Publicado por Heitor Filho no dia 27/02
É mania do brasileiro tapar o sol com
a peneira e de empurrar o problema com a barriga. Brecha aqui, brecha
ali, e as impunidades vão ficando cada vez mais banais no nosso país.
A dias presenciamos a morte de um torcedor organizado do Santos, cuja
torcida prometeu vingança. Lamentável para ambas as partes.
Semanas atrás a invasão no centro de treinamento
Joaquim Grava do Corinthians veio à tona. As câmeras do CT nos levavam a
acreditar que as medidas judiciais necessárias seriam tomadas e os
invasores punidos. Nada aconteceu.
As cenas de terror na Arena Joinville na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2013 do ano passado.
Verdadeiros marginais, que poderiam ser facilmente identificados com as
imagens da TV. Alguns até foram, mas anteontem, grande parte foi
liberada para responder o processo em liberdade.
Anos atrás, na Europa, se via tanta barbárie quanto vemos hoje aqui.
Talvez os problemas fossem até maiores. E lá eles resolveram. Não por
total, mas, dentro de estádio de futebol, ou você se comporta ou não verá mais jogos do seu clube por um bom tempo. No velho continente, a justiça não permite que você faça sacanagem em mais de uma oportunidade.
Pra se ter noção: Teve sujeito que esteve na Bolívia, preso em Oruru,
na briga do Mané Garrincha com a torcida do Vasco e ainda na invasão do
CT... Pífio.
Mas acabar com esses marginais não é tão simples assim. Facções
criminosas não se desmancham facilmente, a paz entre elas não é zelada
do dia pra noite.
É necessário que haja mudança na forma de julgar os bandidos do futebol. Menos brechas e mais rigorosidade no cumprimento
de leis. Não podemos permitir que esses continuem se aproveitando do
esporte mais amado do mundo para fazer baderna e provocar a insanidade
por onde passam.
Chegou a hora do país do futebol se tornar o país da justiça.