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sábado, 26 de agosto de 2017

Espelho

Apenas um muro separa Palmeiras e São Paulo na Barra Funda, Zona Oeste da capital paulista. Na tabela do Brasileiro, 10 pontos de diferença entre palmeirenses e tricolores. O momento é semelhante, apesar da distância na tabela. O diagnóstico para os dois, idêntico. 

A dupla trava duelo ferrenho neste domingo, no Allianz Parque. Importante para Cuca recuperar a confiança de um torcedor que clamou por sua volta em abril, e hoje, desconfiado, pede a cabeça do atual campeão brasileiro. Ao rival, fundamental para deixar a zona de rebaixamento e projetar semanas mais tranquilas.

As crises de São Paulo e Palmeiras são diferentes, mas os motivos se parecem. Rotas distintas, destino semelhante. Troca de técnico, contratações e vendas durante o campeonato. 

O Palmeiras contratou Eduardo Baptista em janeiro, demitiu em abril e trouxe Cuca. Ideias e métodos de trabalho antagônicos. Com Eduardo, o aproveitamento era superior ao atual: 66% x 52%. Frustrante.

Do outro lado, o São Paulo apostou em seu maior ídolo, no primeiro desafio como técnico profissional. Rogério caiu em junho, extremamente prejudicado pela perda de jogadores. 

Assim como Eduardo Baptista, o aproveitamento de Ceni é superior ao de Dorival, seu sucessor. 49 x 44.

O tricolor jamais venceu o Palmeiras em sua Arena. A última visita, em março deste ano, pelo Campeonato Paulista, vitória verde por 3 a 0. Dos titulares naquela tarde, apenas Buffarini, Rodrigo Caio, Jucilei e Lucas Pratto devem estar na formação inicial no Choque Rei 314 deste domingo.

David Neres, Luiz Araújo, Lyanco, Neílton, Daniel, Kelvin, Breno, Thiago Mendes, Maicon...

Desde 2015 o São Paulo comete o pecado mortal de descaracterizar seu elenco durante a temporada. 

No Palmeiras, o erro foi descaracterizar seu estilo. Posse de bola e marcação por zona nos cinco primeiros meses; pressão, contra-ataque e marcação individual com Cuca na sequência. Não se forma time assim.

Olhe para líder e vice-líder do campeonato, veja o Botafogo de Jair Ventura, surpreendentemente nas quartas de final da Libertadores, ou o Cruzeiro de Mano Menezes, na decisão da Copa do Brasil. 

Pesa a favor do Palmeiras o retrospecto positivo nos confrontos regionais mais recentes. Ao São Paulo, a pequena melhora nos últimos dois jogos, contra Cruzeiro e Avaí. 

Quem vencer o clássico ameniza sua crise, mas time forte e título, só com trabalho e continuidade. 

sábado, 11 de março de 2017

Visitante dos sonhos

Na primeira partida do ano em que o melhor ataque do Campeonato Paulista falhou, a pior defesa da competição manteve sua terrível média. Aí a importância do equilíbrio entre os setores do São Paulo.

Eduardo Baptista posicionou sua equipe à frente, marcando em cima e dificultando a saída de bola rival. Sofreu o São Paulo.

Sem Cueva, Rogério deslocou Thiago Mendes para a ponta direita e trouxe Jucilei ao time, na primeira função do meio de campo. Não funcionou.

O primeiro tempo foi de muita luta e pouco brilho. O Palmeiras diminuindo espaços e tentando definir rapidamente as jogadas, o São Paulo se atrapalhando na saída de bola e sofrendo para chegar ao ataque com qualidade.

Num erro de passe do zagueiro Douglas, a bola sobrou para Dudu encobrir o goleiro Denis. Uma pintura! Para o capitão palmeirense, o gol mais bonito de sua carreira.

O Palmeiras cresceu no segundo tempo, principalmente depois de Tchê Tchê fazer o segundo, após chute de fora da área, aos dez da etapa final.

Aos 25, Guerra pegou rebote de Borja e fechou a conta. Vitória justa na Arena.

Com seis pontos de vantagem para o terceiro colocado no Grupo B, o São Paulo segue em situação relativamente tranquila no estadual. Mas mantém também o péssimo aproveitamento como visitante em clássicos.

Das últimas 17 vezes em que visitou rivais em São Paulo, venceu apenas uma. O Santos, este ano ano, na Villa.  Diante do Palmeiras, não vence como visitante desde 2007. É pouco!

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

A 25ª decisão

O Corinthians fez seis pontos em cima do Atlético Mineiro, seu principal adversário na conquista do título brasileiro de 2015. No encontro do primeiro turno, o Atlético de Levir Culpi chegou em Itaquera na condição de líder. Perdeu o jogo e a liderança.

O Corinthians venceu com gol de Malcom e assumiu a ponta. Na rodada seguinte, o Galo retomou a primeira posição.

Não existe decisão na vigésima quarta rodada, restando 42 pontos em disputa.

Estará em jogo, além dos três pontos, uma disputa de forças entre Palmeiras e Flamengo. A dependência do Palmeiras a Gabriel Jesus – desfalque provável –; A imposição flamenguista para desbancar um rival direto longe de seus domínios e assumir a liderança inédita nesta edição.

Para palmeirenses e rubro-negros, impossível não remeter o pensamento ao campeonato de 2009. Nesta mesma rodada, há sete anos, o Palmeiras era líder com dez pontos de vantagem sobre o Flamengo.

Líder até a rodada 33, o Palmeiras sucumbiu na disputa e viu o rival carioca arrancar da décima terceira posição para o hexacampeonato. Histórico!

