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segunda-feira, 29 de maio de 2017

Identidade

Consistente, pragmático, eficiente. É incrível a capacidade do Corinthians de ser seguro defensivamente e cirúrgico nas poucas vezes que vai ao ataque. Foi assim na investida de Guilherme Arana pelo lado esquerdo, no passe açucarado para Rodriguinho abrir o placar no Serra Dourada.

A primeira grande chance alvinegra no jogo saiu do mesmo pé que originou o gol da vitória. Descida de Arana pelo lado esquerdo, deslocamento preciso de Jô na grande área e bola em cima do goleiro Felipe.

Bastaram vinte e seis minutos para o Atlético cair na armadilha do rival. Jogada rápida pelo lado esquerdo, infiltração do meia e gol de Rodriguinho, o nono dele com a camisa do Corinthians em 2017. 

Pela décima vez no ano, a equipe do Parque São Jorge vence pelo placar mínimo. Os setenta dias de invencibilidade e os sete pontos conquistados nas três partidas disputadas consolidam o Corinthians na liderança do campeonato.

Após a vitória, Carille garantiu que a equipe “vai brigar”. Falou em Libertadores, é possível. Para título, difícil. Há problemas no Corinthians de hoje, principalmente no aspecto criativo, de construção de jogadas.

Hoje, o Corinthians têm mais pontos que Palmeiras (3) e Atlético Mineiro (2), os dois grandes favoritos ao título.

Mas ajustar detalhes em equipes seguras é sempre mais fácil. Lembre-se que em 2015, no início do Brasileiro, era um desafio para a equipe de Tite melhorar o repertório ofensivo. 

O Timão do 1 a 0 está forte.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

É mais fácil ser Corinthians

O gol de Lucas Pratto em Itaquera foi o quinto sofrido pelo Corinthians de bola rolando dentro da área. Os outros oito, ou de longe, ou bola parada. 

O Corinthians de Fábio Carille é seguro, diferente de 2016, mas bem parecido com temporadas anteriores, sob o comando de Tite e Mano Menezes, sempre com  Carille na comissão técnica. 

Ser consistente defensivamente traz paz e confiança. O Corinthians é forte como equipe e evolui lentamente em aspectos ofensivos e de criatividade. 

Você pode até criticar a ideia, mas a execução está inquestionavelmente bem feita. 

No São Paulo, você pode criticar a execução, mas deve respeitar a ideia. 

O modelo de jogo pensado por Rogério Ceni exige paciência, trabalho, tempo. Não é tão simples. 

Mas é errado também atribuir o fracasso apenas ao bom desempenho da defesa rival. É possível variar, buscar outras alternativas dentro da filosofia pensada.

42 cruzamentos no jogo inteiro, quase um a cada dois minutos, é absurdo!

Mas o São Paulo se impõe. Gosta de ter a bola, construir pacientemente. A dificuldade é natural. Para o que pensa Ceni, quatro meses de trabalho não basta. 

No rival, é mais simples. Primeiro porque Carille está há mais tempo no clube, segundo porque é menos complexo formar um time organizado na defesa e que busca esporadicamente o ataque. O Corinthians foi apenas o décimo ataque mais positivo do Campeonato Paulista!

A diferença entre os dois está no estilo. Fábio Carille executa melhor, Rogério ousa mais.


O problema é nossa paciência para entender ideias diferentes.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Roberto de Andrade e as palavras

Já dizia o poeta, as palavras nunca voltam vazias. Difícil compreender o que pensa Roberto de Andrade, presidente do Corinthians, sobre futebol.

Em setembro, após perder o Derby para o Palmeiras em Itaquera, Cristóvão Borges foi demitido e Roberto confirmou Fábio Carille, então auxiliar técnico, como treinador efetivado até o fim da temporada 2016.

Em menos de um mês, Roberto de Andrade confirmava Oswaldo de Oliveira como novo técnico do clube, em decisão polêmica  que resultou na saída do diretor de futebol Eduardo Ferreira. O dirigente não concordava com a escolha.

O Corinthians não tinha quatro técnicos diferentes numa única temporada desde 2006, quando Antônio Lopes, Ademar Braga, Geninho e Émerson Leão passaram pelo clube no mesmo ano.

Assim como em 2006, o Corinthians fecha a temporada em branco, sem títulos. Foi assim também em 2007, 2010 e 2014.

Oswaldo sai pela porta de traz, aquela mesma que se abriu e o projetou em 1999, na sua primeira e inesquecível experiência, no bicampeonato brasileiro contra o Atlético Mineiro.

Para Roberto, se os 38% de aproveitamento com o Sport foram bons o bastante para convence-lo de sua contratação, os 37% com o Corinthians também foram suficientes para encerrar a terceira passagem do treinador campeão mundial em 2000.

Sobre a vinda de um novo profissional, Andrade diz que "se a definição do nome for esse ano, melhor. De repente, amanhã a gente consegue. De repente não", afirmou o mandatário alvinegro, antes de traçar o perfil do novo treinador: "um técnico que ganhe".

