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domingo, 17 de abril de 2016

O Espanhol como você nunca viu

Antes de perder em pleno Camp Nou para o Valência neste domingo, o técnico Luis Enrique falou das dificuldades em digerir uma decepção tão grande, se referindo a eliminação de quarta-feira, para o Atlético de Madrid, pelas quartas de final da Liga dos Campeões.

O comandante finalizou a conversa com a imprensa minimizando os fracassos recentes da equipe catalã e elevando os adversários, algo raríssimo nos últimos meses: "Há rivais que podem ganhar de você", afirmou o espanhol. Não há nada de especial na declaração, mas note a mudança de discurso após as últimas derrotas e eliminação.

O Barcelona não perdia três partidas seguidas no Campeonato Espanhol desde 2003! Na época, após perder para Valência, Celta de Vigo e Atlético de Madrid, o então comandante Louis Van Gaal foi demitido do clube.

Apenas um ponto separa o líder do campeonato do terceiro colocado, restando cinco rodadas para o fim da competição. Um mês atrás, era inimaginável uma briga ferrenha entre as três forças do país nas últimas rodadas pelo título.

O Barça lidera com 76, mesma pontuação do Atlético, com saldo de gols inferior. O Real vem em terceiro, com 75, após sete vitórias consecutivas.

O mundo acostumou-se com um campeonato tão monopolizado nos últimos anos que a situação atual impressiona.

A última temporada em que apenas um ponto separava o líder do terceiro colocado há cinco rodadas do fim foi em 2002/03. O La Coruña tinha os mesmos 66 do segundo colocado  Real Sociedad. O Real Madrid era terceiro, com 65.

terça-feira, 1 de abril de 2014

4º empate na temporada. Como Simeone suportou o Barça de Tata Martino em pleno Camp Nou

O equilíbrio entre as duas equipes na temporada não poderia admitir um confronto menos estudado, estratégico e de extrema igualdade. Bastava verificar o histórico dos confrontos da atual temporada e perceber que, apontar um favorito, seria equívoco.

O Atlético começou marcando no campo de ataque, pressionando a defesa adversária. E foi aí que surgiu a grande oportunidade do primeiro tempo para os conchoneros: Em saída de bola equivocada do goleiro Pinto, Villa por pouco não abriu o placar no Camp Nou. A partir daí, a equipe da Catalunha passou a tomar conta das ações do jogo. Aproximou suas linhas e passou a jogar no campo do rival, que se encolheu. Neymar caía pela direita, Iniesta pela esquerda. Quando tinha a bola, Xavi ia à frente e auxiliava Fàbregas na armação. Sem ela, recuava e jogava lado a lado com Busquets. Na frente, um Messi apagado que flutuava sem sucesso na intermediária adversária.

Pelo lado do Atlético, a proposta era explorar os contra-ataques. Mas sem sucesso. Diego Costa ofuscado fazia companhia a David Villa no ataque. Pela direita, Arda Turan acompanhava Jordi Alba. Do outro lado, Koke marcava Dani Alves. Função tática exercida com perfeição, entretanto, o vigor ofensivo dos visitantes foi praticamente nulo na primeira etapa.

Aos 30, Diego Costa sentiu a coxa e deu lugar ao brasileiro Diego. Assim, Simeone deixava o 4-4-2 e adotava o 4-2-3-1. Ganhando força no meio de campo e dificultando a vida de Xavi e Busquets na saída de bola.

O segundo tempo começou e o Atlético teve a mesma postura da etapa inicial. Forte, marcando em cima e tirando os espaços do Barça. Aos 11, Diego recebeu pela direita e fuzilou. Golaço!

Os donos da casa não tinham outra alternativa que não fosse ir para o tudo ou nada. Aos 23, Martino lançou Sánchez na vaga de Fàbregas. Por sua vez, Diego Simeone optava por tirar um atacante e colocar mais um meia, mostrando total satisfação com o resultado. Com isso, o brasileiro Diego, autor do gol, ganharia mais liberdade no ataque.

