Levir disse na entrevista coletiva após o jogo em Itaquera que a partida terminou 6 a 0 para o Corinthians. O treinador ironizava os supostos seis erros capitais do árbitro Rodolpho Toski Marques na partida entre alvinegros e tricolores esta noite, em São Paulo.
Gum e Peter Siemsen também entraram na onda. Exagero total.
O Fluminense teve três gols bem anulados e dois pênaltis duvidosos – na visão deste blogueiro, inexistentes. A outra reclamação é por conta da expulsão de Marquinho, essa sim questionável, embora o meia tenha agredido verbalmente Rodolpho Toski Marques.
O Corinthians de Fábio Carille vai às quartas de final porque foi melhor. Mais consistente, confiante, agressivo. Sobretudo na segunda parte, com bela atuação de Rodriguinho.
Junta-se a Palmeiras e Santos, também classificados. O primeiro, derrotado com os reservas na Paraíba por 1 a 0; O segundo, após 2 a 2 polêmico em São Januário.
As duas vagas restantes serão definidas nesta noite. No Castelão, só um desastre tira o Internacional das quartas de final diante do Fortaleza, que perdeu o técnico Marquinhos Santos para o Figueirense no início da semana.
O São Paulo é diferente. O Juventude de Antônio Carlos Zago, que atuou no Morumbi no início da década de noventa, não perde como mandante há três meses.
Você sabe quantas vezes o São Paulo venceu por dois gols de diferença ou marcou três como visitante em 2016? Nenhuma.
Se tricolores e colorados avançarem, há possibilidade de quatro clássicos estaduais na próxima fase. Grêmio, Inter, Cruzeiro, Atlético, Palmeiras, Corinthians, Santos e São Paulo.
Sentiu falta dos Cariocas?
Desde 2012 não há uma fase de quartas de final de Copa do Brasil sem nenhum representante do Rio. Chance de título neste ano, só com o Vasco na Série B ou com o Flamengo no Brasileirão e Sulamericana.
Flamengo que, inclusive, saiu na frente do Palestino em Santiago. Vitória por 1 a 0, gol de Émerson Sheik.
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quinta-feira, 22 de setembro de 2016
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
Caiu na rede é, peixe?
O futebol mais insinuante e vistoso do segundo semestre não estará na Libertadores de 2015. Porque o Santos abriu mão do Brasileirão, se distanciou do G4 e chegará à rodada final da Série A sem chances de ingressar no grupo dos quatro melhores.
Assim como chegou na 38ª rodada do ano passado sem grandes pretensões, mas acabou vencendo o Vitória em Salvador e, por ironia do destino, salvando o Palmeiras do então técnico Dorival Júnior, hoje vice da Copa do Brasil pelo peixe, e mudando completamente o planejamento do rival para a temporada seguinte.
O Santos não era favorito, mas tinha pequena vantagem. Mostrou equilíbrio emocional suportando com firmeza os primeiros trinta minutos do agressivo Palmeiras que repetia a postura da semifinal, principalmente no início, enquanto pôde contar com o ótimo Gabriel Jesus.
Barrios fez sua melhor partida desde que chegou e foi o melhor do lado verde, junto com Matheus Sales. O primeiro fez a jogada do gol que abriu o placar, deixando Robinho livre para servir Dudu. O segundo foi responsável por anular Lucas Lima, apagado do início ao fim, e melhorar a saída de bola do Palmeiras. O jovem volante foi ótima sacada de Marcelo Oliveira.
Dorival explorou mal o inseguro João Pedro pelo lado direito da defesa do rival. Mas também não contava com as discretas atuações de Gabriel e Lucas Lima.
O Palmeiras venceu pois se entregou mais ao confronto. Contou com a sorte na primeira partida, é verdade. E se Nílson fosse mais caprichoso? Se Gabriel convertesse a penalidade? E se hoje a bola de Victor Ferraz não insistisse em beijar a trave no início do confronto? E se...
O Santos deve ser o único grande de São Paulo fora da Libertadores do próximo ano. É a tendência. Quem diria...
