Translate

Mostrando postagens com marcador tigres. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tigres. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 23 de julho de 2015

O destino desta Libertadores é irônico. E bondoso com o River

O Tigres precisou de 17 minutos para abrir o placar no belo Estádio Universitario de Monterrey. A vantagem do Inter escorria pelas mãos do colorado. Vantagem esta que se inverteu aos 40 segundo tempo e trocou de mãos justamente quando a equipe de Diego Aguirre se encontrava no jogo, graças ao gol contra do lateral Geferson.

A equipe de Ricardo Ferretti fez valer sua superioridade física e coletiva. Este que vos escreve alertou quinta-feira passada  do risco e das dificuldades que o Internacional encontraria no México. Não suportou.

O time mais regular da competição está na final. O Tigres teve a segunda melhor campanha da primeira fase e chegou para a última rodada da fase de grupos classificado, se dando ao luxo de poupar seus titulares e despertando ira na torcida do River Plate, que dependia de um resultado positivo dos mexicanos diante do Juan Aurich, no Perú.

No mata-mata desta Libertadores, seis times fizeram gol fora de casa na primeira partida. Apenas um não avançou, o Cruzeiro, nas quartas de final, diante do...River. Que volta a disputar uma final de Libertadores da América depois de 19 anos, quando bateu na final o América de Cali e conquistou seu segundo título.

A classificação dos argentinos para o mata-mata deste ano aconteceu na última rodada. A vitória diante do San José não bastava. Era preciso contar com a ajuda do Tigres, já classificado, que enfrentava o Juan Aurich fora de casa e com o time reserva. Os mexicanos viraram o jogo e venceram por 5 a 4, levando ao delírio os torcedores que aguardavam ansiosamente o fim do jogo no Monumental.

Por regulamento, a Conmebol  não permite que o segundo jogo da final seja realizado fora da América do Sul. Portanto, acredite: o River, de pior campanha entre os classificados, que só chegou às oitavas graças ao Tigres e que fez a metade dos pontos na primeira fase (7x14) que o rival, jogará a final em casa.

Se há alguém na América que o River deve algum favor, este alguém é o Tigres. É a terceira final de Libertadores de um time mexicano e a segunda entre mexicanos e argentinos.

Quarta que vem, no Estádio Universitario, começa a disputa. Novamente, sem brasileiros. A última vez em que por dois anos seguidos  o Brasil não teve nenhum representante na decisão foi em 1990 e 91.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Pés pelas mãos

O julgamento do caso André Krobel caminhava de forma tranquila para o seu fim na OAB, em Belo Horizonte. Até que os auditores resolveram decidir o campeão catarinense, depois de julgarem o único ponto em questão no imbróglio: se a punição aplicada ao Joinville pelo TJD/SC  seria mantida ou não. Houve a manutenção de pena já esperada.

Mas os auditores foram além e mudaram o enfoque do julgamento. Ou melhor, acrescentaram na pauta outro ponto. E decidiram julgar os efeitos e reflexos da primeira decisão, apontando o Figueirense campeão. 

Ora, se o clube que foi primeiro colocado no hexagonal tinha a vantagem de jogar por dois resultados iguais e fazer a segunda partida em casa, o regulamento deveria ser seguido estritamente. E não pela metade, como fizeram os auditores.

No caso André Krobel, há precedências tanto a favor de Joinville quanto a favor de Figueirense. O que é injustificável é aplicar somente 50% da regra. Se o primeiro colocado foi apontado como campeão por obter dois empates nas duas partidas finais, ele deveria obrigatoriamente fazer o segundo jogo em seus domínios, como aponta claramente o regulamento.

Se o atleta relacionado de maneira irregular interferiu na partida é outra questão. Mas óbvio que a postura do Joinville nas finais seria outra se soubesse que os resultados iguais favoreciam seu adversário. 

Os auditores do TJD/SC, no julgamento em primeira instância, afirmaram mais de uma vez que a decisão do tribunal se limitava à perda de pontos. Os reflexos da decisão cabiam ao órgão que administra o campeonato, a Federação Catarinense de Futebol. 

É importante lembrar que o Joinville ganhou pontos no tribunal nos últimos três anos em que conseguiu acessos: 2010, na quarta divisão, 2011, na terceira, e ano passado, na Série B. Mas não justifica a decisão precipitada de ontem.

A FCF se omitiu e permitiu que o STJD se equivocasse, julgando além do que deveria. A irregularidade foi descoberta antes das partidas finais serem realizadas, ou seja, poderiam --e deveriam-- ser adiadas, até que houvesse uma decisão sobre quem teria as vantagens e o direito de fazer a segunda partida em casa. 

Mas o presidente da entidade, Delfim de Pádua Peixoto, amigo fiel de José Maria Marin, acusado e preso pelo FBI por corrupção, bancou a realização dos jogos por interesses comerciais...

Hoje, apenas o estado de São Paulo têm mais representantes na Séria A do que Santa Catarina. É uma pena que seja tão mal representado. Há mais de 30 anos...

Risco

Não restam dúvidas de que a parada da Libertadores por conta da Copa América foi um mau negócio para o Inter. A volta, contra o Tigres, pelo primeiro jogo da semifinal, preocupava. Pelo momento de instabilidade vivido no Campeonato Brasileiro.

Apesar do bom início, o Inter sentiu. O Tigres se encontrou após sofrer os dois gols no começo da partida e teve o controle na maior parte do jogo. Muito por conta da questão física. O ritmo da equipe não é o mesmo. 

No mata-mata desta edição da Libertadores, cinco times marcaram gols fora de casa na primeira partida. Só um não avançou à fase seguinte: O Cruzeiro, diante do River. O Tigres é o sexto.