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domingo, 1 de maio de 2016

Aberto

Na história do futebol catarinense houve em duas oportunidades  três vices consecutivos: O extinto Iris, da capital, perdeu para o Atlético Catarinense em 1934, e duas vezes para o Figueirense, em 35 e 36.

Após vinte e quatro anos o Marcílio Dias conseguiu  mesma façanha. Três finais perdidas diante do mesmo adversário, o Metropol, atualmente equipe amadora de Criciúma, em 1960, 61 e 62. Na quarta final seguida, em 63, o Marcílio conquistou finalmente seu primeiro título estadual.

O Joinville perdeu em casa a primeira partida da final e pra ser campeão em Chapecó precisa vencer por dois gols de diferença.

Se for vice no próximo domingo,  o JEC chegará a 15 anos sem conquistar o título estadual. Entre os grandes, o jejum é o maior atualmente. Na história, os maiores pertencem ao Figueirense (1941-1971) e Avaí (1945-1973).

Mas lembre-se que o Joinville venceu a Chapecoense em Chapecó nos últimos dois anos por dois gols de diferença. O técnico? Hemerson Maria.

O campeonato só acaba semana que vem.

Mão na taça 

O Atlético levou pouco mais de quinze minutos pra liquidar a fatura na Arena da Baixada (3-0) e encaminhar o fim de um jejum que já dura sete anos. A equipe comandada por Paulo Autuori pode perder por até dois gols de diferença no Couto Pereira.

A última vez que uma equipe perdeu a primeira partida e conseguiu reverter a vantagem no Campeonato Paranaense foi em 2005. O próprio Atlético sagrou-se campeão, após perder a ida no Alto da Glória e devolver o 1 a 0 na volta, vencendo nos pênaltis.

Se confirmar, será o primeiro título de Autuori à frente de um clube brasileiro após o Mundial de  2005, pelo São Paulo.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Novo começo

O Joinville começou melhor em Palhoça, teve chance de abrir o placar aos 33 minutos em pênalti indiscutível sofrido por Welinton Júnior e desperdiçado pelo próprio atacante tricolor. No fim do primeiro tempo, Bruno Aguiar anotou o único gol da partida, após cobrança de escanteio, em falha inesperada do goleiro Thiago.

Na etapa complementar o panorama mudou. O Guarani voltou mais aceso, encurtando os espaços e melhor adaptado ao pesado gramado do Estádio Renato da Silveira, castigado ainda mais pela forte chuva que caiu no início da noite na grande Florianópolis. Mas não foi suficiente.

O JEC não vencia em estreias no Campeonato Catarinense desde 2011, quando bateu o Brusque, na Arena. Gols de Ramón e Aldair.

Nas duas últimas edições, apesar de ser finalista em ambas, o Joinville não venceu na primeira rodada e demorou para engrenar. Ficou no empate com o Criciúma em 2014 e com o Avaí, no ano passado.

A diferença fundamental é que o regulamento de 2016 volta a premiar a regularidade. O campeão de cada turno estará na final, diferente da última edição em que a primeira fase serviu apenas para classificar os seis melhores para um hexagonal ida e volta.

Os três pontos conquistados diante do Guarani valem tanto quanto vencer o Figueirense no clássico estadual da próxima quarta.

O Joinville não é campeão estadual desde 2001. Entre os grandes, os quinze anos de jejum é o maior atualmente. Na história, os maiores pertencem ao Figueirense (1941-1971 31 anos) e Avaí (1945-1973 28 anos).

No script

A superioridade física das equipes do interior que iniciam os trabalhos em dezembro fica evidente nos embates de início de campeonato. O Santos ficou devendo na Vila e por pouco não perdeu para o São Bernardo, graças ao gol de Gabriel, já no segundo tempo.

Em Campinas, o São Paulo começou na frente mas cedeu o empate ao Red Bull, em pênalti cometido por Lucão, que havia entrado no lugar do contundido Breno...

A equipe de Bauza joga mais próxima e é mais confiável defensivamente. Como há prioridade para acertar o setor de defesa, é natural a dificuldade para encontrar melhores alternativas ofensivas.

Importante é chegar focado e preparado suficiente para o desafio de quarta, no Peru, contra o César Vallejo. Ainda que a provável ausência de Breno preocupe, o São Paulo é favorito para o duelo.

domingo, 18 de outubro de 2015

O horário muda. Mas a freguesia...

Gílson Kleina armou o Avaí com três volantes e deixou Marquinhos solitário entre Andrei Girotto e Thiago Santos. Apostou em dois atacantes fixos, buscando explorar a fragilidade da dupla de zaga reserva do Palmeiras. O Avaí foi pessimamente escalado e fez sua pior partida no campeonato.

