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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Ponto de equilíbrio

O Grêmio fez gol em apenas um dos seus últimos sete jogos. É pouco, evidencia a importância de Luan e a falta que faz Pedro Rocha, vendido há três semanas ao Spartak. 

A grande virtude do Botafogo de Jair Ventura é reconhecer seus limites. Antes de organização, consistência e aplicação. O principal trunfo alvinegro é saber suas limitações. 

Há um mês a projeção do confronto brasileiro nas quartas de final da Libertadores apontava um favorito. Com apenas uma vitória no returno do Brasileiro e a eliminação para o Cruzeiro na Copa do Brasil, a confiança no Sul não é mesma. 

O momento gremista não é bom. Some a isso a lesão de Geromel e as dores de Luan. 

O panorama atual indica equilíbrio.

Na Libertadores, o Botafogo só não marcou gol em dois dos seis jogos que fez longe do Rio de Janeiro. O Grêmio, em casa, sofreu 3 em 6. Diz pouco, mas um gol alvinegro na casa tricolor pode determinar o final da história na Arena. 

Preocupa o botafoguense a última aparição da equipe em situação idêntica. A segunda partida com o Flamengo pela semifinal da Copa do Brasil e o desempenho discreto dos comandados de Jair, após 0 a 0 na primeira partida. Gol de Diego e eliminação no Maracanã.

Além das obrigações lógicas, o grande desafio do Botafogo em Porto Alegre é oferecer perigo ao seu rival.

O Grêmio precisa retomar a confiança, ser paciente para atacar e seguro para defender. As voltas de Geromel e Luan são fundamentais. O zagueiro, provável. O atacante, um mistério.

Com Luan, Renato ganha criatividade e drible, indispensável para bagunçar o organizado Botafogo. Resta saber a condição do camisa 7.

Com as vitórias de Jorge Wilstermann e San Lorenzo na ida e o empate com gols do Santos em Guayaquil, o duelo brasileiro desta noite é o menos previsível dos confrontos.

Com Luan, Grêmio ganha mobilidade e inteligência para desarticular Botafogo



















CONFIRMA

O último brasileiro finalista da Libertadores foi o Atlético Mineiro de 2013. Depois, só Inter e São Paulo nas semifinais de 2015 e 16 chegaram perto.

Se o Santos confirmar sua classificação diante do Barcelona na Vila, o Brasil terá um finalista após quatro anos. 

Em sua 13ª participação em Libertadores, o Santos pode atingir a incrível marca de nove semifinais. Absurdo.

Sem Lucas Lima e com Jean Mota, a missão santista é mais simples que a do Grêmio. Mas o Barcelona oferece riscos. Pergunte a um palmeirense. 

sábado, 26 de agosto de 2017

Espelho

Apenas um muro separa Palmeiras e São Paulo na Barra Funda, Zona Oeste da capital paulista. Na tabela do Brasileiro, 10 pontos de diferença entre palmeirenses e tricolores. O momento é semelhante, apesar da distância na tabela. O diagnóstico para os dois, idêntico. 

A dupla trava duelo ferrenho neste domingo, no Allianz Parque. Importante para Cuca recuperar a confiança de um torcedor que clamou por sua volta em abril, e hoje, desconfiado, pede a cabeça do atual campeão brasileiro. Ao rival, fundamental para deixar a zona de rebaixamento e projetar semanas mais tranquilas.

As crises de São Paulo e Palmeiras são diferentes, mas os motivos se parecem. Rotas distintas, destino semelhante. Troca de técnico, contratações e vendas durante o campeonato. 

O Palmeiras contratou Eduardo Baptista em janeiro, demitiu em abril e trouxe Cuca. Ideias e métodos de trabalho antagônicos. Com Eduardo, o aproveitamento era superior ao atual: 66% x 52%. Frustrante.

Do outro lado, o São Paulo apostou em seu maior ídolo, no primeiro desafio como técnico profissional. Rogério caiu em junho, extremamente prejudicado pela perda de jogadores. 

Assim como Eduardo Baptista, o aproveitamento de Ceni é superior ao de Dorival, seu sucessor. 49 x 44.

O tricolor jamais venceu o Palmeiras em sua Arena. A última visita, em março deste ano, pelo Campeonato Paulista, vitória verde por 3 a 0. Dos titulares naquela tarde, apenas Buffarini, Rodrigo Caio, Jucilei e Lucas Pratto devem estar na formação inicial no Choque Rei 314 deste domingo.

David Neres, Luiz Araújo, Lyanco, Neílton, Daniel, Kelvin, Breno, Thiago Mendes, Maicon...

Desde 2015 o São Paulo comete o pecado mortal de descaracterizar seu elenco durante a temporada. 

No Palmeiras, o erro foi descaracterizar seu estilo. Posse de bola e marcação por zona nos cinco primeiros meses; pressão, contra-ataque e marcação individual com Cuca na sequência. Não se forma time assim.

Olhe para líder e vice-líder do campeonato, veja o Botafogo de Jair Ventura, surpreendentemente nas quartas de final da Libertadores, ou o Cruzeiro de Mano Menezes, na decisão da Copa do Brasil. 

Pesa a favor do Palmeiras o retrospecto positivo nos confrontos regionais mais recentes. Ao São Paulo, a pequena melhora nos últimos dois jogos, contra Cruzeiro e Avaí. 

