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domingo, 17 de maio de 2015

Valências e deficiências

Escrevi em março que um dos trunfos do Vasco de Doriva era ter consistência defensiva e não sofrer da vulnerabilidade  de sua defesa, problema que assombrou São Januário nos últimos anos de Série A, principalmente em 2013, pior defesa entre as equipes rebaixadas -- 61 gols sofridos em 38 rodadas.

O Vasco da Gama sofreu dois gols nos últimos cinco jogos e tem a maior invencibilidade entre os clubes da primeira divisão -- são nove partidas sem perder.

Mas precisa ser mais efetivo quando ataca.

A equipe do técnico Doriva  empatou na manhã deste domingo com o Figueirense, em Florianópolis. Novamente não sofreu gols, mas também sem eficiência ofensiva, como na primeira rodada. Zero a zero, o terceiro em 2015.

Até teve oportunidades no primeiro tempo. Foi superior, principalmente nos minutos finais. Mas parou no goleiro Alex Santana, melhor em campo nos primeiros 45 minutos.
Na etapa complementar o rival se acertou e tomou conta do jogo. O Vasco caiu de maneira drástica na parte física e por pouco não perdeu.

Apesar das deficiências, existem virtudes na equipe campeã carioca. Doriva levou o burocrático Ituano ao título Paulista em 2014, fez o mesmo com o Vasco em 2015. Agora o formato do campeonato é outro, mais complicado, evidentemente. Mas sofrer poucos gols é imprescindível.

Mais forte

A derrocada dos brasileiros nas oitavas da Libertadores apimenta o início de Brasileiro. Atlético Mineiro, Corinthians e São Paulo concentram suas forças exclusivamente  no campeonato nacional. Só o tempo dirá quem brigará por título, Libertadores ou rebaixamento.

Seguir na competição internacional não significa fracassar no campeonato do país. Mas a dificuldade de conciliar duas competições de alto nível ao mesmo tempo prejudica. É o caso de Cruzeiro e Inter.

O último brasileiro campeão da libertadores que brigou por título foi o Inter em 2006. O São Paulo foi 11º em 2005, o prórpio Internacional em 2010 ficou em sétimo, o Santos foi décimo colocado em 2011, o Corinthians de Tite foi sexto colocado no ano seguinte, e o Atlético, último vencedor, terminou na oitava posição em 2013.