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quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Ajuste seu retrovisor

Marcelo Grohe, Fagner, Erazo, Gil e Uendel; Bruno Henrique, Maicon e Elias; Luan, Luciano e Fernandinho. Não é a seleção do confronto  de quarta-feira, entre Corinthians e Grêmio, mas explica as consequências do calendário mal planejado do futebol brasileiro. E ratifica o ótimo trabalho de Tite e Roger à frente de seus clubes.

O Corinthians sente a falta de Elias, porque o jovem Marciel não é constante durante a partida e ainda não está pronto pra substituir o volante da seleção brasileira. Sofreu no clássico com o Palmeiras, mas foi cirúrgico em duas oportunidades, quando a bola partiu dos pés de Jadson tanto no segundo quanto no terceiro gol. O Palmeiras marcava em cima e era superior.

É exagero dizer que o primeiro tempo em Itaquera foi insosso. Mas pela expectativa criada, ficou devendo. A segunda etapa melhorou porque o Grêmio tomou as rédeas do confronto e passou a jogar no campo do rival paulista.

Sem a qualidade no primeiro passe de Bruno Henrique, com a ausência de Fagner e Uendel pelas laterais, o Corinthians sofreu para construir. A única alternativa era a bola longa, mas Vagner Love, por mais esforçado que seja, consegue a proeza de despertar no torcedor saudades de Luciano. Ou de Bobô...

O líder do campeonato só melhorou a partir do momento em que Renato Augusto empatou a partida. Antes disso, o Grêmio dava provas de que poderia brigar pelo título. Afinal, eram apenas três pontos de diferença e domínio tricolor.

A igualdade manteve os seis pontos entre paulistas e gaúchos, mas encurtou a vantagem corintiana de cinco para três  sobre o Atlético Mineiro, que bateu o Avaí em Belo Horizonte.

O Grêmio é ótimo coletivamente, mas sofre com suas ausências e não tem reposição a altura. Pode brigar, mas será preciso seguir se reinventando rodada após rodada.