A diretoria do Inter demonstra a cada dia mais insegurança e indecisão em sua postura diante das negociações. A demissão de Aguirre quase às vésperas do Grenal não é o ponto de partida neste pensamento, longe disso.
Após a classificação para a Libertadores na última rodada do Campeonato Brasileiro do ano passado, conquistada após vitória dramática diante do Figueirense, em Florianópolis, o desejo da diretoria colorada era Tite, então livre no mercado.
Abel sentiu-se desprezado, abriu conversas com clubes do exterior e acertou sua volta aos Emirados Árabes, para defender novamente o Al-Jazira. Após Tite acertar seu retorno ao Corinthians, o Inter voltou atrás, mas era tarde.
Em dezembro daquele ano, o presidente Vitório Piffero afirmou que o clube não cogitava a contratação de técnicos estrangeiros. Além de Abel e Tite, falava-se em Mano Menezes, Luxemburgo e Celso Roth. Não houve avanço.
Dia 22 de dezembro o Internacional confirmou Diego Aguirre, vice campeão da América em 2011 pelo Peñarol, carrasco do próprio Inter nas oitavas de final daquele ano.
A demissão de Aguirre, comandante do melhor brasileiro na Libertadores de 2015, é tão injustificável quanto a demissão de Marcelo Oliveira. O Cruzeiro apelou para Vanderlei Luxemburgo em busca de um efeito paliativo e hoje amarga a 12ª posição e uma distância de nove pontos para o G4...
Foi o mesmo que tentou fazer Vitório Piffero ao tentar tirar Argel do Figueirense. Após fracassar nas conversas com Sampaolli, receber um "não" de Mano Menezes e ouvir de Muricy que deseja trabalhar somente a partir de janeiro de 2016.
Deixou evidente: Com acordo até o fim de 2015, Argel seria mandado embora após o término do contrato. Supriria a ausência momentaneamente e ao fim de seu contrato estaria desempregado.
Fez bem em não aceitar.
Deve haver um encontro nesta quinta entre diretores do clube gaúcho e o técnico do Figueirense. Argel deseja trabalhar até o fim do próximo ano.
E o Inter segue sem técnico. Sem decisão, convicção, planejamento. Que o sonho do Brasileiro que não vem desde 79 ficou distante é claro. Mas será importante terminar 2015 dignamente. É possível.
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quinta-feira, 23 de julho de 2015
O destino desta Libertadores é irônico. E bondoso com o River
O Tigres precisou de 17 minutos para abrir o placar no belo Estádio Universitario de Monterrey. A vantagem do Inter escorria pelas mãos do colorado. Vantagem esta que se inverteu aos 40 segundo tempo e trocou de mãos justamente quando a equipe de Diego Aguirre se encontrava no jogo, graças ao gol contra do lateral Geferson.
A equipe de Ricardo Ferretti fez valer sua superioridade física e coletiva. Este que vos escreve alertou quinta-feira passada do risco e das dificuldades que o Internacional encontraria no México. Não suportou.
O time mais regular da competição está na final. O Tigres teve a segunda melhor campanha da primeira fase e chegou para a última rodada da fase de grupos classificado, se dando ao luxo de poupar seus titulares e despertando ira na torcida do River Plate, que dependia de um resultado positivo dos mexicanos diante do Juan Aurich, no Perú.
No mata-mata desta Libertadores, seis times fizeram gol fora de casa na primeira partida. Apenas um não avançou, o Cruzeiro, nas quartas de final, diante do...River. Que volta a disputar uma final de Libertadores da América depois de 19 anos, quando bateu na final o América de Cali e conquistou seu segundo título.
A classificação dos argentinos para o mata-mata deste ano aconteceu na última rodada. A vitória diante do San José não bastava. Era preciso contar com a ajuda do Tigres, já classificado, que enfrentava o Juan Aurich fora de casa e com o time reserva. Os mexicanos viraram o jogo e venceram por 5 a 4, levando ao delírio os torcedores que aguardavam ansiosamente o fim do jogo no Monumental.
Por regulamento, a Conmebol não permite que o segundo jogo da final seja realizado fora da América do Sul. Portanto, acredite: o River, de pior campanha entre os classificados, que só chegou às oitavas graças ao Tigres e que fez a metade dos pontos na primeira fase (7x14) que o rival, jogará a final em casa.
Se há alguém na América que o River deve algum favor, este alguém é o Tigres. É a terceira final de Libertadores de um time mexicano e a segunda entre mexicanos e argentinos.
Quarta que vem, no Estádio Universitario, começa a disputa. Novamente, sem brasileiros. A última vez em que por dois anos seguidos o Brasil não teve nenhum representante na decisão foi em 1990 e 91.
O time mais regular da competição está na final. O Tigres teve a segunda melhor campanha da primeira fase e chegou para a última rodada da fase de grupos classificado, se dando ao luxo de poupar seus titulares e despertando ira na torcida do River Plate, que dependia de um resultado positivo dos mexicanos diante do Juan Aurich, no Perú.