As mudanças não poderiam dar um panorama diferente ao jogo. Um Barcelona disposto a buscar o empate e um Atlético que havia praticamente abdicado de atacar. Com movimentação e troca de passes os mandantes se aproximavam do gol. Aos 26, em belo passe de Iniesta, Neymar saiu livre na cara do gol para empatar o jogo e dar números finais à partida.

O quarto empate na temporada entre as equipes, que na próxima semana decidem a vaga no Vicente Calderón. O Atlético tem a vantagem do zero a zero.





sexta-feira, 21 de março de 2014

Definidas as quartas de finais. Clássico espanhol e reedição da semi de 12/13. Bayern pega United; Chelsea e PSG

O sorteio das quartas de finais da UEFA Champions League, hoje, na Suíça, reservava sem sombra de dúvidas quatro duelos imperdíveis. Antes mesmo da definição a expectativa já era grande por parte de dirigentes e jornalistas. A verdade é que, Bayern de Munique, Borussia Dortmund, Real Madrid, Barcelona, Chelsea, Paris Saint-Germain, Manchester United e Atlético de Madrid, entre si, independentemente dos pares sorteados, protagonizariam, a partir da próxima semana, umas das melhores 4ªs da história da competição.

Quis a sorte que o primeiro jogo fosse entre os espanhóis do Barcelona e os comandados do técnico Diego Simeone, o Atlético de Madrid. O fator "clássico regional" apimenta ainda mais o confronto que, na minha visão, é o de maior equilíbrio desta fase. As equipes se enfrentaram três vezes nesta temporada e nenhuma saiu vitoriosa: 3 empates. - O que comprova a tese.


Time de Neymar não conseguiu vencer o Atlético em 13/14. Foto: IBNLive

No segundo jogo, o destino fez questão de recolocar o Borussia Dortmund no caminho do Real Madrid. Reedição da semi-final da Liga dos Campeões da temporada passada. Na oportunidade, os auri-negros atropelaram de forma surpreendente os rivais. Entretanto, o momento do atual vice campeão europeu não é dos melhores. O time do técnico Jurgen Klopp caiu de produção e não repete as mesmas exibições da temporada passada.

Já o Real encontrou sua regularidade. No 4-1-4-1 que implantou Carlo Ancelotti, a equipe joga de forma compacta e coletiva. Marca muito e sofre poucos gols. Está aí a esperança dos merengues.
Pra mostrar que o confronto entre as duas equipes na temporada passada não pode servir como parâmetro para o momento, e que a realidade da equipe alemã é outra, completamente diferente, segue uma foto representativa mostrando as diferenças do Dortmund que venceu o Real Madrid para o atual.

Link permanente da imagem incorporada
Sete que  fazem toda a diferença. Borussia pode, mas terá grandes dificuldades para eliminar novamente o rival Real Madrid. foto: Paulo Andrade Espn

A terceira decisão terá PSG e Chelsea. O líder do Campeonato Francês contra o primeiro colocado da Premier League. Duelo extremamente equilibrado, que se junta ao clássico espanhol como os dois de maior igualdade entre as equipes. Os Blues contam com a experiência de José Mourinho - que busca a terceira Champions para o currículo - e os franceses depositam suas fichas em Ibra. Jogaço!

O último confronto reúne duas camisas de grande peso e importância para o futebol mundial. De uma lado, o Manchester United de David Moyes, fracasso nas competições de seu país, que busca na Champions League um fato para salvar a temporada atual. De outro, um Bayern de Munique soberano, recordista e favoritíssimo ao título do torneio.

Indigesto. Assim o United pode se referir ao seu adversário. Enfrentar o atual campeão europeu nunca é bom, ainda mais quando se vive má fase. Quem sabe a virada pra cima do Olympiacos na última quarta tenha levantado o astral e dado aos jogadores a devida confiança, para lutarem por seus objetivos e honrarem a tradicional camisa que vestem. Pra piorar, Van Persie - autor dos três gols da classificação - contundido não joga.


Os vermelhos de Manchester comemoram vaga às quartas de finais da Champions League. Foto: Getty images