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domingo, 6 de novembro de 2016

Ano irregular do Corinthians é reflexo de desmanche feito durante a temporada

25,92%. Foi esse o aproveitamento do Corinthians de 2007, rebaixado ao fim do Campeonato Brasileiro daquele ano, diante dos três principais rivais paulistas. A derrota sofrida ontem, no Morumbi, igualou o aproveitamento da equipe de nove temporadas atrás.

Dos nove clássicos disputados este ano, o Corinthians só não perdeu em três oportunidades. Duas vitórias, um empate. Foram três derrotas para o Palmeiras, duas diante do Santos e o revés de ontem, 4 a 0 no Morumbi, frente ao São Paulo.

O pífio desempenho nos clássicos em 2016 é exatamente igual ao de 2007, ano do trágico rebaixamento. Apenas um dos vários problemas do Corinthians na temporada.

Um dos fatores que fazem o Corinthians oscilar tanto dentro do campeonato é a troca de comando.

Coincidentemente, o último ano em que três técnicos diferentes passaram pelo Parque São Jorge foi justamente em 2007. Naquele ano, Émerson Leão, Paulo César Carpegiani e Nelsinho Baptista comandaram o Corinthians.

Considerando a rápida participação de Fábio Carille, efetivado por Roberto de Andrade em setembro, são quatro treinadores diferentes. Fato inédito desde 2005, ano em que sofreu 5 a 1 do São Paulo no início do Brasileirão que seria campeão em dezembro.

As saídas de Felipe, Bruno Henrique e Elias durante a competição também influenciaram. Não há trabalho que dê certo com tanta mudança e instabilidade.

Apostar que o Corinthians estará na Libertadores do ano que vem não é um absurdo. A rodada ajudou e apenas um ponto separa a equipe comandada por Oswaldo de Oliveira do Atlético PR, primeiro do G6.

Na Série A deste ano, só Corinthians e Figueirense tiveram quatro técnicos diferentes. Até aqui, uma média de uma troca a cada nove rodadas. Isso, sim, grande absurdo.

Brincando com fogo

Incrível a queda de rendimento do Vasco. A derrota de ontem em Pelotas evidenciou as dificuldades de uma equipe que depende de jogadores limitados fisicamente.

O Vasco segue na segunda posição, com 58 pontos, quatro  de vantagem sobre o Náutico, quinto colocado. O Avaí têm os mesmos 58, o Bahia fecha o G4 com 56. 

Entre os quatro, o Vasco é o único com aproveitamento inferior a 50% nos últimos cinco jogos. O Bahia venceu 80% dos pontos, o Avaí 66 e o Náutico 60. 

O Vasco pode confirmar o acesso se vencer as duas próximas partidas, já que Avaí e Náutico se enfrentam no próximo sábado. Parece simples, mas é preciso melhorar como equipe e enfrentar a Série B com o devido respeito que ela merece.

Pra evitar novo vexame, todo cuidado é pouco. 

domingo, 27 de setembro de 2015

A bola pune

O gol de Robinho aos 45 da segunda etapa, novamente em erro na saída de bola de Rogério Ceni e em lance de extrema felicidade do meia, como aconteceu no clássico pelo Campeonato Paulista, foi o centésimo do verde na temporada e recolocou o Palmeiras no grupo dos quatro primeiros.

No confronto entre as equipes pelo primeiro turno do Brasileirão, onde os comandados de Marcelo Oliveira impuseram 4 a 0 no rival, o técnico Juan Carlos Osório afirmou que não havia uma diferença de quatro gols entre os times. Naquela oportunidade o Palmeiras foi melhor e traduziu sua superioridade em resultado.

Não há uma diferença de quatro gols entre Palmeiras e São Paulo.

Mas no Choque Rei deste domingo houve muita diferença.  O São Paulo foi superior do início ao fim, anulou as principais armas do rival, mas não teve a eficiência que pesou contra si no clássico do primeiro turno.

O rendimento do São Paulo foi ótimo. Domingo passado, em Florianópolis, contra o Avaí, Osório optou por preservar seus principais jogadores.  Entrou em campo com sete atletas oriundos das categorias de base, com Thiago Mendes e Alexandre Pato, que haviam treinado durante a semana, no banco de reservas.

A intenção era chegar mais inteiro para o confronto com o Vasco, pela Copa do Brasil, e no jogo deste domingo, frente ao Palmeiras. O desempenho foi acima da média em ambas partidas.  E Thiago Mendes, o melhor do clássico.