Salve o Corinthians!

domingo, 6 de novembro de 2016

Ano irregular do Corinthians é reflexo de desmanche feito durante a temporada

25,92%. Foi esse o aproveitamento do Corinthians de 2007, rebaixado ao fim do Campeonato Brasileiro daquele ano, diante dos três principais rivais paulistas. A derrota sofrida ontem, no Morumbi, igualou o aproveitamento da equipe de nove temporadas atrás.

Dos nove clássicos disputados este ano, o Corinthians só não perdeu em três oportunidades. Duas vitórias, um empate. Foram três derrotas para o Palmeiras, duas diante do Santos e o revés de ontem, 4 a 0 no Morumbi, frente ao São Paulo.

O pífio desempenho nos clássicos em 2016 é exatamente igual ao de 2007, ano do trágico rebaixamento. Apenas um dos vários problemas do Corinthians na temporada.

Um dos fatores que fazem o Corinthians oscilar tanto dentro do campeonato é a troca de comando.

Coincidentemente, o último ano em que três técnicos diferentes passaram pelo Parque São Jorge foi justamente em 2007. Naquele ano, Émerson Leão, Paulo César Carpegiani e Nelsinho Baptista comandaram o Corinthians.

Considerando a rápida participação de Fábio Carille, efetivado por Roberto de Andrade em setembro, são quatro treinadores diferentes. Fato inédito desde 2005, ano em que sofreu 5 a 1 do São Paulo no início do Brasileirão que seria campeão em dezembro.

As saídas de Felipe, Bruno Henrique e Elias durante a competição também influenciaram. Não há trabalho que dê certo com tanta mudança e instabilidade.

Apostar que o Corinthians estará na Libertadores do ano que vem não é um absurdo. A rodada ajudou e apenas um ponto separa a equipe comandada por Oswaldo de Oliveira do Atlético PR, primeiro do G6.

Na Série A deste ano, só Corinthians e Figueirense tiveram quatro técnicos diferentes. Até aqui, uma média de uma troca a cada nove rodadas. Isso, sim, grande absurdo.

Brincando com fogo

Incrível a queda de rendimento do Vasco. A derrota de ontem em Pelotas evidenciou as dificuldades de uma equipe que depende de jogadores limitados fisicamente.

O Vasco segue na segunda posição, com 58 pontos, quatro  de vantagem sobre o Náutico, quinto colocado. O Avaí têm os mesmos 58, o Bahia fecha o G4 com 56. 

Entre os quatro, o Vasco é o único com aproveitamento inferior a 50% nos últimos cinco jogos. O Bahia venceu 80% dos pontos, o Avaí 66 e o Náutico 60. 

O Vasco pode confirmar o acesso se vencer as duas próximas partidas, já que Avaí e Náutico se enfrentam no próximo sábado. Parece simples, mas é preciso melhorar como equipe e enfrentar a Série B com o devido respeito que ela merece.

Pra evitar novo vexame, todo cuidado é pouco. 

terça-feira, 24 de maio de 2016

Crises e crises

Há exato um ano o Corinthians empatava com o Fluminense por zero a zero no Maracanã e dava início a sua última série negativa sem vitórias após a eliminação para o Guaraní. Empate por zero a zero no Rio, derrotas em Itaquera para o Palmeiras e no Rio Grande do Sul, para o Grêmio.

Princípio de crise estabelecida! Lembre-se da eliminação para o maior rival no paulista, da falta de dinheiro e das saídas de Guerrero, Émerson, Petros e Fábio Santos.

O Corinthians de Tite alcançou um patamar de futebol tão vistoso até a fase de grupos da Libertadores de 2015 que o baque após as eliminações foi devastador.

Após a derrota em Porto Alegre, classificação para  Libertadores parecia devaneio ao corintiano. Naquela rodada, a quinta, o Corinthians era apenas décimo colocado na classificação.

Se não vencer a Ponte Preta quinta-feira, pela manhã, em sua Arena, o Corinthians chegará ao seu sexto jogo seguido sem vitórias. Mais de um mês, maior tempo de jejum sob o comando de Tite.

Os quarenta e cinco minutos iniciais no Barradão foram excelentes. Com Guilherme jogando mais solto, próximo da área, sem tantas obrigações defensivas. Triangulações pelas lados, com Marquinhos Gabriel e Fagner pela direita, Giovanni Augusto e Uendel pela esquerda.

O primeiro tempo promissor indica que não há crise no Corinthians. Há instabilidade por falta de confiança e paz interna.

Crise vive o Flamengo.

Na iminência de perder seu técnico e ver ruinar o projeto Muricy, eliminado da Copa do Brasil, Carioca e Primeira Liga.

Assim como o Corinthians, o Flamengo também não vence há mais de um mês. A diferença é o que você pode esperar de cada um deles a partir de agora.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

O Corinthians e as oitavas

O Corinthians jamais perdeu em casa diante de uruguaios na história da Libertadores. Mas está eliminado, após 2 a 2 dramático em Itaquera.

Pelo segundo ano seguido nas oitavas e em casa, Guaraní em 2015, Nacional na noite de ontem.

