Vencendo, a equipe de Manchester reassumiria a liderança da competição, abrindo vantagens para Arsenal e Chelsea. Os comandados de José Mourinho, com a vitória, alcançavam o adversário em número de pontos na tabela, devolvendo a liderança ao Arsenal, que era líder até a vigésima segunda rodada e já tinha feito sua parte no domingo, quando bateu o Crystal Palace no Emirates por dois gols a zero.
De um lado o avassalador Manchester City, dos 68 gols marcados em 23 jogos, mas que não teria o bom Fernandinho, nem os ofensivos Nasri e Agüero, que o levaria a enfrentar algumas dificuldades. Mourinho sacou Oscar e lançou o Sérvio Matic, recém contratado ao Benfica, e deu mais suporte ao setor. Willian fechava o corredor direito e Hazard o lado oposto. Disposto em Campo, a equipe de Londres marcou forte e não permitiu que os Citizens jogassem.
Sem Agüero e Nasri, Pellegrini teve de alterar seu esquema de jogo, passando do 4-2-3-1 para o tradicional 4-4-2, optando por dois homens de referência no ataque, Dzeko e Negredo. Sem sucesso.
O Manchester City sentiu falta de sua rápida transição defesa-ataque, quase perfeita na mescla de Yaya Touré com Fernandinho(que deu lugar à Demichelis). Sem dinâmica do meio pra frente, o monótono ataque se tornou presa fácil para a defesa dos Blues.
Traiçoeiro, o Chelsea chegava com perigo. Aos 32 minutos, Ivanovic pegou a sobra de uma jogada de Hazard e emendou, de primeira, o único gol da partida que deu a vitória aos comandados de José Mourinho.
foto: theguardian.com
A vitória embolou ainda mais a briga pelo topo da Barclays. Com o resultado, o Chelsea se manteve na terceira colocação, alcançando a equipe de Manchester no número de pontos, mas ficando atrás pelo saldo de gol.
O Arsenal, em primeiro, tem 55, City e Chelsea vêm na sequência, ambos com 53 pontos.