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domingo, 5 de julho de 2015

Retrospecto e momento ajudam, mas Fla precisa se ajudar

O Flamengo que venceu em Joinville na última quarta-feira foi outro. Diferente daquele que perdeu o clássico para o Vasco em Cuiabá e que tropeçou em casa no Atlético Mineiro. Houve evolução.

É normal que aconteçam oscilações em uma equipe em construção. Cristóvão têm sete jogos sob o comando rubro-negro: quatro derrotas, três vitórias. Mas a última partida em Santa Catarina foi diferente das outras. 

O Flamengo jogou de forma inteligente. Com lucides, soube explorar as limitações do Joinville de Adílson que se assemelha em uma característica com a equipe de Cristóvão: se atrapalha quando precisa propôr o jogo.

O garoto Jorge deu outra dinâmica pelo lado esquerdo, assim como  Ayrton na direita. O time demonstrou maturidade, venceu finalizando mais (8x11) e abrindo mão da posse de bola (62x38). Foi objetivo e venceu. A estratégia foi bem sucedida e não há como tirar os méritos, ainda que a forma em que a equipe busca o resultado não empolgue o torcedor.

Quando precisou ditar o ritmo da partida o Flamengo se complicou. Só venceu uma partida em casa, no dia seis de junho, contra a Chapecoense. O gol marcado por Gabriel saiu num lance inusitado e no momento em que o adversário já tinha um jogador a menos...

A vitória na Arena Joinville trouxe tranquilidade para seguir o trabalho. Ainda é pouco, evidentemente. Mas a evolução demonstrada permite o torcedor sonhar com algo a mais. 

Hoje, no Maracanã, o Flamengo defende uma invencibilidade de oito anos diante do Figueirense. A última derrota foi em 2007. De lá pra cá foram nove jogos, seis vitórias e três empates.

Coroou

A vitória do Chile na disputa por pênaltis ontem, em Santiago, coroou o grande trabalho de Sampaoli no comando de La Roja e foi o prêmio à melhor geração da história do país. O Chile foi melhor durante toda a partida. Mereceu.

Pouco mais de um ano atrás foi castigado no Brasil. Dominou a Seleção Brasileira nas oitavas de final, teve a bola de Pinilla na trave no último lance da prorrogação...e perdeu nos pênaltis. 

Mas 2015 a história foi outra. Os comandados de Sampaoli marcam para sempre seus nomes na história do futebol do país. A equipe envolvente, de marcação avançada e que encheu de orgulho um povo apaixonado por futebol que carecia de uma conquista. E ela veio.