O pecado corinthiano não foram as falhas individuais nos gols. No primeiro, defesa mal colocada, no segundo, displicência de Giovanni Augusto. O grande erro foi abrir mão de jogar no Uruguai. Faltou coragem, agressividade, Corinthians...

Foi semelhante na estreia contra o Cobresal, no Chile, em Assunção, com o Cerro, e na Colômbia, diante do Santa Fé.

Nas últimas oito Libertadores que participou, tirando a eliminação para o Tolima, em 2011, e o título, no ano seguinte, o Corinthians foi eliminado sempre na fase oitavas de final.

River em 2003 e 2006, Flamengo 2010, Boca 2013, Guaraní em 2015 e Nacional. Impressiona!

Foi justamente no ano da conquista alvinegra, 2012, a última edição em que o Brasil teve mais de dois representantes nas quartas. Corinthians, Vasco, Santos e Fluminense.

Palmeiras e Corinthians ficaram pelo caminho. São Paulo e Atlético confirmaram a classificação e vão reeditar o duelo das oitavas de 2013.

O Grêmio é quem pode mudar a escrita. Na Argentina, com o Rosario, a missão é difícil.

Pro Nacional também era.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Tudo outra vez

O Corinthians recebeu a proposta final do Shandong Luneng-CHN pelo zagueiro Gil na última sexta-feira. O interesse da equipe asiática pelo defensor não é novidade. O assédio já se estende por semanas e a novela deve se encerrar assim que o Corinthians retornar dos Estados Unidos. Gil foi indicado por Mano Menezes, com quem trabalhou em 2014.

Dos sete atletas que mais atuaram na campanha do título brasileiro, quatro já partiram. Jadson, Ralf e Renato Augusto foram para a China. Vagner Love desembarcou na França e irá defender o Mônaco.
Se Gil aceitar a proposta, será o quinto titular, quase 50% da equipe campeã.

Do elenco, apenas Cássio jogou mais que o zagueiro. O goleiro atuou em 35 oportunidades, uma a mais que Gil, que fez 34 partidas, assim como o ex. companheiro Jadson.

Entre as perdas já confirmadas e os rumores que ainda existem, é inevitável comparar a importância de cada um e o peso das ausências. "O grande reforço para 2016 será a manutenção do grupo", palavras de Tite ao fim da temporada passada.

Não há discussão que o mais importante seria ficar com os dois melhores jogadores de 2015. Renato Augusto e Jadson jogaram como nunca na carreira. O primeiro eleito melhor do campeonato, o segundo líder em assistências e vice-artilheiro da equipe.

Vagner Love cresceu na reta final, Ralf manteve o nível quando retomou a posição com a lesão de Bruno Henrique.

O atual momento remete ao início do Brasileirão.

Na terceira rodada, em maio, o Corinthians enfrentou o Fluminense, no Rio. Foi a última partida de Guerrero e de Émerson, antes de serem contratados pelo Flamengo. O jogo terminou zero a zero. Nas duas rodadas seguintes, derrota no clássico com o Palmeiras, em Itaquera, e diante do Grêmio, no sul.

Guerrero e Sheik eram tão protagonistas quanto Jadson e Renato no fim de 2015!

O Corinthians se reinventou tantas vezes na temporada passada que fica difícil acreditar numa equipe frágil. Será difícil encontrar uma dupla que mantenha o nível de Jadson e Renato Augusto na faixa central de campo. O entrosamento também deve pesar, mas há outras maneiras de jogar bem e ser eficiente.

Ontem, após a derrota para o Atlético pela Florida Cup, Tite confessou que sente inveja de Aguirre pelo rival ter mantido o elenco completo para 2016. E finalizou: "A China nos ferrou".

A vida continua.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

O campeão dos campeões

Incrível o ano do Corinthians. Primeiro semestre  impressionante, oscilação após queda diante do Guarani, mas retomada de  ótimo futebol a partir do fim do primeiro turno da Série A.  O Corinthians mais regular, da melhor defesa, ataque... Que não perde há mais de dois meses e garante com três rodadas de antecedência o título.

O sexto da história, terceiro em dez anos. O campeão dos campeões também, mais do que nunca, já que na campanha não foi derrotado por nenhum outro campeão brasileiro da era dos pontos corridos por vinte clubes.

O devedor de salários e direitos de imagem que se virou. Que perdeu Fábio Santos, Émerson e Guerrero. Mas que reinventou-se sob o comando do mais bem conceituado treinador do país com Uendel, Malcom e Vagner Love, autor do gol do título, pois é ridículo creditar algo desta magnitude na conta do tropeço do Atlético MG.

O Corinthians não é o melhor campeão brasileiro da história. Está longe de ser o mais brilhante. Mas é aceitável afirmar que seja o mais organizado, atualizado e eficiente.

Desde a dupla Gil e Felipe, o primeiro taxado de pipoqueiro e o segundo altamente inconfiável há pouco tempo atrás. Passando pelo discreto Jadson e o desacreditado Renato Augusto, chegando em Vagner Love, sem ritmo algum após sua volta ao país.