O Palmeiras não perde para o Flamengo como mandante desde 2010, quando Vagner Love marcou o único gol da vitória rubro-negra no Pacaembu.

A única certeza da noite é que o vencedor do confronto sairá ainda mais fortalecido pra reta decisiva do campeonato. Depois disso, restarão 13 rodadas. O campeão, só em dezembro.

Crescendo

Avaí e Vila Nova conquistaram dez dos últimos doze pontos que disputaram na Série B. Há quatro rodadas, a diferença de ambos para o G4 era de oito pontos. Com o pífio desempenho das equipes que rondam o grupo de acesso, o número caiu para dois.

Dos 30 pontos que disputaram nas últimas duas rodadas, Brasil de Pelotas, CRB, Londrina, Ceará e Bahia, que ocupam da 3ª a 7ª posição, respectivamente, somaram três pontos.

Foi o que embolou a classificação. Em duas rodadas, o Paraná, décimo terceiro colocado, pode saltar da segunda parte da tabela para o G4. 

domingo, 24 de julho de 2016

Vai brigar

O Palmeiras sentiu falta de Gabriel Jesus mas não perdeu pro Atlético na manhã deste domingo por conta da ausência de seu principal atacante, que serve a seleção olímpica, assim como Fernando Prass.

Marcelo Oliveira optou por três volantes, posicionou Leandro Donizete à frente da defesa, auxiliado por Lucas Cândido e Rafael Carioca na marcação. Travou o jogo do rival.

Apesar do domínio, o Palmeiras pouco ameaçou. Com Cleiton Xavier apagado, a equipe de Cuca se limitou a cruzamentos e ligações diretas. Não funcionou.

O desempenho alviverde neste domingo lembrou a forma em que o Palmeiras de Marcelo Oliveira jogava. Bola longa, correria, falta de repertório ofensivo.

Ironia ingrata o gol atleticano sair de uma jogada trabalhada, que nasceu do lado esquerdo com Fábio Santos, passou por Fred, Robinho, até chegar em Donizete, dentro da área, surpreendendo a defesa verde.

A tônica da partida seguiu até o fim. Cuca sacou Cleiton Xavier e pôs Barrios, trouxe Dudu para o meio, abriu Erik do lado esquerdo. Sem resultado. Atuação discreta do camisa 7, líder em assistências da equipe.

O Palmeiras não vence o Atlético há cinco anos. A última vitória foi em julho de 2011, 13ª rodada do Brasileirão, no Canindé. Os últimos dez confrontos registram nove vitórias atleticanas.

O Atlético chegou aos 26 pontos, seis a menos que o líder Palmeiras. Ano passado, nesta rodada, liderava com 35 pontos ganhos. Caiu de rendimento no momento chave da competição.

A equipe de Marcelo Oliveira tem problemas, ainda oscila com frequência. Mas assim como o Grêmio foi goleado em Recife semana passada, o Corinthians perdeu dois pontos para o Figueirense em Itaquera. É normal num campeonato de tanto equilíbrio.

O importante é não se afastar dos líderes e crescer na hora certa. Como o Corinthians, ano passado.

Não há receita pra ser campeão brasileiro. Mas elenco e regularidade são essenciais. O Galo está forte.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Vale a pena ver de novo

O Palmeiras perdeu pela terceira vez no ano jogando no Allianz Parque e Marcelo Oliveira acaba de ser demitido. Na temporada atual, foram seis partidas no novo estádio. Além das três derrotas citadas, o Palmeiras venceu  Rosario Central e Capivariano e empatou com o Santos.

A demissão de Marcelo Oliveira foi anunciada pelo diretor de futebol do clube, Alexandre Mattos, na madrugada desta quinta-feira. "Não foi da maneira que pensamos (o trabalho) e achamos que esse é o momento da troca", afirmou o dirigente.

Era a hora.

O Palmeiras de Marcelo venceu apenas 24 partidas das 53 que disputou, desde 10 junho do ano passado, quando o treinador assumiu o clube. Há exatos nove meses, a demissão, com 52% de aproveitamento. Seu antecessor, Oswaldo de Oliveira foi demitido com 62%.

Nove meses!

O nome que começa a ganhar força no Palmeiras é o de Cuca. Alexandre Mattos garante que o clube buscará um técnico "da altura do Palmeiras", descartando a possibilidade de efetivação do auxiliar técnico Alberto Valentim, que no último ano afirmou que planeja ser treinador.

Se o Palmeiras busca algo diferente de Marcelo Oliveira, Cuca não é o nome mais certo. No último grande trabalho do técnico, o Atlético MG campeão da América em 2013 vivia de bola longa e cruzamentos.

Agora, se Cuca atualizou-se e renovou seus conceitos do outro lado do mundo, é possível.

Impossível é acreditar que dará certo trocando apenas por trocar, sem respaldar um trabalho e sua filosofia. Assim não. Nem aqui, nem na China.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Caiu na rede é, peixe?

O futebol mais insinuante e vistoso do segundo semestre não estará na Libertadores de 2015. Porque o Santos abriu  mão do Brasileirão, se distanciou do G4 e chegará à rodada final da Série A sem chances de ingressar no grupo dos quatro melhores.

Assim como chegou na 38ª rodada do ano passado sem grandes pretensões, mas acabou vencendo o Vitória em Salvador e, por ironia do destino, salvando o Palmeiras do então técnico Dorival Júnior, hoje vice da Copa do Brasil pelo peixe,  e mudando completamente o planejamento do rival para a temporada seguinte.

