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quinta-feira, 29 de maio de 2014

França, Suíça, Equador e Honduras. O guia do grupo E da Copa do Mundo

A Copa do Mundo sempre mexe conosco. Ela une o país e faz com que todas as desigualdades sejam deixadas de lado. As diferenças pouco importam e os problemas do cotidiano são esquecidos. Nem o país menos nacionalista escapa da magia da Copa, que transforma e une cada indivíduo da nação.

Desde o dia 2 de maio o blog vem fazendo um guia da Copa do Mundo. Serão oito postagens dedicadas a cada grupo do torneio -  você está lendo a quinta. Confrontos, favoritismo e as principais estrelas de cada equipe.


Grupo E: França, Suíça, Equador e Honduras

Terceiro melhor do mundo, Ribéry é a esperança Francesa no Brasil

A França entra como favorita à primeira colocação no grupo E, como não poderia ser diferente. Que os comandados do técnico Didier Deschamps são superiores tecnicamente aos rivais do grupo, ninguém pode negar. No entanto, basta rever o desempenho da Seleção Francesa em mundiais anteriores - venceram apenas um jogo somando todas as nove partidas de primeira fase disputadas desde 2002 - para entender que dificuldades serão encontradas, apesar da fragilidade de seus adversários.

Com campanha vexatória em 2010, na África do Sul, a França foi eliminada precocemente ainda na primeira fase. Bastou um empate com o Uruguai e duas derrotas, para  México e África do Sul, respectivamente, para que o time dirigido pelo técnico Raymond Domenech desse adeus ao mundial daquele ano. Não conseguindo repetir a boa atuação de 2006, onde chegaram à final, perdendo para a Itália, nos pênaltis, os franceses voltaram para casa com um apenas um gol marcado e o decepcionante posto de quarto pior time do mundial - tendo campanha superior apenas à Coreia do Norte, Camarões e Honduras.

A França estreia dia 15 de junho, diante da seleção de Honduras, em Porto Alegre. Para começar com o pé direito, fazendo boa vitória e mostrando desempenho convincente, o adversário não poderia ser outro. A frágil seleção hondurenha chega à sua terceira Copa do Mundo e, sem grandes ambições, espera no mínimo superar suas campanhas anteriores. Em 1982, ao empatar com Espanha e Irlanda do Norte na primeira fase, Honduras deu adeus ao mundial e voltou cedo para casa. Na participação seguinte o desempenho foi ainda pior: Duas derrotas e um empate diante da Suíça culminaram com a precoce e esperada eliminação.

O jogo abertura do Grupo E acontece também no dia 15. Às 13:00, Suíça e Equador pisam no gramado do belo estádio Mané Garrincha para darem seus primeiros passos no torneio. Ambas seleções têm os mesmos objetivos e reconhecem suas limitações dentro da competição. Tentar disputar a primeira vaga de igual para igual com a forte França é missão complicada e, por isso, lutam pela segunda colocação.

Reconhecida pela forte defesa, a Suíça entra como segunda força no grupo e certamente disputará a segunda vaga com o Equador. Apesar de não ter tradição em mundias, os suíços já marcaram presença em nove copas e chegam ao Brasil para disputar a décima de sua história.

15/06 SUÍÇA - EQUADOR (MANÉ GARRINCHA)
15/06 FRANÇA - HONDURAS (BEIRA RIO)

20/06 SUÍÇA - FRANÇA (FONTE NOVA)
20/06 EQUADOR - HONDURAS (ARENA DA BAIXADA)

25/06 EQUADOR - FRANÇA (MARACANÃ)
25/06 HONDURAS - SUÍÇA (ARENA AMAZÔNIA)

14 dias, 2 semanas. O que parecia distante se aproxima e o inimaginável se torna real.

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Grupo A
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Grupo D

quarta-feira, 28 de maio de 2014

O que acontece no campo, fica no campo

Não precisava. Emerson Sheik foi infeliz na declaração que fez a respeito do zagueiro Lúcio, do Palmeiras. Na saída dos jogadores para o intervalo, o atacante botafoguense declarou que o ex. capitão da seleção brasileira teria lhe chamado de gay. E como não poderia ser diferente, gerou polêmica. Em minutos o caso já havia dado repercussão nacional.

