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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Roberto de Andrade e as palavras

Já dizia o poeta, as palavras nunca voltam vazias. Difícil compreender o que pensa Roberto de Andrade, presidente do Corinthians, sobre futebol.

Em setembro, após perder o Derby para o Palmeiras em Itaquera, Cristóvão Borges foi demitido e Roberto confirmou Fábio Carille, então auxiliar técnico, como treinador efetivado até o fim da temporada 2016.

Em menos de um mês, Roberto de Andrade confirmava Oswaldo de Oliveira como novo técnico do clube, em decisão polêmica  que resultou na saída do diretor de futebol Eduardo Ferreira. O dirigente não concordava com a escolha.

O Corinthians não tinha quatro técnicos diferentes numa única temporada desde 2006, quando Antônio Lopes, Ademar Braga, Geninho e Émerson Leão passaram pelo clube no mesmo ano.

Assim como em 2006, o Corinthians fecha a temporada em branco, sem títulos. Foi assim também em 2007, 2010 e 2014.

Oswaldo sai pela porta de traz, aquela mesma que se abriu e o projetou em 1999, na sua primeira e inesquecível experiência, no bicampeonato brasileiro contra o Atlético Mineiro.

Para Roberto, se os 38% de aproveitamento com o Sport foram bons o bastante para convence-lo de sua contratação, os 37% com o Corinthians também foram suficientes para encerrar a terceira passagem do treinador campeão mundial em 2000.

Sobre a vinda de um novo profissional, Andrade diz que "se a definição do nome for esse ano, melhor. De repente, amanhã a gente consegue. De repente não", afirmou o mandatário alvinegro, antes de traçar o perfil do novo treinador: "um técnico que ganhe".

Salve o Corinthians!

domingo, 6 de novembro de 2016

Ano irregular do Corinthians é reflexo de desmanche feito durante a temporada

25,92%. Foi esse o aproveitamento do Corinthians de 2007, rebaixado ao fim do Campeonato Brasileiro daquele ano, diante dos três principais rivais paulistas. A derrota sofrida ontem, no Morumbi, igualou o aproveitamento da equipe de nove temporadas atrás.

Dos nove clássicos disputados este ano, o Corinthians só não perdeu em três oportunidades. Duas vitórias, um empate. Foram três derrotas para o Palmeiras, duas diante do Santos e o revés de ontem, 4 a 0 no Morumbi, frente ao São Paulo.

O pífio desempenho nos clássicos em 2016 é exatamente igual ao de 2007, ano do trágico rebaixamento. Apenas um dos vários problemas do Corinthians na temporada.

Um dos fatores que fazem o Corinthians oscilar tanto dentro do campeonato é a troca de comando.

Coincidentemente, o último ano em que três técnicos diferentes passaram pelo Parque São Jorge foi justamente em 2007. Naquele ano, Émerson Leão, Paulo César Carpegiani e Nelsinho Baptista comandaram o Corinthians.

Considerando a rápida participação de Fábio Carille, efetivado por Roberto de Andrade em setembro, são quatro treinadores diferentes. Fato inédito desde 2005, ano em que sofreu 5 a 1 do São Paulo no início do Brasileirão que seria campeão em dezembro.

As saídas de Felipe, Bruno Henrique e Elias durante a competição também influenciaram. Não há trabalho que dê certo com tanta mudança e instabilidade.

Apostar que o Corinthians estará na Libertadores do ano que vem não é um absurdo. A rodada ajudou e apenas um ponto separa a equipe comandada por Oswaldo de Oliveira do Atlético PR, primeiro do G6.

Na Série A deste ano, só Corinthians e Figueirense tiveram quatro técnicos diferentes. Até aqui, uma média de uma troca a cada nove rodadas. Isso, sim, grande absurdo.

Brincando com fogo

Incrível a queda de rendimento do Vasco. A derrota de ontem em Pelotas evidenciou as dificuldades de uma equipe que depende de jogadores limitados fisicamente.

O Vasco segue na segunda posição, com 58 pontos, quatro  de vantagem sobre o Náutico, quinto colocado. O Avaí têm os mesmos 58, o Bahia fecha o G4 com 56. 

Entre os quatro, o Vasco é o único com aproveitamento inferior a 50% nos últimos cinco jogos. O Bahia venceu 80% dos pontos, o Avaí 66 e o Náutico 60. 

O Vasco pode confirmar o acesso se vencer as duas próximas partidas, já que Avaí e Náutico se enfrentam no próximo sábado. Parece simples, mas é preciso melhorar como equipe e enfrentar a Série B com o devido respeito que ela merece.

Pra evitar novo vexame, todo cuidado é pouco. 

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Quartas de final da Copa do Brasil sem cariocas após cinco anos

Levir disse na entrevista coletiva após o jogo em Itaquera que a partida terminou 6 a 0 para o Corinthians. O treinador ironizava os supostos seis erros capitais do árbitro Rodolpho Toski Marques na partida entre alvinegros e tricolores esta noite, em São Paulo.