Quem acreditava no Corinthians quando o Atlético abriu vantagem na ponta e o Timão perdeu três peças fundamentais?

A noite em São Januário premiou o melhor. Coroou quem se reinventou nas adversidades e deu aula de coletividade e eficiência durante a maior parte do campeonato.

O Corinthians dos desacreditados é campeão com três rodadas de antecedência, iguala  São Paulo e Cruzeiro no número de conquistas de Brasileiros por pontos corridos e está próximo de se tornar o maior pontuador da história da nova era: Basta conquistar quatro de nove pontos que ainda disputará.

Salve o Corinthians.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Aproveitamento pode credenciar Corinthians como maior pontuador dos pontos corridos com vinte clubes

Desde 2006, só o Fluminense campeão em 2012 tinha mais pontos do que o Corinthians nesta rodada: 69 contra 67.

Os números e o desempenho do time de Tite são irretocáveis. Ninguém no Brasil joga tão bem coletivamente e evoluiu tanto quanto a equipe do Parque São Jorge dentro da competição.

Em julho, na décima quarta rodada, houve o primeiro encontro entre Corinthians e Atlético Mineiro. O Galo foi melhor durante todo o jogo, abusou das chances perdidas e sofreu 1 a 0 em Itaquera. Na ocasião, ambos empataram na liderança com 29 pontos, mas os mineiros ficaram na ponta pelo saldo de gols: 15 a 8.

Depois daquele confronto, o Corinthians perdeu somente um jogo: para o Inter, em Porto Alegre. Assumiu a liderança na décima oitava rodada e o saldo de gols que era de 8 quadruplicou: 32. O Atlético que tinha 15 de saldo na rodada 14, hoje têm apenas 19, depois de dezessete rodadas...

É pouco.

A derrota acachapante no último domingo diante do Sport definiu quem ficará com o título. A questão não é mais saber quem terá fôlego para acompanhar a regularidade incrível do Corinthians. O Grêmio fraquejou, o Atlético sucumbiu... O ponto agora é descobrir em qual rodada o melhor time do campeonato confirmará sua conquista. A terceira em dez anos.

O aproveitamento atual do Corinthians é de 72%. Se chegar na rodada 38 com o mesmo percentual, irá somar 82 pontos. Na história dos pontos corridos com vinte clubes, ninguém alcançou essa pontuação.

Até ano passado o recorde era do São Paulo de 2006, campeão com 78 pontos. Na última temporada, o Cruzeiro somou 80. O Corinthians tem tudo pra superar.

domingo, 27 de setembro de 2015

A bola pune

O gol de Robinho aos 45 da segunda etapa, novamente em erro na saída de bola de Rogério Ceni e em lance de extrema felicidade do meia, como aconteceu no clássico pelo Campeonato Paulista, foi o centésimo do verde na temporada e recolocou o Palmeiras no grupo dos quatro primeiros.

No confronto entre as equipes pelo primeiro turno do Brasileirão, onde os comandados de Marcelo Oliveira impuseram 4 a 0 no rival, o técnico Juan Carlos Osório afirmou que não havia uma diferença de quatro gols entre os times. Naquela oportunidade o Palmeiras foi melhor e traduziu sua superioridade em resultado.

Não há uma diferença de quatro gols entre Palmeiras e São Paulo.

Mas no Choque Rei deste domingo houve muita diferença.  O São Paulo foi superior do início ao fim, anulou as principais armas do rival, mas não teve a eficiência que pesou contra si no clássico do primeiro turno.

O rendimento do São Paulo foi ótimo. Domingo passado, em Florianópolis, contra o Avaí, Osório optou por preservar seus principais jogadores.  Entrou em campo com sete atletas oriundos das categorias de base, com Thiago Mendes e Alexandre Pato, que haviam treinado durante a semana, no banco de reservas.

A intenção era chegar mais inteiro para o confronto com o Vasco, pela Copa do Brasil, e no jogo deste domingo, frente ao Palmeiras. O desempenho foi acima da média em ambas partidas.  E Thiago Mendes, o melhor do clássico.

Tá chegando

O tropeço do Atlético em Joinville permitiu um distanciamento ainda maior. Agora são sete pontos de diferença para o líder. Se já estava difícil, ficou ainda mais. O Corinthians é irretocável coletivamente e caminha a passos largos para o seu sexto titulo nacional. 

Na chuvosa Florianópolis, sobrou controle de jogo. O time de Tite levou algum tempo para de adaptar ao gramado pesado, mas logo na primeira oportunidade que Jadson teve de pensar o jogo, Elias infiltrou por trás dos volantes e abriu o placar. Gil e Renato Augusto também marcaram para o timão. No fim, Leandro Silva descontou para o Figueirense.

Restam 10 rodadas pra terminar o campeonato. Pro Corinthians ser campeão, menos. Só um milagre atleticano pode impedir. Depois de empatar com o lanterna, ficou difícil de acreditar no Galo.

Luz

Ninguém no Brasileirão fez mais pontos do que o Vasco nas últimas cinco rodadas. De quinze disputados, treze foram computados na conta do cruzmaltino. Em cinco jogos, o Vasco fez o mesmo número de pontos que havia conquistado nas 23 rodadas anteriores.