Quem vencer o clássico ameniza sua crise, mas time forte e título, só com trabalho e continuidade. 

sexta-feira, 21 de julho de 2017

ABRACADABRA

Dos onze titulares do Figueirense que enfrentaram o CRB terça-feira (11), somente três começaram o ano no Estádio Orlando Scarpelli. Marquinhos, Leandro Almeida e Weldinho. Os outros, todos chegaram após o Campeonato Catarinense, no início ou durante a Série B.

Os fracassos recentes dos times de Marquinhos Santos, Márcio Goiano e agora Marcelo Cabo levam ao questionamento inevitável: como um time que recebeu tantos reforços não engrena?

Após empatar com o Oeste, terça (18), em Florianópolis, o clube anunciou mais dois atletas. Somando todas as contratações feitas após o estadual, o número de reforços chega aos 19. É muita coisa.

Há quem acredite que ainda seja necessário reforçar o grupo. Um meia, um zagueiro, outro atacante...

O problema do Figueirense passa longe de reforços ou contratações pontuais.

Em fevereiro, a estreia no estadual foi com Luis Carlos, Dudu, Dirceu, Bruno Alves e Henrique Trevisan; Juliano, Ferrugem, Matheusinho; Éverton, Anderson Aquino e Bill.

Dos onze, cinco deixaram o clube, Ferrugem treina em separado, quatro são reservas e somente Bruno Alves enfrentou o Oeste na última terça (18).

Há um mês na zona de rebaixamento e amargando sua pior campanha na divisão, o Figueirense que enfrenta o América esta noite é o reflexo puro de uma administração confusa e um futebol pouquíssimo convicto.

Com 8 pontos de diferença para o CRB, quarto colocado, seriam necessárias três rodadas perfeitas para deixar a zona de rebaixamento e entrar na disputa pelo acesso. O aproveitamento, hoje em 36%, teria que chegar aos 54%, número distante do rendimento atual.

Apesar do presente confirmar a tese, o retrospecto dos catarinense nas últimas edições da Série B mostram casos contraditórios, como o próprio Figueirense em 2013, com sete pontos de diferença para o quarto colocado, restando apenas seis rodadas pro fim do campeonato.

Foram quatro vitórias e dois empates, incríveis 77% de aproveitamento que confirmaram o acesso na última rodada, em Bragança Paulista.

O Criciúma, classificado em 2012, teve início de ano semelhante ao Figueirense de 17. Eliminado na primeira do estadual, recebeu boa parte do elenco no início da competição. Nomes como França, Giovanni Augusto, Kléber, Ozéia, todos titulares e que chegaram antes ou durante a Série B.

A diferença, no entanto, está na pontuação dos times. Nesta mesma rodada, em 2012, o Criciúma de Paulo Comelli liderava a Série B com 35 pontos, o dobro do que soma neste momento a equipe de Marcelo Cabo.

Lembre-se também do Avaí de 2016, 16º colocado na vigésima rodada e vice campeão da Série B em dezembro, com apenas uma derrota nos últimos 18 jogos. Na partida do acesso, em Londrina, metade dos titulares haviam chegado ao clube após o estadual: Alemão, Betão, Fábio Sanchez, Capa e Luan – Marquinhos retornou de lesão apenas em agosto.

Na contramão, o Joinville de 2014 e a Chapecoense de 2013 provaram sucesso por caminhos opostos. Com Hemerson Maria contratado desde o fim de 2013, o Joinville fez ótimo Campeonato Catarinense, manteve sua base para o nacional e sagrou-se campeão da Série B em 2014.

A Chapecoense, com Gilmar Dal Pozzo desde setembro de 2012, subiu em 2013 com um grupo modesto, mas numa filosofia de trabalho que levou o clube da quarta à primeira divisão em cinco anos.

Em Brasileiro de pontos corridos, o Figueirense só teve campanha pior nesta mesma rodada em dois anos: 2012, com oito pontos, e 2014, com quatorze. Em 2015 e 2016, na Série A, somava o mesmo número de pontos da campanha atual.

Na história da Série B, nunca um time que conquistou o acesso esteve na zona de rebaixamento nesta rodada. O Figueirense pode ser o primeiro a contrariar a lógica.

Mas é preciso planejar, confiar, dar tempo. Marcelo Cabo foi campeão com o Atlético GO ano passado. Com sete rodadas, já somava 16 pontos. O Figueirense precisou de quinze.

Com três técnicos e mais de quarenta atletas no elenco, é difícil. Não se forma time assim. É preciso brigar com a cultura.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Identidade

Consistente, pragmático, eficiente. É incrível a capacidade do Corinthians de ser seguro defensivamente e cirúrgico nas poucas vezes que vai ao ataque. Foi assim na investida de Guilherme Arana pelo lado esquerdo, no passe açucarado para Rodriguinho abrir o placar no Serra Dourada.

A primeira grande chance alvinegra no jogo saiu do mesmo pé que originou o gol da vitória. Descida de Arana pelo lado esquerdo, deslocamento preciso de Jô na grande área e bola em cima do goleiro Felipe.

Bastaram vinte e seis minutos para o Atlético cair na armadilha do rival. Jogada rápida pelo lado esquerdo, infiltração do meia e gol de Rodriguinho, o nono dele com a camisa do Corinthians em 2017. 

Pela décima vez no ano, a equipe do Parque São Jorge vence pelo placar mínimo. Os setenta dias de invencibilidade e os sete pontos conquistados nas três partidas disputadas consolidam o Corinthians na liderança do campeonato.

Após a vitória, Carille garantiu que a equipe “vai brigar”. Falou em Libertadores, é possível. Para título, difícil. Há problemas no Corinthians de hoje, principalmente no aspecto criativo, de construção de jogadas.