Gum e Peter Siemsen também entraram na onda. Exagero total.

O Fluminense teve três gols bem anulados e dois pênaltis duvidosos – na visão deste blogueiro, inexistentes. A outra reclamação é por conta da expulsão de Marquinho, essa sim questionável, embora o meia tenha agredido verbalmente Rodolpho Toski Marques.

O Corinthians de Fábio Carille vai às quartas de final porque foi melhor. Mais consistente, confiante, agressivo. Sobretudo na segunda parte, com bela atuação de Rodriguinho.

Junta-se a Palmeiras e Santos, também classificados. O primeiro, derrotado com os reservas na Paraíba por 1 a 0; O segundo, após 2 a 2 polêmico em São Januário.

As duas vagas restantes serão definidas nesta noite. No Castelão, só um desastre tira o Internacional das quartas de final diante do Fortaleza, que perdeu o técnico Marquinhos Santos para o Figueirense no início da semana.

O São Paulo é diferente. O Juventude de Antônio Carlos Zago, que atuou no Morumbi no início da década de noventa, não perde como mandante há três meses.

Você sabe quantas vezes o São Paulo venceu por dois gols de diferença ou marcou três como visitante em 2016? Nenhuma.

Se tricolores e colorados avançarem, há possibilidade de quatro clássicos estaduais na próxima fase. Grêmio, Inter, Cruzeiro, Atlético, Palmeiras, Corinthians, Santos e São Paulo.

Sentiu falta dos Cariocas?

Desde 2012 não há uma fase de quartas de final de Copa do Brasil sem nenhum representante do Rio. Chance de título neste ano, só com o Vasco na Série B ou com o Flamengo no Brasileirão e Sulamericana.

Flamengo que, inclusive, saiu na frente do Palestino em Santiago. Vitória por 1 a 0, gol de Émerson Sheik.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

A 25ª decisão

O Corinthians fez seis pontos em cima do Atlético Mineiro, seu principal adversário na conquista do título brasileiro de 2015. No encontro do primeiro turno, o Atlético de Levir Culpi chegou em Itaquera na condição de líder. Perdeu o jogo e a liderança.

O Corinthians venceu com gol de Malcom e assumiu a ponta. Na rodada seguinte, o Galo retomou a primeira posição.

Não existe decisão na vigésima quarta rodada, restando 42 pontos em disputa.

Estará em jogo, além dos três pontos, uma disputa de forças entre Palmeiras e Flamengo. A dependência do Palmeiras a Gabriel Jesus – desfalque provável –; A imposição flamenguista para desbancar um rival direto longe de seus domínios e assumir a liderança inédita nesta edição.

Para palmeirenses e rubro-negros, impossível não remeter o pensamento ao campeonato de 2009. Nesta mesma rodada, há sete anos, o Palmeiras era líder com dez pontos de vantagem sobre o Flamengo.

Líder até a rodada 33, o Palmeiras sucumbiu na disputa e viu o rival carioca arrancar da décima terceira posição para o hexacampeonato. Histórico!

O Palmeiras não perde para o Flamengo como mandante desde 2010, quando Vagner Love marcou o único gol da vitória rubro-negra no Pacaembu.

A única certeza da noite é que o vencedor do confronto sairá ainda mais fortalecido pra reta decisiva do campeonato. Depois disso, restarão 13 rodadas. O campeão, só em dezembro.

Crescendo

Avaí e Vila Nova conquistaram dez dos últimos doze pontos que disputaram na Série B. Há quatro rodadas, a diferença de ambos para o G4 era de oito pontos. Com o pífio desempenho das equipes que rondam o grupo de acesso, o número caiu para dois.

Dos 30 pontos que disputaram nas últimas duas rodadas, Brasil de Pelotas, CRB, Londrina, Ceará e Bahia, que ocupam da 3ª a 7ª posição, respectivamente, somaram três pontos.

Foi o que embolou a classificação. Em duas rodadas, o Paraná, décimo terceiro colocado, pode saltar da segunda parte da tabela para o G4. 

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Lista de Tite tem dois ex. Inter e três campeões brasileiros em 2015

Tite anunciou há poucos minutos sua primeira lista de convocados para os próximos dois jogos da Seleção Brasileira pelas eliminatórias, diante de Equador e Colômbia, dias 1 e 6 de setembro, respectivamente.

Há surpresas. Dos 23 convocados, sete foram campeões olímpicos no último sábado. Weverton, Marquinhos, Rodrigo Caio, Renato Augusto,  Gabriel Barbosa, Gabriel Jesus e Neymar. A surpresa é Weverton, convocado por Micale após a contusão de Fernando Prass.

A lista conta com Giuliano e Taison, dois ex. Inter. Taison e Tite foram campeões da Sulamericana, em 2008. Paulinho, campeão da Libertadores e do Mundial em 2012 com o treinador, volta à lista.

Destaque também para Fagner e Rafael Carioca, ambos de regularidade incrível em seus clubes. Merecimento.