Tá chegando

O tropeço do Atlético em Joinville permitiu um distanciamento ainda maior. Agora são sete pontos de diferença para o líder. Se já estava difícil, ficou ainda mais. O Corinthians é irretocável coletivamente e caminha a passos largos para o seu sexto titulo nacional. 

Na chuvosa Florianópolis, sobrou controle de jogo. O time de Tite levou algum tempo para de adaptar ao gramado pesado, mas logo na primeira oportunidade que Jadson teve de pensar o jogo, Elias infiltrou por trás dos volantes e abriu o placar. Gil e Renato Augusto também marcaram para o timão. No fim, Leandro Silva descontou para o Figueirense.

Restam 10 rodadas pra terminar o campeonato. Pro Corinthians ser campeão, menos. Só um milagre atleticano pode impedir. Depois de empatar com o lanterna, ficou difícil de acreditar no Galo.

Luz

Ninguém no Brasileirão fez mais pontos do que o Vasco nas últimas cinco rodadas. De quinze disputados, treze foram computados na conta do cruzmaltino. Em cinco jogos, o Vasco fez o mesmo número de pontos que havia conquistado nas 23 rodadas anteriores.

Seis  pontos o separam do Goiás, primeira equipe fora da zona de rebaixamento. O próximo compromisso é em Florianópolis, contra o Avaí. 

A manutenção vascaína segue improvável, mas possível. O momento é favorável, e tudo passa pelo confronto direto do próximo domingo, na Ressacada. O Vasco está vivo.

domingo, 16 de agosto de 2015

O pecado de Osório

Algumas coisas justificam o rodízio feito por Juan Carlos Osório em sua equipe titular. Preserva a condição física de alguns, permite observar novas alternativas de jogo com diferentes peças, evita o atleta desmotivado por não receber oportunidades...

Deve ser feito quando for preciso conciliar duas competições de alto nível em período curto de tempo. É verdade que o São Paulo joga pela Copa do Brasil no meio da semana que vem e que quatro dias atrás esteve em Florianópolis jogando com o Figueirense.

Mas foi uma temeridade mudar drasticamente um time em formação. Por mais que existam motivos plausíveis para a opção do treinador colombiano, pôr em campo uma equipe com oito jogadores diferentes da que atuou na partida anterior foi um abuso.

Em relação ao time que jogou quarta-feira no Orlando Scarpelli, somente Breno, Wesley e Alexandre Pato foram titulares diante do Goiás.

O rodízio funciona na Europa pois lá a pré-temporada é adequada, os elencos sofrem poucas alterações e não se troca de treinador depois de um ou outro resultado negativo.

Osório pecou em desfigurar sua equipe que vinha de três boas atuações, contra Atlético Mineiro, Corinthians e Figueirense. Errou também em deixar seu único meia armador no banco de reservas diante de um Goiás fechado com duas linhas compactadas.

Ganso pode estar devendo a muito tempo, mas fez boa partida em Florianópolis. O São Paulo precisava ser criativo e paciente. Mas, afobado, se tornou presa fácil.

Receita do fracasso

Na história dos pontos corridos com vinte clubes, todos os lanternas do primeiro turno foram rebaixados ao fim do campeonato. O Vasco têm treze pontos, três vitórias em dezenove partidas e aproveitamento inferior a 23%.

O Vasco não está rebaixado. Mas tudo indica que jogará pela terceira vez em oito anos a Série B do campeonato brasileiro. Pois não teve planejamento, por que contratou mal e achou que estava pronto para o restante da temporada após vencer o fraco Campeonato Carioca. Simples?

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Opostos

O início do São Paulo no Mineirão indicava uma noite feliz ao time de Juan Carlos Osório. Luis Fabiano e Paulo Henrique Ganso cumpriam bem o papel tático determinado pelo treinador colombiano: marcar os volantes do Atlético e complicar a saída de bola do rival. Deu certo até determinado momento.

Foram no mínimo três chances reais de gol, até Pratto marcar para o Galo aos 19 minutos e desestabilizar emocionalmente o São Paulo. Como de praxe acontece com a equipe do Morumbi.

O São Paulo jogou bem e a atuação dá esperança ao torcedor. É normal sentir o baque do gol sofrido, principalmente quando não consegue transformar a superioridade em gols. A evolução é perceptível e o desempenho ameniza o resultado, que não demonstra o que foi o jogo.

Mas a partida retratou bem o momento de ambos os clubes. Um São Paulo que não encontra consistência e repleto de desconfianças. O Atlético com sorte de campeão, conseguindo se safar nos momentos de dificuldade.