O Santos não era favorito, mas tinha pequena vantagem. Mostrou equilíbrio emocional suportando com firmeza os primeiros trinta minutos do agressivo Palmeiras que repetia a postura da semifinal, principalmente no início, enquanto pôde contar com o ótimo Gabriel Jesus.

Barrios fez sua melhor partida desde que chegou  e foi o melhor do lado verde, junto com Matheus Sales. O primeiro fez a jogada do gol que abriu o placar, deixando Robinho livre para servir Dudu. O segundo foi responsável por anular Lucas Lima, apagado do início ao fim, e melhorar a saída de bola do Palmeiras. O jovem volante foi ótima sacada de Marcelo Oliveira.

Dorival explorou mal o inseguro João Pedro pelo lado direito da defesa do rival. Mas também não contava com as discretas  atuações de Gabriel e Lucas Lima.

O Palmeiras venceu pois se entregou mais ao confronto. Contou com a sorte na primeira partida, é verdade. E se Nílson fosse mais caprichoso? Se Gabriel convertesse a penalidade? E se hoje a bola de Victor Ferraz não insistisse em beijar a trave no início do confronto? E se...

O Santos deve ser o único grande de São Paulo fora da Libertadores do próximo ano. É a tendência. Quem diria...

O Palmeiras da bola longa e de atuações irregulares é campeão com méritos. Soube jogar a Copa do Brasil e priorizou o que considerava mais viável. Deu certo.

Graças ao herói improvável Fernando Prass, que defendeu e marcou nas penalidades. Que bela história de futebol esta noite no Allianz Parque.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Treino de luxo

O São Paulo do primeiro jogo das semi-finais melhorou em relação a equipe que perdeu para o Fluminense no Rio de Janeiro e empatou com o Vasco no Morumbi. Foi mais organizado, teve mais repertório. Não merecia perder por 3 a 1, mas o futebol torna-se ainda mais imperdoável quando a incompetência acontece diante de um adversário tão forte como é o Santos.

A equipe comandada por Dorival Júnior já está na final da Copa do Brasil e o confronto desta noite na Villa serve apenas para Doriva dar ritmo e seguir modelando o São Paulo que acredita ser o ideal.

Mais seguro defensivamente e efetivo no ataque. A volta de Alan Kardec e o bom momento de Alexandre Pato dão esperanças.

Rogério Ceni prolongou a aposentadoria após fraquejar no Campeonato Brasileiro de 2014, fez o mesmo após a Libertadores deste ano. Agora, o que restou, certamente cairá por terra na noite desta quarta-feira.

Encerrar a carreira no G4 da Série A na atual situação também será uma honra. O São Paulo têm totais possibilidades de terminar o Brasileirão em quarto. A missão começa sábado, no Morumbi, diante do Sport. Hoje, apenas treino  de luxo , na Villa Belmiro.

Quatro dos últimos cinco resultados do Palmeiras como mandante garantiriam o Fluminense na decisão

As possibilidades de Palmeiras e Fluminense são iguais na noite de hoje, no Allianz Parque. O verde venceu apenas uma das últimas cinco partidas que disputou. O Flu, duas. Mas a irregularidade das equipes não deve comprometer o nível da partida.

É evidente que jogar pelo empate credencia os cariocas como favoritos. O Palmeiras joga pressionado, se afastou do pelotão da frente no Campeonato Brasileiro e enxerga, na Copa do Brasil, a única oportunidade de salvar uma temporada que acreditou ser promissora.

Dos últimos cinco resultados como mandante do Palmeiras, apenas um deles o classificaria para a final do torneio: 2 a 0 sobre o Figueirense, em setembro. Depois, venceu Grêmio e Inter por 3 a 2, e perdeu pra Ponte Preta (0-1) e Sport (0-2).

O confronto desta noite é o 26º na história entre Palmeiras e Fluminense no Palestra Itália (antes e após sua reforma). O retrospecto é favorável à equipe paulista, que venceu 21, empatou duas e perdeu apenas em três oportunidades.

domingo, 18 de outubro de 2015

O horário muda. Mas a freguesia...

Gílson Kleina armou o Avaí com três volantes e deixou Marquinhos solitário entre Andrei Girotto e Thiago Santos. Apostou em dois atacantes fixos, buscando explorar a fragilidade da dupla de zaga reserva do Palmeiras. O Avaí foi pessimamente escalado e fez sua pior partida no campeonato.

Perdeu.

O Palmeiras tinha mais gente e muito mais mobilidade com Gabriel Jesus, Allione e Mouche na faixa central. Foi fácil marcar um adversário previsível, que abusou da bola longa durante os noventa minutos. 3 a 1 foi justo em Florianópolis.

Foi a décima primeira vitória do Palmeiras diante do Avaí. Onze! Em quatorze jogos, apenas uma derrota. Entre os adversário da Série A, só o Joinville é tão freguês quanto -- nunca venceu o rival paulista.

A vitória recoloca a equipe comandada por Marcelo Oliveira no G4, pelo menos provisoriamente. Pra se manter no grupo dos quatro primeiros, precisa contar com os tropeços de Santos e São Paulo, que enfrentam Goiás e Vasco, neste domingo.

...Continua

Não apenas porque o Figueirense não vence em Joinville desde 2008. A derrota desta noite foi a de número 72. O Figueira venceu  vinte a menos.

Em 2015, foram sete confrontos. O Joinville venceu quatro e perdeu somente um. É surpreendente.

A vitória encurta a distância do JEC para o primeiro time fora da zona de rebaixamento. São três pontos para o Avaí, 16º colocado.

