galo. A diferença fundamental é que em Belo Horizonte há uma equipe pronta. No Palmeiras, uma em formação.

O destaque atleticano na noite de ontem foi o recém contratado Juan Cazares. O meia que atuava no Banfield – mas pertencia justamente ao Independiente del Valle – formou trio com Luan e Patric. Em relação ao time de 2015, somente ele e seu compatriota, o zagueiro Erazo, foram titulares que não estavam no elenco na temporada passada.

O Atlético está forte e a tendência é seguir crescendo.

O fato novo

A última vitória do Figueirense sobre o Avaí na Ressacada foi justamente sob o comando de Vinícius Eutrópio. Em 2013, goleada histórica  por 4 a 0 na casa do rival.

Três anos depois, Vinícius está de volta como treinador e assume o alvinegro justamente no clássico 413 de Florianópolis.

O último técnico que assumiu o comando de um dos clubes da capital num clássico foi exatamente o atual treinador do Avaí. Em 2014, como interino, Raul Cabral venceu no Orlando Scarpelli por 2 a 1, gols de Antônio Carlos e Paulo Sérgio.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Aproveitamento pode credenciar Corinthians como maior pontuador dos pontos corridos com vinte clubes

Desde 2006, só o Fluminense campeão em 2012 tinha mais pontos do que o Corinthians nesta rodada: 69 contra 67.

Os números e o desempenho do time de Tite são irretocáveis. Ninguém no Brasil joga tão bem coletivamente e evoluiu tanto quanto a equipe do Parque São Jorge dentro da competição.

Em julho, na décima quarta rodada, houve o primeiro encontro entre Corinthians e Atlético Mineiro. O Galo foi melhor durante todo o jogo, abusou das chances perdidas e sofreu 1 a 0 em Itaquera. Na ocasião, ambos empataram na liderança com 29 pontos, mas os mineiros ficaram na ponta pelo saldo de gols: 15 a 8.

Depois daquele confronto, o Corinthians perdeu somente um jogo: para o Inter, em Porto Alegre. Assumiu a liderança na décima oitava rodada e o saldo de gols que era de 8 quadruplicou: 32. O Atlético que tinha 15 de saldo na rodada 14, hoje têm apenas 19, depois de dezessete rodadas...

É pouco.

A derrota acachapante no último domingo diante do Sport definiu quem ficará com o título. A questão não é mais saber quem terá fôlego para acompanhar a regularidade incrível do Corinthians. O Grêmio fraquejou, o Atlético sucumbiu... O ponto agora é descobrir em qual rodada o melhor time do campeonato confirmará sua conquista. A terceira em dez anos.

O aproveitamento atual do Corinthians é de 72%. Se chegar na rodada 38 com o mesmo percentual, irá somar 82 pontos. Na história dos pontos corridos com vinte clubes, ninguém alcançou essa pontuação.

Até ano passado o recorde era do São Paulo de 2006, campeão com 78 pontos. Na última temporada, o Cruzeiro somou 80. O Corinthians tem tudo pra superar.

domingo, 27 de setembro de 2015

A bola pune

O gol de Robinho aos 45 da segunda etapa, novamente em erro na saída de bola de Rogério Ceni e em lance de extrema felicidade do meia, como aconteceu no clássico pelo Campeonato Paulista, foi o centésimo do verde na temporada e recolocou o Palmeiras no grupo dos quatro primeiros.

No confronto entre as equipes pelo primeiro turno do Brasileirão, onde os comandados de Marcelo Oliveira impuseram 4 a 0 no rival, o técnico Juan Carlos Osório afirmou que não havia uma diferença de quatro gols entre os times. Naquela oportunidade o Palmeiras foi melhor e traduziu sua superioridade em resultado.

Não há uma diferença de quatro gols entre Palmeiras e São Paulo.

Mas no Choque Rei deste domingo houve muita diferença.  O São Paulo foi superior do início ao fim, anulou as principais armas do rival, mas não teve a eficiência que pesou contra si no clássico do primeiro turno.

O rendimento do São Paulo foi ótimo. Domingo passado, em Florianópolis, contra o Avaí, Osório optou por preservar seus principais jogadores.  Entrou em campo com sete atletas oriundos das categorias de base, com Thiago Mendes e Alexandre Pato, que haviam treinado durante a semana, no banco de reservas.

A intenção era chegar mais inteiro para o confronto com o Vasco, pela Copa do Brasil, e no jogo deste domingo, frente ao Palmeiras. O desempenho foi acima da média em ambas partidas.  E Thiago Mendes, o melhor do clássico.

