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sexta-feira, 4 de julho de 2014

Há vida na seleção sem Neymar. É preciso acreditar

Um baque. Depois da suada vitória diante da Colômbia, hoje, em Fortaleza, o torcedor brasileiro recebeu a notícia de que Neymar, camisa dez e astro do time de Felipão estaria definitivamente de fora do mundial. Tudo por causa de uma entrada desleal de Zúñiga, lateral colombiano, no fim da etapa complementar.

O atacante do Barcelona recebia a bola no campo de defesa e se preparava para armar o contra ataque. No entanto, o atleta de 28 anos que defende o Napoli, da Itália, o acertou em cheio pelas costas.

Neymar caiu. O colombiano alegou cena por parte do garoto. Mas em instantes Scolari já havia sido informado que teria de substituir seu principal jogador pois não teria ele condições de continuar na partida. E chamou Henrique.

O lamento é inevitável. Mas transmitir a desconfiança de não ter Neymar para o grupo de jogadores pode gerar o desconforto necessário que a Alemanha deseja para bater a seleção canarinha no Mineirão.

Terça Neymar se junta à 200 milhões de brasileiros. E teremos sim de enfrentar   todas as dificuldades impostas por uma forte Alemanha sem nosso protagonista.

Assim como em 1962, no Chile, quando Pelé desfalcaria a seleção brasileira ainda na primeira fase e Mané Garrincha viria a se tornar o grande craque daquele mundial, encantando o mundo com sua habilidade magistral. Fomos campeões.

De dez semi finais avançamos sete vezes à final. Nosso rival disputou essa fase em doze oportunidades e, em sete delas, chegou à decisão. Já superamos 2010 e 2006. Hoje jogamos como nunca e vencemos como sempre. E sofremos novamente.

É necessário acreditar e jogar. Pelos 200 milhões espalhados pelo país. E por Neymar.


sexta-feira, 20 de junho de 2014

Costa Rica desbanca projeções e vai às oitavas, assim como em 90. Inglaterra cai novamente e iguala fiascos de 1950 e 58

Os torcedores temiam. Notório era a desconfiança dos ingleses sobre a equipe comandada por Roy Hodgson. A derrota para a Itália, em Manaus, e o último revés, diante do Uruguai, ontem, em São Paulo, deixaram o English Team em situação delicadíssima.

Para que as remotas chances de classificação se tornassem reais, deveriam torcer por duas vitórias da Itália, sobre Costa Rica e Uruguai. Dessa forma os ingleses poderiam avançar às oitavas, caso aumentassem seu saldo de gol na última rodada da primeira fase. Seria difícil, mas possível.

No entanto, no jogo diante da Costa Rica, os comandados de Cesare Prandelli não ajudaram. Depois de um primeiro tempo morno, voltaram para o vestiário com a desvantagem de um gol. Momentaneamente os costarriquenhos assumiam a liderança do dito "grupo da morte", desbancando qualquer projeção que já dava a seleção do técnico Jorge Luis Pinto eliminada. 

Coragem e organização tática. Puro mérito. Aos rivais, decepção. A Costa Rica desbancou seus adversários, até então favoritos, e chegou à segunda fase, com um rodada de antecedência, surpreendentemente. 

Assim como fez em 1990, na Copa da Itália, a Costa Rica avançou às oitavas. No grupo C, com Brasil, Escócia e Suécia, terminaram a primeira fase com duas vitórias e uma derrota. Na fase seguinte acabaram eliminados pela Tchecoslováquia.

Foi na Copa de 90 também que a Inglaterra, hoje eliminada da Copa de 2014, conquistou sua segunda melhor campanha, que não foi superior apenas à de 1966, onde se sagraram campeões.

E se a campanha dos ingleses na Copa de 90 supera seus outros desempenhos em mundiais, a Copa do Brasil nem sequer iguala. Das 14 participações, apenas duas delas (1950 e 1958) não são superiores à atual. 

Na última rodada, Itália e Uruguai jogam em Natal, decidindo seus rumos na competição. Quem perder dá adeus ao Brasil, e embarca junto com a Inglaterra. Os italianos jogam pelo empate.

domingo, 15 de junho de 2014

Suíça vence em jogo dramático e dá grande passo às oitavas. Ottmar Hitzfeld tem tudo para igualar 2006 e superar 2010

A Suíça venceu o Equador hoje, no estádio Mané Garrincha, em sua estreia na Copa do Mundo, por 2 a 1. A vitória  veio apenas no fim do jogo e teve contornos dramáticos.

O gol no último lance da partida, assinalado por Seferovic, teve sua jogada originada no campo de defesa. O equatoriano Arroyo recebeu dentro da área mas titubeou, perdendo a bola  e dando a oportunidade para o rival armar o último e fatal contra ataque do jogo. Behrami resistiu à falta, avançou e tocou para Rodríguez. Este lançou Seferovic, que não perdoou, fazendo 2 a 1 Suíça e dando números finais ao jogo.