Tite não esconde que a convocação visa os dois próximos jogos. É preciso vencer, voltar ao grupo dos classificados para 2018 e recuperar confiança.

Em relação a última convocação, feita por Dunga, em maio, são 13 nomes presentes. Alisson, Marquinhos, Gil, Rodrigo Caio, Miranda, Daniel Alves, Filipe Luís, Renato Augusto, Willian, Casemiro, Coutinho, Lucas Lima e Gabriel Barbosa.

Confira a lista:
Goleiros: Alisson, Marcelo Grohe e Weverton
Zagueiros: Gil, Marquinhos, Miranda e Rodrigo Caio
Laterais: Daniel Alves, Fagner, Filipe Luís e Marcelo
Meias: Casemiro, Paulinho, Rafael Carioca, Giuliano, Coutinho, Willian, Renato Augusto e Lucas Lima
Atacantes: Gabigol, Gabriel Jesus, Neymar e Taison

domingo, 7 de agosto de 2016

Deu a letra! Fla no topo por uma noite, em rodada que pode ter cinco líderes diferentes

Antes do Flamengo vencer o Atlético Paranaense e assumir a ponta do campeonato, a diferença do líder para o sétimo colocado era de apenas três pontos. Jamais houve tanto equilíbrio numa edição de pontos corridos no Brasil e não há uma liga no mundo que seja possível indicar sete candidatos ao título após metade da competição.

O Flamengo fez um segundo tempo irretocável em Cariacica e venceu com gol de Mancuello, de letra, após passe de Fernandinho. Na primeira etapa sofreu um pouco mais, o Atlético teve chance de abrir o placar e Walter acertou a trave ao perceber Alex Muralha adiantado.

foto: Damião Nascimento
Zé Ricardo ajustou no intervalo e o panorama mudou. A vitória é demonstração de força de um Flamengo organizado e consistente, que não perde há seis partidas e não sofre gols há três.

Líder momentaneamente, o Flamengo só será o virtual campeão do turno se Santos, Palmeiras e Corinthians perderem seus jogos e o Atlético Mineiro não vencer a Chapecoense em Belo Horizonte – o jogo do Grêmio foi transferido para setembro.

Dos treze campeões brasileiros na era dos pontos corridos, dez terminaram a décima nona rodada na ponta do campeonato. Em 2015, o Corinthians fechou a primeira parte do Brasileirão com quatro pontos de vantagem sobre o Atlético MG, segundo colocado, e nove sobre o sétimo, o São Paulo.

As exceções são o Grêmio de 2008, o Internacional de 2009 e o Atlético Mineiro de Cuca em 2012, campeão do turno na rodada 19, vice brasileiro em dezembro daquele ano.

A Série A está mais equilibrada e isto não significa baixo nível técnico. Longe disso. Há tempos não se via Flamengo e Santos tão competitivos, o Palmeiras brigando pela ponta. A diferença é que este ano não há uma equipe fora de série despontando à frente das demais. Como foi o Cruzeiro em 2013 e o Corinthians, no segundo turno de 2015.

É o que permite o Grêmio tropeçar duas vezes seguidas em adversários da zona de rebaixamento e se manter a dois pontos da primeira posição. Ou o Palmeiras, que não vence há três rodadas mas depende apenas de si para retomar a liderança neste domingo.

Só no Brasil!

domingo, 24 de julho de 2016

Vai brigar

O Palmeiras sentiu falta de Gabriel Jesus mas não perdeu pro Atlético na manhã deste domingo por conta da ausência de seu principal atacante, que serve a seleção olímpica, assim como Fernando Prass.

Marcelo Oliveira optou por três volantes, posicionou Leandro Donizete à frente da defesa, auxiliado por Lucas Cândido e Rafael Carioca na marcação. Travou o jogo do rival.

Apesar do domínio, o Palmeiras pouco ameaçou. Com Cleiton Xavier apagado, a equipe de Cuca se limitou a cruzamentos e ligações diretas. Não funcionou.

O desempenho alviverde neste domingo lembrou a forma em que o Palmeiras de Marcelo Oliveira jogava. Bola longa, correria, falta de repertório ofensivo.

Ironia ingrata o gol atleticano sair de uma jogada trabalhada, que nasceu do lado esquerdo com Fábio Santos, passou por Fred, Robinho, até chegar em Donizete, dentro da área, surpreendendo a defesa verde.

A tônica da partida seguiu até o fim. Cuca sacou Cleiton Xavier e pôs Barrios, trouxe Dudu para o meio, abriu Erik do lado esquerdo. Sem resultado. Atuação discreta do camisa 7, líder em assistências da equipe.

O Palmeiras não vence o Atlético há cinco anos. A última vitória foi em julho de 2011, 13ª rodada do Brasileirão, no Canindé. Os últimos dez confrontos registram nove vitórias atleticanas.

O Atlético chegou aos 26 pontos, seis a menos que o líder Palmeiras. Ano passado, nesta rodada, liderava com 35 pontos ganhos. Caiu de rendimento no momento chave da competição.