Na segunda etapa a equipe de Vágner Mancini voltou mais ligada e  tratou de fazer o básico para vencer o Palmeiras. Contando  com  boa atuação do goleiro Renan, substituto de Jefferson, que serve a Seleção Brasileira, em Teresópolis, o time da estrela solitária buscou três pontos importantes e deu mais um passo para seguir firme em sua caminhada que promete ser complicada ao restante do ano. Bolatti e Zeballos marcaram os gols do alvinegro.

No fim do jogo coube aos jornalistas botarem lenha na fogueira. Lúcio, ao ser questionado, negou ter feito a ofensa. E se defendeu,  afirmando que tudo que conquistou em sua vida e o sucesso que obteve na carreira não foram atoa. E ainda citou o polêmico caso de contrabando de automóveis que o atacante havia se envolvido em um passado recente, provocando o rival.

Em seguida, Sheik devolveu na mesma moeda, dizendo que o zagueiro "não é homem o suficiente para assumir". E ficou por isso.

Não há nada mais normal dentro de campo do que a provocação entre os atletas. O jogo "psicológico" é tão comum quanto o físico e o tático. De fato, não havia necessidade de Emerson polemizar. Ou ele nunca provocou, nem xingou algum de seus adversários dentro das quatro linhas? Tem ele o comportamento exemplar que exige de seus adversários?

Se a atitude do jogador fosse um tanto mais profissional e o atacante não misturasse o "dentro de campo" com a vida pessoal de outras pessoas, talvez pudéssemos estar agora falando apenas do jogo e da vitória do clube carioca.

Há problemas que podem ser evitados, mas Sheik optou pela polêmica. E a vitória do Botafogo ficou para segundo plano.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Uruguai, Costa Rica, Inglaterra e Itália. O guia do grupo D da Copa do Mundo

A Copa do Mundo sempre mexe conosco. Ela une o país e faz com que todas as desigualdades sejam deixadas de lado. As diferenças pouco importam e os problemas do cotidiano são esquecidos. Nem o país menos nacionalista escapa da magia da Copa, que transforma e une cada indivíduo da nação.

Desde o dia 2 de maio o blog vem fazendo um guia da Copa do Mundo. Serão oito postagens dedicadas a cada grupo do torneio -  você está lendo a quarta. Confrontos, favoritismo e as principais estrelas de cada equipe.


Grupo D: Uruguai, Costa Rica, Inglaterra e Itália

 Artilheiro e melhor jogador da Premier League, Luis Suárez é a esperança de gol celeste

Em um grupo que acumula sete títulos mundiais, dizer que não existirá equilíbrio entre as seleções é algo no mínimo curioso. Uruguai, Itália e Inglaterra lutam no grupo D por duas vagas nas oitavas de final do torneio, ou seja, um campeão mundial dará adeus à Copa do Mundo antes mesmo da segunda fase.

Representante sul-americano no grupo D e detentor de dois títulos mundiais (1930 e 1950), o Uruguai estreia no dia 14 de junho, em Fortaleza, diante da Costa Rica. Sabedor de que perder pontos para a seleção mais fraca do grupo pode ser fator crucial para a desclassificação da equipe ainda na primeira fase, os comandados do técnico Óscar Tabárez pretendem estrear bem para seguirem firmes em sua caminhada. O Estádio do Castelão será o palco do jogo.

A má sorte de cair no mesmo grupo de Itália e Inglaterra se dá pelo fraco desempenho da Celeste nas eliminatórias sul-americanas. Com fracos 52% de aproveitamento, a seleção foi a última classificada, ficando atrás de Ecuador, Chile, Colômbia e Argentina.

No mesmo dia, na Arena Amazônia, Inglaterra e Itália medirão forças sob o forte calor da cidade de Manaus. A Azzurra, por toda sua história, merece muito respeito. Não tem hoje uma equipe brilhante, mas que a camisa pesa, ninguém tem dúvidas.

Os italianos venceram em 1934, dentro em casa, quando bateram na grande final a Tchecoslováquia, por 2 a 1. O bicampeonato veio no mundial seguinte, em solos franceses. Naquela oportunidade, Colaussi e Piola marcaram duas vezes cada e decretaram a vitória de 4 a 2 sobre a Hungria, em Paris.

Depois da conquista na França, o país amargou um jejum de 44 anos sem títulos. Em 1982, na Espanha, quando o Brasil dava pinta de que iria conquistar o tricampeonato, Paolo Rossi tratou de brilhar na semi-final e mandar a seleção comandada por Telê Santana de volta pra casa. Na final, a vítima foi a Alemanha. O carrasco brasileiro voltou a marcar e a Itália se consagrava tri campeã.