A oitava colocada no ranking da FIFA deu grande passo na sua caminhada que ruma às oitavas de final do torneio. A Suíça, avançando à segunda fase, supera sua última campanha, em 2010, quando foi eliminada precocemente na primeira fase da Copa da África do Sul. Naquela oportunidade, o atual treinador da seleção Ottmar Hitzfeld já comandava a equipe.

Caso avance, iguala as campanhas das copas de 2006, na Alemanha, quando somou 7 pontos na fase de grupos mas acabou eliminada pela Ucrânia, nas penalidades, e 1994, nos Estados Unidos, onde chegou às oitavas depois de somar 4 pontos na fase primeira da competição, com uma vitória, um empate e uma derrota. Depois a Suíça viria a ser eliminada pela Espanha, na fase posterior.

Se não possuem em seu currículo uma grande campanha - nunca chegaram entre os quatro melhores -, os suíços não podem se queixar de oportunidades. Já disputaram nove copas do mundo e chegaram ao Brasil para a sua décima. O máximo que conseguiram foram três quartas de finais disputadas, em 1934, 38 e 54.

De fato, faz tempo que não figuram entre os melhores. E projetar uma campanha superior a essas é um tanto quanto complicado, sabido que, na teoria, caso avancem à segunda fase, enfrentam a Argentina.

Mas 2010 já foi superado. E 2006 tem tudo para, no mínimo, ser igualado. Isso se Honduras não aprontar.

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No apagar das luzes! Suíça vira pra cima do Equador aos 48 do segundo tempo

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Brasil 'supera estreia', conta com ajuda de japonês e bate Croácia

O Brasil venceu. Fez valer seu favoritismo diante da boa Croácia e aplicou 3 a 1.

O previsto jogo complicado aconteceu. Os bons valores que possuíam o time croata e todo o clima de tensão da estreia que cercava o confronto, fizeram com que o Brasil encontrasse muitas dificuldades. Demorou pra se encontrar e acabou levando o gol cedo - ou fazendo, com Marcelo, contra sua própria meta.

Vítima da ansiedade e do nervosismo, os comandados de Felipão só acordaram para a partida quando Neymar partiu pra cima, bateu de longe, no canto, e empatou. A partir daí o jogo se tornava menos tenso, mas não menos perigoso.

O vestiário não fez bem para a seleção brasileira. No início da segunda etapa a equipe comandada pelo técnico Niko Kovac voltou melhor e, o Brasil, assim como na etapa inicial, sem ímpeto ofensivo.

Coube ao japonês Yuichi Nishimura, árbitro do jogo, ver e assinalar um pênalti inexistente em Fred - que só apareceu uma vez no jogo. Neymar, novamente, e 2 a 1 Brasil.

Com a desvantagem, a Croácia se soltou e, por pouco, não empatou a partida. Merecia.

Os comandados de Scolari abdicavam de atacar. Mas em contra ataque, Oscar pegou a defesa croata desarrumada e, de bico, matou o jogo.

O Brasil, com dificuldades, venceu. E de fato o placar não nos mostra o que realmente foi o jogo. Até porque, se o homem do apito visse que Fred deu uma de dançarina dentro da área, a história certamente seria outra.

Merecida ou não, valeu a vitória. E a festa também.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Bélgica, Rússia, Coreia do Sul e Argélia. O guia do grupo H da Copa do Mundo

A Copa do Mundo sempre mexe conosco. Ela une o país e faz com que todas as desigualdades sejam deixadas de lado. As diferenças pouco importam e os problemas do cotidiano são esquecidos. Nem o país menos nacionalista escapa da magia da Copa, que transforma e une cada indivíduo da nação.

Desde o dia 2 de maio o blog vem fazendo um guia da Copa do Mundo. Serão oito postagens dedicadas a cada grupo do torneio -  você está lendo a oitava e última. Confrontos, favoritismo e as principais estrelas de cada equipe.


Grupo H: Bélgica, Rússia, Coreia do Sul e Argélia 

Hazard é a esperança da Bélgica, favorita no grupo H


Difícil não apostar na Bélgica como primeira classificada no grupo H e à sensação da Copa. Com tantas estrelas e uma invejável campanha nas eliminatórias europeias, onde venceu oito das dez partidas que disputou e empatou as outras duas, num grupo que tinha também Croácia e Sérvia, a equipe do treinador Marc Wilmots entra na Copa, sem sombras de dúvidas, como principal candidata à surpreender.