A equipe de Marcelo Oliveira tem problemas, ainda oscila com frequência. Mas assim como o Grêmio foi goleado em Recife semana passada, o Corinthians perdeu dois pontos para o Figueirense em Itaquera. É normal num campeonato de tanto equilíbrio.

O importante é não se afastar dos líderes e crescer na hora certa. Como o Corinthians, ano passado.

Não há receita pra ser campeão brasileiro. Mas elenco e regularidade são essenciais. O Galo está forte.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

O desafio de Bauza

Na chegada do São Paulo ao Pacaembu o técnico Edgardo Bauza foi questionado sobre o fato de poupar tantos atletas para o clássico com o Santos: “Excesso de precaução”.

Da equipe titular que chegou às semifinais da Libertadores, apenas Denis, Maicon, Michel Bastos e Calleri estiveram entre os onze que iniciaram o clássico SanSão no último domingo.

O São Paulo foi preza fácil e com 43 segundos já perdia o jogo, gol de Vitor Bueno, em jogada que começou com Lucas Lima, passou por Gabriel, Thiago Maia e o rebote de Denis. Falha do goleiro são paulino.


Seria difícil em condições normais. Com um time tão desfigurado e inexperiente, ainda mais. Bauza sabia disso. O São Paulo estacionou no meio da tabela e não vence há três partidas no Brasileiro, empates com Flamengo e Sport, derrota para o Santos.

O último brasileiro semifinalista da Libertadores que brigou por título foi o Santos de 2007, eliminado pelo Grêmio na semifinal. Foi segundo, mas quinze pontos atrás do...São Paulo.

Depois do tricampeonato, em 2008, o São Paulo disputou o título em 2009 e a partir daí ficou cinco anos sem almejar o troféu mais cobiçado do país. Foi vice em 2014, dez pontos atrás do Cruzeiro, campeão indiscutível.

Chegar entre os melhores na Libertadores e brigar pelo título brasileiro exige planejamento. Elenco, trabalho a longo prazo, filosofia bem definida. O São Paulo tem problemas, mas pode ser o adversário de Boca ou Del Valle na decisão.

No Brasileiro ficou difícil. O último a ser semifinalista no continente e levantar a taça do Brasileiro foi o próprio São Paulo. 

Derrotado pelo Inter na final, foi campeão nacional com Muricy, o terceiro título paulista na quarta edição dos pontos corridos, em 2006.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Crises e crises

Há exato um ano o Corinthians empatava com o Fluminense por zero a zero no Maracanã e dava início a sua última série negativa sem vitórias após a eliminação para o Guaraní. Empate por zero a zero no Rio, derrotas em Itaquera para o Palmeiras e no Rio Grande do Sul, para o Grêmio.

Princípio de crise estabelecida! Lembre-se da eliminação para o maior rival no paulista, da falta de dinheiro e das saídas de Guerrero, Émerson, Petros e Fábio Santos.

O Corinthians de Tite alcançou um patamar de futebol tão vistoso até a fase de grupos da Libertadores de 2015 que o baque após as eliminações foi devastador.

Após a derrota em Porto Alegre, classificação para  Libertadores parecia devaneio ao corintiano. Naquela rodada, a quinta, o Corinthians era apenas décimo colocado na classificação.

Se não vencer a Ponte Preta quinta-feira, pela manhã, em sua Arena, o Corinthians chegará ao seu sexto jogo seguido sem vitórias. Mais de um mês, maior tempo de jejum sob o comando de Tite.

Os quarenta e cinco minutos iniciais no Barradão foram excelentes. Com Guilherme jogando mais solto, próximo da área, sem tantas obrigações defensivas. Triangulações pelas lados, com Marquinhos Gabriel e Fagner pela direita, Giovanni Augusto e Uendel pela esquerda.

O primeiro tempo promissor indica que não há crise no Corinthians. Há instabilidade por falta de confiança e paz interna.

Crise vive o Flamengo.

Na iminência de perder seu técnico e ver ruinar o projeto Muricy, eliminado da Copa do Brasil, Carioca e Primeira Liga.

Assim como o Corinthians, o Flamengo também não vence há mais de um mês. A diferença é o que você pode esperar de cada um deles a partir de agora.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

O Corinthians e as oitavas

O Corinthians jamais perdeu em casa diante de uruguaios na história da Libertadores. Mas está eliminado, após 2 a 2 dramático em Itaquera.

Pelo segundo ano seguido nas oitavas e em casa, Guaraní em 2015, Nacional na noite de ontem.

O pecado corinthiano não foram as falhas individuais nos gols. No primeiro, defesa mal colocada, no segundo, displicência de Giovanni Augusto. O grande erro foi abrir mão de jogar no Uruguai. Faltou coragem, agressividade, Corinthians...

Foi semelhante na estreia contra o Cobresal, no Chile, em Assunção, com o Cerro, e na Colômbia, diante do Santa Fé.

Nas últimas oito Libertadores que participou, tirando a eliminação para o Tolima, em 2011, e o título, no ano seguinte, o Corinthians foi eliminado sempre na fase oitavas de final.

