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quinta-feira, 21 de maio de 2015

O Grêmio forte de 2014. Lembra?

Felipão estava convicto de que deveria descansar com a família após aquele 08 de julho. Dar um tempo, refletir sobre o atual momento e se afastar o máximo possível de todas as críticas acerca do seu maior fracasso.

Mas não soube dizer não ao presidente Fábio Koff, duas semanas após o fim da Copa do Mundo. Luis Felipe mudou de ideia, convencido por Koff de que aquela seria a grande oportunidade para dar a volta por cima e mostrar seu valor. E mostrou.

Felipão foi valente e tirou o Grêmio da décima primeira posição. O aproveitamento que antes era de 45% passou para 58% sob o comando do treinador -- mesmo aproveitamento de Inter e Corinthians, classificados à Libertadores.

Foi sexto colocado e dono da melhor defesa do Brasileiro (24 gols). Com Scolari, o Grêmio sofreu 12 gols em 24 partidas.

Surpreendeu muita gente, inclusive a esse que vos escreve. O trabalho de Felipão no Grêmio em 2014 foi louvável, não somente pelos números, mas pelas circunstâncias em geral. Principalmente pelo peso que teve de carregar pelo resto daquele ano -- e que terá de carregar pelo resto da vida.

Em 2015 fica realmente difícil cobrar algo. Sem Riveros, Zé Roberto, Dudu, Barcos e outros, o elenco se desfigurou. O próprio Werley que foi por empréstimo para o Santos e Fernandinho, atualmente no Verona, fazem tremenda falta num plantel que carece de opções. O último deve voltar, mas é pouco.

O Grêmio mudou de planejamento, encurtou consideravelmente seu orçamento e o futuro é repleto de desconfianças.

Do céu ao inferno em 15 minutos

O Figueirense ia vencendo o Botafogo por 2 a 0. Resultado excelente, vantagem considerável para o jogo de volta no Rio de Janeiro, que ainda não tem data marcada. Mas tudo mudou rapidamente.

O que era ótimo para o Figueira acabou se tornando péssimo. O Bota fez um aos 32 do segundo tempo com Diego Giaretta e empatou aos 48. Carleto cobrou falta, Alex Santana soltou e Luis Ricardo completou: 2 a 2.

Dois gols sofridos dentro de casa na Copa do Brasil é de se lamentar. Agora, o time de Argel precisa vencer na casa do rival para avançar ou empatar por mais de dois gols. Difícil.

Mas o retrospecto é favorável: Em oito confrontos entre as equipes no Rio de Janeiro, o Figueirense venceu cinco e perdeu somente três. A última derrota foi em 2013.