Onze participações. Seis oitavas de final alcançadas e um semi, em 1986, no México - na ocasião eliminada pela Argentina, que se sagraria campeã depois, ao bater a Alemanha na final. A tendência é que Courtois, Kompany, Hazard e companhia superem as últimas e medianas campanhas da Bélgica, principalmente as de 1990, 1994 e 2002, quando mal chegaram às quartas de final do torneio.

Para iniciarem com o pé direito, os belgas têm a missão de fazer valer o favoritismo e vencer, com autoridade, a Argélia, dia 17, em Belo Horizonte. Depois duelam com a Rússia, que em tese é a segunda força do grupo, no Maracanã. Fecham a primeira fase dia 26, na Arena Corinthians, diante da Coreia do Sul. O primeiro colocado do grupo H enfrenta o segundo do G, que tem Alemanha, Gana, Portugal e Estados Unidos.

Adversário da Bélgica na segunda rodada da primeira fase, a Rússia de Fábio Capello pretende, no mínimo, chegar às oitavas. Isto se superar  Coreia do Sul e Argélia. No entanto, sabe que sua aventura  no Brasil deve durar pouco, pois dificilmente escapará da forte Alemanha na segunda fase.

Dzagoev, jovem do CSKA, é o principal russo em atividade. Talentoso, comanda o meio de campo da seleção que chega à sua terceira Copa. Em 2018 a Rússia vai sediar o mundial, portanto, já está automaticamente classificada.

Para Argélia e Coreia, o importante é sentir e curtir o mundial ao máximo. E torcer para que os deuses do futebol estejam inspirados já na primeira fase da competição.


17/06 BÉLGICA - ARGÉLIA (MINEIRÃO)
17/06 RÚSSIA - COREIA DO SUL (ARENA PANTANAL)

22/06 BÉLGICA - RÚSSIA (MARACANÃ)
22/06 COREIA DO SUL - ARGÉLIA (BEIRA-RIO)

26/06 COREIA DO SUL - BÉLGICA (ARENA CORINTHIANS)
26/06 ARGÉLIA - RÚSSIA (ARENA DA BAIXADA)

Um dia. O que parecia distante se aproxima e o inimaginável se torna real.

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Grupo G

domingo, 8 de junho de 2014

Alemanha, Portugal, Estados Unidos e Gana. O guia do grupo G da Copa do Mundo

A Copa do Mundo sempre mexe conosco. Ela une o país e faz com que todas as desigualdades sejam deixadas de lado. As diferenças pouco importam e os problemas do cotidiano são esquecidos. Nem o país menos nacionalista escapa da magia da Copa, que transforma e une cada indivíduo da nação.

Desde o dia 2 de maio o blog vem fazendo um guia da Copa do Mundo. Serão oito postagens dedicadas a cada grupo do torneio -  você está lendo a sétima. Confrontos, favoritismo e as principais estrelas de cada equipe.


Grupo G: Alemanha, Portugal, Estados Unidos e Gana

Talento e responsabilidade. CR7 e Schweinsteiger comandam suas seleções

A tradição e o retrospecto não nos permitem deixar a Alemanha de fora da lista dos favoritos ao título. Das 17 participações da seleção, em apenas cinco a tricampeã ficou de fora das semi finais. Chegou doze vezes entre os quatro melhores, avançando à sete finais e conquistando três mundiais.

Os triunfos vieram em 1954, 74 e 90. O primeiro deles, disputado na Suíça, os alemães (Ocidental) venceram a Hungria na final, por 3 a 2. Duas décadas depois, o segundo título. Com gols de Breitner e Müller, os comandados de Helmut Schön bateram a Holanda por 2 a 1. O mais recente dos títulos foi conquistado na Itália, em 1990. No Estádio Olímpico de Roma, Argentina e Alemanha se enfrentaram. O zero a zero ia prevalecendo no placar até que, aos 40 minutos da segundo etapa, Andreas Brehme converteu uma penalidade, dando o terceiro e último título à seu país.

A estreia acontece no dia 16, em Salvador, ante a seleção de Portugal. Para o segundo jogo, os comandados de Joachim Löw não terão de enfrentar longa viagem. Continuam no nordeste do Brasil, onde enfrentam Gana, em Fortaleza. Por fim, encerram a primeira fase em Recife, diante dos Estados Unidos, no Castelão.

Portugal, por sua vez, joga em Salvador, Manaus e Brasília, contra Alemanha, Estados Unidos e Gana, respectivamente. No entanto, se as cansativas viagens preocupam o técnico Paulo Bento, elas nem chegam perto do problema que se chama Cristiano Ronaldo. Que o sucesso da seleção portuguesa passa pelos pés do Gajo, todos sabem. Mas de fato o camisa 7 do Real Madrid é uma verdadeira incógnita para o mundial. E sem ele, Portugal terá receios com Gana e Estados Unidos na briga pela segunda vaga.

