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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

O campeão dos campeões

Incrível o ano do Corinthians. Primeiro semestre  impressionante, oscilação após queda diante do Guarani, mas retomada de  ótimo futebol a partir do fim do primeiro turno da Série A.  O Corinthians mais regular, da melhor defesa, ataque... Que não perde há mais de dois meses e garante com três rodadas de antecedência o título.

O sexto da história, terceiro em dez anos. O campeão dos campeões também, mais do que nunca, já que na campanha não foi derrotado por nenhum outro campeão brasileiro da era dos pontos corridos por vinte clubes.

O devedor de salários e direitos de imagem que se virou. Que perdeu Fábio Santos, Émerson e Guerrero. Mas que reinventou-se sob o comando do mais bem conceituado treinador do país com Uendel, Malcom e Vagner Love, autor do gol do título, pois é ridículo creditar algo desta magnitude na conta do tropeço do Atlético MG.

O Corinthians não é o melhor campeão brasileiro da história. Está longe de ser o mais brilhante. Mas é aceitável afirmar que seja o mais organizado, atualizado e eficiente.

Desde a dupla Gil e Felipe, o primeiro taxado de pipoqueiro e o segundo altamente inconfiável há pouco tempo atrás. Passando pelo discreto Jadson e o desacreditado Renato Augusto, chegando em Vagner Love, sem ritmo algum após sua volta ao país.

Quem acreditava no Corinthians quando o Atlético abriu vantagem na ponta e o Timão perdeu três peças fundamentais?

A noite em São Januário premiou o melhor. Coroou quem se reinventou nas adversidades e deu aula de coletividade e eficiência durante a maior parte do campeonato.

O Corinthians dos desacreditados é campeão com três rodadas de antecedência, iguala  São Paulo e Cruzeiro no número de conquistas de Brasileiros por pontos corridos e está próximo de se tornar o maior pontuador da história da nova era: Basta conquistar quatro de nove pontos que ainda disputará.

Salve o Corinthians.