Qualquer resultado que não fosse vitória na noite do último domingo, na capital, certamente encerraria a trajetória de Marquinhos a frente da equipe catarinense. Após a derrota sofrida na última quinta-feita, em Itajaí, a situação se tornou quase insustentável.
No suspiro final, Marquinhos ganhou sobrevida com a goleada diante do Criciúma, principalmente após o bom segundo tempo apresentado por seus comandados.
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| Figueira cresceu no segundo tempo com a entrada de A. Aquino |
A manutenção do treinador após a temporada passada contraria o senso comum. Treinador rebaixado, desempenho fraco, números negativos...
Apostar no trabalho, respaldar o treinador e acreditar na continuidade com Marquinhos Santos no comando exige paciência. É difícil começar do zero com o peso de um rebaixamento nas costas.
O Figueirense contratou doze jogadores para a temporada. Mais da metade (8) já havia trabalhado com o técnico em algum momento da carreira. Dirceu, Leandro Almeida, Hélder, Anderson Aquino, Zé Love e Bill, no Coritiba; Juliano e Éverton, em 2016, no Fortaleza.
Todos indicados ou aprovados por Marquinhos e Léo Franco, superintende de esportes, contratado junto ao Fortaleza no fim do ano, também indicação do atual treinador alvinegro, segundo informações do jornalista Rodrigo Faraco.
O projeto Figueirense 2017 passa por Marquinhos Santos e a certeza de que não se forma time de uma hora pra outra está cada vez mais clara.
É preciso tempo, tranquilidade, confiança. Está só começando.
