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terça-feira, 20 de maio de 2014

Uruguai, Costa Rica, Inglaterra e Itália. O guia do grupo D da Copa do Mundo

A Copa do Mundo sempre mexe conosco. Ela une o país e faz com que todas as desigualdades sejam deixadas de lado. As diferenças pouco importam e os problemas do cotidiano são esquecidos. Nem o país menos nacionalista escapa da magia da Copa, que transforma e une cada indivíduo da nação.

Desde o dia 2 de maio o blog vem fazendo um guia da Copa do Mundo. Serão oito postagens dedicadas a cada grupo do torneio -  você está lendo a quarta. Confrontos, favoritismo e as principais estrelas de cada equipe.


Grupo D: Uruguai, Costa Rica, Inglaterra e Itália

 Artilheiro e melhor jogador da Premier League, Luis Suárez é a esperança de gol celeste

Em um grupo que acumula sete títulos mundiais, dizer que não existirá equilíbrio entre as seleções é algo no mínimo curioso. Uruguai, Itália e Inglaterra lutam no grupo D por duas vagas nas oitavas de final do torneio, ou seja, um campeão mundial dará adeus à Copa do Mundo antes mesmo da segunda fase.

Representante sul-americano no grupo D e detentor de dois títulos mundiais (1930 e 1950), o Uruguai estreia no dia 14 de junho, em Fortaleza, diante da Costa Rica. Sabedor de que perder pontos para a seleção mais fraca do grupo pode ser fator crucial para a desclassificação da equipe ainda na primeira fase, os comandados do técnico Óscar Tabárez pretendem estrear bem para seguirem firmes em sua caminhada. O Estádio do Castelão será o palco do jogo.

A má sorte de cair no mesmo grupo de Itália e Inglaterra se dá pelo fraco desempenho da Celeste nas eliminatórias sul-americanas. Com fracos 52% de aproveitamento, a seleção foi a última classificada, ficando atrás de Ecuador, Chile, Colômbia e Argentina.

No mesmo dia, na Arena Amazônia, Inglaterra e Itália medirão forças sob o forte calor da cidade de Manaus. A Azzurra, por toda sua história, merece muito respeito. Não tem hoje uma equipe brilhante, mas que a camisa pesa, ninguém tem dúvidas.

Os italianos venceram em 1934, dentro em casa, quando bateram na grande final a Tchecoslováquia, por 2 a 1. O bicampeonato veio no mundial seguinte, em solos franceses. Naquela oportunidade, Colaussi e Piola marcaram duas vezes cada e decretaram a vitória de 4 a 2 sobre a Hungria, em Paris.

Depois da conquista na França, o país amargou um jejum de 44 anos sem títulos. Em 1982, na Espanha, quando o Brasil dava pinta de que iria conquistar o tricampeonato, Paolo Rossi tratou de brilhar na semi-final e mandar a seleção comandada por Telê Santana de volta pra casa. Na final, a vítima foi a Alemanha. O carrasco brasileiro voltou a marcar e a Itália se consagrava tri campeã.

A última e mais recente, em 2006, foi na Alemanha. Comandados por Marcello Lippi, os italianos empataram por 1 a 1 e, nas penalidade, venceram por 5 a 3.

Os ingleses, questionados pelos sucessivos fracassos em mundias (venceram apenas em 1966, em seus domínios), esperam surpreender. Pelo trabalho convicto que o técnico Hoy Hodgson vem implantando no "English Team", acredito um pouco mais na seleção do experiente capitão Steven Gerrard. Hodgson aplica em seu time o mesmo 4-1-4-1 que Brendan Rodgers usa no Liverpool e aposta que seguindo essa mesma "linha de filosofia" pode obter sucesso no Brasil.

14/06 URUGUAI - COSTA RICA (CASTELÃO)
14/06 INGLATERRA - ITÁLIA (ARENA DA AMAZÔNIA)

19/06 URUGUAI - INGLATERRA (ARENA CORINTHIANS)
20/06 ITÁLIA - COSTA RICA (ARENA PERNAMBUCO)

24/06 COSTA RICA - INGLATERRA (MINEIRÃO)
24/06 ITÁLIA - URUGUAI (ARENA DAS DUNAS)

23 dias, 3 semanas. O que parecia distante se aproxima e o inimaginável se torna real.

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