São onze anos sem vitórias do São Paulo diante do Galo em Belo Horizonte. Na tabela, oito pontos de diferença. A noite que quando começou aparentava ser tricolor, terminou alvinegra, como vem sendo sempre.

Se o Galo está faminto pelo Brasileirão desde 1971, a noite de quarta-feira foi um prato cheio para alimentar as esperanças de seu torcedor. O titulo pode até não ficar pelo terceiro ano seguido em Minas, mas que o Atlético está fazendo tudo certo para que isso aconteça, ele está.

Diferente

O adversário não permitia que a postura do Corinthians fosse outra. Era necessário sair pro jogo, adiantar suas linhas, ser criativo. Foram 19 finalizações, 27 desarmes. Os números lembram o time da Libertadores, mas o rendimento segue distante.

As peças são outras e não dá para esperar de Malcom e Vagner Love o mesmo de Sheik e Guerrero. Mas o Corinthians voltou a jogar pra frente, propondo o jogo, tomando as rédeas do confronto. Segue na briga, variando boas e más atuações, mas mantendo o imprescindível na caça ao Galo: os três pontos.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Plano falho

A derrota  no último sábado diante do Atlético PR no Estádio da Ressacada foi a terceira do Avaí dentro de casa neste Campeonato Brasileiro. Além dos três resultados adversos, o time de Gilson Kleina empatou três e venceu em duas oportunidades. Aproveitamento de 37,5% nos jogos realizados em Florianópolis. Fraco.

Por mais que tenha um aproveitamento superior jogando fora de casa (38%), e a conquista dos oito pontos como visitante o mantenha longe da zona de rebaixamento, o desempenho dentro de seu estádio preocupa.

É importante transformar sua casa numa armadilha ao rival, como faz a Chapecoense quando joga no oeste de Santa Catarina, por exemplo. Os adversários sentem-se à vontade quando vêm à Ressacada.

A derrota de  sábado não passa tanto por Juninho, que perdeu um pênalti aos 46 do segundo tempo e desperdiçou a oportunidade de empatar o confronto. É verdade que se o meio-campista da seleção do Timor Leste convertesse a penalidade, o jogo provavelmente seria empate. Apenas provavelmente porque o time de Kleina estava exausto àquela altura do confronto e se arrastava em campo. Não seria nada inesperado se Atlético fizesse o terceiro gol nos dois minutos restantes.

Resultado de uma estratégia equivocada e de um plano de jogo que falhou.

Kleina não tinha o garoto Renan e optou por Pablo para fazer dupla com Eduardo Neto. Ambos não têm característica de combatividade à frente dos zagueiros. Ficou escancarada a falta que o jovem de 17 anos faz ao time.

O Avaí tentou igualar com o Atlético na vitalidade, teve êxito pelo lado direito enquanto Nino Paraíba e Roberto trabalharam bem. Durou 45 minutos. Milton Mendes acertou a marcação pelo lado esquerdo de sua defesa e brecou as investidas do time da casa.

O primeiro tempo de jogo foi ótimo, principalmente no início. Confronto aberto, duas equipes buscando o gol em extrema velocidade. Foi mais feliz o rubro negro, que marcou primeiro e desestabilizou o rival, que virou bagunça total em campo.

O Avaí tentou demais, correu demais, e cansou cedo demais. O jogador mais velho do meio de campo do Atlético Paranaense é Nikão, com 22 anos. Otávio e Hernani têm 21, Marcos Guilherme 19 e Bruno Mota 20.

Quando Marcos Guilherme fez 2 a 1, aos 44 do segundo tempo, três jogadores do Avaí despencaram no gramado, totalmente esgotados. Reflexo de uma estratégia precipitada e de um time que se desorganiza facilmente quando encontra dificuldades.


Discrepância

O Palmeiras está no G4 pela primeira vez neste campeonato e o Vasco segue na parte de baixo. Juan Carlos Osório disse que não havia quatro gols de diferença entre Palmeiras e São Paulo quando o alviverde aplicou 4 a 0 no rival. Entre Vasco e Palmeiras há até mais.

O Palmeiras se preparou para estar onde está. Na perspectiva do Vasco para o Brasileirão, não havia nada além do que o time faz no campeonato. Os reservas do Palmeiras eram: Aranha, João Pedro, Nathan, Andrei Girotto, Amaral, Zé Roberto, Cleiton Xavier, Gabriel, Kelvin, Mouche, Cristaldo e Barrios. Quais não seriam titulares no Vasco?