A missão segue complicada e improvável. Mas já foi mais difícil de acreditar no Joinville. Nas últimas duas rodadas, somou mais pontos do que todos os seus adversários juntos. 

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Receita da frustração

Palmeiras perde para a Ponte em casa e segue fora do G4 (Foto: Ari Ferreira/LANCE!Press)
foto: Lance!
O Palmeiras se safou do terceiro rebaixamento de sua história na última rodada do Brasileirão do ano passado. Graças ao Santos, que bateu o Vitória em Salvador. Foi o clube que  permaneceu na Série A  com o menor número de pontos (40), desde 2003, quando o campeonato passou a ser disputado no formato de pontos corridos.

Em 2014, foram três técnicos diferentes, uma eliminação no estadual para o Ituano e um Campeonato Brasileiro medíocre.

Tudo isso no ano em que o clube completava cem anos de história...

O projeto 2015 era voltar a ser importante. Figurar entre os principais clubes do país, brigar por títulos. Como sempre esteve acostumado. Antes do Campeonato Paulista deste ano iniciar, 17 contratações foram anunciadas. E uma consequente debandada de jogadores, evidentemente.

O Palmeiras estreou diante do Audax com Fernando Prass, Lucas, Vitor Hugo, Tobio e Zé Roberto; Renato, Gabriel e Robinho; Allione, Maikon Leite e Leandro Pereira. Apenas quatro estiveram no grupo do ano anterior.

O Cruzeiro brigou contra o rebaixamento em 2012. No fim do ano, reestruturou sua equipe para a temporada seguinte. Foram 19 aquisições, sem contar com o técnico Marcelo Oliveira, contratado junto ao Coritiba.

Foi campeão Brasileiro com Fábio, Mayke, Dedé, Bruno Rodrigo e Egídio; Nilton, Lucas Silva e Everton Ribeiro; Willian, Ricardo Goulart e Borges. Sete chegaram no mesmo ano, Mayke foi promovido aos profissionais e somente Fábio, Lucas Silva e Borges eram remanescentes da temporada anterior.

Há muita semelhança entre o projeto do Cruzeiro que deu certo com o Palmeiras de 2015 que oscila. Mas se enganou o palmeirense que achou que tudo seria igual...

O Cruzeiro funcionava pois tinha uma zaga consistente e bem protegida.Tinha Lucas Silva despontando como ótimo volante, Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart em fase excepcional e Borges vivendo seu último grande ano.

O Palmeiras de Victor Ramos, Andrei Girotto e Alecsandro foi previsível e frustrante diante da Ponte Preta. Pra quem esperava brilho de um elenco formado às pressas enganou-se. A paciência acabou, e não há Mattos que faça milagre...

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

75%

O Santos confirmou seu favoritismo diante do Figueirense e avançou às semifinais da Copa do Brasil. Foram necessários vinte e cinco minutos para Gabriel abrir o placar e servir Marquinhos Gabriel, em belo cruzamento, no segundo gol. O Figueira descontou com o bom zagueiro Bruno Alves, também na primeira etapa.

No início do segundo tempo, Neto Berola marcou de cabeça. O atacante, que pertence ao Atlético Mineiro, havia acabado de entrar. Foi o segundo gol dele com a camisa do Santos. O Figueirense fez mais um com Carlos Alberto. 

É incrível a força da equipe comandada por Dorival Júnior como mandante. Foram 13 jogos em casa desde que o novo treinador chegou e treze vitórias. Apenas uma longe da Vila Belmiro. Justamente a desta noite, pelo torneio nacional. 29.468 pessoas estiveram no Pacaembu.

O Santos chega a sua quinta semifinal de Copa do Brasil. Pela primeira vez está entre os quatro melhores por dois anos seguidos, já que foi eliminado pelo Cruzeiro, em 2014, nesta mesma fase. Na única vez em que chegou à final, desbancou o Vitória na decisão. O Santos de Neymar e Paulo Henrique Ganso era comandado por...Dorival.

Com a classificação, a equipe junta-se a Palmeiras, São Paulo e Fluminense, que garantiram classificação na quarta-feira. Pela primeira vez na história, três paulistas estão entre os quatro semifinalistas do torneio.

É verdade que antes de 2013, com o antigo regulamento, onde as equipes da Libertadores não jogavam a Copa do Brasil, era mais improvável a presença de três equipes de São Paulo entre os semifinalistas.

Com exceção a 2014, ano em que nenhum grande do estado jogou a Libertadores, nos últimos dez anos pelo menos dois deles estiveram na competição continental. É muita coisa.

Palmeiras e Fluminense e o clássico San-São ocorre nos dias 21 e 28 de outubro.

domingo, 27 de setembro de 2015

A bola pune

O gol de Robinho aos 45 da segunda etapa, novamente em erro na saída de bola de Rogério Ceni e em lance de extrema felicidade do meia, como aconteceu no clássico pelo Campeonato Paulista, foi o centésimo do verde na temporada e recolocou o Palmeiras no grupo dos quatro primeiros.

No confronto entre as equipes pelo primeiro turno do Brasileirão, onde os comandados de Marcelo Oliveira impuseram 4 a 0 no rival, o técnico Juan Carlos Osório afirmou que não havia uma diferença de quatro gols entre os times. Naquela oportunidade o Palmeiras foi melhor e traduziu sua superioridade em resultado.

Não há uma diferença de quatro gols entre Palmeiras e São Paulo.

Mas no Choque Rei deste domingo houve muita diferença.  O São Paulo foi superior do início ao fim, anulou as principais armas do rival, mas não teve a eficiência que pesou contra si no clássico do primeiro turno.