Seis  pontos o separam do Goiás, primeira equipe fora da zona de rebaixamento. O próximo compromisso é em Florianópolis, contra o Avaí. 

A manutenção vascaína segue improvável, mas possível. O momento é favorável, e tudo passa pelo confronto direto do próximo domingo, na Ressacada. O Vasco está vivo.

sábado, 12 de setembro de 2015

Quebra de prognóstico

Nas ultimas cinco rodadas do Campeonato Brasileiro, ninguém fez mais pontos que Flamengo e Santos. O rubro-negro, com 100% de aproveitamento, venceu todas. No Santos, somente um tropeço: empate com o Sport em Pernambuco.

Não à toa que deixaram a desconfortável segunda parte da tabela de classificação para colar no G4 e ameaçar a vaga que, algumas semanas atrás, dava indícios de que cairia no colo de Palmeiras ou São Paulo.

O Flamengo não é mais ameaça. A quarta vitória seguida sob o comando de Oswaldo de Oliveira pôs o time no grupo dos quatro primeiros e tirou o São Paulo, que perdeu para o...Santos.

O Flamengo é realidade. E acredite: sem Guerrero.

Evidente que a resposta dada pelo recém chegado Kaique foi importante. Mas a melhora de Émerson e a regularidade de Alan Patrick  que não servia para o Palmeiras – foram fundamentais. Além, é claro, do ajuste no sistema defensivo. Antes de Oswaldo, a média de gols sofridos no campeonato era superior a um  por partida. Com Oswaldo, caiu para 0,6.

Se no Rio o Flamengo melhorou com seu novo treinador e a ausência de sua principal referência, o Santos mantêm seu nível sem Lucas Lima e Geuvânio, tão importantes para o peixe quanto o Peruano é para o Fla.

Se ainda havia alguma dúvida sobre eles, Flamengo e Santos estão provando que podem e que  não há nenhuma dependência extrema no elenco. O que é imprescindível numa competição de 38 jogos.

2016 pode ser mais promissor. Só o tempo dirá. Mas voltar a disputar algo importante já é algo para se comemorar. Eles estão na briga, mais do nunca.

Alívio

O Cruzeiro tirou um peso enorme das costas ao voltar a vencer o maior rival depois de onze jogos. Na segunda partida sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, foi a primeira vitória da equipe celeste no Estádio Independência após sua reforma.

A pressão maior está do lado atleticano. Um empate, por exemplo, pode custar novamente uma distância de cinco pontos para o Corinthians, que recebe o vice-lanterna Joinville, em Itaquera.

Ainda que o time de Mano Menezes esteja alguns estágios abaixo do rival, jogar sem a pressão de manter uma liderança ou quebrar determinado tabu pode ser determinante.

Na rodada passada o Atlético fez sua obrigação e torceu por um tropeço do Corinthians, que tinha jogo duro contra o Grêmio. Neste fim de semana os papéis se invertem.

A tendência é que haja novamente um distanciamento. A missão do Galo é manter tudo como está.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Ajuste seu retrovisor

Marcelo Grohe, Fagner, Erazo, Gil e Uendel; Bruno Henrique, Maicon e Elias; Luan, Luciano e Fernandinho. Não é a seleção do confronto  de quarta-feira, entre Corinthians e Grêmio, mas explica as consequências do calendário mal planejado do futebol brasileiro. E ratifica o ótimo trabalho de Tite e Roger à frente de seus clubes.

O Corinthians sente a falta de Elias, porque o jovem Marciel não é constante durante a partida e ainda não está pronto pra substituir o volante da seleção brasileira. Sofreu no clássico com o Palmeiras, mas foi cirúrgico em duas oportunidades, quando a bola partiu dos pés de Jadson tanto no segundo quanto no terceiro gol. O Palmeiras marcava em cima e era superior.

É exagero dizer que o primeiro tempo em Itaquera foi insosso. Mas pela expectativa criada, ficou devendo. A segunda etapa melhorou porque o Grêmio tomou as rédeas do confronto e passou a jogar no campo do rival paulista.

Sem a qualidade no primeiro passe de Bruno Henrique, com a ausência de Fagner e Uendel pelas laterais, o Corinthians sofreu para construir. A única alternativa era a bola longa, mas Vagner Love, por mais esforçado que seja, consegue a proeza de despertar no torcedor saudades de Luciano. Ou de Bobô...

O líder do campeonato só melhorou a partir do momento em que Renato Augusto empatou a partida. Antes disso, o Grêmio dava provas de que poderia brigar pelo título. Afinal, eram apenas três pontos de diferença e domínio tricolor.

A igualdade manteve os seis pontos entre paulistas e gaúchos, mas encurtou a vantagem corintiana de cinco para três  sobre o Atlético Mineiro, que bateu o Avaí em Belo Horizonte.