O representante da África no grupo G chega com moral. Depois de conquistar a melhor campanha de um africano em mundiais, em 2010, ao chegar nas quartas de final, o mundo passou a ver Gana com outros olhos. Contando com bons nomes, principalmente no setor de meio de campo (Essien, Asamoah, Boateng, Muntari), os comandados de James Appiah sabem que podem brigar de igual para igual com Portugal e Estados Unidos pela segunda vaga do grupo.

16/06 ALEMANHA - PORTUGAL (FONTE NOVA)
16/06 GANA - ESTADOS UNIDOS (ARENA DAS DUNAS)

21/06 ALEMANHA - GANA (CASTELÃO)
22/06 ESTADOS UNIDOS - PORTUGAL (ARENA DA AMAZÔNIA)

26/06 ESTADOS UNIDOS - ALEMANHA (ARENA PERNAMBUCO)
26/06 PORTUGAL - GANA (MANÉ GARRINCHA)

5 dias. O que parecia distante se aproxima e o inimaginável se torna real.

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sexta-feira, 6 de junho de 2014

Argentina, Bósnia, Irã e Nigéria. O guia do grupo F da Copa do Mundo

A Copa do Mundo sempre mexe conosco. Ela une o país e faz com que todas as desigualdades sejam deixadas de lado. As diferenças pouco importam e os problemas do cotidiano são esquecidos. Nem o país menos nacionalista escapa da magia da Copa, que transforma e une cada indivíduo da nação.

Desde o dia 2 de maio o blog vem fazendo um guia da Copa do Mundo. Serão oito postagens dedicadas a cada grupo do torneio -  você está lendo a sexta. Confrontos, favoritismo e as principais estrelas de cada equipe.


Grupo F: Argentina, Bósnia, Irã e Nigéria

Principal arma da seleção, ataque argentino é comandado pelo trio Messi, Agüero e di Maria

Favoritismo total à Argentina no grupo E. Ao lado das modestas seleções da Bósnia, Nigéria e Irã, a tendência é que a equipe comandada por Alejandro Sabella avance às oitavas de final com certa facilidade.

Já que não podem confiar no vulnerável setor defensivo, os argentinos depositam suas fichas no poderio ofensivo da seleção. Com Messi, di Maria, Aguero e Higuaín formando o quarteto de ataque, o time de Sabella é forte candidato ao título.

Colocar água no chopp do maior rival e ofuscar o sonho do hexa brasileiro é o desejo de qualquer Argentino. Motivação não faltará para que os Alvicelestes venham ao Brasil buscar seu terceiro título, o que seria mais do que fantástico para o país.

Em 1978 conquistaram sua primeira Copa do Mundo, dentro de casa, ao bater os Países Baixos por 3 a 1. O segundo título veio oito anos depois. No México, a Argentina enfrentou a Alemanha Ocidental na grande final e venceu por 3 a 2. De lá pra cá ficaram apenas uma vez entre os quatro melhores(1990).

Os comandados de Alejandro Sabella estreiam dia 15, domingo, no Maracanã. O adversário é a Bósnia, do técnico Safet Sucic e de campanha surpreendente nas eliminatórias: 30 gols marcados e seis sofridos em dez jogos, com aproveitamento de 83.3%.

Dzeko e Pjanic, jogadores do Manchester City e da Roma, respectivamente, são os principais atletas da seleção que participa pela primeira vez de um mundial.

No segundo jogo do grupo, Irã e Nigéria duelam na bela Arena da Baixada, em Curitiba. O vencedor certamente decidirá a segunda vaga do grupo com a Bósnia, nas rodadas seguintes. Os nigerianos apostam na experiência do volante Mikel, do Chelsea, e em Moses, também jogador dos Blues, mas que esteve emprestado ao Liverpool na última temporada.

O Irã é comandado pelo português Carlos Queiroz, que inclusive comandou a seleção de seu país em 2010, nas eliminatórias. Está a três anos no comando da seleção iraniana, que chega para a sua quarta Copa do Mundo.

15/06 ARGENTINA - BÓSNIA (MARACANÃ)
16/06 IRÃ - NIGÉRIA (ARENA DA BAIXADA)

21/06 ARGENTINA - IRÃ (MINEIRÃO)
21/06 BÓSNIA - NIGÉRIA (ARENA PANTANAL)

25/06 ARGENTINA - NIGÉRIA (BEIRA-RIO)
25/06 BÓSNIA - IRÃ (FONTE NOVA)

7 dias, 1 semana. O que parecia distante se aproxima e o inimaginável se torna real.

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quinta-feira, 29 de maio de 2014

França, Suíça, Equador e Honduras. O guia do grupo E da Copa do Mundo

A Copa do Mundo sempre mexe conosco. Ela une o país e faz com que todas as desigualdades sejam deixadas de lado. As diferenças pouco importam e os problemas do cotidiano são esquecidos. Nem o país menos nacionalista escapa da magia da Copa, que transforma e une cada indivíduo da nação.

