O Atlético se adaptou às condições do gramado de Itaquera e passou a controlar o jogo. Com boa desenvoltura, entrosamento e ultrapassagem dos laterais, envolveu o time da casa. Era só o principio da boa e convincente atuação do Galo em São Paulo.
O Corinthians não tinha outra alternativa que não fosse esperar o adversário na faixa central e tentar partir em velocidade quando houvesse erro atleticano. Conseguiu aos 41, quando Vagner Love infiltrou pela esquerda de ataque e serviu Malcom, que completou para o gol. O primeiro dele com a camisa alvinegra no Brasileirão de 2015.
A etapa complementar teve o mesmo panorama do jogo visto nos primeiros 45 minutos. Atlético adiantado, dando as cartas e desperdiçando chances. Só que com mais intensidade.
Levir terminou o jogo com Rafael Carioca, Guilherme, Giovanni Augusto, Cárdenas, Carlos e Pratto, todos atuando do meio pra frente. Fora os laterais, que se mandavam simultaneamente para o ataque. E só correu um risco no segundo tempo, no momento em que Mendoza parou no goleiro Victor, já nos acréscimos.
O Corinthians sentiu, evidentemente, a falta de Jadson. Pesou também a má atuação de Elias, discreto principalmente na segunda etapa. Venceu, mas não da maneira que está acostumado.
Foram 7 finalizações corintianas contra 16 do rival e dez desarmes a menos (24x34). Na posse de bola geral, o Galo também levou vantagem: teve 53%. Merecia melhor sorte.
O resultado iguala as duas equipes na classificação, ambas com 29 pontos. Mas não representa a diferença no conjunto entre os dois times. O trabalho de Tite no Corinthians é bom, mas está um estágio à baixo se comparado ao de Levir no Atlético. Hoje, no Brasil, ninguém joga como o Galo.
É o Pet
O Criciúma venceu o Bahia no sábado e encurtou a distância para o G4, que agora é de seis pontos. A vitória manteve a invencibilidade da equipe sob o comando do técnico Petkovic. São sete partidas sem derrotas, com quatro vitórias e três empates.