A última e mais recente, em 2006, foi na Alemanha. Comandados por Marcello Lippi, os italianos empataram por 1 a 1 e, nas penalidade, venceram por 5 a 3.

Os ingleses, questionados pelos sucessivos fracassos em mundias (venceram apenas em 1966, em seus domínios), esperam surpreender. Pelo trabalho convicto que o técnico Hoy Hodgson vem implantando no "English Team", acredito um pouco mais na seleção do experiente capitão Steven Gerrard. Hodgson aplica em seu time o mesmo 4-1-4-1 que Brendan Rodgers usa no Liverpool e aposta que seguindo essa mesma "linha de filosofia" pode obter sucesso no Brasil.

14/06 URUGUAI - COSTA RICA (CASTELÃO)
14/06 INGLATERRA - ITÁLIA (ARENA DA AMAZÔNIA)

19/06 URUGUAI - INGLATERRA (ARENA CORINTHIANS)
20/06 ITÁLIA - COSTA RICA (ARENA PERNAMBUCO)

24/06 COSTA RICA - INGLATERRA (MINEIRÃO)
24/06 ITÁLIA - URUGUAI (ARENA DAS DUNAS)

23 dias, 3 semanas. O que parecia distante se aproxima e o inimaginável se torna real.

Leia também:
Grupo A
Grupo B
Grupo C

Vitória quarta no Itaquerão não pode tapar limitações e carências no Corinthians

Vencer a primeira em casa, inaugurar o novo estádio com resultado positivo e atuação convincente para então esquecer o pesadelo vivido no domingo. Esse é o atual querer do torcedor corinthiano, que anda pouco empolgado e com certo receio sobre o time.

Não foi a zebra, a derrota ou a perda de três pontos importantíssimos diante de um adversário frágil. Claro que o prejuízo  na tabela poderia ter sido evitado com uma vitória, mas o que preocupou mesmo foi a atuação dos (definitivamente)donos da casa frente ao até então lanterna do Brasileirão e que somava até aquele momento zero pontos.

Alguns insistem em não enxergar, outros hesitam ao falar da postura da equipe, mas de fato a produtividade ofensiva do time comandado por Mano Menezes no primeiro jogo da Arena Corinthians foi fraca, principalmente na primeira etapa. E foi como vem sendo na maioria dos jogos do clube.

O problema é crônico. Desde a era Tite o time do Parque São Jorge sofre com seu carente ataque. Mas isso não é novidade pra ninguém.

Em entrevista à Folha de SP, na última sexta, o atual treinador do alvinegro paulista disse que precisa ainda de mais três reforços para poder trabalhar da maneira esperada e brigar por títulos. Necessário. Se quiser apagar o seu último trabalho e a má impressão que deixou quando fracassou definitivamente na Gávea, ao "abandonar o barco" no Flamengo, Mano terá de trabalhar. E muito.

Mesmo que a sorte esteja ao lado do Corinthians nesta quarta  e o Timão vença o Atlético PR, as limitações alvinegras não podem ser esquecidas. Como bem disse o ex. técnico da Seleção Brasileira, a diretoria do clube terá de "viabilizar reforços".

Vejo mais do que necessário, principalmente se tratando de um elenco envelhecido que clama por renovação.

sábado, 17 de maio de 2014

City campeão sem ingleses entre os titulares: Reflexos de uma Inglaterra frágil em mundiais

Publicado por Heitor Filho no dia 03/03

Manchester City bateu o Sunderland no último domingo em Wembley e se tornou campeão da Copa da Liga Inglesa. Fazendo valer o favoritismo e afastando o fantasma "Wigan" da última temporada.

Mas o que chamou mesmo a atenção foi o fato da equipe do técnico Manuel Pellegrini não utilizar nenhum jogador que tivesse nacionalidade inglesa: Pantilimon, Zabaleta, Kompany, Demichelis e Kolarov; Fernandinho, Yaya Touré, Nasri, David Silva e Aguero; Dzeko. No decorrer do jogo, Jesús Navas, Negredo e Javi García entraram. Mas nem assim. Entre os quatorze que estiveram em campo, nenhum inglês.