O rendimento do São Paulo foi ótimo. Domingo passado, em Florianópolis, contra o Avaí, Osório optou por preservar seus principais jogadores.  Entrou em campo com sete atletas oriundos das categorias de base, com Thiago Mendes e Alexandre Pato, que haviam treinado durante a semana, no banco de reservas.

A intenção era chegar mais inteiro para o confronto com o Vasco, pela Copa do Brasil, e no jogo deste domingo, frente ao Palmeiras. O desempenho foi acima da média em ambas partidas.  E Thiago Mendes, o melhor do clássico.

Tá chegando

O tropeço do Atlético em Joinville permitiu um distanciamento ainda maior. Agora são sete pontos de diferença para o líder. Se já estava difícil, ficou ainda mais. O Corinthians é irretocável coletivamente e caminha a passos largos para o seu sexto titulo nacional. 

Na chuvosa Florianópolis, sobrou controle de jogo. O time de Tite levou algum tempo para de adaptar ao gramado pesado, mas logo na primeira oportunidade que Jadson teve de pensar o jogo, Elias infiltrou por trás dos volantes e abriu o placar. Gil e Renato Augusto também marcaram para o timão. No fim, Leandro Silva descontou para o Figueirense.

Restam 10 rodadas pra terminar o campeonato. Pro Corinthians ser campeão, menos. Só um milagre atleticano pode impedir. Depois de empatar com o lanterna, ficou difícil de acreditar no Galo.

Luz

Ninguém no Brasileirão fez mais pontos do que o Vasco nas últimas cinco rodadas. De quinze disputados, treze foram computados na conta do cruzmaltino. Em cinco jogos, o Vasco fez o mesmo número de pontos que havia conquistado nas 23 rodadas anteriores.

Seis  pontos o separam do Goiás, primeira equipe fora da zona de rebaixamento. O próximo compromisso é em Florianópolis, contra o Avaí. 

A manutenção vascaína segue improvável, mas possível. O momento é favorável, e tudo passa pelo confronto direto do próximo domingo, na Ressacada. O Vasco está vivo.

domingo, 2 de agosto de 2015

Imponente

O Palmeiras comandado por Marcelo Oliveira só perdeu uma vez. Na estreia, em Porto Alegre, 1 a 0 para o Grêmio. Depois do revés no sul, o verde emplacou quatro vitórias seguidas, empatou com o Sport em Recife, e voltou a vencer novamente por três vezes consecutivas. Sob o comando de Marcelo, o Palmeiras marcou 19 gols e sofreu 4. É incrível.

Os números de Palmeiras e Atlético Mineiro impressionam. Nas últimas oito rodadas, o alviverde fez 19 pontos. O Galo somou 21, apenas uma derrota em oito – para o Corinthians, em Itaquera – . Os números se assemelham e não é loucura comparar também o futebol apresentado. O time de Levir jogou menos do que pode contra Figueirense e São Paulo. Aparenta estar em declínio na questão física, mas segue vencendo seus jogos.

O Palmeiras está crescendo. E a tendência é continuar. Quando o elenco foi montado, ainda com a vistoria de Oswaldo de Oliveira, a intenção era fazer um grupo forte, homogêneo e capaz de evoluir em médio prazo. Dá mostras de que pode muito mais.

É justo dar méritos ao atual treinador. Mas covardia se esquecer de que quando Marcelo assumiu já havia um trabalho sendo feito. O trabalho de Oswaldo foi de construção, começou do zero.

Marcelo aperfeiçoou o que vinha sendo feito por seu antecessor. Agora, o Palmeiras joga pra frente. É insinuante, chama o torcedor. Seja dentro ou fora de seu estádio. Cria com facilidade, se defende com segurança, tem transição veloz.

Oswaldo de Oliveira deixou o Palmeiras após perder em Florianópolis para o Figueirense. Seu time foi melhor, teve mais a bola. Tocou, retocou...e perdeu o jogo. Precisou dar 32 passes para finalizar. A última partida do Palmeiras, sob o comando de Marcelo Oliveira, foram 278 passes e 17 finalizações. Média de 16 passes para cada chute ao gol.

O Palmeiras cresceu no campeonato e segue evoluindo como ninguém na competição. Se reencontrará novamente as conquistas, só o tempo dirá. Mas o verde está no caminho certo.

Encontro

É bom ver a Vila Capanema cheia. Na tarde do último sábado, em Curitiba, foram quase 15 mil presentes para Paraná 0-0 CRB. O Paraná está longe de ter o time ideal para se firmar como candidato ao acesso, mas enquanto as coisas não se ajeitam, é importante cultivar a relação entre clube e torcida e mantê-los próximos. A diretoria têm feito o possível.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Plano falho

A derrota  no último sábado diante do Atlético PR no Estádio da Ressacada foi a terceira do Avaí dentro de casa neste Campeonato Brasileiro. Além dos três resultados adversos, o time de Gilson Kleina empatou três e venceu em duas oportunidades. Aproveitamento de 37,5% nos jogos realizados em Florianópolis. Fraco.

Por mais que tenha um aproveitamento superior jogando fora de casa (38%), e a conquista dos oito pontos como visitante o mantenha longe da zona de rebaixamento, o desempenho dentro de seu estádio preocupa.

É importante transformar sua casa numa armadilha ao rival, como faz a Chapecoense quando joga no oeste de Santa Catarina, por exemplo. Os adversários sentem-se à vontade quando vêm à Ressacada.