No mata-mata desta Libertadores, seis times fizeram gol fora de casa na primeira partida. Apenas um não avançou, o Cruzeiro, nas quartas de final, diante do...River. Que volta a disputar uma final de Libertadores da América depois de 19 anos, quando bateu na final o América de Cali e conquistou seu segundo título.
A classificação dos argentinos para o mata-mata deste ano aconteceu na última rodada. A vitória diante do San José não bastava. Era preciso contar com a ajuda do Tigres, já classificado, que enfrentava o Juan Aurich fora de casa e com o time reserva. Os mexicanos viraram o jogo e venceram por 5 a 4, levando ao delírio os torcedores que aguardavam ansiosamente o fim do jogo no Monumental.
Por regulamento, a Conmebol não permite que o segundo jogo da final seja realizado fora da América do Sul. Portanto, acredite: o River, de pior campanha entre os classificados, que só chegou às oitavas graças ao Tigres e que fez a metade dos pontos na primeira fase (7x14) que o rival, jogará a final em casa.
Se há alguém na América que o River deve algum favor, este alguém é o Tigres. É a terceira final de Libertadores de um time mexicano e a segunda entre mexicanos e argentinos.
Quarta que vem, no Estádio Universitario, começa a disputa. Novamente, sem brasileiros. A última vez em que por dois anos seguidos o Brasil não teve nenhum representante na decisão foi em 1990 e 91.
quinta-feira, 16 de julho de 2015
Pés pelas mãos
O julgamento do caso André Krobel caminhava de forma tranquila para o seu fim na OAB, em Belo Horizonte. Até que os auditores resolveram decidir o campeão catarinense, depois de julgarem o único ponto em questão no imbróglio: se a punição aplicada ao Joinville pelo TJD/SC seria mantida ou não. Houve a manutenção de pena já esperada.
Mas os auditores foram além e mudaram o enfoque do julgamento. Ou melhor, acrescentaram na pauta outro ponto. E decidiram julgar os efeitos e reflexos da primeira decisão, apontando o Figueirense campeão.
Ora, se o clube que foi primeiro colocado no hexagonal tinha a vantagem de jogar por dois resultados iguais e fazer a segunda partida em casa, o regulamento deveria ser seguido estritamente. E não pela metade, como fizeram os auditores.
No caso André Krobel, há precedências tanto a favor de Joinville quanto a favor de Figueirense. O que é injustificável é aplicar somente 50% da regra. Se o primeiro colocado foi apontado como campeão por obter dois empates nas duas partidas finais, ele deveria obrigatoriamente fazer o segundo jogo em seus domínios, como aponta claramente o regulamento.
Se o atleta relacionado de maneira irregular interferiu na partida é outra questão. Mas óbvio que a postura do Joinville nas finais seria outra se soubesse que os resultados iguais favoreciam seu adversário.
Os auditores do TJD/SC, no julgamento em primeira instância, afirmaram mais de uma vez que a decisão do tribunal se limitava à perda de pontos. Os reflexos da decisão cabiam ao órgão que administra o campeonato, a Federação Catarinense de Futebol.
É importante lembrar que o Joinville ganhou pontos no tribunal nos últimos três anos em que conseguiu acessos: 2010, na quarta divisão, 2011, na terceira, e ano passado, na Série B. Mas não justifica a decisão precipitada de ontem.
A FCF se omitiu e permitiu que o STJD se equivocasse, julgando além do que deveria. A irregularidade foi descoberta antes das partidas finais serem realizadas, ou seja, poderiam --e deveriam-- ser adiadas, até que houvesse uma decisão sobre quem teria as vantagens e o direito de fazer a segunda partida em casa.
Mas o presidente da entidade, Delfim de Pádua Peixoto, amigo fiel de José Maria Marin, acusado e preso pelo FBI por corrupção, bancou a realização dos jogos por interesses comerciais...
Hoje, apenas o estado de São Paulo têm mais representantes na Séria A do que Santa Catarina. É uma pena que seja tão mal representado. Há mais de 30 anos...
Risco
Não restam dúvidas de que a parada da Libertadores por conta da Copa América foi um mau negócio para o Inter. A volta, contra o Tigres, pelo primeiro jogo da semifinal, preocupava. Pelo momento de instabilidade vivido no Campeonato Brasileiro.
Apesar do bom início, o Inter sentiu. O Tigres se encontrou após sofrer os dois gols no começo da partida e teve o controle na maior parte do jogo. Muito por conta da questão física. O ritmo da equipe não é o mesmo.