Desde o dia 2 de maio o blog vem fazendo um guia da Copa do Mundo. Serão oito postagens dedicadas a cada grupo do torneio -  você está lendo a quinta. Confrontos, favoritismo e as principais estrelas de cada equipe.


Grupo E: França, Suíça, Equador e Honduras

Terceiro melhor do mundo, Ribéry é a esperança Francesa no Brasil

A França entra como favorita à primeira colocação no grupo E, como não poderia ser diferente. Que os comandados do técnico Didier Deschamps são superiores tecnicamente aos rivais do grupo, ninguém pode negar. No entanto, basta rever o desempenho da Seleção Francesa em mundiais anteriores - venceram apenas um jogo somando todas as nove partidas de primeira fase disputadas desde 2002 - para entender que dificuldades serão encontradas, apesar da fragilidade de seus adversários.

Com campanha vexatória em 2010, na África do Sul, a França foi eliminada precocemente ainda na primeira fase. Bastou um empate com o Uruguai e duas derrotas, para  México e África do Sul, respectivamente, para que o time dirigido pelo técnico Raymond Domenech desse adeus ao mundial daquele ano. Não conseguindo repetir a boa atuação de 2006, onde chegaram à final, perdendo para a Itália, nos pênaltis, os franceses voltaram para casa com um apenas um gol marcado e o decepcionante posto de quarto pior time do mundial - tendo campanha superior apenas à Coreia do Norte, Camarões e Honduras.

A França estreia dia 15 de junho, diante da seleção de Honduras, em Porto Alegre. Para começar com o pé direito, fazendo boa vitória e mostrando desempenho convincente, o adversário não poderia ser outro. A frágil seleção hondurenha chega à sua terceira Copa do Mundo e, sem grandes ambições, espera no mínimo superar suas campanhas anteriores. Em 1982, ao empatar com Espanha e Irlanda do Norte na primeira fase, Honduras deu adeus ao mundial e voltou cedo para casa. Na participação seguinte o desempenho foi ainda pior: Duas derrotas e um empate diante da Suíça culminaram com a precoce e esperada eliminação.

O jogo abertura do Grupo E acontece também no dia 15. Às 13:00, Suíça e Equador pisam no gramado do belo estádio Mané Garrincha para darem seus primeiros passos no torneio. Ambas seleções têm os mesmos objetivos e reconhecem suas limitações dentro da competição. Tentar disputar a primeira vaga de igual para igual com a forte França é missão complicada e, por isso, lutam pela segunda colocação.

Reconhecida pela forte defesa, a Suíça entra como segunda força no grupo e certamente disputará a segunda vaga com o Equador. Apesar de não ter tradição em mundias, os suíços já marcaram presença em nove copas e chegam ao Brasil para disputar a décima de sua história.

15/06 SUÍÇA - EQUADOR (MANÉ GARRINCHA)
15/06 FRANÇA - HONDURAS (BEIRA RIO)

20/06 SUÍÇA - FRANÇA (FONTE NOVA)
20/06 EQUADOR - HONDURAS (ARENA DA BAIXADA)

25/06 EQUADOR - FRANÇA (MARACANÃ)
25/06 HONDURAS - SUÍÇA (ARENA AMAZÔNIA)

14 dias, 2 semanas. O que parecia distante se aproxima e o inimaginável se torna real.

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terça-feira, 20 de maio de 2014

Uruguai, Costa Rica, Inglaterra e Itália. O guia do grupo D da Copa do Mundo

A Copa do Mundo sempre mexe conosco. Ela une o país e faz com que todas as desigualdades sejam deixadas de lado. As diferenças pouco importam e os problemas do cotidiano são esquecidos. Nem o país menos nacionalista escapa da magia da Copa, que transforma e une cada indivíduo da nação.

Desde o dia 2 de maio o blog vem fazendo um guia da Copa do Mundo. Serão oito postagens dedicadas a cada grupo do torneio -  você está lendo a quarta. Confrontos, favoritismo e as principais estrelas de cada equipe.


Grupo D: Uruguai, Costa Rica, Inglaterra e Itália

 Artilheiro e melhor jogador da Premier League, Luis Suárez é a esperança de gol celeste

Em um grupo que acumula sete títulos mundiais, dizer que não existirá equilíbrio entre as seleções é algo no mínimo curioso. Uruguai, Itália e Inglaterra lutam no grupo D por duas vagas nas oitavas de final do torneio, ou seja, um campeão mundial dará adeus à Copa do Mundo antes mesmo da segunda fase.