O Palmeiras da bola longa e de atuações irregulares é campeão com méritos. Soube jogar a Copa do Brasil e priorizou o que considerava mais viável. Deu certo.
Graças ao herói improvável Fernando Prass, que defendeu e marcou nas penalidades. Que bela história de futebol esta noite no Allianz Parque.
Assim como chegou na 38ª rodada do ano passado sem grandes pretensões, mas acabou vencendo o Vitória em Salvador e, por ironia do destino, salvando o Palmeiras do então técnico Dorival Júnior, hoje vice da Copa do Brasil pelo peixe, e mudando completamente o planejamento do rival para a temporada seguinte.
O Santos não era favorito, mas tinha pequena vantagem. Mostrou equilíbrio emocional suportando com firmeza os primeiros trinta minutos do agressivo Palmeiras que repetia a postura da semifinal, principalmente no início, enquanto pôde contar com o ótimo Gabriel Jesus.
Barrios fez sua melhor partida desde que chegou e foi o melhor do lado verde, junto com Matheus Sales. O primeiro fez a jogada do gol que abriu o placar, deixando Robinho livre para servir Dudu. O segundo foi responsável por anular Lucas Lima, apagado do início ao fim, e melhorar a saída de bola do Palmeiras. O jovem volante foi ótima sacada de Marcelo Oliveira.
Dorival explorou mal o inseguro João Pedro pelo lado direito da defesa do rival. Mas também não contava com as discretas atuações de Gabriel e Lucas Lima.
O Palmeiras venceu pois se entregou mais ao confronto. Contou com a sorte na primeira partida, é verdade. E se Nílson fosse mais caprichoso? Se Gabriel convertesse a penalidade? E se hoje a bola de Victor Ferraz não insistisse em beijar a trave no início do confronto? E se...
O Santos deve ser o único grande de São Paulo fora da Libertadores do próximo ano. É a tendência. Quem diria...
O Palmeiras da bola longa e de atuações irregulares é campeão com méritos. Soube jogar a Copa do Brasil e priorizou o que considerava mais viável. Deu certo.
Graças ao herói improvável Fernando Prass, que defendeu e marcou nas penalidades. Que bela história de futebol esta noite no Allianz Parque.
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
Treino de luxo
O São Paulo do primeiro jogo das semi-finais melhorou em relação a equipe que perdeu para o Fluminense no Rio de Janeiro e empatou com o Vasco no Morumbi. Foi mais organizado, teve mais repertório. Não merecia perder por 3 a 1, mas o futebol torna-se ainda mais imperdoável quando a incompetência acontece diante de um adversário tão forte como é o Santos.
A equipe comandada por Dorival Júnior já está na final da Copa do Brasil e o confronto desta noite na Villa serve apenas para Doriva dar ritmo e seguir modelando o São Paulo que acredita ser o ideal.
Mais seguro defensivamente e efetivo no ataque. A volta de Alan Kardec e o bom momento de Alexandre Pato dão esperanças.
Rogério Ceni prolongou a aposentadoria após fraquejar no Campeonato Brasileiro de 2014, fez o mesmo após a Libertadores deste ano. Agora, o que restou, certamente cairá por terra na noite desta quarta-feira.
Encerrar a carreira no G4 da Série A na atual situação também será uma honra. O São Paulo têm totais possibilidades de terminar o Brasileirão em quarto. A missão começa sábado, no Morumbi, diante do Sport. Hoje, apenas treino – de luxo –, na Villa Belmiro.
A equipe comandada por Dorival Júnior já está na final da Copa do Brasil e o confronto desta noite na Villa serve apenas para Doriva dar ritmo e seguir modelando o São Paulo que acredita ser o ideal.
Mais seguro defensivamente e efetivo no ataque. A volta de Alan Kardec e o bom momento de Alexandre Pato dão esperanças.
Rogério Ceni prolongou a aposentadoria após fraquejar no Campeonato Brasileiro de 2014, fez o mesmo após a Libertadores deste ano. Agora, o que restou, certamente cairá por terra na noite desta quarta-feira.