O Grêmio é ótimo coletivamente, mas sofre com suas ausências e não tem reposição a altura. Pode brigar, mas será preciso seguir se reinventando rodada após rodada.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Opostos

O início do São Paulo no Mineirão indicava uma noite feliz ao time de Juan Carlos Osório. Luis Fabiano e Paulo Henrique Ganso cumpriam bem o papel tático determinado pelo treinador colombiano: marcar os volantes do Atlético e complicar a saída de bola do rival. Deu certo até determinado momento.

Foram no mínimo três chances reais de gol, até Pratto marcar para o Galo aos 19 minutos e desestabilizar emocionalmente o São Paulo. Como de praxe acontece com a equipe do Morumbi.

O São Paulo jogou bem e a atuação dá esperança ao torcedor. É normal sentir o baque do gol sofrido, principalmente quando não consegue transformar a superioridade em gols. A evolução é perceptível e o desempenho ameniza o resultado, que não demonstra o que foi o jogo.

Mas a partida retratou bem o momento de ambos os clubes. Um São Paulo que não encontra consistência e repleto de desconfianças. O Atlético com sorte de campeão, conseguindo se safar nos momentos de dificuldade.

São onze anos sem vitórias do São Paulo diante do Galo em Belo Horizonte. Na tabela, oito pontos de diferença. A noite que quando começou aparentava ser tricolor, terminou alvinegra, como vem sendo sempre.

Se o Galo está faminto pelo Brasileirão desde 1971, a noite de quarta-feira foi um prato cheio para alimentar as esperanças de seu torcedor. O titulo pode até não ficar pelo terceiro ano seguido em Minas, mas que o Atlético está fazendo tudo certo para que isso aconteça, ele está.

Diferente

O adversário não permitia que a postura do Corinthians fosse outra. Era necessário sair pro jogo, adiantar suas linhas, ser criativo. Foram 19 finalizações, 27 desarmes. Os números lembram o time da Libertadores, mas o rendimento segue distante.

As peças são outras e não dá para esperar de Malcom e Vagner Love o mesmo de Sheik e Guerrero. Mas o Corinthians voltou a jogar pra frente, propondo o jogo, tomando as rédeas do confronto. Segue na briga, variando boas e más atuações, mas mantendo o imprescindível na caça ao Galo: os três pontos.

domingo, 19 de julho de 2015

O Corinthians ganhou como nunca. E o Atlético jogou como sempre

Tite sinalizou sua estratégia para o confronto com o Atlético Mineiro ao optar por Rildo na vaga de Jadson, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Ter um time mais incisivo, que pudesse agredir o rival atacando os espaços vazios em velocidade. Deu certo até os 15 minutos do primeiro tempo.

O Atlético se adaptou às condições do gramado de Itaquera e passou a controlar o jogo. Com boa desenvoltura, entrosamento e ultrapassagem dos laterais, envolveu o time da casa. Era só o principio da boa e convincente atuação do Galo em São Paulo.

O Corinthians não tinha outra alternativa que não fosse esperar o adversário na faixa central e tentar partir em velocidade quando houvesse erro atleticano. Conseguiu aos 41, quando Vagner Love infiltrou pela esquerda de ataque e serviu Malcom, que completou para o gol. O primeiro dele com a camisa alvinegra no Brasileirão de 2015.

A etapa complementar teve o mesmo panorama do jogo visto nos primeiros 45 minutos. Atlético adiantado, dando as cartas e desperdiçando chances. Só que com mais intensidade.

Levir terminou o jogo com Rafael Carioca, Guilherme, Giovanni Augusto, Cárdenas, Carlos e Pratto, todos atuando do meio pra frente. Fora os laterais, que se mandavam simultaneamente para o ataque. E só correu um risco no segundo tempo, no momento em que Mendoza parou no goleiro Victor, já nos acréscimos.

O Corinthians sentiu, evidentemente, a falta de Jadson. Pesou também a má atuação de Elias, discreto principalmente na segunda etapa. Venceu, mas não da maneira que está acostumado.

Foram 7 finalizações corintianas contra 16 do rival e dez desarmes a menos (24x34). Na posse de bola geral, o Galo também levou vantagem: teve 53%. Merecia melhor sorte.

O resultado iguala as duas equipes na classificação, ambas com 29 pontos. Mas não representa a diferença no conjunto entre os dois times. O trabalho de Tite no Corinthians é bom, mas está um estágio à baixo se comparado ao de Levir no Atlético. Hoje, no Brasil, ninguém joga como o Galo.

É o Pet

O Criciúma venceu o Bahia no sábado e encurtou a distância para o G4, que agora é de seis pontos. A vitória manteve a invencibilidade da equipe sob o comando do técnico Petkovic. São sete partidas sem derrotas, com quatro vitórias e três empates. 

domingo, 28 de junho de 2015

Quem não tem cão...

O torcedor do Corinthians esperava um time presente no campo de ataque e abafando o Figueirense em sua saída de bola. Com o anúncio da escalação -- apenas Bruno Henrique como marcador no setor de meio --, o público presente em Itaquera alimentou uma expectativa de marcação avançada da equipe, jogando sob pressão.