A derrota de  sábado não passa tanto por Juninho, que perdeu um pênalti aos 46 do segundo tempo e desperdiçou a oportunidade de empatar o confronto. É verdade que se o meio-campista da seleção do Timor Leste convertesse a penalidade, o jogo provavelmente seria empate. Apenas provavelmente porque o time de Kleina estava exausto àquela altura do confronto e se arrastava em campo. Não seria nada inesperado se Atlético fizesse o terceiro gol nos dois minutos restantes.

Resultado de uma estratégia equivocada e de um plano de jogo que falhou.

Kleina não tinha o garoto Renan e optou por Pablo para fazer dupla com Eduardo Neto. Ambos não têm característica de combatividade à frente dos zagueiros. Ficou escancarada a falta que o jovem de 17 anos faz ao time.

O Avaí tentou igualar com o Atlético na vitalidade, teve êxito pelo lado direito enquanto Nino Paraíba e Roberto trabalharam bem. Durou 45 minutos. Milton Mendes acertou a marcação pelo lado esquerdo de sua defesa e brecou as investidas do time da casa.

O primeiro tempo de jogo foi ótimo, principalmente no início. Confronto aberto, duas equipes buscando o gol em extrema velocidade. Foi mais feliz o rubro negro, que marcou primeiro e desestabilizou o rival, que virou bagunça total em campo.

O Avaí tentou demais, correu demais, e cansou cedo demais. O jogador mais velho do meio de campo do Atlético Paranaense é Nikão, com 22 anos. Otávio e Hernani têm 21, Marcos Guilherme 19 e Bruno Mota 20.

Quando Marcos Guilherme fez 2 a 1, aos 44 do segundo tempo, três jogadores do Avaí despencaram no gramado, totalmente esgotados. Reflexo de uma estratégia precipitada e de um time que se desorganiza facilmente quando encontra dificuldades.


Discrepância

O Palmeiras está no G4 pela primeira vez neste campeonato e o Vasco segue na parte de baixo. Juan Carlos Osório disse que não havia quatro gols de diferença entre Palmeiras e São Paulo quando o alviverde aplicou 4 a 0 no rival. Entre Vasco e Palmeiras há até mais.

O Palmeiras se preparou para estar onde está. Na perspectiva do Vasco para o Brasileirão, não havia nada além do que o time faz no campeonato. Os reservas do Palmeiras eram: Aranha, João Pedro, Nathan, Andrei Girotto, Amaral, Zé Roberto, Cleiton Xavier, Gabriel, Kelvin, Mouche, Cristaldo e Barrios. Quais não seriam titulares no Vasco?

A coluna de domingo(26) foi transferida para segunda(27) por motivos pessoais.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

O Palmeiras embalou. E a freguesia continua

Marcelo Oliveira e seu grupo de jogadores julgavam como fundamental atingir a meta traçada após derrota frente ao Grêmio, em Porto Alegre,  para as próximas quatro partidas da equipe. O clássico contra o São Paulo e os confrontos diante de Chapecoense, Ponte Preta e Avaí. 

100% de aproveitamento e metas alcançadas. Quarta vitória em menos de duas semanas, onze gols marcados e nenhum sofrido. Desempenho numérico espetacular --poderia ser melhor se o auxiliar validasse o gol legal de Kelvin contra o Avaí-- e atuações razoáveis. 

Importante para uma equipe que busca firmação e consistência. O Palmeiras soube sofrer contra Chapecoense e Ponte. Na partida de ontem não foi diferente. 

Quando o adversário adiantava a marcação, Gabriel e Arouca se atrapalhavam na saída de bola. Rômulo pela esquerda e Anderson Lopes na direita dificultaram a projeção com posse de bola dos laterais. Lucas e Egídio foram os jogadores que mais erraram passes pelo lado verde.

Com exceção aos primeiros 15 minutos do segundo tempo, o time de Marcelo Oliveira controlou as ações do jogo. Buscou sempre o ataque, jogou junto com os 37 mil presentes. Vitória merecida.

O Palmeiras manteve sua postura agressiva. De buscar os lados do campo, com movimentação e ultrapassagem dos laterais. A quarta vitória seguida no Brasileiro não acontecia desde 2009, ainda sob o comando de Muricy Ramalho.

O início daquela sequência começou justamente contra o Avaí. E pelo mesmo placar: 3 a 0. Depois o alviverde derrotou Náutico, Flamengo e Santo André.
Foi a décima vitória diante dos catarinenses. Em treze confrontos, somente uma derrota, em 2011, na Ressacada.

Desconfiança

O Inter em 2006 foi o único brasileiro que venceu a Libertadores e brigou por título no Campeonato Brasileiro. É complicado conciliar as duas competições, isso é fato.

A questão agora é que o time de Aguirre vive seu pior momento na temporada. São três derrotas seguidas, oito gols sofridos. Em seis dias esse time estará entrando em campo pelo primeiro jogo da semi-final da Libertadores. É preocupante.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Minha coluna em 01/08 no blog

Vandalismo da torcida em Itaquera causa prejuízo de 45 mil reais ao Palmeiras

Os 258 assentos quebrados por torcedores do Palmeiras no clássico do último domingo, na Arena Corinthians, custará pouco mais de 45 mil reais aos cofres do clube do Palestra Itália - visto que cada cadeira custa em média R$ 175,00.

Alguns dos cretinos postaram fotos dos danos causados. Na legenda, se gabavam do feito. A polícia já identificou os envolvidos e tomará as devidas providências.

Os clubes podem ser punidos também pelo STJD com a perda de dez mandos de campo e com uma multa de até cem mil reais. O julgamento ainda não tem data marcada.