River em 2003 e 2006, Flamengo 2010, Boca 2013, Guaraní em 2015 e Nacional. Impressiona!

Foi justamente no ano da conquista alvinegra, 2012, a última edição em que o Brasil teve mais de dois representantes nas quartas. Corinthians, Vasco, Santos e Fluminense.

Palmeiras e Corinthians ficaram pelo caminho. São Paulo e Atlético confirmaram a classificação e vão reeditar o duelo das oitavas de 2013.

O Grêmio é quem pode mudar a escrita. Na Argentina, com o Rosario, a missão é difícil.

Pro Nacional também era.

domingo, 1 de maio de 2016

Aberto

Na história do futebol catarinense houve em duas oportunidades  três vices consecutivos: O extinto Iris, da capital, perdeu para o Atlético Catarinense em 1934, e duas vezes para o Figueirense, em 35 e 36.

Após vinte e quatro anos o Marcílio Dias conseguiu  mesma façanha. Três finais perdidas diante do mesmo adversário, o Metropol, atualmente equipe amadora de Criciúma, em 1960, 61 e 62. Na quarta final seguida, em 63, o Marcílio conquistou finalmente seu primeiro título estadual.

O Joinville perdeu em casa a primeira partida da final e pra ser campeão em Chapecó precisa vencer por dois gols de diferença.

Se for vice no próximo domingo,  o JEC chegará a 15 anos sem conquistar o título estadual. Entre os grandes, o jejum é o maior atualmente. Na história, os maiores pertencem ao Figueirense (1941-1971) e Avaí (1945-1973).

Mas lembre-se que o Joinville venceu a Chapecoense em Chapecó nos últimos dois anos por dois gols de diferença. O técnico? Hemerson Maria.

O campeonato só acaba semana que vem.

Mão na taça 

O Atlético levou pouco mais de quinze minutos pra liquidar a fatura na Arena da Baixada (3-0) e encaminhar o fim de um jejum que já dura sete anos. A equipe comandada por Paulo Autuori pode perder por até dois gols de diferença no Couto Pereira.

A última vez que uma equipe perdeu a primeira partida e conseguiu reverter a vantagem no Campeonato Paranaense foi em 2005. O próprio Atlético sagrou-se campeão, após perder a ida no Alto da Glória e devolver o 1 a 0 na volta, vencendo nos pênaltis.

Se confirmar, será o primeiro título de Autuori à frente de um clube brasileiro após o Mundial de  2005, pelo São Paulo.

domingo, 17 de abril de 2016

O Espanhol como você nunca viu

Antes de perder em pleno Camp Nou para o Valência neste domingo, o técnico Luis Enrique falou das dificuldades em digerir uma decepção tão grande, se referindo a eliminação de quarta-feira, para o Atlético de Madrid, pelas quartas de final da Liga dos Campeões.

O comandante finalizou a conversa com a imprensa minimizando os fracassos recentes da equipe catalã e elevando os adversários, algo raríssimo nos últimos meses: "Há rivais que podem ganhar de você", afirmou o espanhol. Não há nada de especial na declaração, mas note a mudança de discurso após as últimas derrotas e eliminação.

O Barcelona não perdia três partidas seguidas no Campeonato Espanhol desde 2003! Na época, após perder para Valência, Celta de Vigo e Atlético de Madrid, o então comandante Louis Van Gaal foi demitido do clube.

Apenas um ponto separa o líder do campeonato do terceiro colocado, restando cinco rodadas para o fim da competição. Um mês atrás, era inimaginável uma briga ferrenha entre as três forças do país nas últimas rodadas pelo título.

O Barça lidera com 76, mesma pontuação do Atlético, com saldo de gols inferior. O Real vem em terceiro, com 75, após sete vitórias consecutivas.

O mundo acostumou-se com um campeonato tão monopolizado nos últimos anos que a situação atual impressiona.

A última temporada em que apenas um ponto separava o líder do terceiro colocado há cinco rodadas do fim foi em 2002/03. O La Coruña tinha os mesmos 66 do segundo colocado  Real Sociedad. O Real Madrid era terceiro, com 65.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Avaí jamais perdeu oito seguidas em sua história

Se tratando de partidas oficias, a atual série de derrotas do Avaí é a maior em toda sua existência. Desde 1923 jamais houve oito derrotas consecutivas em partidas válidas por algum campeonato ou torneio.

Considerando partidas amistosas, houve seis derrotas seguidas na década de setenta, sete na década de oitenta, e oito em 2005.

Em 1974, no clássico de número 205, o Avaí de Zenon, campeão brasileiro pelo Guarani quatro anos mais tarde, perdeu por 1 a 0 para o Figueirense na disputa da Taça CMT.

Depois foram outros cinco resultados adversos: Paysandu, Vasco, Itabaiana, Coritiba e Bahia, todos pelo campeonato nacional.

Na década de oitenta, o Avaí perdeu para Criciúma(2x), Vasco, Joinville(2x) e Figueirense (2x). A partida diante dos cariocas marcou a inauguração do Estádio da Ressacada.