Hoje, o Corinthians têm mais pontos que Palmeiras (3) e Atlético Mineiro (2), os dois grandes favoritos ao título.

Mas ajustar detalhes em equipes seguras é sempre mais fácil. Lembre-se que em 2015, no início do Brasileiro, era um desafio para a equipe de Tite melhorar o repertório ofensivo. 

O Timão do 1 a 0 está forte.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

De todos os fracassos recentes em Libertadores, a queda desta noite é a mais traumática para o flamenguista

Não é justo criticar a opção de Zé Ricardo por Gabriel e Berrío em detrimento de Rômulo e Renê, dupla mais cotada para sair jogando ontem em Buenos Aires. O Flamengo vencia o San Lorenzo até os 29 do segundo tempo, gol marcado por Rodinei, aos 14.

No momento do empate, os cariocas limitavam-se a defender. Aí sim, a crítica.

É verdade que a vitória parcial do Católica no Chile passava segurança. O Flamengo não contava com a reviravolta que o Atlético Paranaense protagonizou em Santiago. Quem contava?

Em dez minutos, quatro gols e virada atleticana, carimbada por Carlos Alberto, aos 41 do segundo tempo...

Inacreditável!

O Atlético vai às oitavas pela terceira vez em sua história. O Flamengo, fica pelo caminho. Pela terceira vez consecutiva, na fase de grupos.

A queda desta noite supera qualquer uma das duas anteriores. Havia mais confiança e expectativa do que em 2012 e 2014, nas eliminações diante Lanús e León, respectivamente. 

De nove combinações de resultados possíveis, apenas uma causaria eliminação: Vitórias de Atlético e San Lorenzo. Acontece...

A grande diferença é a estabilidade do clube atualmente. Em 2012 e 14, não havia. O Flamengo está mais forte para lidar com crises.

EMPATE DE OURO

O empate do Santos na altitude frente ao The Strongest confirmou a equipe de Dorival Júnior nas oitavas de final da Libertadores. Com Bruno Henrique expulso aos 23 do primeiro tempo, o Santos passou por apuros. 

No fim, Lucas Lima fez grande jogada e serviu Vitor Bueno, que empatou. Depois, os bolivianos ainda desperdiçaram um pênalti.

Neste ano, a equipe de Dorival pode apresentar alguns defeitos não vistos na temporada passada. Mas de inspiração e alma, não dá pra reclamar. 

segunda-feira, 24 de abril de 2017

É mais fácil ser Corinthians

O gol de Lucas Pratto em Itaquera foi o quinto sofrido pelo Corinthians de bola rolando dentro da área. Os outros oito, ou de longe, ou bola parada. 

O Corinthians de Fábio Carille é seguro, diferente de 2016, mas bem parecido com temporadas anteriores, sob o comando de Tite e Mano Menezes, sempre com  Carille na comissão técnica. 

Ser consistente defensivamente traz paz e confiança. O Corinthians é forte como equipe e evolui lentamente em aspectos ofensivos e de criatividade. 

Você pode até criticar a ideia, mas a execução está inquestionavelmente bem feita. 

No São Paulo, você pode criticar a execução, mas deve respeitar a ideia. 

O modelo de jogo pensado por Rogério Ceni exige paciência, trabalho, tempo. Não é tão simples. 

Mas é errado também atribuir o fracasso apenas ao bom desempenho da defesa rival. É possível variar, buscar outras alternativas dentro da filosofia pensada.

42 cruzamentos no jogo inteiro, quase um a cada dois minutos, é absurdo!

Mas o São Paulo se impõe. Gosta de ter a bola, construir pacientemente. A dificuldade é natural. Para o que pensa Ceni, quatro meses de trabalho não basta. 

No rival, é mais simples. Primeiro porque Carille está há mais tempo no clube, segundo porque é menos complexo formar um time organizado na defesa e que busca esporadicamente o ataque. O Corinthians foi apenas o décimo ataque mais positivo do Campeonato Paulista!

A diferença entre os dois está no estilo. Fábio Carille executa melhor, Rogério ousa mais.


O problema é nossa paciência para entender ideias diferentes.

sábado, 11 de março de 2017

Visitante dos sonhos

Na primeira partida do ano em que o melhor ataque do Campeonato Paulista falhou, a pior defesa da competição manteve sua terrível média. Aí a importância do equilíbrio entre os setores do São Paulo.

Eduardo Baptista posicionou sua equipe à frente, marcando em cima e dificultando a saída de bola rival. Sofreu o São Paulo.

Sem Cueva, Rogério deslocou Thiago Mendes para a ponta direita e trouxe Jucilei ao time, na primeira função do meio de campo. Não funcionou.

O primeiro tempo foi de muita luta e pouco brilho. O Palmeiras diminuindo espaços e tentando definir rapidamente as jogadas, o São Paulo se atrapalhando na saída de bola e sofrendo para chegar ao ataque com qualidade.

Num erro de passe do zagueiro Douglas, a bola sobrou para Dudu encobrir o goleiro Denis. Uma pintura! Para o capitão palmeirense, o gol mais bonito de sua carreira.

O Palmeiras cresceu no segundo tempo, principalmente depois de Tchê Tchê fazer o segundo, após chute de fora da área, aos dez da etapa final.

Aos 25, Guerra pegou rebote de Borja e fechou a conta. Vitória justa na Arena.

Com seis pontos de vantagem para o terceiro colocado no Grupo B, o São Paulo segue em situação relativamente tranquila no estadual. Mas mantém também o péssimo aproveitamento como visitante em clássicos.