Lusa com novo comandante

Silas é o novo treinador da Portuguesa. O paulista de 48 anos chega ao Canindé para substituir Marcelo Veiga, demitido na última quarta-feira. O ex. jogador do São Paulo, após ser demitido do América MG no início do ano, estava até então sem clube.

A Portuguesa, do recém contratado Marcos Assunção, disputou 14 partidas na Serie B: seis derrotas, seis empates e apenas duas vitórias. O pífio aproveitamento de 29% justifica a 18ª colocação da equipe, que ocupa a zona de rebaixamento.

Silas está de volta à capital paulista. Mas dessa vez como treinador, e não como meio-campista do time do Morumbi. E terá muito trabalho...

CBF demitiu seu diretor de registros

As seguidas falhas do sistema de registros da CBF culminaram com a demissão de Luiz Gustavo Vieira, diretor de registros da Confederação Brasileira de Futebol.

O caso mais recente ocorreu esta semana, com a punição do STJD aplicada ao Brasília. O time do Distrito Federal conquistou a Copa Verde - em campo - diante do Paysandu, dia 21 de abril. No entanto, quatro jogadores da equipe tinham contrato até o dia 20 de abril, mas tiveram o contrato prorrogado por mais um mês. 

O problema é que na data da partida os nomes deixaram de constar no Boletim Informativo Diário - BID, o Brasília foi julgado, excluído da Copa Verde por decisão unânime, e hoje o Paysandu é o campeão do torneio e dono da vaga na Copa Sulamericana. Estranho.

Outro caso que desgastou a situação ocorreu no início do ano, quando o Icasa denunciou o Figueirense por escalar o lateral Luan de forma irregular, segundo constava no BID. A denúncia não foi aceita pelo STJD por estar fora do prazo.

Confronto direto pelo G4 em Florianópolis

Avaí e Luverdense se enfrentam hoje, pela 14ª rodada da Serie B, em Florianópolis. Os donos da casa vêm em ascensão no campeonato sob o comando do técnico Geninho. Pela competição nacional são três jogos e três vitórias, diante de Atlético GO, Ponte Preta e Joinville. 

Os visitantes vivem momento contrário. Nas duas últimas partidas foram duas derrotas, para Atlético GO e Oeste. No entanto, os tropeços da equipe comandada pelo jovem treinador Júnior Rocha não foram suficientes para afastar o representante do Mato Grosso da briga pelo grupo dos quatro primeiros colocados. Pelo contrário, a proximidade do G4 é tão grande que uma simples vitória diante do Avaí, na Ressacada, pode recolocar o clube no grupo de acesso à primeira divisão.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Antes do clássico Palmeiras vai à Florianópolis enfrentar o Avaí e conta com retrospecto para voltar a vencer

A terceira fase da Copa do Brasil começa na próxima quarta-feira para Avaí e Palmeiras, que se enfrentam no estádio da Ressacada, às 19:30. Ao alviverde talvez o caminho mais curto para a conquista de um título no ano em que o clube comemora o seu centenário.

Depois de retomar à sua trajetória no Brasileirão com duas derrotas, para Santos e Cruzeiro, respectivamente, os comandados de Ricardo Gareca podem enfim quebrar a série de cinco jogos sem vencer. A última vitória do time do Palestra Itália foi no dia 22 de maio, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro, diante do Figueirense, na Fonte Luminosa.

O adversário, por sua vez, vive momento oposto. Venceu as duas partidas que disputou pela Serie B, contra Atlético-GO e Ponte Preta, e não perde a quatro jogos.

Gareca foi elogiado depois da apresentação de sua equipe e a mudança de postura de seus jogadores no segundo tempo da partida contra o Cruzeiro, no último domingo, em São Paulo. O desempenho nos 45 minutos finais convenceu, mas não foi suficiente para evitar nova derrota diante do atual campeão brasileiro e líder absoluto do campeonato.

Para o confronto da próxima quarta-feira, em Florianópolis, o treinador optou por poupar alguns de seus titulares, preservados para o clássico de domingo, contra o Corinthians em Itaquera. Também não poderá contar com Lúcio, que fraturou a face.

Mas tem ao seu favor o retrospecto. Na história, Avaí e Palmeiras se enfrentaram dez vezes. Foram sete vitórias, dois empates e uma derrota. O último confronto aconteceu no ano passado, pela Serie B: Vitória maiúscula dos até então comandados de Gilson Kleina por 4 a 2.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

O que acontece no campo, fica no campo

Não precisava. Emerson Sheik foi infeliz na declaração que fez a respeito do zagueiro Lúcio, do Palmeiras. Na saída dos jogadores para o intervalo, o atacante botafoguense declarou que o ex. capitão da seleção brasileira teria lhe chamado de gay. E como não poderia ser diferente, gerou polêmica. Em minutos o caso já havia dado repercussão nacional.

Na segunda etapa a equipe de Vágner Mancini voltou mais ligada e  tratou de fazer o básico para vencer o Palmeiras. Contando  com  boa atuação do goleiro Renan, substituto de Jefferson, que serve a Seleção Brasileira, em Teresópolis, o time da estrela solitária buscou três pontos importantes e deu mais um passo para seguir firme em sua caminhada que promete ser complicada ao restante do ano. Bolatti e Zeballos marcaram os gols do alvinegro.

No fim do jogo coube aos jornalistas botarem lenha na fogueira. Lúcio, ao ser questionado, negou ter feito a ofensa. E se defendeu,  afirmando que tudo que conquistou em sua vida e o sucesso que obteve na carreira não foram atoa. E ainda citou o polêmico caso de contrabando de automóveis que o atacante havia se envolvido em um passado recente, provocando o rival.