Representante sul-americano no grupo D e detentor de dois títulos mundiais (1930 e 1950), o Uruguai estreia no dia 14 de junho, em Fortaleza, diante da Costa Rica. Sabedor de que perder pontos para a seleção mais fraca do grupo pode ser fator crucial para a desclassificação da equipe ainda na primeira fase, os comandados do técnico Óscar Tabárez pretendem estrear bem para seguirem firmes em sua caminhada. O Estádio do Castelão será o palco do jogo.

A má sorte de cair no mesmo grupo de Itália e Inglaterra se dá pelo fraco desempenho da Celeste nas eliminatórias sul-americanas. Com fracos 52% de aproveitamento, a seleção foi a última classificada, ficando atrás de Ecuador, Chile, Colômbia e Argentina.

No mesmo dia, na Arena Amazônia, Inglaterra e Itália medirão forças sob o forte calor da cidade de Manaus. A Azzurra, por toda sua história, merece muito respeito. Não tem hoje uma equipe brilhante, mas que a camisa pesa, ninguém tem dúvidas.

Os italianos venceram em 1934, dentro em casa, quando bateram na grande final a Tchecoslováquia, por 2 a 1. O bicampeonato veio no mundial seguinte, em solos franceses. Naquela oportunidade, Colaussi e Piola marcaram duas vezes cada e decretaram a vitória de 4 a 2 sobre a Hungria, em Paris.

Depois da conquista na França, o país amargou um jejum de 44 anos sem títulos. Em 1982, na Espanha, quando o Brasil dava pinta de que iria conquistar o tricampeonato, Paolo Rossi tratou de brilhar na semi-final e mandar a seleção comandada por Telê Santana de volta pra casa. Na final, a vítima foi a Alemanha. O carrasco brasileiro voltou a marcar e a Itália se consagrava tri campeã.

A última e mais recente, em 2006, foi na Alemanha. Comandados por Marcello Lippi, os italianos empataram por 1 a 1 e, nas penalidade, venceram por 5 a 3.

Os ingleses, questionados pelos sucessivos fracassos em mundias (venceram apenas em 1966, em seus domínios), esperam surpreender. Pelo trabalho convicto que o técnico Hoy Hodgson vem implantando no "English Team", acredito um pouco mais na seleção do experiente capitão Steven Gerrard. Hodgson aplica em seu time o mesmo 4-1-4-1 que Brendan Rodgers usa no Liverpool e aposta que seguindo essa mesma "linha de filosofia" pode obter sucesso no Brasil.

14/06 URUGUAI - COSTA RICA (CASTELÃO)
14/06 INGLATERRA - ITÁLIA (ARENA DA AMAZÔNIA)

19/06 URUGUAI - INGLATERRA (ARENA CORINTHIANS)
20/06 ITÁLIA - COSTA RICA (ARENA PERNAMBUCO)

24/06 COSTA RICA - INGLATERRA (MINEIRÃO)
24/06 ITÁLIA - URUGUAI (ARENA DAS DUNAS)

23 dias, 3 semanas. O que parecia distante se aproxima e o inimaginável se torna real.

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segunda-feira, 12 de maio de 2014

Colômbia, Grécia, Costa do Marfim e Japão. O guia do grupo C da Copa do Mundo

A Copa do Mundo sempre mexe conosco. Ela une o país e faz com que todas as desigualdades sejam deixadas de lado. As diferenças pouco importam e os problemas do cotidiano são esquecidos. Nem o país menos nacionalista escapa da magia da Copa, que transforma e une cada indivíduo da nação.

Desde o dia 2 de maio o blog vem fazendo um guia da Copa do Mundo. Serão oito postagens dedicadas a cada grupo do torneio -  você está lendo a terceira. Confrontos, favoritismo e as principais estrelas de cada equipe.


Grupo C: Colômbia, Grécia, Costa do Marfim e Japão

Falcão García luta contra o tempo para se recuperar de lesão no joelho e vir ao Brasil

As quatro seleções representantes do grupo C que buscarão em suas três partidas da primeira fase sua classificação à segunda fase da Copa, não vão encontrar nenhuma equipe de grande porte que tenha o posto de favorita à primeira colocação. No entanto, com bons valores individuais em seus elencos, é inegável que Colômbia e Costa do Marfim estejam um tanto à frente de seus concorrentes.

Os colombianos, comandados pelo técnico argentino José Pekerman, depois de se classificarem em segundo lugar nas eliminatórias sul-americanas, com uma campanha invejável de 9 vitórias em 16 jogos e sonoros 62,5% de aproveitamento, ficando atrás apenas da Argentina, buscarão no grupo C do mundial a vaga nas oitavas de final do torneio. Se classificada, La Tricolor, como é conhecida a seleção de futebol da Colômbia, dificilmente escapará de um forte adversário na fase seguinte - Uruguai, Inglaterra e Itália duelam no grupo D.