Perdeu.

O Palmeiras tinha mais gente e muito mais mobilidade com Gabriel Jesus, Allione e Mouche na faixa central. Foi fácil marcar um adversário previsível, que abusou da bola longa durante os noventa minutos. 3 a 1 foi justo em Florianópolis.

Foi a décima primeira vitória do Palmeiras diante do Avaí. Onze! Em quatorze jogos, apenas uma derrota. Entre os adversário da Série A, só o Joinville é tão freguês quanto -- nunca venceu o rival paulista.

A vitória recoloca a equipe comandada por Marcelo Oliveira no G4, pelo menos provisoriamente. Pra se manter no grupo dos quatro primeiros, precisa contar com os tropeços de Santos e São Paulo, que enfrentam Goiás e Vasco, neste domingo.

...Continua

Não apenas porque o Figueirense não vence em Joinville desde 2008. A derrota desta noite foi a de número 72. O Figueira venceu  vinte a menos.

Em 2015, foram sete confrontos. O Joinville venceu quatro e perdeu somente um. É surpreendente.

A vitória encurta a distância do JEC para o primeiro time fora da zona de rebaixamento. São três pontos para o Avaí, 16º colocado.

A missão segue complicada e improvável. Mas já foi mais difícil de acreditar no Joinville. Nas últimas duas rodadas, somou mais pontos do que todos os seus adversários juntos. 

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Pés pelas mãos

O julgamento do caso André Krobel caminhava de forma tranquila para o seu fim na OAB, em Belo Horizonte. Até que os auditores resolveram decidir o campeão catarinense, depois de julgarem o único ponto em questão no imbróglio: se a punição aplicada ao Joinville pelo TJD/SC  seria mantida ou não. Houve a manutenção de pena já esperada.

Mas os auditores foram além e mudaram o enfoque do julgamento. Ou melhor, acrescentaram na pauta outro ponto. E decidiram julgar os efeitos e reflexos da primeira decisão, apontando o Figueirense campeão. 

Ora, se o clube que foi primeiro colocado no hexagonal tinha a vantagem de jogar por dois resultados iguais e fazer a segunda partida em casa, o regulamento deveria ser seguido estritamente. E não pela metade, como fizeram os auditores.

No caso André Krobel, há precedências tanto a favor de Joinville quanto a favor de Figueirense. O que é injustificável é aplicar somente 50% da regra. Se o primeiro colocado foi apontado como campeão por obter dois empates nas duas partidas finais, ele deveria obrigatoriamente fazer o segundo jogo em seus domínios, como aponta claramente o regulamento.

Se o atleta relacionado de maneira irregular interferiu na partida é outra questão. Mas óbvio que a postura do Joinville nas finais seria outra se soubesse que os resultados iguais favoreciam seu adversário. 

Os auditores do TJD/SC, no julgamento em primeira instância, afirmaram mais de uma vez que a decisão do tribunal se limitava à perda de pontos. Os reflexos da decisão cabiam ao órgão que administra o campeonato, a Federação Catarinense de Futebol. 

É importante lembrar que o Joinville ganhou pontos no tribunal nos últimos três anos em que conseguiu acessos: 2010, na quarta divisão, 2011, na terceira, e ano passado, na Série B. Mas não justifica a decisão precipitada de ontem.

A FCF se omitiu e permitiu que o STJD se equivocasse, julgando além do que deveria. A irregularidade foi descoberta antes das partidas finais serem realizadas, ou seja, poderiam --e deveriam-- ser adiadas, até que houvesse uma decisão sobre quem teria as vantagens e o direito de fazer a segunda partida em casa. 

Mas o presidente da entidade, Delfim de Pádua Peixoto, amigo fiel de José Maria Marin, acusado e preso pelo FBI por corrupção, bancou a realização dos jogos por interesses comerciais...

Hoje, apenas o estado de São Paulo têm mais representantes na Séria A do que Santa Catarina. É uma pena que seja tão mal representado. Há mais de 30 anos...

Risco

Não restam dúvidas de que a parada da Libertadores por conta da Copa América foi um mau negócio para o Inter. A volta, contra o Tigres, pelo primeiro jogo da semifinal, preocupava. Pelo momento de instabilidade vivido no Campeonato Brasileiro.

Apesar do bom início, o Inter sentiu. O Tigres se encontrou após sofrer os dois gols no começo da partida e teve o controle na maior parte do jogo. Muito por conta da questão física. O ritmo da equipe não é o mesmo. 

