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quinta-feira, 9 de julho de 2015

O Palmeiras embalou. E a freguesia continua

Marcelo Oliveira e seu grupo de jogadores julgavam como fundamental atingir a meta traçada após derrota frente ao Grêmio, em Porto Alegre,  para as próximas quatro partidas da equipe. O clássico contra o São Paulo e os confrontos diante de Chapecoense, Ponte Preta e Avaí. 

100% de aproveitamento e metas alcançadas. Quarta vitória em menos de duas semanas, onze gols marcados e nenhum sofrido. Desempenho numérico espetacular --poderia ser melhor se o auxiliar validasse o gol legal de Kelvin contra o Avaí-- e atuações razoáveis. 

Importante para uma equipe que busca firmação e consistência. O Palmeiras soube sofrer contra Chapecoense e Ponte. Na partida de ontem não foi diferente. 

Quando o adversário adiantava a marcação, Gabriel e Arouca se atrapalhavam na saída de bola. Rômulo pela esquerda e Anderson Lopes na direita dificultaram a projeção com posse de bola dos laterais. Lucas e Egídio foram os jogadores que mais erraram passes pelo lado verde.

Com exceção aos primeiros 15 minutos do segundo tempo, o time de Marcelo Oliveira controlou as ações do jogo. Buscou sempre o ataque, jogou junto com os 37 mil presentes. Vitória merecida.

O Palmeiras manteve sua postura agressiva. De buscar os lados do campo, com movimentação e ultrapassagem dos laterais. A quarta vitória seguida no Brasileiro não acontecia desde 2009, ainda sob o comando de Muricy Ramalho.

O início daquela sequência começou justamente contra o Avaí. E pelo mesmo placar: 3 a 0. Depois o alviverde derrotou Náutico, Flamengo e Santo André.
Foi a décima vitória diante dos catarinenses. Em treze confrontos, somente uma derrota, em 2011, na Ressacada.

Desconfiança

O Inter em 2006 foi o único brasileiro que venceu a Libertadores e brigou por título no Campeonato Brasileiro. É complicado conciliar as duas competições, isso é fato.

A questão agora é que o time de Aguirre vive seu pior momento na temporada. São três derrotas seguidas, oito gols sofridos. Em seis dias esse time estará entrando em campo pelo primeiro jogo da semi-final da Libertadores. É preocupante.

domingo, 5 de julho de 2015

Retrospecto e momento ajudam, mas Fla precisa se ajudar

O Flamengo que venceu em Joinville na última quarta-feira foi outro. Diferente daquele que perdeu o clássico para o Vasco em Cuiabá e que tropeçou em casa no Atlético Mineiro. Houve evolução.

É normal que aconteçam oscilações em uma equipe em construção. Cristóvão têm sete jogos sob o comando rubro-negro: quatro derrotas, três vitórias. Mas a última partida em Santa Catarina foi diferente das outras. 

O Flamengo jogou de forma inteligente. Com lucides, soube explorar as limitações do Joinville de Adílson que se assemelha em uma característica com a equipe de Cristóvão: se atrapalha quando precisa propôr o jogo.

O garoto Jorge deu outra dinâmica pelo lado esquerdo, assim como  Ayrton na direita. O time demonstrou maturidade, venceu finalizando mais (8x11) e abrindo mão da posse de bola (62x38). Foi objetivo e venceu. A estratégia foi bem sucedida e não há como tirar os méritos, ainda que a forma em que a equipe busca o resultado não empolgue o torcedor.

Quando precisou ditar o ritmo da partida o Flamengo se complicou. Só venceu uma partida em casa, no dia seis de junho, contra a Chapecoense. O gol marcado por Gabriel saiu num lance inusitado e no momento em que o adversário já tinha um jogador a menos...

A vitória na Arena Joinville trouxe tranquilidade para seguir o trabalho. Ainda é pouco, evidentemente. Mas a evolução demonstrada permite o torcedor sonhar com algo a mais. 

Hoje, no Maracanã, o Flamengo defende uma invencibilidade de oito anos diante do Figueirense. A última derrota foi em 2007. De lá pra cá foram nove jogos, seis vitórias e três empates.

Coroou

A vitória do Chile na disputa por pênaltis ontem, em Santiago, coroou o grande trabalho de Sampaoli no comando de La Roja e foi o prêmio à melhor geração da história do país. O Chile foi melhor durante toda a partida. Mereceu.

Pouco mais de um ano atrás foi castigado no Brasil. Dominou a Seleção Brasileira nas oitavas de final, teve a bola de Pinilla na trave no último lance da prorrogação...e perdeu nos pênaltis. 

Mas 2015 a história foi outra. Os comandados de Sampaoli marcam para sempre seus nomes na história do futebol do país. A equipe envolvente, de marcação avançada e que encheu de orgulho um povo apaixonado por futebol que carecia de uma conquista. E ela veio.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Início do Atlético PR é o melhor da história do clube na era dos pontos corridos

Milton Mendes chegou sob desconfiança ao Atlético. Era mês de abril, o clube lutava contra o rebaixamento no estadual e vivia uma das piores crises de sua história. Foi a pior campanha dos últimos 35 anos do clube da baixada no campeonato regional.

É possível fazer uma lista com todos os erros da diretoria do Atlético nesta temporada, principalmente no primeiro semestre. A falta de planejamento ao tirar o time principal da pré-temporada e pôr para jogar o estadual imediatamente, com a intenção de resolver todos os problemas e conseguir a classificação. Não dava mais tempo.

Já comandado por Milton, safou-se do vexame do rebaixamento, mas não evitou a queda trágica na segunda fase da Copa do Brasil. Eliminação precoce diante do frágil Tupi, em plena Arena da Baixada.

Era inimaginável projetar um bom segundo semestre. Com as falhas da diretoria, sobretudo na área do futebol, as eliminações no Paranaense e Copa do Brasil. Mas o cenário mudou. Hoje, menos de dois meses depois da fatídica queda diante do Tupi, o Atlético faz o que não fez em nenhum outro momento do ano: joga bem. E está no g4.

O atleticano mais otimista não esperava. Após o triunfo sobre o São Paulo --mantendo a invencibilidade de 15 jogos diante do tricolor na Baixada--, o Atlético supera todas as suas campanhas na era dos pontos corridos. Com 19 pontos em dez rodadas, deixa pra trás a campanha do ano passado, onde somava 16 pontos nas dez primeiras partidas.

O tempo dirá

Só dois clubes na Série A trocaram de técnico três vezes na temporada: Fluminense e Atlético PR. Hoje protagonizam uma disputa ferrenha pela quarta posição. É contraditório.

Não tem como não valorizar os trabalhos. Tanto Enderson Moreira quanto Milton Mendes possuem seus méritos. O primeiro tem um mês e dez dias de trabalho, o segundo dois meses e doze dias. A questão é saber se o efeito é paliativo ou o trabalho será bom a longo prazo. O fato é que Flu e Atlético vencem e jogam bem.