Ainda não recuperado de lesão, Radamel Falcão García, principal jogador da seleção e comandante do ataque tricolor, corre contra o tempo para curar sua lesão no joelho esquerdo  e poder então vir ao Brasil defender seu país. Além do atacante do Mônaco, os representantes da América do Sul no grupo C contam com o bom James Rodríguez - também do Mônaco - e Jackson Martínez, principal atacante do Porto.

Em Belo Horizonte, no dia 14 de junho, a Colômbia dá o seu pontapé inicial diante da Grécia. Os gregos, do treinador português Fernando Santos, ex. Benfica, jogam sua terceira Copa do Mundo e buscam o inédito feito de alcançar a segunda fase do torneio.

Nos Estados Unidos, em 1994, em sua primeira participação, a Grécia foi eliminada logo na primeira fase. Foram três jogos, três derrotas, dez gols sofridos e nenhum marcado. Lanterna do grupo e eliminação precoce. Na segunda e última Copa do Mundo disputada pelo país, em 2010, na África do Sul, o desempenho foi menos pífio. Em três partidas, foram duas derrotas, uma vitória, cinco gols sofridos e dois marcados.

Nas eliminatórias europeias foram dez jogos, oito vitórias, uma derrota e apenas uma igualdade. De volta ao torneio, com uma defesa mais sólida, sob o comando de um treinador mais experiente e usando a base do Olympiacos, a tendência é que o desempenho da seleção seja o melhor de toda a história. Portanto, apesar do histórico ridículo nas últimas Copas, a Grécia merece respeito.

No segundo jogo do dia 14, Costa do Marfim e Japão se enfrentam em Brasília. Os marfinenses jogam com o favoritismo, principalmente por terem a seu favor o fenomenal Yaya Touré e Didier Drogba. Se a dupla resolver jogar, os africanos podem se dar bem no Brasil. Outro fator importante é o clima. As altas temperaturas que podem prejudicar os europeus, por outro lado, podem favorecer os Africanos, que possuem virtudes físicas privilegiadas.

O Japão, do técnico italiano Alberto Zaccheroni, disputa sua quinta Copa. Nas edições passadas avançou à segunda fase apenas duas vezes: em 2002 e 2010. Em ambas foi eliminada nas oitavas de final, para Turquia e Paraguai, respectivamente. As outras duas participações do país em mundiais tiveram desempenhos modestos: Em 1998 e 2006, a seleção japonesa mal chegou a vencer um jogo e, consequentemente, foi eliminada ainda na primeira fase.

14/06 COLÔMBIA - GRÉCIA (MINEIRÃO)
14/06 COSTA DO MARFIM - JAPÃO (ARENA PERNAMBUCO)

19/06 COLÔMBIA - COSTA DO MARFIM (MANÉ GARRINCHA)
19/06 JAPÃO - GRÉCIA (ARENA DAS DUNAS)

24/06 JAPÃO - COLÔMBIA (ARENA PANTANAL)
24/06 GRÉCIA - COSTA DO MARFIM (CASTELÃO)

32 dias, 5 semanas. O que parecia distante se aproxima e o inimaginável se torna real.

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domingo, 11 de maio de 2014

A situação e os problemas que o Brasil enfrentará na Copa. Corresponderemos?

Publicado por Heitor Filho no dia 13/03

Depois de 64 anos voltamos a sediar uma Copa do Mundo, onde somos, dentro de campo, soberanos. São tempos diferentes e, fazer a Copa em 2014, é completamente diferente do que fazê-la em 1950, a seis décadas e 4 anos atrás.

Questionamentos e dúvidas relativas a competição são normais nesse período pré-mundial. Principalmente quando a sede do maior evento futebolístico do mundo é o Brasil. E razões não faltam para que o brasileiro fique com um pé atrás com o torneio, que acontece a partir do dia 12 de junho.

Vivemos num país onde as coisas nem sempre funcionam como deveriam. Alguns erros que mancham a nação BRASIL e levam aos estrangeiros uma imagem pouco agradável do país. Uma Copa não  se faz apenas com futebol bonito, alegre, envolvente. Mulheres das mais ricas belezas  nas arquibancadas não farão o mundial por nós.

Temos problemas sérios. Desde a mobilidade a segurança. De como iremos nos comportar numa maneira geral. Não estamos acostumados nem preparados com um evento de tão grande porte e que acontece em praticamente todo o território nacional. E o povo tem dúvidas sobre isto.

Atrasadas, algumas das arenas nem ficaram prontas ainda. Teremos apenas um jogo teste na Arena São Paulo antes do pontapé inicial, dado por Brasil e Croácia neste mesmo estádio. Isso por acidentes que atrasaram o andamento das obras ou irresponsabilidade dos órgãos que teriam o dever de planejar tudo para que as coisas acontecessem da maneira esperada?