A sequência que iguala a marca atual – considerando o amistoso com o Marcílio Dias – aconteceu em 2005. Derrotas para Guarani, Santa Cruz, Grêmio(2x), Santo André(2x), Santa Cruz e Marcílio Dias.

A derrota no último domingo diante do Figueirense foi a sétima seguida no Campeonato Catarinense. Nunca aconteceu!

Com o revés no Couto Pereira, pela Liga Sul Minas Rio, frente ao Coritiba, são oito partidas oficias com derrotas. O maior vexame da história do clube.

sexta-feira, 18 de março de 2016

Após dois anos, Barça e Atleti nas quartas. Os confrontos da próxima fase da Champions

O jornal catalão Sport  realizou uma enquete para saber quem os torcedores do Barcelona mais gostariam de enfrentar nas quartas de final da Champions: O adversário mais desejado, para surpresa, foi o Real Madrid. O menos votado, o Atlético, carrasco na temporada retrasada, com apenas 1% dos votos.

O Atlético cresce contra os dois grandes rivais locais, mas não é tão forte quanto aquele que empatou por 1 a 1 na Catalunha e venceu por 1 a 0 em Madrid, dois anos atrás.

O Barcelona venceu os últimos cinco confrontos com o Atleti, todos eles por vantagem mínima. Nas últimas oito partidas, seis vitórias e dois empates. A última derrota, justamente o jogo da volta da Champions 13/14, vencida no Calderón pelos colchoneros, gol de Koke.

O confronto mais equilibrado das quartas pode definir um semifinalista inédito na história da competição. Campeão francês, o PSG chega mais pronto e fortalecido após eliminar o Chelsea em Londres. O City, pela primeira vez em sua história nas quartas, joga a segunda partida em casa. Um inglês não chega às semifinais desde 2012.

O sorteio foi ótimo e a possibilidade  dos quatro mais fortes se encontrarem na próxima fase cresceu.

Bom para o Real, melhor para o Bayern. Para Wolfsburg e Benfica, uma lástima.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Vale a pena ver de novo

O Palmeiras perdeu pela terceira vez no ano jogando no Allianz Parque e Marcelo Oliveira acaba de ser demitido. Na temporada atual, foram seis partidas no novo estádio. Além das três derrotas citadas, o Palmeiras venceu  Rosario Central e Capivariano e empatou com o Santos.

A demissão de Marcelo Oliveira foi anunciada pelo diretor de futebol do clube, Alexandre Mattos, na madrugada desta quinta-feira. "Não foi da maneira que pensamos (o trabalho) e achamos que esse é o momento da troca", afirmou o dirigente.

Era a hora.

O Palmeiras de Marcelo venceu apenas 24 partidas das 53 que disputou, desde 10 junho do ano passado, quando o treinador assumiu o clube. Há exatos nove meses, a demissão, com 52% de aproveitamento. Seu antecessor, Oswaldo de Oliveira foi demitido com 62%.

Nove meses!

O nome que começa a ganhar força no Palmeiras é o de Cuca. Alexandre Mattos garante que o clube buscará um técnico "da altura do Palmeiras", descartando a possibilidade de efetivação do auxiliar técnico Alberto Valentim, que no último ano afirmou que planeja ser treinador.

Se o Palmeiras busca algo diferente de Marcelo Oliveira, Cuca não é o nome mais certo. No último grande trabalho do técnico, o Atlético MG campeão da América em 2013 vivia de bola longa e cruzamentos.

Agora, se Cuca atualizou-se e renovou seus conceitos do outro lado do mundo, é possível.

Impossível é acreditar que dará certo trocando apenas por trocar, sem respaldar um trabalho e sua filosofia. Assim não. Nem aqui, nem na China.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Fé em Dios...

O River é apenas oitavo colocado em seu grupo no Campeonato Argentino. Em seis partidas, venceu apenas duas. Na última, empate sem gols com o Boca, no Monumental. 

A equipe campeã da América em 2015 não existe mais. Gallardo perdeu peças fundamentais como Funes Mori, Sánchez, Kranevitter e Teo Gutiérrez. E ainda que exista uma espinha do time campeão, com Barovero, Maidana, Ponzio e Alario, é evidente a inferioridade em relação ao grupo do último ano.

A missão do São Paulo na próxima quinta é complicada. Seria dureza também para Grêmio, Corinthians, Palmeiras... Ninguém tem vida fácil por lá. 

Mas há dois pontos fundamentais que agravam a situação: O primeiro, a classificação do grupo; o segundo, o que apresenta o São Paulo em 2016.

Se o River vencer o confronto chegará a seis pontos, dividindo a liderança do grupo com o The Strongest, ambos com seis. São Paulo e Trujillanos com zero. Neste caso, nem Dios Lugano salvaria a equipe de Bauza...

A partida será mais difícil pelo que apresenta o São Paulo em 2016 do que propriamente o rival. 