A polêmica já veio à tona algumas vezes. O atual técnico da seleção Inglesa, Roy Hodgson, além do zagueiro do Manchester United Rio Ferdinand, já falaram sobre o tema e, evidenciaram o que fica claro a cada temporada: Apostar em jogadores de outras nacionalidades não atribui nada a seleção principal do país. Os números não mentem: 2/3 dos atletas que atuam na Premier League são estrangeiros e isso influencia diretamente no insucesso do "English Team". 

Em meio a grandes investimentos, a liga mais rica e vista do mundo tende a crescer. Os melhores e mais caros jogadores estão lá. Isso atrai público, que geram estádios sempre lotados e uma organização impecável. Mas o que a seleção de futebol da Inglaterra ganha com isso? 

O sucesso de um time vencedor começa cedo, já nas seleções de base. Quando filosofia de jogo e metodologia de trabalho caminham juntas, tudo acontece em harmonia. E esse é o segredo em qualquer área do futebol. Os ingleses pouquíssimo revelam jogadores, nas competições de base quase nunca chegam entre os primeiros. Investem muito mais em contratações do que em suas próprias divisões inferiores. Os conceitos precisam ser revistos. A não ser mesmo que a prioridade seja a liga nacional.

O aproveitamento em Copas do Mundo reflete toda esta crítica: Venceram a Copa de 1966 em seus domínios, chegaram seis vezes às quartas de finais, caíram em três oportunidades nas oitavas e foram a uma semi, em 1990, na Itália. Pouco para um país de tamanha importância no futebol mundial.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Colômbia, Grécia, Costa do Marfim e Japão. O guia do grupo C da Copa do Mundo

A Copa do Mundo sempre mexe conosco. Ela une o país e faz com que todas as desigualdades sejam deixadas de lado. As diferenças pouco importam e os problemas do cotidiano são esquecidos. Nem o país menos nacionalista escapa da magia da Copa, que transforma e une cada indivíduo da nação.

Desde o dia 2 de maio o blog vem fazendo um guia da Copa do Mundo. Serão oito postagens dedicadas a cada grupo do torneio -  você está lendo a terceira. Confrontos, favoritismo e as principais estrelas de cada equipe.


Grupo C: Colômbia, Grécia, Costa do Marfim e Japão

Falcão García luta contra o tempo para se recuperar de lesão no joelho e vir ao Brasil

As quatro seleções representantes do grupo C que buscarão em suas três partidas da primeira fase sua classificação à segunda fase da Copa, não vão encontrar nenhuma equipe de grande porte que tenha o posto de favorita à primeira colocação. No entanto, com bons valores individuais em seus elencos, é inegável que Colômbia e Costa do Marfim estejam um tanto à frente de seus concorrentes.

Os colombianos, comandados pelo técnico argentino José Pekerman, depois de se classificarem em segundo lugar nas eliminatórias sul-americanas, com uma campanha invejável de 9 vitórias em 16 jogos e sonoros 62,5% de aproveitamento, ficando atrás apenas da Argentina, buscarão no grupo C do mundial a vaga nas oitavas de final do torneio. Se classificada, La Tricolor, como é conhecida a seleção de futebol da Colômbia, dificilmente escapará de um forte adversário na fase seguinte - Uruguai, Inglaterra e Itália duelam no grupo D.

Ainda não recuperado de lesão, Radamel Falcão García, principal jogador da seleção e comandante do ataque tricolor, corre contra o tempo para curar sua lesão no joelho esquerdo  e poder então vir ao Brasil defender seu país. Além do atacante do Mônaco, os representantes da América do Sul no grupo C contam com o bom James Rodríguez - também do Mônaco - e Jackson Martínez, principal atacante do Porto.

Em Belo Horizonte, no dia 14 de junho, a Colômbia dá o seu pontapé inicial diante da Grécia. Os gregos, do treinador português Fernando Santos, ex. Benfica, jogam sua terceira Copa do Mundo e buscam o inédito feito de alcançar a segunda fase do torneio.

Nos Estados Unidos, em 1994, em sua primeira participação, a Grécia foi eliminada logo na primeira fase. Foram três jogos, três derrotas, dez gols sofridos e nenhum marcado. Lanterna do grupo e eliminação precoce. Na segunda e última Copa do Mundo disputada pelo país, em 2010, na África do Sul, o desempenho foi menos pífio. Em três partidas, foram duas derrotas, uma vitória, cinco gols sofridos e dois marcados.

