Incrível o ano do Corinthians. Primeiro semestre impressionante, oscilação após queda diante do Guarani, mas retomada de ótimo futebol a partir do fim do primeiro turno da Série A. O Corinthians mais regular, da melhor defesa, ataque... Que não perde há mais de dois meses e garante com três rodadas de antecedência o título.
O sexto da história, terceiro em dez anos. O campeão dos campeões também, mais do que nunca, já que na campanha não foi derrotado por nenhum outro campeão brasileiro da era dos pontos corridos por vinte clubes.
O devedor de salários e direitos de imagem que se virou. Que perdeu Fábio Santos, Émerson e Guerrero. Mas que reinventou-se sob o comando do mais bem conceituado treinador do país com Uendel, Malcom e Vagner Love, autor do gol do título, pois é ridículo creditar algo desta magnitude na conta do tropeço do Atlético MG.
O Corinthians não é o melhor campeão brasileiro da história. Está longe de ser o mais brilhante. Mas é aceitável afirmar que seja o mais organizado, atualizado e eficiente.
Desde a dupla Gil e Felipe, o primeiro taxado de pipoqueiro e o segundo altamente inconfiável há pouco tempo atrás. Passando pelo discreto Jadson e o desacreditado Renato Augusto, chegando em Vagner Love, sem ritmo algum após sua volta ao país.
Quem acreditava no Corinthians quando o Atlético abriu vantagem na ponta e o Timão perdeu três peças fundamentais?
A noite em São Januário premiou o melhor. Coroou quem se reinventou nas adversidades e deu aula de coletividade e eficiência durante a maior parte do campeonato.
O Corinthians dos desacreditados é campeão com três rodadas de antecedência, iguala São Paulo e Cruzeiro no número de conquistas de Brasileiros por pontos corridos e está próximo de se tornar o maior pontuador da história da nova era: Basta conquistar quatro de nove pontos que ainda disputará.
Salve o Corinthians.