Encerrar a carreira no G4 da Série A na atual situação também será uma honra. O São Paulo têm totais possibilidades de terminar o Brasileirão em quarto. A missão começa sábado, no Morumbi, diante do Sport. Hoje, apenas treino – de luxo –, na Villa Belmiro.
Quatro dos últimos cinco resultados do Palmeiras como mandante garantiriam o Fluminense na decisão
As possibilidades de Palmeiras e Fluminense são iguais na noite de hoje, no Allianz Parque. O verde venceu apenas uma das últimas cinco partidas que disputou. O Flu, duas. Mas a irregularidade das equipes não deve comprometer o nível da partida.
É evidente que jogar pelo empate credencia os cariocas como favoritos. O Palmeiras joga pressionado, se afastou do pelotão da frente no Campeonato Brasileiro e enxerga, na Copa do Brasil, a única oportunidade de salvar uma temporada que acreditou ser promissora.
Dos últimos cinco resultados como mandante do Palmeiras, apenas um deles o classificaria para a final do torneio: 2 a 0 sobre o Figueirense, em setembro. Depois, venceu Grêmio e Inter por 3 a 2, e perdeu pra Ponte Preta (0-1) e Sport (0-2).
O confronto desta noite é o 26º na história entre Palmeiras e Fluminense no Palestra Itália (antes e após sua reforma). O retrospecto é favorável à equipe paulista, que venceu 21, empatou duas e perdeu apenas em três oportunidades.
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
75%
O Santos confirmou seu favoritismo diante do Figueirense e avançou às semifinais da Copa do Brasil. Foram necessários vinte e cinco minutos para Gabriel abrir o placar e servir Marquinhos Gabriel, em belo cruzamento, no segundo gol. O Figueira descontou com o bom zagueiro Bruno Alves, também na primeira etapa.
No início do segundo tempo, Neto Berola marcou de cabeça. O atacante, que pertence ao Atlético Mineiro, havia acabado de entrar. Foi o segundo gol dele com a camisa do Santos. O Figueirense fez mais um com Carlos Alberto.
É incrível a força da equipe comandada por Dorival Júnior como mandante. Foram 13 jogos em casa desde que o novo treinador chegou e treze vitórias. Apenas uma longe da Vila Belmiro. Justamente a desta noite, pelo torneio nacional. 29.468 pessoas estiveram no Pacaembu.
O Santos chega a sua quinta semifinal de Copa do Brasil. Pela primeira vez está entre os quatro melhores por dois anos seguidos, já que foi eliminado pelo Cruzeiro, em 2014, nesta mesma fase. Na única vez em que chegou à final, desbancou o Vitória na decisão. O Santos de Neymar e Paulo Henrique Ganso era comandado por...Dorival.
Com a classificação, a equipe junta-se a Palmeiras, São Paulo e Fluminense, que garantiram classificação na quarta-feira. Pela primeira vez na história, três paulistas estão entre os quatro semifinalistas do torneio.
É verdade que antes de 2013, com o antigo regulamento, onde as equipes da Libertadores não jogavam a Copa do Brasil, era mais improvável a presença de três equipes de São Paulo entre os semifinalistas.
Com exceção a 2014, ano em que nenhum grande do estado jogou a Libertadores, nos últimos dez anos pelo menos dois deles estiveram na competição continental. É muita coisa.
Palmeiras e Fluminense e o clássico San-São ocorre nos dias 21 e 28 de outubro.
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
Vencer, vencer, vencer. O ideal do Galo, mais do que nunca
Apontar um favorito para o confronto desta noite, entre Figueirense e Atlético Mineiro, no Orlando Scarpelli, é um equívoco. É verdade que o zero a zero classifica o time da casa, mas desprezar a força dos comandados de Levir é uma temeridade.
Nas últimas dez partidas em que Atlético foi visitante, só não marcou gols em três. Muito por conta da postura da equipe. O Galo é ofensivo no Horto, assim como é no Mineirão e também longe de Belo Horizonte. E será, mais do que nunca, em Florianópolis.