Nas eliminatórias europeias foram dez jogos, oito vitórias, uma derrota e apenas uma igualdade. De volta ao torneio, com uma defesa mais sólida, sob o comando de um treinador mais experiente e usando a base do Olympiacos, a tendência é que o desempenho da seleção seja o melhor de toda a história. Portanto, apesar do histórico ridículo nas últimas Copas, a Grécia merece respeito.

No segundo jogo do dia 14, Costa do Marfim e Japão se enfrentam em Brasília. Os marfinenses jogam com o favoritismo, principalmente por terem a seu favor o fenomenal Yaya Touré e Didier Drogba. Se a dupla resolver jogar, os africanos podem se dar bem no Brasil. Outro fator importante é o clima. As altas temperaturas que podem prejudicar os europeus, por outro lado, podem favorecer os Africanos, que possuem virtudes físicas privilegiadas.

O Japão, do técnico italiano Alberto Zaccheroni, disputa sua quinta Copa. Nas edições passadas avançou à segunda fase apenas duas vezes: em 2002 e 2010. Em ambas foi eliminada nas oitavas de final, para Turquia e Paraguai, respectivamente. As outras duas participações do país em mundiais tiveram desempenhos modestos: Em 1998 e 2006, a seleção japonesa mal chegou a vencer um jogo e, consequentemente, foi eliminada ainda na primeira fase.

14/06 COLÔMBIA - GRÉCIA (MINEIRÃO)
14/06 COSTA DO MARFIM - JAPÃO (ARENA PERNAMBUCO)

19/06 COLÔMBIA - COSTA DO MARFIM (MANÉ GARRINCHA)
19/06 JAPÃO - GRÉCIA (ARENA DAS DUNAS)

24/06 JAPÃO - COLÔMBIA (ARENA PANTANAL)
24/06 GRÉCIA - COSTA DO MARFIM (CASTELÃO)

32 dias, 5 semanas. O que parecia distante se aproxima e o inimaginável se torna real.

Leia também:
Grupo A
Grupo B

domingo, 11 de maio de 2014

A situação e os problemas que o Brasil enfrentará na Copa. Corresponderemos?

Publicado por Heitor Filho no dia 13/03

Depois de 64 anos voltamos a sediar uma Copa do Mundo, onde somos, dentro de campo, soberanos. São tempos diferentes e, fazer a Copa em 2014, é completamente diferente do que fazê-la em 1950, a seis décadas e 4 anos atrás.

Questionamentos e dúvidas relativas a competição são normais nesse período pré-mundial. Principalmente quando a sede do maior evento futebolístico do mundo é o Brasil. E razões não faltam para que o brasileiro fique com um pé atrás com o torneio, que acontece a partir do dia 12 de junho.

Vivemos num país onde as coisas nem sempre funcionam como deveriam. Alguns erros que mancham a nação BRASIL e levam aos estrangeiros uma imagem pouco agradável do país. Uma Copa não  se faz apenas com futebol bonito, alegre, envolvente. Mulheres das mais ricas belezas  nas arquibancadas não farão o mundial por nós.

Temos problemas sérios. Desde a mobilidade a segurança. De como iremos nos comportar numa maneira geral. Não estamos acostumados nem preparados com um evento de tão grande porte e que acontece em praticamente todo o território nacional. E o povo tem dúvidas sobre isto.

Atrasadas, algumas das arenas nem ficaram prontas ainda. Teremos apenas um jogo teste na Arena São Paulo antes do pontapé inicial, dado por Brasil e Croácia neste mesmo estádio. Isso por acidentes que atrasaram o andamento das obras ou irresponsabilidade dos órgãos que teriam o dever de planejar tudo para que as coisas acontecessem da maneira esperada?

Vivemos problemas gritantes no cotidiano das grandes cidades brasileiras. Como já citado neste texto, a segurança, a mobilidade urbana e outros diversos fatores tornam a situação, no mínimo, preocupante. Se corresponderemos a altura, só o tempo dirá.

Além de tudo isso existe a preocupação com manifestações e vandalismos "contra-copa", realizados pelos tais Black Blocs - permitam-me fazer referência. Sou a favor da liberdade de expressão e aos protestos, com respeito e passividade, sempre. Mas teremos um problema e tanto se esses cretinos decidirem se aproveitar da Copa do Mundo pra fazer bagunça por aí.

Torço muito pelo Brasil. Mas confesso: Se pudesse escolher entre a taça do mundial para o time de Felipão ou nosso país fazer uma grande Copa do Mundo, em termos de país sede, eu escolheria a segunda opção. O orgulho seria tão grande quanto. A segurança das pessoas e o bem do espetáculo estão acima de qualquer outra vitória ou conquista de determinada seleção. Mas é claro que podemos as duas coisas.

