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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Receita da frustração

Palmeiras perde para a Ponte em casa e segue fora do G4 (Foto: Ari Ferreira/LANCE!Press)
foto: Lance!
O Palmeiras se safou do terceiro rebaixamento de sua história na última rodada do Brasileirão do ano passado. Graças ao Santos, que bateu o Vitória em Salvador. Foi o clube que  permaneceu na Série A  com o menor número de pontos (40), desde 2003, quando o campeonato passou a ser disputado no formato de pontos corridos.

Em 2014, foram três técnicos diferentes, uma eliminação no estadual para o Ituano e um Campeonato Brasileiro medíocre.

Tudo isso no ano em que o clube completava cem anos de história...

O projeto 2015 era voltar a ser importante. Figurar entre os principais clubes do país, brigar por títulos. Como sempre esteve acostumado. Antes do Campeonato Paulista deste ano iniciar, 17 contratações foram anunciadas. E uma consequente debandada de jogadores, evidentemente.

O Palmeiras estreou diante do Audax com Fernando Prass, Lucas, Vitor Hugo, Tobio e Zé Roberto; Renato, Gabriel e Robinho; Allione, Maikon Leite e Leandro Pereira. Apenas quatro estiveram no grupo do ano anterior.

O Cruzeiro brigou contra o rebaixamento em 2012. No fim do ano, reestruturou sua equipe para a temporada seguinte. Foram 19 aquisições, sem contar com o técnico Marcelo Oliveira, contratado junto ao Coritiba.

Foi campeão Brasileiro com Fábio, Mayke, Dedé, Bruno Rodrigo e Egídio; Nilton, Lucas Silva e Everton Ribeiro; Willian, Ricardo Goulart e Borges. Sete chegaram no mesmo ano, Mayke foi promovido aos profissionais e somente Fábio, Lucas Silva e Borges eram remanescentes da temporada anterior.

Há muita semelhança entre o projeto do Cruzeiro que deu certo com o Palmeiras de 2015 que oscila. Mas se enganou o palmeirense que achou que tudo seria igual...

O Cruzeiro funcionava pois tinha uma zaga consistente e bem protegida.Tinha Lucas Silva despontando como ótimo volante, Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart em fase excepcional e Borges vivendo seu último grande ano.

O Palmeiras de Victor Ramos, Andrei Girotto e Alecsandro foi previsível e frustrante diante da Ponte Preta. Pra quem esperava brilho de um elenco formado às pressas enganou-se. A paciência acabou, e não há Mattos que faça milagre...