Porque se o Galo não marcar, olê olê ola...
O rival também é forte. Em seus domínios, principalmente. No entanto, longe de Florianópolis mantém-se consistente. Provou nas duas últimas vezes que foi ao Estádio Independência, perdendo pelo Brasileirão por 1 a 0 e empatando na última semana por 1 a 1. Na primeira partida, Pratto marcou de pênalti. Na segunda, Leonardo Silva fez aos 49 do segundo.
Ainda assim, é indiscutível a diferença técnica entre as equipes. Para o confronto desta noite, René Simões não terá a dupla de zaga titular, além do volante Paulo Roberto e do atacante Dudu, baixa de última hora.
Do outro lado, a ausência de Thiago Ribeiro é reparável. Patric têm características adequadas à função e, dentro do elenco, é quem melhor se encaixa para substituir o ex. atacante do Santos.
Em 2015, o Figueirense só perdeu duas vezes em sua casa. Vem motivado após a boa vitória diante do Sport, no sábado. Para o Atlético, foi fundamental voltar a vencer e recuperar a confiança, que se abalou após quatro partidas sem vitórias.
Apontar um favorito para esta noite é um erro. Esperar jogo ruim, também.
Nas últimas dez partidas em que Atlético foi visitante, só não marcou gols em três. Muito por conta da postura da equipe. O Galo é ofensivo no Horto, assim como é no Mineirão e também longe de Belo Horizonte. E será, mais do que nunca, em Florianópolis.
Porque se o Galo não marcar, olê olê ola...
O rival também é forte. Em seus domínios, principalmente. No entanto, longe de Florianópolis mantém-se consistente. Provou nas duas últimas vezes que foi ao Estádio Independência, perdendo pelo Brasileirão por 1 a 0 e empatando na última semana por 1 a 1. Na primeira partida, Pratto marcou de pênalti. Na segunda, Leonardo Silva fez aos 49 do segundo.
Ainda assim, é indiscutível a diferença técnica entre as equipes. Para o confronto desta noite, René Simões não terá a dupla de zaga titular, além do volante Paulo Roberto e do atacante Dudu, baixa de última hora.
Do outro lado, a ausência de Thiago Ribeiro é reparável. Patric têm características adequadas à função e, dentro do elenco, é quem melhor se encaixa para substituir o ex. atacante do Santos.
Em 2015, o Figueirense só perdeu duas vezes em sua casa. Vem motivado após a boa vitória diante do Sport, no sábado. Para o Atlético, foi fundamental voltar a vencer e recuperar a confiança, que se abalou após quatro partidas sem vitórias.
Apontar um favorito para esta noite é um erro. Esperar jogo ruim, também.
quinta-feira, 9 de julho de 2015
O Palmeiras embalou. E a freguesia continua
Marcelo Oliveira e seu grupo de jogadores julgavam como fundamental atingir a meta traçada após derrota frente ao Grêmio, em Porto Alegre, para as próximas quatro partidas da equipe. O clássico contra o São Paulo e os confrontos diante de Chapecoense, Ponte Preta e Avaí.
A questão agora é que o time de Aguirre vive seu pior momento na temporada. São três derrotas seguidas, oito gols sofridos. Em seis dias esse time estará entrando em campo pelo primeiro jogo da semi-final da Libertadores. É preocupante.
100% de aproveitamento e metas alcançadas. Quarta vitória em menos de duas semanas, onze gols marcados e nenhum sofrido. Desempenho numérico espetacular --poderia ser melhor se o auxiliar validasse o gol legal de Kelvin contra o Avaí-- e atuações razoáveis.
Importante para uma equipe que busca firmação e consistência. O Palmeiras soube sofrer contra Chapecoense e Ponte. Na partida de ontem não foi diferente.
Quando o adversário adiantava a marcação, Gabriel e Arouca se atrapalhavam na saída de bola. Rômulo pela esquerda e Anderson Lopes na direita dificultaram a projeção com posse de bola dos laterais. Lucas e Egídio foram os jogadores que mais erraram passes pelo lado verde.