Das últimas 17 vezes em que visitou rivais em São Paulo, venceu apenas uma. O Santos, este ano ano, na Villa.  Diante do Palmeiras, não vence como visitante desde 2007. É pouco!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Vinte anos após a primeira glória como goleiro, Rogério conquista primeiro clássico como treinador

O zagueiro Maicon foi questionado na saída do gramado da Vila Belmiro pelo repórter Roberto Lioi, da Rádio CBN, o que significava a vitória do São Paulo diante do Santos. O são paulino foi curto: três pontos.

Significa bem mais.

Há exatos vinte anos, Rogério Ceni marcava o primeiro gol de sua carreira. 15 de fevereiro de 1997, São Paulo e União São João, Campeonato Paulista daquele ano, vitória tricolor por 2 a 0. Era o início de tudo.

O triunfo são paulino na noite de hoje encerra a série de seis partidas sem vencer o rival e quebra o jejum de oito anos sem vitórias na casa santista. A última havia sido em 2009, 4 a 3, com gol de falta de...Rogério.

O São Paulo de Ceni é insinuante e busca o gol durante os noventa minutos. É cedo pra avaliar, evidente, mas o início é promissor.

Cueva e Luiz Araújo(2) marcaram e viraram o jogo, 3 a 1, placar aberto por Copete, em grande jogada de Vitor Bueno.

Tão importante quanto findar o jejum diante do Santos, é recuperar o respeito dos rivais. Nos dois primeiros clássicos do ano, um empate e uma vitória, o primeiro contra o Corinthians, pela Florida Cup.

Para conquistar o troféu  que não levanta desde 2005, ser forte diante dos principais rivais é indispensável. O São Paulo dá bons indícios.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Vitória da paz

Marquinhos Santos venceu a quarta partida sob o comando do Figueirense desde que chegou a Florianópolis, em setembro, com a missão de salvar o clube do rebaixamento. São 18 jogos, além das quatro vitórias, quatro empates e dez derrotas. Aproveitamento de 29%.

Qualquer resultado que não fosse vitória na noite do último domingo, na capital, certamente encerraria a trajetória de Marquinhos a frente da equipe catarinense. Após a derrota sofrida na última quinta-feita, em Itajaí, a situação se tornou quase insustentável.

No suspiro final, Marquinhos ganhou sobrevida com a goleada diante do Criciúma, principalmente após o bom segundo tempo apresentado por seus comandados.
Figueira cresceu no segundo tempo com a entrada de A. Aquino

A manutenção do treinador após a temporada passada contraria o senso comum. Treinador rebaixado, desempenho fraco, números negativos...

Apostar no trabalho, respaldar o treinador e acreditar na continuidade com Marquinhos Santos no comando exige paciência. É difícil começar  do zero com o peso de um rebaixamento nas costas.

O Figueirense contratou doze jogadores para a temporada. Mais da metade (8) já havia trabalhado com o técnico em algum momento da carreira. Dirceu, Leandro Almeida, Hélder, Anderson Aquino, Zé Love e Bill, no Coritiba; Juliano e Éverton, em 2016, no Fortaleza.

Todos indicados ou aprovados por Marquinhos e Léo Franco, superintende de esportes, contratado junto ao Fortaleza no fim do ano, também indicação do atual treinador alvinegro, segundo informações do jornalista Rodrigo Faraco.

O projeto Figueirense 2017 passa por Marquinhos Santos e a certeza de que não se forma time de uma hora pra outra está cada vez mais clara.

É preciso tempo, tranquilidade, confiança. Está só começando.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Com vitória em clássico, Cruzeiro chega ao sexto jogo de invencibilidade diante do Atlético

Felipe Santana calculou mal o tempo da bola e acabou errando o cabeceio que caiu nos pés do uruguaio De Arrascaeta. Inteligente por acreditar no lance e frio para driblar Giovanni e fazer o gol da vitória celeste no Mineirão, dividido entre cruzeirenses e atleticanos. 

O Cruzeiro de Mano foi melhor do início ao fim. Mais compacto defensivamente, com duas linhas próximas inibindo as infiltrações de Cazares e Otero por dentro, e sempre envolvente com seu quarteto ofensivo, Robinho, Arrascaeta, Alisson e Rafael Sóbis.

A diferença fundamental entre Cruzeiro e Atlético são os seis meses de trabalho. Dos 11 titulares na noite de ontem, Mano Menezes escalou dez remanescentes da temporada passada. Há mais conjunto, entrosamento.
Cruzeiro começou o clássico com apenas Diogo Barbosa como novidade

A missão de Róger Machado é formar um time competitivo com um elenco forte, de boas opções. Leva tempo. 

Arrascaeta marcou o gol da quarta vitória celeste nos últimos seis clássicos. O Atlético não vence o Cruzeiro desde o estadual de 2015, 2 a 1 no Mineirão.

Antes desta série, marca o atleticano os doze jogos de jejum vividos pelo clube e encerrados após os 3 a 0 em 2009, quando Zé Carlos, atacante do Cruzeiro, foi expulso aos dez segundos de jogo. 

Júnior, Alessandro e Éder Luís marcaram para o Galo. Três dias depois, o Estudiantes sagrou-se campeão da Libertadores no Mineirão. 

Que semana!

O clássico disputado pela Primeira Liga serviu para provar duas coisas. A primeira, que não se forma time de uma hora para a outra. A segunda, com 44 mil atleticanos e cruzeirenses dividindo o Mineirão, que torcida única em clássicos é a última alternativa para combater violência em estádio de futebol.

VANTAGEM

Atlético Paranaense e Botafogo fizeram o dever de casa e venceram a partida de ida do primeiro mata-mata que disputarão para chegar a Libertadores.