Tá chegando

O tropeço do Atlético em Joinville permitiu um distanciamento ainda maior. Agora são sete pontos de diferença para o líder. Se já estava difícil, ficou ainda mais. O Corinthians é irretocável coletivamente e caminha a passos largos para o seu sexto titulo nacional. 

Na chuvosa Florianópolis, sobrou controle de jogo. O time de Tite levou algum tempo para de adaptar ao gramado pesado, mas logo na primeira oportunidade que Jadson teve de pensar o jogo, Elias infiltrou por trás dos volantes e abriu o placar. Gil e Renato Augusto também marcaram para o timão. No fim, Leandro Silva descontou para o Figueirense.

Restam 10 rodadas pra terminar o campeonato. Pro Corinthians ser campeão, menos. Só um milagre atleticano pode impedir. Depois de empatar com o lanterna, ficou difícil de acreditar no Galo.

Luz

Ninguém no Brasileirão fez mais pontos do que o Vasco nas últimas cinco rodadas. De quinze disputados, treze foram computados na conta do cruzmaltino. Em cinco jogos, o Vasco fez o mesmo número de pontos que havia conquistado nas 23 rodadas anteriores.

Seis  pontos o separam do Goiás, primeira equipe fora da zona de rebaixamento. O próximo compromisso é em Florianópolis, contra o Avaí. 

A manutenção vascaína segue improvável, mas possível. O momento é favorável, e tudo passa pelo confronto direto do próximo domingo, na Ressacada. O Vasco está vivo.

sábado, 12 de setembro de 2015

Quebra de prognóstico

Nas ultimas cinco rodadas do Campeonato Brasileiro, ninguém fez mais pontos que Flamengo e Santos. O rubro-negro, com 100% de aproveitamento, venceu todas. No Santos, somente um tropeço: empate com o Sport em Pernambuco.

Não à toa que deixaram a desconfortável segunda parte da tabela de classificação para colar no G4 e ameaçar a vaga que, algumas semanas atrás, dava indícios de que cairia no colo de Palmeiras ou São Paulo.

O Flamengo não é mais ameaça. A quarta vitória seguida sob o comando de Oswaldo de Oliveira pôs o time no grupo dos quatro primeiros e tirou o São Paulo, que perdeu para o...Santos.

O Flamengo é realidade. E acredite: sem Guerrero.

Evidente que a resposta dada pelo recém chegado Kaique foi importante. Mas a melhora de Émerson e a regularidade de Alan Patrick  que não servia para o Palmeiras – foram fundamentais. Além, é claro, do ajuste no sistema defensivo. Antes de Oswaldo, a média de gols sofridos no campeonato era superior a um  por partida. Com Oswaldo, caiu para 0,6.

Se no Rio o Flamengo melhorou com seu novo treinador e a ausência de sua principal referência, o Santos mantêm seu nível sem Lucas Lima e Geuvânio, tão importantes para o peixe quanto o Peruano é para o Fla.

Se ainda havia alguma dúvida sobre eles, Flamengo e Santos estão provando que podem e que  não há nenhuma dependência extrema no elenco. O que é imprescindível numa competição de 38 jogos.

2016 pode ser mais promissor. Só o tempo dirá. Mas voltar a disputar algo importante já é algo para se comemorar. Eles estão na briga, mais do nunca.

Alívio

O Cruzeiro tirou um peso enorme das costas ao voltar a vencer o maior rival depois de onze jogos. Na segunda partida sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, foi a primeira vitória da equipe celeste no Estádio Independência após sua reforma.

A pressão maior está do lado atleticano. Um empate, por exemplo, pode custar novamente uma distância de cinco pontos para o Corinthians, que recebe o vice-lanterna Joinville, em Itaquera.

Ainda que o time de Mano Menezes esteja alguns estágios abaixo do rival, jogar sem a pressão de manter uma liderança ou quebrar determinado tabu pode ser determinante.

Na rodada passada o Atlético fez sua obrigação e torceu por um tropeço do Corinthians, que tinha jogo duro contra o Grêmio. Neste fim de semana os papéis se invertem.