Com exceção aos primeiros 15 minutos do segundo tempo, o time de Marcelo Oliveira controlou as ações do jogo. Buscou sempre o ataque, jogou junto com os 37 mil presentes. Vitória merecida.
O Palmeiras manteve sua postura agressiva. De buscar os lados do campo, com movimentação e ultrapassagem dos laterais. A quarta vitória seguida no Brasileiro não acontecia desde 2009, ainda sob o comando de Muricy Ramalho.
O início daquela sequência começou justamente contra o Avaí. E pelo mesmo placar: 3 a 0. Depois o alviverde derrotou Náutico, Flamengo e Santo André.
Foi a décima vitória diante dos catarinenses. Em treze confrontos, somente uma derrota, em 2011, na Ressacada.
Desconfiança
O Inter em 2006 foi o único brasileiro que venceu a Libertadores e brigou por título no Campeonato Brasileiro. É complicado conciliar as duas competições, isso é fato.A questão agora é que o time de Aguirre vive seu pior momento na temporada. São três derrotas seguidas, oito gols sofridos. Em seis dias esse time estará entrando em campo pelo primeiro jogo da semi-final da Libertadores. É preocupante.
quinta-feira, 21 de maio de 2015
O Grêmio forte de 2014. Lembra?
Felipão estava convicto de que deveria descansar com a família após aquele 08 de julho. Dar um tempo, refletir sobre o atual momento e se afastar o máximo possível de todas as críticas acerca do seu maior fracasso.
Mas não soube dizer não ao presidente Fábio Koff, duas semanas após o fim da Copa do Mundo. Luis Felipe mudou de ideia, convencido por Koff de que aquela seria a grande oportunidade para dar a volta por cima e mostrar seu valor. E mostrou.
Felipão foi valente e tirou o Grêmio da décima primeira posição. O aproveitamento que antes era de 45% passou para 58% sob o comando do treinador -- mesmo aproveitamento de Inter e Corinthians, classificados à Libertadores.
Foi sexto colocado e dono da melhor defesa do Brasileiro (24 gols). Com Scolari, o Grêmio sofreu 12 gols em 24 partidas.
Surpreendeu muita gente, inclusive a esse que vos escreve. O trabalho de Felipão no Grêmio em 2014 foi louvável, não somente pelos números, mas pelas circunstâncias em geral. Principalmente pelo peso que teve de carregar pelo resto daquele ano -- e que terá de carregar pelo resto da vida.
Em 2015 fica realmente difícil cobrar algo. Sem Riveros, Zé Roberto, Dudu, Barcos e outros, o elenco se desfigurou. O próprio Werley que foi por empréstimo para o Santos e Fernandinho, atualmente no Verona, fazem tremenda falta num plantel que carece de opções. O último deve voltar, mas é pouco.
O Grêmio mudou de planejamento, encurtou consideravelmente seu orçamento e o futuro é repleto de desconfianças.
Mas não soube dizer não ao presidente Fábio Koff, duas semanas após o fim da Copa do Mundo. Luis Felipe mudou de ideia, convencido por Koff de que aquela seria a grande oportunidade para dar a volta por cima e mostrar seu valor. E mostrou.
Felipão foi valente e tirou o Grêmio da décima primeira posição. O aproveitamento que antes era de 45% passou para 58% sob o comando do treinador -- mesmo aproveitamento de Inter e Corinthians, classificados à Libertadores.
Foi sexto colocado e dono da melhor defesa do Brasileiro (24 gols). Com Scolari, o Grêmio sofreu 12 gols em 24 partidas.
Surpreendeu muita gente, inclusive a esse que vos escreve. O trabalho de Felipão no Grêmio em 2014 foi louvável, não somente pelos números, mas pelas circunstâncias em geral. Principalmente pelo peso que teve de carregar pelo resto daquele ano -- e que terá de carregar pelo resto da vida.
Em 2015 fica realmente difícil cobrar algo. Sem Riveros, Zé Roberto, Dudu, Barcos e outros, o elenco se desfigurou. O próprio Werley que foi por empréstimo para o Santos e Fernandinho, atualmente no Verona, fazem tremenda falta num plantel que carece de opções. O último deve voltar, mas é pouco.