O esquema com apenas um volante já era sabido por todos. Tite treinou durante toda a semana e deixou claro que jogaria desta maneira. Não houve mistério, é verdade. Justamente por isso se esperava uma equipe mais insinuante do que o normal, devido ao alto número de jogadores com características ofensivas (cinco).

Mas Tite sabia que seria arriscado avançar para marcar. Bruno Henrique ficaria sobrecarregado na contenção de uma linha com quatro meia ofensivos, sem características de marcação. Ainda mais com Uendel e Edílson nas laterais. Por mais que sejam bons apoiadores, deixam a desejar na defesa.


Sem a bola, Corinthians se retraia para proteger Bruno Henrique

Por isso a postura foi de cautela quando o Figueirense tinha a posse. Não havia pressão nos zagueiros e laterais. A linha formada por Luciano, Jadson, Renato Augusto e Malcom se posicionava na faixa central quando não tinha a bola e deixava o adversário sair tocando.

Há quem questione a atuação, justificando que o grande futebol apresentado no início do ano tinha somente um volante de contenção. De fato, era Ralf. Mas tinha Elias na segunda linha ao lado de Renato Augusto. O volante da Seleção Brasileira dá outra consistência à equipe.

Elias permite também que a equipe de Tite seja mais agressiva. A capacidade de infiltração do volante é fundamental no esquema. Sábado, sem este jogador, o Corinthians sofreu para entrar na área do adversário pelo meio.

O gol saiu em bela triangulação  pelo lado esquerdo. Renato Augusto viu bem Uendel, que serviu Vagner Love praticamente dentro do gol de Alex, que nada pode fazer. Depois o atacante sofreu pênalti, convertido  por Jadson. O Figueira descontou com Thiago Santana, em bonito passe do garoto Clayton. E ficou nisso.

O Corinthians vai retomando a confiança e vencendo. Com todos os problemas internos e o desmanche de praticamente meio time, a quinta colocação é ótima e surpreende.

Com a precaução necessária o Corinthians venceu. Mas não convenceu.

A melhor escolha

O Grêmio encontrou seu treinador. A diferença do nível técnico e tático entre o time de Felipão e Roger Machado é discrepante.

Emplacou três vitórias seguidas e venceu a primeira partida longe de Porto Alegre. E jogando bem, sempre ao ataque.

Se o saldo nesta altura do campeonato é positivo ao Corinthians, para o Grêmio é ainda mais. Quando foi à Curitiba na segunda rodada e perdeu, a equipe deu sinais de que o ano tinha tudo para ser terrível. Felipão caiu.

Roger tem tudo para dar certo. O trabalho está vingando e o horizonte  de 2015 repleto de incertezas começa a clarear.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Minha coluna em 01/08 no blog

Vandalismo da torcida em Itaquera causa prejuízo de 45 mil reais ao Palmeiras

Os 258 assentos quebrados por torcedores do Palmeiras no clássico do último domingo, na Arena Corinthians, custará pouco mais de 45 mil reais aos cofres do clube do Palestra Itália - visto que cada cadeira custa em média R$ 175,00.

Alguns dos cretinos postaram fotos dos danos causados. Na legenda, se gabavam do feito. A polícia já identificou os envolvidos e tomará as devidas providências.

Os clubes podem ser punidos também pelo STJD com a perda de dez mandos de campo e com uma multa de até cem mil reais. O julgamento ainda não tem data marcada.

Lusa com novo comandante

Silas é o novo treinador da Portuguesa. O paulista de 48 anos chega ao Canindé para substituir Marcelo Veiga, demitido na última quarta-feira. O ex. jogador do São Paulo, após ser demitido do América MG no início do ano, estava até então sem clube.

A Portuguesa, do recém contratado Marcos Assunção, disputou 14 partidas na Serie B: seis derrotas, seis empates e apenas duas vitórias. O pífio aproveitamento de 29% justifica a 18ª colocação da equipe, que ocupa a zona de rebaixamento.

Silas está de volta à capital paulista. Mas dessa vez como treinador, e não como meio-campista do time do Morumbi. E terá muito trabalho...

CBF demitiu seu diretor de registros

As seguidas falhas do sistema de registros da CBF culminaram com a demissão de Luiz Gustavo Vieira, diretor de registros da Confederação Brasileira de Futebol.

O caso mais recente ocorreu esta semana, com a punição do STJD aplicada ao Brasília. O time do Distrito Federal conquistou a Copa Verde - em campo - diante do Paysandu, dia 21 de abril. No entanto, quatro jogadores da equipe tinham contrato até o dia 20 de abril, mas tiveram o contrato prorrogado por mais um mês. 

O problema é que na data da partida os nomes deixaram de constar no Boletim Informativo Diário - BID, o Brasília foi julgado, excluído da Copa Verde por decisão unânime, e hoje o Paysandu é o campeão do torneio e dono da vaga na Copa Sulamericana. Estranho.

Outro caso que desgastou a situação ocorreu no início do ano, quando o Icasa denunciou o Figueirense por escalar o lateral Luan de forma irregular, segundo constava no BID. A denúncia não foi aceita pelo STJD por estar fora do prazo.