A tendência é que haja novamente um distanciamento. A missão do Galo é manter tudo como está.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Ajuste seu retrovisor

Marcelo Grohe, Fagner, Erazo, Gil e Uendel; Bruno Henrique, Maicon e Elias; Luan, Luciano e Fernandinho. Não é a seleção do confronto  de quarta-feira, entre Corinthians e Grêmio, mas explica as consequências do calendário mal planejado do futebol brasileiro. E ratifica o ótimo trabalho de Tite e Roger à frente de seus clubes.

O Corinthians sente a falta de Elias, porque o jovem Marciel não é constante durante a partida e ainda não está pronto pra substituir o volante da seleção brasileira. Sofreu no clássico com o Palmeiras, mas foi cirúrgico em duas oportunidades, quando a bola partiu dos pés de Jadson tanto no segundo quanto no terceiro gol. O Palmeiras marcava em cima e era superior.

É exagero dizer que o primeiro tempo em Itaquera foi insosso. Mas pela expectativa criada, ficou devendo. A segunda etapa melhorou porque o Grêmio tomou as rédeas do confronto e passou a jogar no campo do rival paulista.

Sem a qualidade no primeiro passe de Bruno Henrique, com a ausência de Fagner e Uendel pelas laterais, o Corinthians sofreu para construir. A única alternativa era a bola longa, mas Vagner Love, por mais esforçado que seja, consegue a proeza de despertar no torcedor saudades de Luciano. Ou de Bobô...

O líder do campeonato só melhorou a partir do momento em que Renato Augusto empatou a partida. Antes disso, o Grêmio dava provas de que poderia brigar pelo título. Afinal, eram apenas três pontos de diferença e domínio tricolor.

A igualdade manteve os seis pontos entre paulistas e gaúchos, mas encurtou a vantagem corintiana de cinco para três  sobre o Atlético Mineiro, que bateu o Avaí em Belo Horizonte.

O Grêmio é ótimo coletivamente, mas sofre com suas ausências e não tem reposição a altura. Pode brigar, mas será preciso seguir se reinventando rodada após rodada.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Vencer, vencer, vencer. O ideal do Galo, mais do que nunca

Apontar um favorito para o confronto desta noite, entre Figueirense e Atlético Mineiro, no Orlando Scarpelli, é um equívoco. É verdade que o zero a zero classifica o time da casa, mas desprezar a força dos comandados  de Levir é uma temeridade.

Nas últimas dez partidas em que Atlético foi visitante, só não marcou gols em três. Muito por conta da postura da equipe. O Galo é ofensivo no Horto, assim como é no Mineirão e  também longe de Belo Horizonte. E será, mais do que nunca, em Florianópolis.

Porque se o Galo não marcar, olê olê ola...

O rival  também é forte. Em seus domínios, principalmente. No entanto, longe de Florianópolis mantém-se consistente. Provou nas duas últimas vezes que foi ao Estádio Independência, perdendo pelo Brasileirão por 1 a 0 e empatando na última semana por 1 a 1. Na primeira partida, Pratto marcou de pênalti. Na segunda, Leonardo Silva fez aos 49 do segundo.

Ainda assim, é indiscutível a diferença técnica entre as equipes. Para o confronto desta noite, René Simões não terá a dupla de zaga titular, além do volante Paulo Roberto e do atacante Dudu, baixa de última hora.

Do outro lado, a ausência de Thiago Ribeiro é reparável. Patric têm características adequadas à função e, dentro do elenco, é quem melhor se encaixa para substituir o ex. atacante do Santos.

Em 2015, o Figueirense só perdeu duas vezes em sua casa. Vem motivado após a boa vitória diante do Sport, no sábado. Para o Atlético, foi fundamental voltar a vencer e recuperar a confiança, que se abalou após quatro partidas sem vitórias.

Apontar um favorito para esta noite é um erro. Esperar jogo ruim, também.

domingo, 2 de agosto de 2015

Imponente

O Palmeiras comandado por Marcelo Oliveira só perdeu uma vez. Na estreia, em Porto Alegre, 1 a 0 para o Grêmio. Depois do revés no sul, o verde emplacou quatro vitórias seguidas, empatou com o Sport em Recife, e voltou a vencer novamente por três vezes consecutivas. Sob o comando de Marcelo, o Palmeiras marcou 19 gols e sofreu 4. É incrível.

Os números de Palmeiras e Atlético Mineiro impressionam. Nas últimas oito rodadas, o alviverde fez 19 pontos. O Galo somou 21, apenas uma derrota em oito – para o Corinthians, em Itaquera – . Os números se assemelham e não é loucura comparar também o futebol apresentado. O time de Levir jogou menos do que pode contra Figueirense e São Paulo. Aparenta estar em declínio na questão física, mas segue vencendo seus jogos.