O Grêmio mudou de planejamento, encurtou consideravelmente seu orçamento e o futuro é repleto de desconfianças.
Do céu ao inferno em 15 minutos
O Figueirense ia vencendo o Botafogo por 2 a 0. Resultado excelente, vantagem considerável para o jogo de volta no Rio de Janeiro, que ainda não tem data marcada. Mas tudo mudou rapidamente.
O que era ótimo para o Figueira acabou se tornando péssimo. O Bota fez um aos 32 do segundo tempo com Diego Giaretta e empatou aos 48. Carleto cobrou falta, Alex Santana soltou e Luis Ricardo completou: 2 a 2.
Dois gols sofridos dentro de casa na Copa do Brasil é de se lamentar. Agora, o time de Argel precisa vencer na casa do rival para avançar ou empatar por mais de dois gols. Difícil.
Mas o retrospecto é favorável: Em oito confrontos entre as equipes no Rio de Janeiro, o Figueirense venceu cinco e perdeu somente três. A última derrota foi em 2013.
segunda-feira, 20 de abril de 2015
Enderson estava longe de ser o grande problema do Atlético
| foto: Gazeta do Povo |
Mês passado o Atlético Paranaense anunciou Enderson Moreira como seu novo técnico, após a demissão de Claudinei Oliveira. Era 16 de março e o Atlético já amargava a nona colocação.
O treinador assumiu dia 16 e estreou sob o comando rubro negro 22 de março, na Arena da Baixada. Vitória convincente, mas diante de um adversário frágil. 7 a 0 no Nacional, que fez somente quatro pontos nos 33 disputados na primeira fase.
Poderia ser um indício de que as coisas iriam melhorar. Não foi. Na rodada seguinte, derrota para o Londrina e eliminação precoce em um campeonato onde oito equipes se classificavam -- foi a pior campanha do Atlético nos últimos trinta e cinco anos.
Enderson também dirigiu a equipe na primeira fase da Copa do Brasil. Dois empates por 1 a 1 com o Remo e classificação dramática nas penalidades. Saiu classificado, mas vaiado -- o Remo jogou com o time reserva na segunda partida.
O ex. treinador não mudaria em algumas semanas o Atlético da água para o vinho. Foi direto em sua primeira coletiva: "Não sou mágico". Parecia já conhecer o desafio e as dificuldades que encontraria.
O Atlético perdeu seu principal jogador e não recompôs, falhou no planejamento inicial ao desistir do time sub 23 durante a competição e mostrou total falta de convicção ao demitir Enderson Moreira depois de apenas 35 dias.
O camisa dez do time é Felipe, reserva e terceira opção de Argel no Figueirense em 2014. Enderson não é mágico.
A equipe da baixada resolverá grande parte de seus problemas reforçando seu elenco, acrescentando qualidade, moderando nas apostas e seguindo com convicção uma filosofia. Receita aparentemente fácil num clube estável financeiramente.
Mário Celso Petraglia prometeu que 2015 seria o ano do futebol. O torcedor que não comemora um título desde 2009 não esqueceu.
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
Dez dos últimos onze resultados do Cruzeiro no Mineirão dariam o título ao Atlético
Para ser campeão esta noite e conquistar a tríplice coroa, os comandados de Marcelo Oliveira terão de superar não só os 'onze atleticanos', mas alguns números que incomodam o torcedor cruzeirense e, pelo menos na teoria, tornam o Atlético Mineiro mais favorito.
Dos últimos onze jogos que fez no Mineirão, o Cruzeiro seria vice em dez e, em um, levaria a disputa para os pênaltis. No mês de novembro, não passou uma única partida sequer sem sofrer gols dentro de casa - se sofrer esta noite terá de fazer 4.
Outro fato que preocupa a metade azul de Belo Horizonte é que o Cruzeiro não vence o Atlético desde julho de 2013. Nos últimos sete jogos, foram quatro vitórias alvinegras e três empates.