A coluna de domingo(26) foi transferida para segunda(27) por motivos pessoais.

domingo, 13 de abril de 2014

Resumo do último fim de semana dos principais estaduais pelo Brasil

No Rio

Tristeza para os vascaínos ver um jejum de anos não cair por um erro de arbitragem. Ok, podem acontecer a qualquer momento. Errar é humano, não é verdade? Mas existem pessoas, neste caso, que trabalham para não errar. E quando o erro passa a ser constante,  a crítica é cabível.

O Vasco perdeu o clássico na primeira fase por um erro grotesco, onde o auxiliar que se posiciona atrás da trave não viu a bola dentro do gol. Hoje, não conquistou o título do Campeonato Carioca  por conta de um falha incrível do bandeirinha.

O Flamengo levantou a taça. Tinha a vantagem de jogar por dois empates e assim foi. 1 a 1 nas duas partidas e festa rubro negra no Maracanã. O Vasco, por sua vez, segue amargando um jejum de títulos estaduais desde 2003, quando bateu o Fluminense.

O capitão flamenguista Léo Moura levantou a taça de campeão carioca de 2014
Léo Moura ergue a taça de campeão. Jejum vascaíno segue. foto: Gazeta Press

Em Minas

No mineiro prevaleceu a igualdade. Fazendo jus ao equilíbrio das duas equipes. 0 a 0 nos dois confrontos e título para os cruzeirenses. Os comandados de Marcelo Oliveira voltam a campo na próxima quarta, onde enfrentam o Cerro Porteño, pela primeira partida das oitavas de final da Taça Libertadores. Ao Atlético, resta se preparar para a estreia no Brasileirão, dia 20, contra o Corinthians.

Gaúcho

No Rio Grande do Sul prevaleceu o favoritismo colorado. 4 a 1 para o time de Abel, que ratifica sua hegemonia no estado com o tetracampeonato. D'Alessandro, Alan Patrick e Alex(2x) marcaram para os mandantes. O gol de honra do tricolor foi contra.

Paulistão

Não bastou para o Ituano fazer festa no Pacaembu apenas duas vezes. O galo do interior foi valente, suportou o Santos e terminou a partida com uma derrota mínima, que levava a decisão para os pênaltis. E deu Ituano outra vez. A equipe do técnico Doriva demonstrou novamente ótimo aproveitamento nas cobranças e saiu com o título, o segundo na história do clube. Neto desperdiçou a última penalidade do time da Vila e deu o título aos visitantes. Novamente festa vermelha no estádio Paulo Machado de Carvalho.


domingo, 6 de abril de 2014

Em SP Ituano sai na frente; No Rio, Vasco cede empate e Fla tem vantagem

Ituano apronta novamente no Pacaembu, Cícero perde pênalti e dá vantagem do empate à equipe do interior


Semana passada, surpreendentemente, o  Ituano calou o Pacaembu ao eliminar o Palmeiras por um a zero. A vitória colocou o time de Itu na final do Campeonato Paulista, onde enfrentaria o Santos e teria a missão de conquistar seu segundo título paulista.

Hoje, de volta ao estádio Paulo Machado de Carvalho, a equipe do técnico Doriva aprontou novamente. Se o Santos era o mais forte, favorito, de melhor campanha, pouco importou. A verdade é que Cristian estufou o gol de Aranha, numa verdadeira pintura. Ainda no primeiro tempo, Cícero teve grande chance de empatar a partida em cobrança de pênalti, mas se equivocou e mandou pra fora.

O segundo jogo acontece na próxima semana, no mesmo lugar e mesmo horário. O galo do interior tem a vantagem do empate.

Com direito a golaço de Paulinho, Fla busca empate e garante vantagem pra decisão final


O Vasco entrou em campo para acabar com uma série de jejuns que perseguem o cruzmaltino. O Flamengo, depois de vencer o Emelec pela Libertadores e manter o sonho da classificação, voltou  suas atenções ao confronto deste final de semana, primeiro jogo da final do Carioca.

No primeiro tempo, Douglas bateu escanteio na segunda trave e Rodrigo, de cabeça, marcou. 1 a 0. O Flamengo era apático e pouco incomodava a defesa vascaína. Só no segundo tempo saiu  o gol da igualdade: Em lance de extrema felicidade, Paulinho acertou um chute incrível, empatando o jogo.

Com o resultado, os rubro negros têm a vantagem de empatar a segunda partida, no próximo domingo, também no Maracanã. Aos comandados de Adílson Batista, só a vitória interessa. 

O time da colina não vence o rival em decisões há 26 anos e, a última vez que conquistou o Campeonato Carioca foi em 2003, quando bateu o Fluminense.