Confronto direto pelo G4 em Florianópolis

Avaí e Luverdense se enfrentam hoje, pela 14ª rodada da Serie B, em Florianópolis. Os donos da casa vêm em ascensão no campeonato sob o comando do técnico Geninho. Pela competição nacional são três jogos e três vitórias, diante de Atlético GO, Ponte Preta e Joinville. 

Os visitantes vivem momento contrário. Nas duas últimas partidas foram duas derrotas, para Atlético GO e Oeste. No entanto, os tropeços da equipe comandada pelo jovem treinador Júnior Rocha não foram suficientes para afastar o representante do Mato Grosso da briga pelo grupo dos quatro primeiros colocados. Pelo contrário, a proximidade do G4 é tão grande que uma simples vitória diante do Avaí, na Ressacada, pode recolocar o clube no grupo de acesso à primeira divisão.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Vitória quarta no Itaquerão não pode tapar limitações e carências no Corinthians

Vencer a primeira em casa, inaugurar o novo estádio com resultado positivo e atuação convincente para então esquecer o pesadelo vivido no domingo. Esse é o atual querer do torcedor corinthiano, que anda pouco empolgado e com certo receio sobre o time.

Não foi a zebra, a derrota ou a perda de três pontos importantíssimos diante de um adversário frágil. Claro que o prejuízo  na tabela poderia ter sido evitado com uma vitória, mas o que preocupou mesmo foi a atuação dos (definitivamente)donos da casa frente ao até então lanterna do Brasileirão e que somava até aquele momento zero pontos.

Alguns insistem em não enxergar, outros hesitam ao falar da postura da equipe, mas de fato a produtividade ofensiva do time comandado por Mano Menezes no primeiro jogo da Arena Corinthians foi fraca, principalmente na primeira etapa. E foi como vem sendo na maioria dos jogos do clube.

O problema é crônico. Desde a era Tite o time do Parque São Jorge sofre com seu carente ataque. Mas isso não é novidade pra ninguém.

Em entrevista à Folha de SP, na última sexta, o atual treinador do alvinegro paulista disse que precisa ainda de mais três reforços para poder trabalhar da maneira esperada e brigar por títulos. Necessário. Se quiser apagar o seu último trabalho e a má impressão que deixou quando fracassou definitivamente na Gávea, ao "abandonar o barco" no Flamengo, Mano terá de trabalhar. E muito.

Mesmo que a sorte esteja ao lado do Corinthians nesta quarta  e o Timão vença o Atlético PR, as limitações alvinegras não podem ser esquecidas. Como bem disse o ex. técnico da Seleção Brasileira, a diretoria do clube terá de "viabilizar reforços".

Vejo mais do que necessário, principalmente se tratando de um elenco envelhecido que clama por renovação.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Corinthians fracassa e não há reconhecimento por parte dos jogadores e comissão técnica. Empate no Rio, Premier League e a mais nova marca alcançada por Messi

E caiu o Corinthians. O time que precisava vencer e depender do resultado do co-irmão São Paulo, não obteve êxito em seus objetivos e foi eliminado precocemente do Campeonato Paulista. E está fora porque se aproxima o fim do primeiro semestre e os comandados de Mano Menezes não convenceram. Oscilaram à beça no início da competição, e agora colocam na conta do rival do Morumbi, que, segundo os alvinegros, entregou o jogo ao adversário direto do Timão na briga, o Ituano. Balela! Tirar a responsabilidade das próprias costas só piora a situação.


Romarinho foi um dos que colocou revés corinthiano na conta do São Paulo. foto: Veja

No Rio, Fred fez jus a seu posto de titular da Seleção Brasileira e empatou o clássico no final, evitando a derrota do Tricolor das Laranjeiras para o Vasco, ontem, no Maracanã. E o gol teve sabor especial para o atacante: Fred entrou na lista dos dez maiores artilheiros da história do Fluminense.
No Cruz Maltino, destaque para o goleiro Martín Silva, que se destacou com suas boas defesas. Na frente, brilhou novamente a estrela de Edmílson, que abriu o placar do jogo para os vascaínos no primeiro tempo.

Na Europa destaque para a vitória do Liverpool contra o maior rival, Manchester United, dentro do Old Trafford (0-3). Envolvente, o time do brasileiro Philipe Coutinho - que ficou no banco - joga hoje o futebol mais bonito da Premier League. E no domingo, sem dúvidas, entrou de uma vez por todas na briga pelo título, que segue intensa.
Arsenal e Manchester City venceram. E o Chelsea, que teve Willian e Ramires expulsos, perdeu fora de casa para o Aston Villa, deixando a disputa  ainda mais acirrada.

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"Nos façam sonhar" - Torcida do Liverpool no clássico. foto: Football Away Days

Na Espanha o Barcelona emplacou a segunda vitória e deu uma amenizada na crise. Aplicou sonoros 7-0 no Osasuna, com direito a três gols de Lionel Messi, que se tornou nada menos que o maior artilheiro da história do Barça. Mais uma marca incrível do Argentino, talvez a maior, junto com as bolas de ouro que coleciona.