O Palmeiras está crescendo. E a tendência é continuar. Quando o elenco foi montado, ainda com a vistoria de Oswaldo de Oliveira, a intenção era fazer um grupo forte, homogêneo e capaz de evoluir em médio prazo. Dá mostras de que pode muito mais.

É justo dar méritos ao atual treinador. Mas covardia se esquecer de que quando Marcelo assumiu já havia um trabalho sendo feito. O trabalho de Oswaldo foi de construção, começou do zero.

Marcelo aperfeiçoou o que vinha sendo feito por seu antecessor. Agora, o Palmeiras joga pra frente. É insinuante, chama o torcedor. Seja dentro ou fora de seu estádio. Cria com facilidade, se defende com segurança, tem transição veloz.

Oswaldo de Oliveira deixou o Palmeiras após perder em Florianópolis para o Figueirense. Seu time foi melhor, teve mais a bola. Tocou, retocou...e perdeu o jogo. Precisou dar 32 passes para finalizar. A última partida do Palmeiras, sob o comando de Marcelo Oliveira, foram 278 passes e 17 finalizações. Média de 16 passes para cada chute ao gol.

O Palmeiras cresceu no campeonato e segue evoluindo como ninguém na competição. Se reencontrará novamente as conquistas, só o tempo dirá. Mas o verde está no caminho certo.

Encontro

É bom ver a Vila Capanema cheia. Na tarde do último sábado, em Curitiba, foram quase 15 mil presentes para Paraná 0-0 CRB. O Paraná está longe de ter o time ideal para se firmar como candidato ao acesso, mas enquanto as coisas não se ajeitam, é importante cultivar a relação entre clube e torcida e mantê-los próximos. A diretoria têm feito o possível.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Opostos

O início do São Paulo no Mineirão indicava uma noite feliz ao time de Juan Carlos Osório. Luis Fabiano e Paulo Henrique Ganso cumpriam bem o papel tático determinado pelo treinador colombiano: marcar os volantes do Atlético e complicar a saída de bola do rival. Deu certo até determinado momento.

Foram no mínimo três chances reais de gol, até Pratto marcar para o Galo aos 19 minutos e desestabilizar emocionalmente o São Paulo. Como de praxe acontece com a equipe do Morumbi.

O São Paulo jogou bem e a atuação dá esperança ao torcedor. É normal sentir o baque do gol sofrido, principalmente quando não consegue transformar a superioridade em gols. A evolução é perceptível e o desempenho ameniza o resultado, que não demonstra o que foi o jogo.

Mas a partida retratou bem o momento de ambos os clubes. Um São Paulo que não encontra consistência e repleto de desconfianças. O Atlético com sorte de campeão, conseguindo se safar nos momentos de dificuldade.

São onze anos sem vitórias do São Paulo diante do Galo em Belo Horizonte. Na tabela, oito pontos de diferença. A noite que quando começou aparentava ser tricolor, terminou alvinegra, como vem sendo sempre.

Se o Galo está faminto pelo Brasileirão desde 1971, a noite de quarta-feira foi um prato cheio para alimentar as esperanças de seu torcedor. O titulo pode até não ficar pelo terceiro ano seguido em Minas, mas que o Atlético está fazendo tudo certo para que isso aconteça, ele está.

Diferente

O adversário não permitia que a postura do Corinthians fosse outra. Era necessário sair pro jogo, adiantar suas linhas, ser criativo. Foram 19 finalizações, 27 desarmes. Os números lembram o time da Libertadores, mas o rendimento segue distante.

As peças são outras e não dá para esperar de Malcom e Vagner Love o mesmo de Sheik e Guerrero. Mas o Corinthians voltou a jogar pra frente, propondo o jogo, tomando as rédeas do confronto. Segue na briga, variando boas e más atuações, mas mantendo o imprescindível na caça ao Galo: os três pontos.

domingo, 19 de julho de 2015

O Corinthians ganhou como nunca. E o Atlético jogou como sempre

Tite sinalizou sua estratégia para o confronto com o Atlético Mineiro ao optar por Rildo na vaga de Jadson, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Ter um time mais incisivo, que pudesse agredir o rival atacando os espaços vazios em velocidade. Deu certo até os 15 minutos do primeiro tempo.

