"O Campeonato Catarinense 2015 será o melhor da história" era a frase padrão e representava bem a expectativa no início deste ano. Era inevitável, de fato. Até porque, quando na história o estado de Santa Catarina teve quatro clubes entre os vinte melhores do país? Jamais. E dificilmente terá novamente num futuro tão próximo, a depender da permanência de quem já está por lá e da ascensão do Criciúma.
É a realidade.
O melhor campeonato da história teve média de público pífia, jogador sem contrato, campeão no tribunal e jogo de compadres. Não foi o pior, apesar de tudo, principalmente se comparado a campeonatos de décadas passadas. Mas esteve longe de ser o melhor.
Há duas propostas de regulamento para 2016 e o ponto que merece maior atenção é justamente este. Serão dois turnos ida e volta, todos contra todos. A questão é saber se o campeão será o melhor do geral ou se haverá final entre o vencedor do primeiro e do segundo turno, como em 2008.
A fórmula dos últimos dois anos é deficitária porque enche o calendário de datas. Jogos sem importância, clássicos em demasia. Joinville e Figueirense se enfrentaram cinco vezes no mesmo campeonato! É muito e perde a atratividade.
É necessário evitar Metropolitano x Joinville valendo nada, Figueirense x Inter de Lages para testes e Atlético de Ibirama x Avaí de compadres.
O Criciúma precisa lotar seu estádio sabedor de que a vitória sobre o Brusque será tão importante quanto vencer a Chapecoense em Chapecó.
Não há fórmula mágica para um campeonato bem sucedido. Mas valorizar o próprio produto é o primeiro passo.