Na história, Edgardo Bauza enfrentou o River Plate 19 vezes como treinador. Venceu apenas uma, em 1999, quando comandava o Rosário Central. Nos últimos seis encontros, foram seis derrotas. É impressionante! 
 

ABRACADABRA

O Cruzeiro contratou 19 jogadores e o técnico Marcelo Oliveira ao final da temporada 2012. Foi bicampeão brasileiro com sobras em 2013 e 14, jogando o futebol mais vistoso do país durante este período. 

Não há mágica!

Vinícius Eutrópio recebeu Elicarlos, Dodô, Bady e Rafael Moura  na última semana. Se reforçar durante o campeonato não é o problema, o pecado pode ser começar a planejar o ano apenas em março.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

O mais confiável

O Atlético passou a impressão de que venceria com tranquilidade e que a vitória diante do Independiente del Valle seria construída ao natural após um início surpreendente no horto.

Não foi.

O Atlético ainda não está na sua plenitude física e por isso oscila. Ficou claro na noite de ontem, principalmente após os primeiros vinte minutos, quando o del Valle igualou a partida, e no fim do segundo tempo, momento em que os equatorianos se aproximaram do empate.

Não é uma crítica a preparação física. Pelo contrário. O ápice do condicionamento dos atletas deve acontecer na fase final da competição. É planejamento!

O volume de jogo da equipe de Aguirre na metade da primeira etapa gera expectativa. Entre os rivais brasileiros que disputam a Libertadores, apenas o Palmeiras se reforçou tão bem quanto o Galo. A diferença fundamental é que em Belo Horizonte há uma equipe pronta. No Palmeiras, uma em formação.

O destaque atleticano na noite de ontem foi o recém contratado Juan Cazares. O meia que atuava no Banfield – mas pertencia justamente ao Independiente del Valle – formou trio com Luan e Patric. Em relação ao time de 2015, somente ele e seu compatriota, o zagueiro Erazo, foram titulares que não estavam no elenco na temporada passada.

O Atlético está forte e a tendência é seguir crescendo.

O fato novo

A última vitória do Figueirense sobre o Avaí na Ressacada foi justamente sob o comando de Vinícius Eutrópio. Em 2013, goleada histórica  por 4 a 0 na casa do rival.

Três anos depois, Vinícius está de volta como treinador e assume o alvinegro justamente no clássico 413 de Florianópolis.

O último técnico que assumiu o comando de um dos clubes da capital num clássico foi exatamente o atual treinador do Avaí. Em 2014, como interino, Raul Cabral venceu no Orlando Scarpelli por 2 a 1, gols de Antônio Carlos e Paulo Sérgio.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Cereja do bolo

Se o Leicester saísse com o 1 a 0 que construiu na primeira etapa no Emirates teria oito pontos de vantagem sobre o Arsenal e cinco sobre o Tottenham, vice-líder que venceu o Manchester City no outro grande jogo da rodada.

A expulsão de Simpson no início da segunda etapa tornou o empate e a virada do Arsenal iminente em Londres. Sobretudo quando Wenger sacou Coquelin e lançou Walcott. Era preciso mais velocidade, infiltração, dinâmica. Faltou ao Manchester City sábado passado, deu certo com o Arsenal hoje.

Claudio Ranieri disse após a partida que se fosse onze contra onze seu time sairia de Londres vencedor. Difícil prever.

A derrota da sensação do campeonato encurta a distância entre os líderes e incendeia ainda mais a disputa. Com a vitória do Tottenham, os dois rivais da capital inglesa dividem  segunda e terceira posição com 51 pontos, vantagem para a equipe de White Hart Lane, que possui saldo de gols amplamente superior.

A Premier League é mais equilibrada em 2015/16 por que não possui um time fora de série. Como foi o Chelsea na temporada passada, por exemplo, líder nesta mesma rodada com 13 pontos de vantagem sobre o quarto colocado Manchester United – hoje o Leicester têm apenas seis a mais que o City, quarto na classificação.

Mas também não é a temporada de maior equilíbrio e nem é preciso ir muito longe para chegar nesta conclusão. Dois anos atrás, Chelsea, Arsenal, Manchester City e Liverpool lideravam na vigésima sexta rodada e a diferença entre o primeiro e o quarto era apenas de quatro pontos. O City foi campeão na última rodada!

O brilho da atual temporada é ter dois líderes totalmente improváveis. O primeiro literalmente inimaginável, o segundo no mínimo inesperado.

Em três semanas o Tottenham receberá o Arsenal em sua casa. Certamente o clássico do norte de Londres mais importante dos últimos anos. O Leicester é o único que não enfrenta nenhum adversário direto, o City precisa fazer rodadas perfeitas para encostar novamente na ponta da tabela.

Apesar do elenco mais enxuto, pesa a favor da equipe de Ranieri o fato de poder concentrar suas forças apenas na Premier League. Os outros rivais ainda disputam a FA Cup e as competições europeias. É positivo.