O Atlético se adaptou às condições do gramado de Itaquera e passou a controlar o jogo. Com boa desenvoltura, entrosamento e ultrapassagem dos laterais, envolveu o time da casa. Era só o principio da boa e convincente atuação do Galo em São Paulo.

O Corinthians não tinha outra alternativa que não fosse esperar o adversário na faixa central e tentar partir em velocidade quando houvesse erro atleticano. Conseguiu aos 41, quando Vagner Love infiltrou pela esquerda de ataque e serviu Malcom, que completou para o gol. O primeiro dele com a camisa alvinegra no Brasileirão de 2015.

A etapa complementar teve o mesmo panorama do jogo visto nos primeiros 45 minutos. Atlético adiantado, dando as cartas e desperdiçando chances. Só que com mais intensidade.

Levir terminou o jogo com Rafael Carioca, Guilherme, Giovanni Augusto, Cárdenas, Carlos e Pratto, todos atuando do meio pra frente. Fora os laterais, que se mandavam simultaneamente para o ataque. E só correu um risco no segundo tempo, no momento em que Mendoza parou no goleiro Victor, já nos acréscimos.

O Corinthians sentiu, evidentemente, a falta de Jadson. Pesou também a má atuação de Elias, discreto principalmente na segunda etapa. Venceu, mas não da maneira que está acostumado.

Foram 7 finalizações corintianas contra 16 do rival e dez desarmes a menos (24x34). Na posse de bola geral, o Galo também levou vantagem: teve 53%. Merecia melhor sorte.

O resultado iguala as duas equipes na classificação, ambas com 29 pontos. Mas não representa a diferença no conjunto entre os dois times. O trabalho de Tite no Corinthians é bom, mas está um estágio à baixo se comparado ao de Levir no Atlético. Hoje, no Brasil, ninguém joga como o Galo.

É o Pet

O Criciúma venceu o Bahia no sábado e encurtou a distância para o G4, que agora é de seis pontos. A vitória manteve a invencibilidade da equipe sob o comando do técnico Petkovic. São sete partidas sem derrotas, com quatro vitórias e três empates. 

domingo, 13 de abril de 2014

Resumo do último fim de semana dos principais estaduais pelo Brasil

No Rio

Tristeza para os vascaínos ver um jejum de anos não cair por um erro de arbitragem. Ok, podem acontecer a qualquer momento. Errar é humano, não é verdade? Mas existem pessoas, neste caso, que trabalham para não errar. E quando o erro passa a ser constante,  a crítica é cabível.

O Vasco perdeu o clássico na primeira fase por um erro grotesco, onde o auxiliar que se posiciona atrás da trave não viu a bola dentro do gol. Hoje, não conquistou o título do Campeonato Carioca  por conta de um falha incrível do bandeirinha.

O Flamengo levantou a taça. Tinha a vantagem de jogar por dois empates e assim foi. 1 a 1 nas duas partidas e festa rubro negra no Maracanã. O Vasco, por sua vez, segue amargando um jejum de títulos estaduais desde 2003, quando bateu o Fluminense.

O capitão flamenguista Léo Moura levantou a taça de campeão carioca de 2014
Léo Moura ergue a taça de campeão. Jejum vascaíno segue. foto: Gazeta Press

Em Minas

No mineiro prevaleceu a igualdade. Fazendo jus ao equilíbrio das duas equipes. 0 a 0 nos dois confrontos e título para os cruzeirenses. Os comandados de Marcelo Oliveira voltam a campo na próxima quarta, onde enfrentam o Cerro Porteño, pela primeira partida das oitavas de final da Taça Libertadores. Ao Atlético, resta se preparar para a estreia no Brasileirão, dia 20, contra o Corinthians.

Gaúcho

No Rio Grande do Sul prevaleceu o favoritismo colorado. 4 a 1 para o time de Abel, que ratifica sua hegemonia no estado com o tetracampeonato. D'Alessandro, Alan Patrick e Alex(2x) marcaram para os mandantes. O gol de honra do tricolor foi contra.

Paulistão

Não bastou para o Ituano fazer festa no Pacaembu apenas duas vezes. O galo do interior foi valente, suportou o Santos e terminou a partida com uma derrota mínima, que levava a decisão para os pênaltis. E deu Ituano outra vez. A equipe do técnico Doriva demonstrou novamente ótimo aproveitamento nas cobranças e saiu com o título, o segundo na história do clube. Neto desperdiçou a última penalidade do time da Vila e deu o título aos visitantes. Novamente festa vermelha no estádio Paulo Machado de Carvalho.