No Rio, o Botafogo foi para o intervalo em situação confortável, vencendo por 2 a 0. Na volta, sentiu a parte física e não conseguiu se reorganizar após perder Airton, autor do primeiro gol alvinegro, por lesão.

A partida no Chile será dura. Mas conforta o Botafoguense saber que nas dez partidas em que fez como visitante sob o comando de Jair Ventura, foram seis vitórias.

Em Curitiba, o Atlético não jogou bem. Venceu com gol de pênalti, convertido por Grafite, estreante da noite. 

Positivo foi não ter sofrido gols. Pode ser o diferencial.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

No primeiro ano de Real, Zidane acumula mais títulos do que derrotas

Era 10 de janeiro e Zinedine Zidane estreava oficialmente no comando do Real Madrid. Casa cheia para prestigiar a primeira partida do francês à beira do gramado. Vitória por 5 a 0 diante do La Coruña.

O Real Madrid era segundo colocado, quatro pontos atrás do líder, o Atlético. Hoje, com três pontos de vantagem sobre o segundo colocado e uma partida a menos, lidera a Liga, na temporada 2016/17.

Há problemas na equipe comandada pelo francês campeão mundial e algoz do Brasil na Copa de 1998. Falhas evidenciadas principalmente na disputa do Mundial de Clubes, em dezembro, quando Zidane e Real conquistaram juntos o terceiro título no ano.

A figura do treinador inspira respeito. O grande mérito está na administração do grupo, na conversa. "Mesmo caminho e mesmo barco", foram termos usados por jogadores e técnico no fim do ano passado.

Sérgio Ramos, capitão e ídolo da equipe merengue, diz que "nos entendemos com um olhar", quando questionado sobre a relação do elenco com seu comandante.

Não havia sintonia no clube antes de Zidane, sob o comando de Rafa Benítez, que conquistara 37 pontos em 54 possíveis até sua demissão, em janeiro.

O primeiro ano do casamento Real Madrid e Zinedine Zidane foi surreal. A vitória por 3 a 0 diante do Sevilla na noite desta quarta-feira, na primeira partida das oitavas de final da Copa do Rei, presenteou o treinador, justamente na data em que completa um ano à frente do clube.

Em 54 partidas, o francês perdeu somente duas. Para o Atlético de Madrid, em fevereiro do ano passado, e diante do Wolfsburg, em abril, pela Champions League. Desde então, o clube da capital não sabe o que é derrota.

São incríveis 38 jogos de invencibilidade!

A maior série da história do clube e as conquistas, principalmente, colocaram Zidane entre os três melhores treinadores da temporada, eleitos pela FIFA, que irão concorrer ao prêmio no dia 09 de janeiro, ao lado do italiano Claudio Ranieri e do português Fernando Santos, campeão da Euro no comando da Seleção Portuguesa.

Para o madridista, "há muitos treinadores que têm de estar antes nessa lista". Longe de ser como técnico o que foi como jogador e deixando a modéstia do francês de lado, negar os méritos e questionar o ano de Zidane é grande absurdo.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Roberto de Andrade e as palavras

Já dizia o poeta, as palavras nunca voltam vazias. Difícil compreender o que pensa Roberto de Andrade, presidente do Corinthians, sobre futebol.

Em setembro, após perder o Derby para o Palmeiras em Itaquera, Cristóvão Borges foi demitido e Roberto confirmou Fábio Carille, então auxiliar técnico, como treinador efetivado até o fim da temporada 2016.

Em menos de um mês, Roberto de Andrade confirmava Oswaldo de Oliveira como novo técnico do clube, em decisão polêmica  que resultou na saída do diretor de futebol Eduardo Ferreira. O dirigente não concordava com a escolha.

O Corinthians não tinha quatro técnicos diferentes numa única temporada desde 2006, quando Antônio Lopes, Ademar Braga, Geninho e Émerson Leão passaram pelo clube no mesmo ano.

Assim como em 2006, o Corinthians fecha a temporada em branco, sem títulos. Foi assim também em 2007, 2010 e 2014.

Oswaldo sai pela porta de traz, aquela mesma que se abriu e o projetou em 1999, na sua primeira e inesquecível experiência, no bicampeonato brasileiro contra o Atlético Mineiro.

Para Roberto, se os 38% de aproveitamento com o Sport foram bons o bastante para convence-lo de sua contratação, os 37% com o Corinthians também foram suficientes para encerrar a terceira passagem do treinador campeão mundial em 2000.

Sobre a vinda de um novo profissional, Andrade diz que "se a definição do nome for esse ano, melhor. De repente, amanhã a gente consegue. De repente não", afirmou o mandatário alvinegro, antes de traçar o perfil do novo treinador: "um técnico que ganhe".

Salve o Corinthians!

domingo, 6 de novembro de 2016

Ano irregular do Corinthians é reflexo de desmanche feito durante a temporada

25,92%. Foi esse o aproveitamento do Corinthians de 2007, rebaixado ao fim do Campeonato Brasileiro daquele ano, diante dos três principais rivais paulistas. A derrota sofrida ontem, no Morumbi, igualou o aproveitamento da equipe de nove temporadas atrás.

Dos nove clássicos disputados este ano, o Corinthians só não perdeu em três oportunidades. Duas vitórias, um empate. Foram três derrotas para o Palmeiras, duas diante do Santos e o revés de ontem, 4 a 0 no Morumbi, frente ao São Paulo.

