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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Agora, só em 2016

Após o Grêmio ser finalista da Libertadores em 1984 e derrotado  para o Independiente na decisão, o Brasil ficou sete anos sem disputar uma final entre 1985 e 1991. Depois disso, em nenhum  momento houve duas finais seguidas sem equipes  brasileiras.

O título do River é o terceiro da história do clube e o 24º da Argentina, que supera o Brasil com folga. A discrepância no número de títulos é evidente, mas muito por conta da hegemonia dos hermanos na década de 70. Foram sete títulos entre 1970 e 1979.

O fato do Brasil voltar a ficar de fora das finais por dois anos seguidos não é o fator mais preocupante em questão. É somente mais uma estatística negativa, que demonstra claramente o fraco desempenho  nas duas últimas edições. 

Com a queda do Cruzeiro na quartas de final do ano passado, o Brasil voltou a ficar sem nenhum representante nas semi finais depois de 23 anos. Botafogo, Flamengo e Atlético Paranaense sequer passaram da primeira fase em 2014. É pífio.

A história poderia ter sido diferente em 2015. O Inter sofreu com a paralisação da competição por conta da Copa América, o Corinthians poderia ter ido mais longe se não fosse o péssimo jogo que fez com o Guaraní, na primeira partida das oitavas, no Paraguai. Atlético Mineiro e São Paulo enfrentaram rivais locais, e o Cruzeiro sentiu o desmanche de seu elenco.

Nunca na história as equipes brasileiras estiveram tão bem estruturadas para vencer a Libertadores. 

Pela primeira vez todos os representantes do país entraram na disputa como campeões do torneio. Mas o Corinthians de Tite deslizou em Assunção, o Cruzeiro do então técnico Marcelo Oliveira não soube administrar no Mineirão a vantagem construída no Monumental, o Inter sentiu a pressão do Tigres no México...e o título caiu novamente no colo dos nossos vizinhos. 

É preciso jogar mais, sofrer mais, querer em dobro. Em matéria de como jogar a Libertadores, o River deu uma aula aos brasileiros.