Um ano e quatro dias atrás o Leicester era lanterna da Premier League com 17 pontos. Visitou o Arsenal e perdeu: 2 a 1. Hoje depende apenas de si para conquistar a liga mais importante do mundo.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Novo começo

O Joinville começou melhor em Palhoça, teve chance de abrir o placar aos 33 minutos em pênalti indiscutível sofrido por Welinton Júnior e desperdiçado pelo próprio atacante tricolor. No fim do primeiro tempo, Bruno Aguiar anotou o único gol da partida, após cobrança de escanteio, em falha inesperada do goleiro Thiago.

Na etapa complementar o panorama mudou. O Guarani voltou mais aceso, encurtando os espaços e melhor adaptado ao pesado gramado do Estádio Renato da Silveira, castigado ainda mais pela forte chuva que caiu no início da noite na grande Florianópolis. Mas não foi suficiente.

O JEC não vencia em estreias no Campeonato Catarinense desde 2011, quando bateu o Brusque, na Arena. Gols de Ramón e Aldair.

Nas duas últimas edições, apesar de ser finalista em ambas, o Joinville não venceu na primeira rodada e demorou para engrenar. Ficou no empate com o Criciúma em 2014 e com o Avaí, no ano passado.

A diferença fundamental é que o regulamento de 2016 volta a premiar a regularidade. O campeão de cada turno estará na final, diferente da última edição em que a primeira fase serviu apenas para classificar os seis melhores para um hexagonal ida e volta.

Os três pontos conquistados diante do Guarani valem tanto quanto vencer o Figueirense no clássico estadual da próxima quarta.

O Joinville não é campeão estadual desde 2001. Entre os grandes, os quinze anos de jejum é o maior atualmente. Na história, os maiores pertencem ao Figueirense (1941-1971 31 anos) e Avaí (1945-1973 28 anos).

No script

A superioridade física das equipes do interior que iniciam os trabalhos em dezembro fica evidente nos embates de início de campeonato. O Santos ficou devendo na Vila e por pouco não perdeu para o São Bernardo, graças ao gol de Gabriel, já no segundo tempo.

Em Campinas, o São Paulo começou na frente mas cedeu o empate ao Red Bull, em pênalti cometido por Lucão, que havia entrado no lugar do contundido Breno...

A equipe de Bauza joga mais próxima e é mais confiável defensivamente. Como há prioridade para acertar o setor de defesa, é natural a dificuldade para encontrar melhores alternativas ofensivas.

Importante é chegar focado e preparado suficiente para o desafio de quarta, no Peru, contra o César Vallejo. Ainda que a provável ausência de Breno preocupe, o São Paulo é favorito para o duelo.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Tudo outra vez

O Corinthians recebeu a proposta final do Shandong Luneng-CHN pelo zagueiro Gil na última sexta-feira. O interesse da equipe asiática pelo defensor não é novidade. O assédio já se estende por semanas e a novela deve se encerrar assim que o Corinthians retornar dos Estados Unidos. Gil foi indicado por Mano Menezes, com quem trabalhou em 2014.

Dos sete atletas que mais atuaram na campanha do título brasileiro, quatro já partiram. Jadson, Ralf e Renato Augusto foram para a China. Vagner Love desembarcou na França e irá defender o Mônaco.
Se Gil aceitar a proposta, será o quinto titular, quase 50% da equipe campeã.

Do elenco, apenas Cássio jogou mais que o zagueiro. O goleiro atuou em 35 oportunidades, uma a mais que Gil, que fez 34 partidas, assim como o ex. companheiro Jadson.

Entre as perdas já confirmadas e os rumores que ainda existem, é inevitável comparar a importância de cada um e o peso das ausências. "O grande reforço para 2016 será a manutenção do grupo", palavras de Tite ao fim da temporada passada.

Não há discussão que o mais importante seria ficar com os dois melhores jogadores de 2015. Renato Augusto e Jadson jogaram como nunca na carreira. O primeiro eleito melhor do campeonato, o segundo líder em assistências e vice-artilheiro da equipe.

Vagner Love cresceu na reta final, Ralf manteve o nível quando retomou a posição com a lesão de Bruno Henrique.

O atual momento remete ao início do Brasileirão.

Na terceira rodada, em maio, o Corinthians enfrentou o Fluminense, no Rio. Foi a última partida de Guerrero e de Émerson, antes de serem contratados pelo Flamengo. O jogo terminou zero a zero. Nas duas rodadas seguintes, derrota no clássico com o Palmeiras, em Itaquera, e diante do Grêmio, no sul.

Guerrero e Sheik eram tão protagonistas quanto Jadson e Renato no fim de 2015!

O Corinthians se reinventou tantas vezes na temporada passada que fica difícil acreditar numa equipe frágil. Será difícil encontrar uma dupla que mantenha o nível de Jadson e Renato Augusto na faixa central de campo. O entrosamento também deve pesar, mas há outras maneiras de jogar bem e ser eficiente.

Ontem, após a derrota para o Atlético pela Florida Cup, Tite confessou que sente inveja de Aguirre pelo rival ter mantido o elenco completo para 2016. E finalizou: "A China nos ferrou".

A vida continua.