Que venha a nossa Copa!


Leia também: O guia do GRUPO A; GRUPO B

sábado, 10 de maio de 2014

A impunidade no futebol. Brasil vai se tornar o país da injustiça caso medidas judiciais não passem a ser tomadas

Publicado por Heitor Filho no dia 27/02

É mania do brasileiro tapar o sol com a peneira e de empurrar o problema com a barriga. Brecha aqui, brecha ali, e as impunidades vão ficando cada vez mais banais no nosso país.

A dias presenciamos a morte de um torcedor organizado do Santos, cuja torcida prometeu vingança. Lamentável para ambas as partes.

Semanas atrás a invasão no centro de treinamento Joaquim Grava do Corinthians veio à tona. As câmeras do CT nos levavam a acreditar que as medidas judiciais necessárias seriam tomadas e os invasores punidos. Nada aconteceu.

As cenas de terror na Arena Joinville na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2013 do ano passado. Verdadeiros marginais, que poderiam ser facilmente identificados com as imagens da TV. Alguns até foram, mas anteontem, grande parte foi liberada para responder o processo em liberdade.

Anos atrás, na Europa, se via tanta barbárie quanto vemos hoje aqui. Talvez os problemas fossem até maiores. E lá eles resolveram. Não por total, mas, dentro de estádio de futebol, ou você se comporta ou não verá mais jogos do seu clube por um bom tempo. No velho continente, a justiça não permite que você faça sacanagem em mais de uma oportunidade.

Pra se ter noção: Teve  sujeito  que esteve na Bolívia, preso em Oruru, na briga do Mané Garrincha com a torcida do Vasco e ainda na invasão do CT... Pífio.

Mas acabar com esses marginais não é tão simples assim. Facções criminosas não se desmancham facilmente, a paz entre elas não é zelada do dia pra noite.

É necessário que haja mudança na forma de julgar os bandidos do futebol. Menos brechas e mais rigorosidade no cumprimento de leis. Não podemos permitir que esses continuem se aproveitando do esporte mais amado do mundo para fazer baderna e provocar a insanidade por onde passam.

Chegou a hora do país do futebol se tornar o país da justiça.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Espanha, Holanda, Chile e Austrália. O guia do grupo B da Copa do Mundo

A Copa do Mundo sempre mexe conosco. Ela une o país e faz com que todas as desigualdades sejam deixadas de lado. As diferenças pouco importam e os problemas do cotidiano são esquecidos. Nem o país menos nacionalista escapa da magia da Copa, que transforma e une cada indivíduo da nação.

Desde o dia 2 de maio o blog vem fazendo um guia da Copa do Mundo. Serão oito postagens dedicadas a cada grupo do torneio -  você está lendo a segunda. Confrontos, favoritismo e as principais estrelas de cada equipe.


 Grupo B: Espanha, Holanda, Chile e Austrália   
Iniesta fez o gol do título espanhol em 2010 e vai comandar atual campeã no Brasil

Em 2010, na África do Sul, Espanha e Holanda decidiram a final da Copa do Mundo. O zero a zero prevaleceu no tempo normal e, na prorrogação, Iniesta marcou o gol do título primeiro da Espanha.

Quis o destino que as duas seleções se encontrassem novamente, dessa vez no Brasil, e na fase de grupos. O time comandado por Vicente Del Bosque, atual campeão mundial e da Europa, entra como favorito à primeira colocação. Entretanto, diferentemente do grupo A, que tem um Brasil muito superior aos seus adversários, no grupo B a tendência é que as coisas sejam mais equilibradas.

Uma forte Espanha que defenderá o título deve sofrer com as questões climáticas, assim como todas as outras seleções da Europa. Entretanto, a média de idade dos espanhóis é superior a qualquer outra do continente. A questão temperatura gera discussões e, como não poderia ser diferente, a performance dos atuais campeões em solos sul-americanos também.

O jogo abertura do grupo B acontece no dia 13 de junho, em Salvador. A reedição da final do último mundial, como não poderia ser diferente, vai atrair a atenção de todos. Quem vencer dá grande passo à fase seguinte.