Confira os últimos onze jogos do Cruzeiro em casa:
23/11 Cruzeiro 2 x 1 Goiás
09/11 Cruzeiro 3 x 1 Criciúma
02/11 Cruzeiro 2 x 1 Botafogo
29/10 Cruzeiro 1 x 0 Santos
22/10 Cruzeiro 1 x 1 Palmeiras
08/10 Cruzeiro 0 x 1 Corinthians
04/10 Cruzeiro 2 x 1 Internacional
01/10 Cruzeiro 1 x 0 ABC
21/09 Cruzeiro 2 x 3 Atlético MG
17/09 Cruzeiro 2 x 0 Atlético PR (Decisão seria nos pênaltis)
11/09 Cruzeiro 2 x 1 Bahia
terça-feira, 22 de julho de 2014
Antes do clássico Palmeiras vai à Florianópolis enfrentar o Avaí e conta com retrospecto para voltar a vencer
A terceira fase da Copa do Brasil começa na próxima quarta-feira para Avaí e Palmeiras, que se enfrentam no estádio da Ressacada, às 19:30. Ao alviverde talvez o caminho mais curto para a conquista de um título no ano em que o clube comemora o seu centenário.
Depois de retomar à sua trajetória no Brasileirão com duas derrotas, para Santos e Cruzeiro, respectivamente, os comandados de Ricardo Gareca podem enfim quebrar a série de cinco jogos sem vencer. A última vitória do time do Palestra Itália foi no dia 22 de maio, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro, diante do Figueirense, na Fonte Luminosa.
O adversário, por sua vez, vive momento oposto. Venceu as duas partidas que disputou pela Serie B, contra Atlético-GO e Ponte Preta, e não perde a quatro jogos.
Gareca foi elogiado depois da apresentação de sua equipe e a mudança de postura de seus jogadores no segundo tempo da partida contra o Cruzeiro, no último domingo, em São Paulo. O desempenho nos 45 minutos finais convenceu, mas não foi suficiente para evitar nova derrota diante do atual campeão brasileiro e líder absoluto do campeonato.
Para o confronto da próxima quarta-feira, em Florianópolis, o treinador optou por poupar alguns de seus titulares, preservados para o clássico de domingo, contra o Corinthians em Itaquera. Também não poderá contar com Lúcio, que fraturou a face.
Mas tem ao seu favor o retrospecto. Na história, Avaí e Palmeiras se enfrentaram dez vezes. Foram sete vitórias, dois empates e uma derrota. O último confronto aconteceu no ano passado, pela Serie B: Vitória maiúscula dos até então comandados de Gilson Kleina por 4 a 2.
Depois de retomar à sua trajetória no Brasileirão com duas derrotas, para Santos e Cruzeiro, respectivamente, os comandados de Ricardo Gareca podem enfim quebrar a série de cinco jogos sem vencer. A última vitória do time do Palestra Itália foi no dia 22 de maio, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro, diante do Figueirense, na Fonte Luminosa.
O adversário, por sua vez, vive momento oposto. Venceu as duas partidas que disputou pela Serie B, contra Atlético-GO e Ponte Preta, e não perde a quatro jogos.
Gareca foi elogiado depois da apresentação de sua equipe e a mudança de postura de seus jogadores no segundo tempo da partida contra o Cruzeiro, no último domingo, em São Paulo. O desempenho nos 45 minutos finais convenceu, mas não foi suficiente para evitar nova derrota diante do atual campeão brasileiro e líder absoluto do campeonato.
Para o confronto da próxima quarta-feira, em Florianópolis, o treinador optou por poupar alguns de seus titulares, preservados para o clássico de domingo, contra o Corinthians em Itaquera. Também não poderá contar com Lúcio, que fraturou a face.
Mas tem ao seu favor o retrospecto. Na história, Avaí e Palmeiras se enfrentaram dez vezes. Foram sete vitórias, dois empates e uma derrota. O último confronto aconteceu no ano passado, pela Serie B: Vitória maiúscula dos até então comandados de Gilson Kleina por 4 a 2.
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