Em seguida, Sheik devolveu na mesma moeda, dizendo que o zagueiro "não é homem o suficiente para assumir". E ficou por isso.

Não há nada mais normal dentro de campo do que a provocação entre os atletas. O jogo "psicológico" é tão comum quanto o físico e o tático. De fato, não havia necessidade de Emerson polemizar. Ou ele nunca provocou, nem xingou algum de seus adversários dentro das quatro linhas? Tem ele o comportamento exemplar que exige de seus adversários?

Se a atitude do jogador fosse um tanto mais profissional e o atacante não misturasse o "dentro de campo" com a vida pessoal de outras pessoas, talvez pudéssemos estar agora falando apenas do jogo e da vitória do clube carioca.

Há problemas que podem ser evitados, mas Sheik optou pela polêmica. E a vitória do Botafogo ficou para segundo plano.

domingo, 13 de abril de 2014

Resumo do último fim de semana dos principais estaduais pelo Brasil

No Rio

Tristeza para os vascaínos ver um jejum de anos não cair por um erro de arbitragem. Ok, podem acontecer a qualquer momento. Errar é humano, não é verdade? Mas existem pessoas, neste caso, que trabalham para não errar. E quando o erro passa a ser constante,  a crítica é cabível.

O Vasco perdeu o clássico na primeira fase por um erro grotesco, onde o auxiliar que se posiciona atrás da trave não viu a bola dentro do gol. Hoje, não conquistou o título do Campeonato Carioca  por conta de um falha incrível do bandeirinha.

O Flamengo levantou a taça. Tinha a vantagem de jogar por dois empates e assim foi. 1 a 1 nas duas partidas e festa rubro negra no Maracanã. O Vasco, por sua vez, segue amargando um jejum de títulos estaduais desde 2003, quando bateu o Fluminense.

O capitão flamenguista Léo Moura levantou a taça de campeão carioca de 2014
Léo Moura ergue a taça de campeão. Jejum vascaíno segue. foto: Gazeta Press

Em Minas

No mineiro prevaleceu a igualdade. Fazendo jus ao equilíbrio das duas equipes. 0 a 0 nos dois confrontos e título para os cruzeirenses. Os comandados de Marcelo Oliveira voltam a campo na próxima quarta, onde enfrentam o Cerro Porteño, pela primeira partida das oitavas de final da Taça Libertadores. Ao Atlético, resta se preparar para a estreia no Brasileirão, dia 20, contra o Corinthians.

Gaúcho

No Rio Grande do Sul prevaleceu o favoritismo colorado. 4 a 1 para o time de Abel, que ratifica sua hegemonia no estado com o tetracampeonato. D'Alessandro, Alan Patrick e Alex(2x) marcaram para os mandantes. O gol de honra do tricolor foi contra.

Paulistão

Não bastou para o Ituano fazer festa no Pacaembu apenas duas vezes. O galo do interior foi valente, suportou o Santos e terminou a partida com uma derrota mínima, que levava a decisão para os pênaltis. E deu Ituano outra vez. A equipe do técnico Doriva demonstrou novamente ótimo aproveitamento nas cobranças e saiu com o título, o segundo na história do clube. Neto desperdiçou a última penalidade do time da Vila e deu o título aos visitantes. Novamente festa vermelha no estádio Paulo Machado de Carvalho.


domingo, 6 de abril de 2014

Em SP Ituano sai na frente; No Rio, Vasco cede empate e Fla tem vantagem

Ituano apronta novamente no Pacaembu, Cícero perde pênalti e dá vantagem do empate à equipe do interior


Semana passada, surpreendentemente, o  Ituano calou o Pacaembu ao eliminar o Palmeiras por um a zero. A vitória colocou o time de Itu na final do Campeonato Paulista, onde enfrentaria o Santos e teria a missão de conquistar seu segundo título paulista.

Hoje, de volta ao estádio Paulo Machado de Carvalho, a equipe do técnico Doriva aprontou novamente. Se o Santos era o mais forte, favorito, de melhor campanha, pouco importou. A verdade é que Cristian estufou o gol de Aranha, numa verdadeira pintura. Ainda no primeiro tempo, Cícero teve grande chance de empatar a partida em cobrança de pênalti, mas se equivocou e mandou pra fora.

O segundo jogo acontece na próxima semana, no mesmo lugar e mesmo horário. O galo do interior tem a vantagem do empate.

Com direito a golaço de Paulinho, Fla busca empate e garante vantagem pra decisão final


O Vasco entrou em campo para acabar com uma série de jejuns que perseguem o cruzmaltino. O Flamengo, depois de vencer o Emelec pela Libertadores e manter o sonho da classificação, voltou  suas atenções ao confronto deste final de semana, primeiro jogo da final do Carioca.

No primeiro tempo, Douglas bateu escanteio na segunda trave e Rodrigo, de cabeça, marcou. 1 a 0. O Flamengo era apático e pouco incomodava a defesa vascaína. Só no segundo tempo saiu  o gol da igualdade: Em lance de extrema felicidade, Paulinho acertou um chute incrível, empatando o jogo.

Com o resultado, os rubro negros têm a vantagem de empatar a segunda partida, no próximo domingo, também no Maracanã. Aos comandados de Adílson Batista, só a vitória interessa. 

O time da colina não vence o rival em decisões há 26 anos e, a última vez que conquistou o Campeonato Carioca foi em 2003, quando bateu o Fluminense.