Holanda e Chile devem proporcionar um dos grandes jogos da primeira fase, dia 23/06, na Arena Corinthians, última rodada da primeira fase. Certamente a definição do grupo passará por esse jogo e o vencedor do confronto dificilmente não estará nas oitavas de final. Até porque a Espanha deve vencer a Austrália, no mesmo dia, em Curitiba.

O bom Chile que merece todo respeito inicia contra a seleção mais fraca das quatro presentes, a Austrália, em Cuiabá. Nas eliminatórias, os chilenos somaram 28 pontos em 18 jogos, ficando atrás apenas de Argentina e Colômbia. Na última data FIFA os comandados do técnico Jorge Sampaoli foram à Alemanha e complicaram a vida dos donos da casa, em plena Mercedes-Benz Arena, em Stuttgart.

13/06 ESPANHA - HOLANDA (FONTE NOVA)
13/06 CHILE - AUSTRÁLIA (ARENA PANTANAL)

18/06 ESPANHA - CHILE (MARACANÃ)
18/06 HOLANDA - AUSTRÁLIA (BEIRA-RIO)

23/06 ESPANHA- AUSTRÁLIA (ARENA DA BAIXADA
23/06 HOLANDA - CHILE (ARENA CORINTHIANS)


37 dias, 5 semanas. O que parecia distante se aproxima e o inimaginável se torna real.

Leia também:

Grupo A

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Brasil, Camarões, Croácia e México. O guia do grupo A da Copa do Mundo

A Copa do Mundo sempre mexe conosco. Ela une o país e faz com que todas as desigualdades sejam deixadas de lado. As diferenças pouco importam e os problemas do cotidiano são esquecidos. Nem o país menos nacionalista escapa da magia da Copa, que transforma e une cada indivíduo da nação.

A partir de hoje(02/05) o blog estará fazendo um guia da Copa do Mundo. Serão oito postagens dedicadas a cada grupo do torneio. Confrontos, favoritismo e as principais estrelas de cada equipe.

Grupo A: Brasil, Camarões, Croácia e México

Neymar em ação pelo Brasil. Jovem é astro da seleção canarinha

Um favorito e três coadjuvantes. O grupo do Brasil, país sede do torneio, abriga um europeu, um africano e o México, da América Central. O primeiro, protagonista do grupo e favorito indiscutível à liderança, além do histórico magistral em mundiais, joga em casa e tem, sem dúvidas, qualidade técnica muito superior aos seus adversários.

O Brasil defenderá seu posto de mais vezes campeão e terá de superar, além dos seus adversário, a pressão e a responsabilidade de buscar, em seus domínios, o hexa campeonato.

Primeiro adversário dos comandados de Luis Felipe Scolari no torneio, a Croácia conta com bons jogadores, dentre eles, Ivan Rakitic e Luka Modric, ambos meio campistas que atuam no futebol espanhol. O primeiro defende o Sevilha, finalista da UEFA Europa League e adversário do Benfica na final. Já o segundo é jogador do Real Madrid e, assim como o companheiro de seleção, também jogará uma final de competição europeia na temporada. Isso porque seu clube, após eliminar o Bayern de Munique, avançou à final  e decidirá o título da Champions League com o rival Atlético de Madrid.

Representante africano no grupo A, Camarões vem ao Brasil sem tantas responsabilidades. Os Africanos podem se aproveitar do clima quente do país para surpreender. Não possuem nenhum grande talento, mas apostam em suas virtudes físicas para beliscar a segunda vaga do grupo.

Samuel Eto'o é o principal jogador da seleção camaronesa e referência da equipe.

O México é o terceiro do grupo que entrará certamente na briga pela segunda vaga, juntamente com Croácia e Camarões. Nas últimas cinco vezes que participou do mundial, a seleção foi eliminada na fase oitavas de final e, sua melhor campanha em toda a história foi em 1970 e 1986, quando alcançou as quartas de final. Coincidentemente, nas duas ocasiões o país era sede do torneio.

12/06 BRASIL - CROÁCIA (ARENA CORINTHIANS)
13/06 MÉXICO - CAMARÕES (ARENA DAS DUNAS)

17/06 BRASIL - MÉXICO (CASTELÃO)
18/06 CROÁCIA - CAMARÕES (ARENA DA AMAZÔNIA)

23/06 BRASIL - CAMARÕES (MANÉ GARRINCHA)
23/06 CROÁCIA - MÉXICO (ARENA PERNAMBUCO

42 dias, 6 semanas. O que parecia distante se aproxima e o inimaginável se torna real.