O pífio desempenho nos clássicos em 2016 é exatamente igual ao de 2007, ano do trágico rebaixamento. Apenas um dos vários problemas do Corinthians na temporada.

Um dos fatores que fazem o Corinthians oscilar tanto dentro do campeonato é a troca de comando.

Coincidentemente, o último ano em que três técnicos diferentes passaram pelo Parque São Jorge foi justamente em 2007. Naquele ano, Émerson Leão, Paulo César Carpegiani e Nelsinho Baptista comandaram o Corinthians.

Considerando a rápida participação de Fábio Carille, efetivado por Roberto de Andrade em setembro, são quatro treinadores diferentes. Fato inédito desde 2005, ano em que sofreu 5 a 1 do São Paulo no início do Brasileirão que seria campeão em dezembro.

As saídas de Felipe, Bruno Henrique e Elias durante a competição também influenciaram. Não há trabalho que dê certo com tanta mudança e instabilidade.

Apostar que o Corinthians estará na Libertadores do ano que vem não é um absurdo. A rodada ajudou e apenas um ponto separa a equipe comandada por Oswaldo de Oliveira do Atlético PR, primeiro do G6.

Na Série A deste ano, só Corinthians e Figueirense tiveram quatro técnicos diferentes. Até aqui, uma média de uma troca a cada nove rodadas. Isso, sim, grande absurdo.

Brincando com fogo

Incrível a queda de rendimento do Vasco. A derrota de ontem em Pelotas evidenciou as dificuldades de uma equipe que depende de jogadores limitados fisicamente.

O Vasco segue na segunda posição, com 58 pontos, quatro  de vantagem sobre o Náutico, quinto colocado. O Avaí têm os mesmos 58, o Bahia fecha o G4 com 56. 

Entre os quatro, o Vasco é o único com aproveitamento inferior a 50% nos últimos cinco jogos. O Bahia venceu 80% dos pontos, o Avaí 66 e o Náutico 60. 

O Vasco pode confirmar o acesso se vencer as duas próximas partidas, já que Avaí e Náutico se enfrentam no próximo sábado. Parece simples, mas é preciso melhorar como equipe e enfrentar a Série B com o devido respeito que ela merece.

Pra evitar novo vexame, todo cuidado é pouco. 

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Quartas de final da Copa do Brasil sem cariocas após cinco anos

Levir disse na entrevista coletiva após o jogo em Itaquera que a partida terminou 6 a 0 para o Corinthians. O treinador ironizava os supostos seis erros capitais do árbitro Rodolpho Toski Marques na partida entre alvinegros e tricolores esta noite, em São Paulo.

Gum e Peter Siemsen também entraram na onda. Exagero total.

O Fluminense teve três gols bem anulados e dois pênaltis duvidosos – na visão deste blogueiro, inexistentes. A outra reclamação é por conta da expulsão de Marquinho, essa sim questionável, embora o meia tenha agredido verbalmente Rodolpho Toski Marques.

O Corinthians de Fábio Carille vai às quartas de final porque foi melhor. Mais consistente, confiante, agressivo. Sobretudo na segunda parte, com bela atuação de Rodriguinho.

Junta-se a Palmeiras e Santos, também classificados. O primeiro, derrotado com os reservas na Paraíba por 1 a 0; O segundo, após 2 a 2 polêmico em São Januário.

As duas vagas restantes serão definidas nesta noite. No Castelão, só um desastre tira o Internacional das quartas de final diante do Fortaleza, que perdeu o técnico Marquinhos Santos para o Figueirense no início da semana.

O São Paulo é diferente. O Juventude de Antônio Carlos Zago, que atuou no Morumbi no início da década de noventa, não perde como mandante há três meses.

Você sabe quantas vezes o São Paulo venceu por dois gols de diferença ou marcou três como visitante em 2016? Nenhuma.

Se tricolores e colorados avançarem, há possibilidade de quatro clássicos estaduais na próxima fase. Grêmio, Inter, Cruzeiro, Atlético, Palmeiras, Corinthians, Santos e São Paulo.

Sentiu falta dos Cariocas?

Desde 2012 não há uma fase de quartas de final de Copa do Brasil sem nenhum representante do Rio. Chance de título neste ano, só com o Vasco na Série B ou com o Flamengo no Brasileirão e Sulamericana.

Flamengo que, inclusive, saiu na frente do Palestino em Santiago. Vitória por 1 a 0, gol de Émerson Sheik.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

A 25ª decisão

O Corinthians fez seis pontos em cima do Atlético Mineiro, seu principal adversário na conquista do título brasileiro de 2015. No encontro do primeiro turno, o Atlético de Levir Culpi chegou em Itaquera na condição de líder. Perdeu o jogo e a liderança.

O Corinthians venceu com gol de Malcom e assumiu a ponta. Na rodada seguinte, o Galo retomou a primeira posição.

Não existe decisão na vigésima quarta rodada, restando 42 pontos em disputa.

Estará em jogo, além dos três pontos, uma disputa de forças entre Palmeiras e Flamengo. A dependência do Palmeiras a Gabriel Jesus – desfalque provável –; A imposição flamenguista para desbancar um rival direto longe de seus domínios e assumir a liderança inédita nesta edição.

Para palmeirenses e rubro-negros, impossível não remeter o pensamento ao campeonato de 2009. Nesta mesma rodada, há sete anos, o Palmeiras era líder com dez pontos de vantagem sobre o Flamengo.

Líder até a rodada 33, o Palmeiras sucumbiu na disputa e viu o rival carioca arrancar da décima terceira posição para o hexacampeonato. Histórico!

