Os números de Palmeiras e Atlético Mineiro impressionam. Nas últimas oito rodadas, o alviverde fez 19 pontos. O Galo somou 21, apenas uma derrota em oito – para o Corinthians, em Itaquera – . Os números se assemelham e não é loucura comparar também o futebol apresentado. O time de Levir jogou menos do que pode contra Figueirense e São Paulo. Aparenta estar em declínio na questão física, mas segue vencendo seus jogos.
O Palmeiras está crescendo. E a tendência é continuar. Quando o elenco foi montado, ainda com a vistoria de Oswaldo de Oliveira, a intenção era fazer um grupo forte, homogêneo e capaz de evoluir em médio prazo. Dá mostras de que pode muito mais.
É justo dar méritos ao atual treinador. Mas covardia se esquecer de que quando Marcelo assumiu já havia um trabalho sendo feito. O trabalho de Oswaldo foi de construção, começou do zero.
Marcelo aperfeiçoou o que vinha sendo feito por seu antecessor. Agora, o Palmeiras joga pra frente. É insinuante, chama o torcedor. Seja dentro ou fora de seu estádio. Cria com facilidade, se defende com segurança, tem transição veloz.
Oswaldo de Oliveira deixou o Palmeiras após perder em Florianópolis para o Figueirense. Seu time foi melhor, teve mais a bola. Tocou, retocou...e perdeu o jogo. Precisou dar 32 passes para finalizar. A última partida do Palmeiras, sob o comando de Marcelo Oliveira, foram 278 passes e 17 finalizações. Média de 16 passes para cada chute ao gol.
O Palmeiras cresceu no campeonato e segue evoluindo como ninguém na competição. Se reencontrará novamente as conquistas, só o tempo dirá. Mas o verde está no caminho certo.