No mata-mata desta edição da Libertadores, cinco times marcaram gols fora de casa na primeira partida. Só um não avançou à fase seguinte: O Cruzeiro, diante do River. O Tigres é o sexto.
quinta-feira, 9 de julho de 2015
O Palmeiras embalou. E a freguesia continua
Marcelo Oliveira e seu grupo de jogadores julgavam como fundamental atingir a meta traçada após derrota frente ao Grêmio, em Porto Alegre, para as próximas quatro partidas da equipe. O clássico contra o São Paulo e os confrontos diante de Chapecoense, Ponte Preta e Avaí.
A questão agora é que o time de Aguirre vive seu pior momento na temporada. São três derrotas seguidas, oito gols sofridos. Em seis dias esse time estará entrando em campo pelo primeiro jogo da semi-final da Libertadores. É preocupante.
100% de aproveitamento e metas alcançadas. Quarta vitória em menos de duas semanas, onze gols marcados e nenhum sofrido. Desempenho numérico espetacular --poderia ser melhor se o auxiliar validasse o gol legal de Kelvin contra o Avaí-- e atuações razoáveis.
Importante para uma equipe que busca firmação e consistência. O Palmeiras soube sofrer contra Chapecoense e Ponte. Na partida de ontem não foi diferente.
Quando o adversário adiantava a marcação, Gabriel e Arouca se atrapalhavam na saída de bola. Rômulo pela esquerda e Anderson Lopes na direita dificultaram a projeção com posse de bola dos laterais. Lucas e Egídio foram os jogadores que mais erraram passes pelo lado verde.
Com exceção aos primeiros 15 minutos do segundo tempo, o time de Marcelo Oliveira controlou as ações do jogo. Buscou sempre o ataque, jogou junto com os 37 mil presentes. Vitória merecida.
O Palmeiras manteve sua postura agressiva. De buscar os lados do campo, com movimentação e ultrapassagem dos laterais. A quarta vitória seguida no Brasileiro não acontecia desde 2009, ainda sob o comando de Muricy Ramalho.
O início daquela sequência começou justamente contra o Avaí. E pelo mesmo placar: 3 a 0. Depois o alviverde derrotou Náutico, Flamengo e Santo André.
Foi a décima vitória diante dos catarinenses. Em treze confrontos, somente uma derrota, em 2011, na Ressacada.
Desconfiança
O Inter em 2006 foi o único brasileiro que venceu a Libertadores e brigou por título no Campeonato Brasileiro. É complicado conciliar as duas competições, isso é fato.A questão agora é que o time de Aguirre vive seu pior momento na temporada. São três derrotas seguidas, oito gols sofridos. Em seis dias esse time estará entrando em campo pelo primeiro jogo da semi-final da Libertadores. É preocupante.
domingo, 13 de abril de 2014
Resumo do último fim de semana dos principais estaduais pelo Brasil
No Rio
Tristeza para os vascaínos ver um jejum de anos não cair por um erro de arbitragem. Ok, podem acontecer a qualquer momento. Errar é humano, não é verdade? Mas existem pessoas, neste caso, que trabalham para não errar. E quando o erro passa a ser constante, a crítica é cabível.O Vasco perdeu o clássico na primeira fase por um erro grotesco, onde o auxiliar que se posiciona atrás da trave não viu a bola dentro do gol. Hoje, não conquistou o título do Campeonato Carioca por conta de um falha incrível do bandeirinha.
O Flamengo levantou a taça. Tinha a vantagem de jogar por dois empates e assim foi. 1 a 1 nas duas partidas e festa rubro negra no Maracanã. O Vasco, por sua vez, segue amargando um jejum de títulos estaduais desde 2003, quando bateu o Fluminense.
Léo Moura ergue a taça de campeão. Jejum vascaíno segue. foto: Gazeta Press
Em Minas
No mineiro prevaleceu a igualdade. Fazendo jus ao equilíbrio das duas equipes. 0 a 0 nos dois confrontos e título para os cruzeirenses. Os comandados de Marcelo Oliveira voltam a campo na próxima quarta, onde enfrentam o Cerro Porteño, pela primeira partida das oitavas de final da Taça Libertadores. Ao Atlético, resta se preparar para a estreia no Brasileirão, dia 20, contra o Corinthians.Gaúcho
No Rio Grande do Sul prevaleceu o favoritismo colorado. 4 a 1 para o time de Abel, que ratifica sua hegemonia no estado com o tetracampeonato. D'Alessandro, Alan Patrick e Alex(2x) marcaram para os mandantes. O gol de honra do tricolor foi contra.Paulistão
Não bastou para o Ituano fazer festa no Pacaembu apenas duas vezes. O galo do interior foi valente, suportou o Santos e terminou a partida com uma derrota mínima, que levava a decisão para os pênaltis. E deu Ituano outra vez. A equipe do técnico Doriva demonstrou novamente ótimo aproveitamento nas cobranças e saiu com o título, o segundo na história do clube. Neto desperdiçou a última penalidade do time da Vila e deu o título aos visitantes. Novamente festa vermelha no estádio Paulo Machado de Carvalho.
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