O Palmeiras não perde para o Flamengo como mandante desde 2010, quando Vagner Love marcou o único gol da vitória rubro-negra no Pacaembu.

A única certeza da noite é que o vencedor do confronto sairá ainda mais fortalecido pra reta decisiva do campeonato. Depois disso, restarão 13 rodadas. O campeão, só em dezembro.

Crescendo

Avaí e Vila Nova conquistaram dez dos últimos doze pontos que disputaram na Série B. Há quatro rodadas, a diferença de ambos para o G4 era de oito pontos. Com o pífio desempenho das equipes que rondam o grupo de acesso, o número caiu para dois.

Dos 30 pontos que disputaram nas últimas duas rodadas, Brasil de Pelotas, CRB, Londrina, Ceará e Bahia, que ocupam da 3ª a 7ª posição, respectivamente, somaram três pontos.

Foi o que embolou a classificação. Em duas rodadas, o Paraná, décimo terceiro colocado, pode saltar da segunda parte da tabela para o G4. 

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Lista de Tite tem dois ex. Inter e três campeões brasileiros em 2015

Tite anunciou há poucos minutos sua primeira lista de convocados para os próximos dois jogos da Seleção Brasileira pelas eliminatórias, diante de Equador e Colômbia, dias 1 e 6 de setembro, respectivamente.

Há surpresas. Dos 23 convocados, sete foram campeões olímpicos no último sábado. Weverton, Marquinhos, Rodrigo Caio, Renato Augusto,  Gabriel Barbosa, Gabriel Jesus e Neymar. A surpresa é Weverton, convocado por Micale após a contusão de Fernando Prass.

A lista conta com Giuliano e Taison, dois ex. Inter. Taison e Tite foram campeões da Sulamericana, em 2008. Paulinho, campeão da Libertadores e do Mundial em 2012 com o treinador, volta à lista.

Destaque também para Fagner e Rafael Carioca, ambos de regularidade incrível em seus clubes. Merecimento.

Tite não esconde que a convocação visa os dois próximos jogos. É preciso vencer, voltar ao grupo dos classificados para 2018 e recuperar confiança.

Em relação a última convocação, feita por Dunga, em maio, são 13 nomes presentes. Alisson, Marquinhos, Gil, Rodrigo Caio, Miranda, Daniel Alves, Filipe Luís, Renato Augusto, Willian, Casemiro, Coutinho, Lucas Lima e Gabriel Barbosa.

Confira a lista:
Goleiros: Alisson, Marcelo Grohe e Weverton
Zagueiros: Gil, Marquinhos, Miranda e Rodrigo Caio
Laterais: Daniel Alves, Fagner, Filipe Luís e Marcelo
Meias: Casemiro, Paulinho, Rafael Carioca, Giuliano, Coutinho, Willian, Renato Augusto e Lucas Lima
Atacantes: Gabigol, Gabriel Jesus, Neymar e Taison

domingo, 7 de agosto de 2016

Deu a letra! Fla no topo por uma noite, em rodada que pode ter cinco líderes diferentes

Antes do Flamengo vencer o Atlético Paranaense e assumir a ponta do campeonato, a diferença do líder para o sétimo colocado era de apenas três pontos. Jamais houve tanto equilíbrio numa edição de pontos corridos no Brasil e não há uma liga no mundo que seja possível indicar sete candidatos ao título após metade da competição.

O Flamengo fez um segundo tempo irretocável em Cariacica e venceu com gol de Mancuello, de letra, após passe de Fernandinho. Na primeira etapa sofreu um pouco mais, o Atlético teve chance de abrir o placar e Walter acertou a trave ao perceber Alex Muralha adiantado.

foto: Damião Nascimento
Zé Ricardo ajustou no intervalo e o panorama mudou. A vitória é demonstração de força de um Flamengo organizado e consistente, que não perde há seis partidas e não sofre gols há três.

Líder momentaneamente, o Flamengo só será o virtual campeão do turno se Santos, Palmeiras e Corinthians perderem seus jogos e o Atlético Mineiro não vencer a Chapecoense em Belo Horizonte – o jogo do Grêmio foi transferido para setembro.

Dos treze campeões brasileiros na era dos pontos corridos, dez terminaram a décima nona rodada na ponta do campeonato. Em 2015, o Corinthians fechou a primeira parte do Brasileirão com quatro pontos de vantagem sobre o Atlético MG, segundo colocado, e nove sobre o sétimo, o São Paulo.

As exceções são o Grêmio de 2008, o Internacional de 2009 e o Atlético Mineiro de Cuca em 2012, campeão do turno na rodada 19, vice brasileiro em dezembro daquele ano.

A Série A está mais equilibrada e isto não significa baixo nível técnico. Longe disso. Há tempos não se via Flamengo e Santos tão competitivos, o Palmeiras brigando pela ponta. A diferença é que este ano não há uma equipe fora de série despontando à frente das demais. Como foi o Cruzeiro em 2013 e o Corinthians, no segundo turno de 2015.

É o que permite o Grêmio tropeçar duas vezes seguidas em adversários da zona de rebaixamento e se manter a dois pontos da primeira posição. Ou o Palmeiras, que não vence há três rodadas mas depende apenas de si para retomar a liderança neste domingo.

Só no Brasil!

domingo, 24 de julho de 2016

Vai brigar

O Palmeiras sentiu falta de Gabriel Jesus mas não perdeu pro Atlético na manhã deste domingo por conta da ausência de seu principal atacante, que serve a seleção olímpica, assim como Fernando Prass.

