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domingo, 16 de agosto de 2015

O pecado de Osório

Algumas coisas justificam o rodízio feito por Juan Carlos Osório em sua equipe titular. Preserva a condição física de alguns, permite observar novas alternativas de jogo com diferentes peças, evita o atleta desmotivado por não receber oportunidades...

Deve ser feito quando for preciso conciliar duas competições de alto nível em período curto de tempo. É verdade que o São Paulo joga pela Copa do Brasil no meio da semana que vem e que quatro dias atrás esteve em Florianópolis jogando com o Figueirense.

Mas foi uma temeridade mudar drasticamente um time em formação. Por mais que existam motivos plausíveis para a opção do treinador colombiano, pôr em campo uma equipe com oito jogadores diferentes da que atuou na partida anterior foi um abuso.

Em relação ao time que jogou quarta-feira no Orlando Scarpelli, somente Breno, Wesley e Alexandre Pato foram titulares diante do Goiás.

O rodízio funciona na Europa pois lá a pré-temporada é adequada, os elencos sofrem poucas alterações e não se troca de treinador depois de um ou outro resultado negativo.

Osório pecou em desfigurar sua equipe que vinha de três boas atuações, contra Atlético Mineiro, Corinthians e Figueirense. Errou também em deixar seu único meia armador no banco de reservas diante de um Goiás fechado com duas linhas compactadas.

Ganso pode estar devendo a muito tempo, mas fez boa partida em Florianópolis. O São Paulo precisava ser criativo e paciente. Mas, afobado, se tornou presa fácil.

Receita do fracasso

Na história dos pontos corridos com vinte clubes, todos os lanternas do primeiro turno foram rebaixados ao fim do campeonato. O Vasco têm treze pontos, três vitórias em dezenove partidas e aproveitamento inferior a 23%.

O Vasco não está rebaixado. Mas tudo indica que jogará pela terceira vez em oito anos a Série B do campeonato brasileiro. Pois não teve planejamento, por que contratou mal e achou que estava pronto para o restante da temporada após vencer o fraco Campeonato Carioca. Simples?