No mata-mata desta edição da Libertadores, cinco times marcaram gols fora de casa na primeira partida. Só um não avançou à fase seguinte: O Cruzeiro, diante do River. O Tigres é o sexto. 

domingo, 5 de julho de 2015

Retrospecto e momento ajudam, mas Fla precisa se ajudar

O Flamengo que venceu em Joinville na última quarta-feira foi outro. Diferente daquele que perdeu o clássico para o Vasco em Cuiabá e que tropeçou em casa no Atlético Mineiro. Houve evolução.

É normal que aconteçam oscilações em uma equipe em construção. Cristóvão têm sete jogos sob o comando rubro-negro: quatro derrotas, três vitórias. Mas a última partida em Santa Catarina foi diferente das outras. 

O Flamengo jogou de forma inteligente. Com lucides, soube explorar as limitações do Joinville de Adílson que se assemelha em uma característica com a equipe de Cristóvão: se atrapalha quando precisa propôr o jogo.

O garoto Jorge deu outra dinâmica pelo lado esquerdo, assim como  Ayrton na direita. O time demonstrou maturidade, venceu finalizando mais (8x11) e abrindo mão da posse de bola (62x38). Foi objetivo e venceu. A estratégia foi bem sucedida e não há como tirar os méritos, ainda que a forma em que a equipe busca o resultado não empolgue o torcedor.

Quando precisou ditar o ritmo da partida o Flamengo se complicou. Só venceu uma partida em casa, no dia seis de junho, contra a Chapecoense. O gol marcado por Gabriel saiu num lance inusitado e no momento em que o adversário já tinha um jogador a menos...

A vitória na Arena Joinville trouxe tranquilidade para seguir o trabalho. Ainda é pouco, evidentemente. Mas a evolução demonstrada permite o torcedor sonhar com algo a mais. 

Hoje, no Maracanã, o Flamengo defende uma invencibilidade de oito anos diante do Figueirense. A última derrota foi em 2007. De lá pra cá foram nove jogos, seis vitórias e três empates.

Coroou

A vitória do Chile na disputa por pênaltis ontem, em Santiago, coroou o grande trabalho de Sampaoli no comando de La Roja e foi o prêmio à melhor geração da história do país. O Chile foi melhor durante toda a partida. Mereceu.

Pouco mais de um ano atrás foi castigado no Brasil. Dominou a Seleção Brasileira nas oitavas de final, teve a bola de Pinilla na trave no último lance da prorrogação...e perdeu nos pênaltis. 

Mas 2015 a história foi outra. Os comandados de Sampaoli marcam para sempre seus nomes na história do futebol do país. A equipe envolvente, de marcação avançada e que encheu de orgulho um povo apaixonado por futebol que carecia de uma conquista. E ela veio.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Lusa teve multa reduzida, mas a perda dos pontos da partida diante do Joinville foi inevitável

Um dos acontecimentos mais decepcionantes do futebol brasileiro voltou à tona nesta quinta-feira, com o segundo julgamento do caso onde a Portuguesa, ainda comandada por Argel Fucks - hoje anunciado como novo treinador do Figueirense -, abandonou o campo de jogo aos 17 minutos da etapa inicial, na partida diante do Joinville, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro da Serie B, em Santa Catarina.

A segunda audiência no dia de hoje, no Superior Tribunal da Justiça Desportiva, teve um final um pouco mais feliz para os torcedores - e dirigentes -  do clube paulista. As multas aplicadas aos dirigentes José Ilídio, de cem mil reais e à Marcos Rogério Lico, de oitenta mil, foram mantidas. No entanto, a possibilidade até então existente do clube ser excluído da Série B e automaticamente rebaixado à terceira divisão foi descartada.

A multa aplicada à entidade de cinquenta mil reais foi reduzida pela metade. Pela metade também ficou a punição aos dirigentes: a primeira instância os punia com 240 dias de suspensão, mas na segunda audiência, por votação, foi definido que teriam de cumprir apenas 140.

O Joinville ficou com os  pontos do jogo e acrescentou ainda três tentos no seu saldo de gol. E segue firme no g4 disputando a liderança da Série B com Ceará e América MG. Sábado, a equipe comandada por Hemerson Maria recebe o Avaí, na Arena Joinville. A vitória pode recolocar  o tricolor do norte do estado de Santa Catarina na primeira posição, que foi perdida com o revés da equipe diante do ABC, na última  semana, em Natal.

A Lusa, nesta rodada, já jogou. Perdeu para o Icasa, em Juazeiro do Norte, por dois a zero, e beira a zona de rebaixamento, na 16ª posição. Uma simples vitória do Oeste, que enfrenta o Luverdense, pode colocar o time do Canindé no grupo dos quatro últimos colocados.


Portuguesa acatou liminar da justiça e deixou o campo de jogo, aos 17 minutos do primeiro tempo. foto: espn.com