Translate

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Vinte anos após a primeira glória como goleiro, Rogério conquista primeiro clássico como treinador

O zagueiro Maicon foi questionado na saída do gramado da Vila Belmiro pelo repórter Roberto Lioi, da Rádio CBN, o que significava a vitória do São Paulo diante do Santos. O são paulino foi curto: três pontos.

Significa bem mais.

Há exatos vinte anos, Rogério Ceni marcava o primeiro gol de sua carreira. 15 de fevereiro de 1997, São Paulo e União São João, Campeonato Paulista daquele ano, vitória tricolor por 2 a 0. Era o início de tudo.

O triunfo são paulino na noite de hoje encerra a série de seis partidas sem vencer o rival e quebra o jejum de oito anos sem vitórias na casa santista. A última havia sido em 2009, 4 a 3, com gol de falta de...Rogério.

O São Paulo de Ceni é insinuante e busca o gol durante os noventa minutos. É cedo pra avaliar, evidente, mas o início é promissor.

Cueva e Luiz Araújo(2) marcaram e viraram o jogo, 3 a 1, placar aberto por Copete, em grande jogada de Vitor Bueno.

Tão importante quanto findar o jejum diante do Santos, é recuperar o respeito dos rivais. Nos dois primeiros clássicos do ano, um empate e uma vitória, o primeiro contra o Corinthians, pela Florida Cup.

Para conquistar o troféu  que não levanta desde 2005, ser forte diante dos principais rivais é indispensável. O São Paulo dá bons indícios.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Vitória da paz

Marquinhos Santos venceu a quarta partida sob o comando do Figueirense desde que chegou a Florianópolis, em setembro, com a missão de salvar o clube do rebaixamento. São 18 jogos, além das quatro vitórias, quatro empates e dez derrotas. Aproveitamento de 29%.

Qualquer resultado que não fosse vitória na noite do último domingo, na capital, certamente encerraria a trajetória de Marquinhos a frente da equipe catarinense. Após a derrota sofrida na última quinta-feita, em Itajaí, a situação se tornou quase insustentável.

No suspiro final, Marquinhos ganhou sobrevida com a goleada diante do Criciúma, principalmente após o bom segundo tempo apresentado por seus comandados.
Figueira cresceu no segundo tempo com a entrada de A. Aquino

A manutenção do treinador após a temporada passada contraria o senso comum. Treinador rebaixado, desempenho fraco, números negativos...

Apostar no trabalho, respaldar o treinador e acreditar na continuidade com Marquinhos Santos no comando exige paciência. É difícil começar  do zero com o peso de um rebaixamento nas costas.

O Figueirense contratou doze jogadores para a temporada. Mais da metade (8) já havia trabalhado com o técnico em algum momento da carreira. Dirceu, Leandro Almeida, Hélder, Anderson Aquino, Zé Love e Bill, no Coritiba; Juliano e Éverton, em 2016, no Fortaleza.

Todos indicados ou aprovados por Marquinhos e Léo Franco, superintende de esportes, contratado junto ao Fortaleza no fim do ano, também indicação do atual treinador alvinegro, segundo informações do jornalista Rodrigo Faraco.

O projeto Figueirense 2017 passa por Marquinhos Santos e a certeza de que não se forma time de uma hora pra outra está cada vez mais clara.

É preciso tempo, tranquilidade, confiança. Está só começando.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Com vitória em clássico, Cruzeiro chega ao sexto jogo de invencibilidade diante do Atlético

Felipe Santana calculou mal o tempo da bola e acabou errando o cabeceio que caiu nos pés do uruguaio De Arrascaeta. Inteligente por acreditar no lance e frio para driblar Giovanni e fazer o gol da vitória celeste no Mineirão, dividido entre cruzeirenses e atleticanos. 

O Cruzeiro de Mano foi melhor do início ao fim. Mais compacto defensivamente, com duas linhas próximas inibindo as infiltrações de Cazares e Otero por dentro, e sempre envolvente com seu quarteto ofensivo, Robinho, Arrascaeta, Alisson e Rafael Sóbis.

A diferença fundamental entre Cruzeiro e Atlético são os seis meses de trabalho. Dos 11 titulares na noite de ontem, Mano Menezes escalou dez remanescentes da temporada passada. Há mais conjunto, entrosamento.
Cruzeiro começou o clássico com apenas Diogo Barbosa como novidade

A missão de Róger Machado é formar um time competitivo com um elenco forte, de boas opções. Leva tempo. 

Arrascaeta marcou o gol da quarta vitória celeste nos últimos seis clássicos. O Atlético não vence o Cruzeiro desde o estadual de 2015, 2 a 1 no Mineirão.

Antes desta série, marca o atleticano os doze jogos de jejum vividos pelo clube e encerrados após os 3 a 0 em 2009, quando Zé Carlos, atacante do Cruzeiro, foi expulso aos dez segundos de jogo. 

Júnior, Alessandro e Éder Luís marcaram para o Galo. Três dias depois, o Estudiantes sagrou-se campeão da Libertadores no Mineirão. 

Que semana!

O clássico disputado pela Primeira Liga serviu para provar duas coisas. A primeira, que não se forma time de uma hora para a outra. A segunda, com 44 mil atleticanos e cruzeirenses dividindo o Mineirão, que torcida única em clássicos é a última alternativa para combater violência em estádio de futebol.

VANTAGEM

Atlético Paranaense e Botafogo fizeram o dever de casa e venceram a partida de ida do primeiro mata-mata que disputarão para chegar a Libertadores.

No Rio, o Botafogo foi para o intervalo em situação confortável, vencendo por 2 a 0. Na volta, sentiu a parte física e não conseguiu se reorganizar após perder Airton, autor do primeiro gol alvinegro, por lesão.

A partida no Chile será dura. Mas conforta o Botafoguense saber que nas dez partidas em que fez como visitante sob o comando de Jair Ventura, foram seis vitórias.

Em Curitiba, o Atlético não jogou bem. Venceu com gol de pênalti, convertido por Grafite, estreante da noite. 

Positivo foi não ter sofrido gols. Pode ser o diferencial.