Marcelo Oliveira optou por três volantes, posicionou Leandro Donizete à frente da defesa, auxiliado por Lucas Cândido e Rafael Carioca na marcação. Travou o jogo do rival.

Apesar do domínio, o Palmeiras pouco ameaçou. Com Cleiton Xavier apagado, a equipe de Cuca se limitou a cruzamentos e ligações diretas. Não funcionou.

O desempenho alviverde neste domingo lembrou a forma em que o Palmeiras de Marcelo Oliveira jogava. Bola longa, correria, falta de repertório ofensivo.

Ironia ingrata o gol atleticano sair de uma jogada trabalhada, que nasceu do lado esquerdo com Fábio Santos, passou por Fred, Robinho, até chegar em Donizete, dentro da área, surpreendendo a defesa verde.

A tônica da partida seguiu até o fim. Cuca sacou Cleiton Xavier e pôs Barrios, trouxe Dudu para o meio, abriu Erik do lado esquerdo. Sem resultado. Atuação discreta do camisa 7, líder em assistências da equipe.

O Palmeiras não vence o Atlético há cinco anos. A última vitória foi em julho de 2011, 13ª rodada do Brasileirão, no Canindé. Os últimos dez confrontos registram nove vitórias atleticanas.

O Atlético chegou aos 26 pontos, seis a menos que o líder Palmeiras. Ano passado, nesta rodada, liderava com 35 pontos ganhos. Caiu de rendimento no momento chave da competição.

A equipe de Marcelo Oliveira tem problemas, ainda oscila com frequência. Mas assim como o Grêmio foi goleado em Recife semana passada, o Corinthians perdeu dois pontos para o Figueirense em Itaquera. É normal num campeonato de tanto equilíbrio.

O importante é não se afastar dos líderes e crescer na hora certa. Como o Corinthians, ano passado.

Não há receita pra ser campeão brasileiro. Mas elenco e regularidade são essenciais. O Galo está forte.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

O desafio de Bauza

Na chegada do São Paulo ao Pacaembu o técnico Edgardo Bauza foi questionado sobre o fato de poupar tantos atletas para o clássico com o Santos: “Excesso de precaução”.

Da equipe titular que chegou às semifinais da Libertadores, apenas Denis, Maicon, Michel Bastos e Calleri estiveram entre os onze que iniciaram o clássico SanSão no último domingo.

O São Paulo foi preza fácil e com 43 segundos já perdia o jogo, gol de Vitor Bueno, em jogada que começou com Lucas Lima, passou por Gabriel, Thiago Maia e o rebote de Denis. Falha do goleiro são paulino.


Seria difícil em condições normais. Com um time tão desfigurado e inexperiente, ainda mais. Bauza sabia disso. O São Paulo estacionou no meio da tabela e não vence há três partidas no Brasileiro, empates com Flamengo e Sport, derrota para o Santos.

O último brasileiro semifinalista da Libertadores que brigou por título foi o Santos de 2007, eliminado pelo Grêmio na semifinal. Foi segundo, mas quinze pontos atrás do...São Paulo.

Depois do tricampeonato, em 2008, o São Paulo disputou o título em 2009 e a partir daí ficou cinco anos sem almejar o troféu mais cobiçado do país. Foi vice em 2014, dez pontos atrás do Cruzeiro, campeão indiscutível.

Chegar entre os melhores na Libertadores e brigar pelo título brasileiro exige planejamento. Elenco, trabalho a longo prazo, filosofia bem definida. O São Paulo tem problemas, mas pode ser o adversário de Boca ou Del Valle na decisão.

No Brasileiro ficou difícil. O último a ser semifinalista no continente e levantar a taça do Brasileiro foi o próprio São Paulo. 

Derrotado pelo Inter na final, foi campeão nacional com Muricy, o terceiro título paulista na quarta edição dos pontos corridos, em 2006.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Crises e crises

Há exato um ano o Corinthians empatava com o Fluminense por zero a zero no Maracanã e dava início a sua última série negativa sem vitórias após a eliminação para o Guaraní. Empate por zero a zero no Rio, derrotas em Itaquera para o Palmeiras e no Rio Grande do Sul, para o Grêmio.

Princípio de crise estabelecida! Lembre-se da eliminação para o maior rival no paulista, da falta de dinheiro e das saídas de Guerrero, Émerson, Petros e Fábio Santos.

O Corinthians de Tite alcançou um patamar de futebol tão vistoso até a fase de grupos da Libertadores de 2015 que o baque após as eliminações foi devastador.

Após a derrota em Porto Alegre, classificação para  Libertadores parecia devaneio ao corintiano. Naquela rodada, a quinta, o Corinthians era apenas décimo colocado na classificação.

Se não vencer a Ponte Preta quinta-feira, pela manhã, em sua Arena, o Corinthians chegará ao seu sexto jogo seguido sem vitórias. Mais de um mês, maior tempo de jejum sob o comando de Tite.

Os quarenta e cinco minutos iniciais no Barradão foram excelentes. Com Guilherme jogando mais solto, próximo da área, sem tantas obrigações defensivas. Triangulações pelas lados, com Marquinhos Gabriel e Fagner pela direita, Giovanni Augusto e Uendel pela esquerda.

O primeiro tempo promissor indica que não há crise no Corinthians. Há instabilidade por falta de confiança e paz interna.

Crise vive o Flamengo.

Na iminência de perder seu técnico e ver ruinar o projeto Muricy, eliminado da Copa do Brasil, Carioca e Primeira Liga.

Assim como o Corinthians, o Flamengo também não vence há mais de um mês. A diferença é o que você pode esperar de cada um deles a partir de agora.