Em boa fase, os comandados de Maurício Pochettino chegam motivados para o confronto. Os 100% de aproveitamento conquistados nas duas primeiras rodadas, com vitórias sobre os rivais de Londres West Ham e QPR, credenciam o bom momento do clube e o satisfatório trabalho que faz o treinador argentino, ainda que esteja no início da competição.
Na temporada passada, quando se enfrentaram, o Liverpool levou ampla vantagem nos dois confrontos. Em Londres, cinco a zero. No segundo turno, em Anfield, foram quatro gols. No agregado, nove a zero.
Mas a superioridade do Liverpool de Brendan Rodgers naquela ocasião não se compara a realidade das equipes hoje. Por mais que tenha mantido sua espinha dorsal, perdeu sua grande estrela e referência da equipe, Luís Suárez, para o Barcelona. Trouxe bons jogadores e tornou o limitado elenco de 2013/14 homogêneo. Mas o time ainda não engrenou.
Sofreu para vencer o Southampton na primeira rodada em Anfield e perdeu para o Manchester City, na última segunda-feira, no Etihad.
O Tottenham, por sua vez, suportou bem o West Ham no Upton Park com um jogador a menos durante todo segundo tempo. No fim foi premiado com o gol do jovem Eric Dier. Na segunda rodada atropelou o Queens Park Rangers em seus domínios por 4 a 0.
A equipe de Pochettino é mais compacta defensivamente e, aos poucos, vai ganhando a confiança necessária. É superior ao time de Villas-Boas e de Tim Sherwood.
Os Spurs contam também com o retrospecto dentro de casa: venceram as últimas cinco partidas que atuaram como mandante. No entanto, recebem um adversário atrevido que perdeu apenas uma partida nas últimas dez que disputou longe de Anfield.
O jogo deste domingo será digno da história de ambos os clubes. E o massacre do dia 15/12/2013 estará longe de se repetir.