A fragilidade do Milan o coloca como já eliminado da UEFA Champions League. A pergunta de qual das duas equipes avançarão às quartas de finais da competição pode ser feita a qualquer pessoa e, certamente, ela apontará o Atlético como favorito. Depois de perder o primeiro confronto em casa, os rossoneros vão à Espanha com uma missão complicada: Vencer os rivais dentro do Vicente Calderón. No San Siro, o time de Kaká fez boa partida e criou boas oportunidades. Mas caiu na armadilha espanhola.
A irregular equipe do técnico Clarence Seedorf poupou seus titulares no jogo do fim de semana contra a Udinese e deposita toda a sua atenção na competição européia. Entretanto, se o revés atleticano vier na noite da próxima terça-feira, no Vicente Calderón, a única explicação para o feito será a mesma para todas as obras imprevisíveis e espetaculares do futebol. Não é uma ciência exata e, talvez por isso, seja inquestionável na sua arte.
Essa magia é o pulmão do esporte. Teríamos o mesmo fascínio pelo futebol se a esperança com nossos clubes fosse por água abaixo quando o adversário tivesse nível técnico superior? Quais seriam nossas motivações? Não há dúvidas que o imprevisível futebol o torna diferenciado de tantos outros.
Por que não, Milan?