Perder para Corinthians e Ponte Preta no estado de São Paulo está dentro da normalidade. Assim como vencer Coritiba e Santos em Chapecó não é algo extraordinário.
Fora do comum é lançar a bola ao ataque 54 vezes. Sem fazer com que ela passe pelo meio de campo e chegue aos atacantes minimamente bem trabalhada. Facilita a vida do rival e dificulta a atuação do meia armador.
É o caso de Hyoran, isolado e sobrecarregado no sistema de Vinicius Eutrópio. O garoto tem tendência a cair pelo lado esquerdo, auxiliado por Dener e Gil.
No lado oposto, Ananias faz mesma função. Exerce melhor, tem características mais propícias. Velocidade, drible, transição rápida...
A trinca com Gil, Elicarlos e Bruno Silva dá consistência ao sistema. Dá também liberdade aos três jogadores de frente. Mas a bola precisa sair mais redonda dos pés dos volantes.
Na noite de ontem, em Campinas, a Ponte foi bem superior. Com dois volantes de contenção, dinâmica pelos lados e organização com Renato Cajá em ótima fase. Venceu por 3 a 1, na primeira partida entre as duas equipes na história da Série A.
Foram 26 desarmes do time campineiro contra 12 da burocrática Chapecoense que joga com três marcadores. Gil não tem qualidade de passe pra ser segundo homem de meio. Bruno Silva menos ainda. Podem jogar juntos, mas sem a responsabilidade de organizar o time a partir da faixa central.
Cisma
Há quem insista em dizer que o Avaí precisa de atacantes. Dos cinco gols da equipe de Gilson Kleina no Brasileiro, quatro deles saíram dos pés de atacantes. Hugo duas vezes diante do Flamengo, Anderson Lopes e Roberto contra o Coritiba. 80%!!!
Pela Chapecoense, só Roger marcou. No Joinville, Rafael Costa fez o único da equipe no campeonato. E no Figueirense, por enquanto, os homens de frente ainda não trabalharam.
Entre os vinte times, o Avaí foi quem mais marcou com seus homens de área (4). A Ponte teve 3 gols assinalados por atacantes, assim como Grêmio e São Paulo.