Vivemos problemas gritantes no cotidiano das grandes cidades brasileiras. Como já citado neste texto, a segurança, a mobilidade urbana e outros diversos fatores tornam a situação, no mínimo, preocupante. Se corresponderemos a altura, só o tempo dirá.

Além de tudo isso existe a preocupação com manifestações e vandalismos "contra-copa", realizados pelos tais Black Blocs - permitam-me fazer referência. Sou a favor da liberdade de expressão e aos protestos, com respeito e passividade, sempre. Mas teremos um problema e tanto se esses cretinos decidirem se aproveitar da Copa do Mundo pra fazer bagunça por aí.

Torço muito pelo Brasil. Mas confesso: Se pudesse escolher entre a taça do mundial para o time de Felipão ou nosso país fazer uma grande Copa do Mundo, em termos de país sede, eu escolheria a segunda opção. O orgulho seria tão grande quanto. A segurança das pessoas e o bem do espetáculo estão acima de qualquer outra vitória ou conquista de determinada seleção. Mas é claro que podemos as duas coisas.

Que venha a nossa Copa!


Leia também: O guia do GRUPO A; GRUPO B

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Espanha, Holanda, Chile e Austrália. O guia do grupo B da Copa do Mundo

A Copa do Mundo sempre mexe conosco. Ela une o país e faz com que todas as desigualdades sejam deixadas de lado. As diferenças pouco importam e os problemas do cotidiano são esquecidos. Nem o país menos nacionalista escapa da magia da Copa, que transforma e une cada indivíduo da nação.

Desde o dia 2 de maio o blog vem fazendo um guia da Copa do Mundo. Serão oito postagens dedicadas a cada grupo do torneio -  você está lendo a segunda. Confrontos, favoritismo e as principais estrelas de cada equipe.


 Grupo B: Espanha, Holanda, Chile e Austrália   
Iniesta fez o gol do título espanhol em 2010 e vai comandar atual campeã no Brasil

Em 2010, na África do Sul, Espanha e Holanda decidiram a final da Copa do Mundo. O zero a zero prevaleceu no tempo normal e, na prorrogação, Iniesta marcou o gol do título primeiro da Espanha.

Quis o destino que as duas seleções se encontrassem novamente, dessa vez no Brasil, e na fase de grupos. O time comandado por Vicente Del Bosque, atual campeão mundial e da Europa, entra como favorito à primeira colocação. Entretanto, diferentemente do grupo A, que tem um Brasil muito superior aos seus adversários, no grupo B a tendência é que as coisas sejam mais equilibradas.

Uma forte Espanha que defenderá o título deve sofrer com as questões climáticas, assim como todas as outras seleções da Europa. Entretanto, a média de idade dos espanhóis é superior a qualquer outra do continente. A questão temperatura gera discussões e, como não poderia ser diferente, a performance dos atuais campeões em solos sul-americanos também.

O jogo abertura do grupo B acontece no dia 13 de junho, em Salvador. A reedição da final do último mundial, como não poderia ser diferente, vai atrair a atenção de todos. Quem vencer dá grande passo à fase seguinte.

Holanda e Chile devem proporcionar um dos grandes jogos da primeira fase, dia 23/06, na Arena Corinthians, última rodada da primeira fase. Certamente a definição do grupo passará por esse jogo e o vencedor do confronto dificilmente não estará nas oitavas de final. Até porque a Espanha deve vencer a Austrália, no mesmo dia, em Curitiba.

O bom Chile que merece todo respeito inicia contra a seleção mais fraca das quatro presentes, a Austrália, em Cuiabá. Nas eliminatórias, os chilenos somaram 28 pontos em 18 jogos, ficando atrás apenas de Argentina e Colômbia. Na última data FIFA os comandados do técnico Jorge Sampaoli foram à Alemanha e complicaram a vida dos donos da casa, em plena Mercedes-Benz Arena, em Stuttgart.

13/06 ESPANHA - HOLANDA (FONTE NOVA)
13/06 CHILE - AUSTRÁLIA (ARENA PANTANAL)

18/06 ESPANHA - CHILE (MARACANÃ)
18/06 HOLANDA - AUSTRÁLIA (BEIRA-RIO)

23/06 ESPANHA- AUSTRÁLIA (ARENA DA BAIXADA
23/06 HOLANDA - CHILE (ARENA CORINTHIANS)


37 dias, 5 semanas. O que parecia distante se aproxima e o inimaginável se torna real.

Leia também:

Grupo A

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Brasil, Camarões, Croácia e México. O guia do grupo A da Copa do Mundo

A Copa do Mundo sempre mexe conosco. Ela une o país e faz com que todas as desigualdades sejam deixadas de lado. As diferenças pouco importam e os problemas do cotidiano são esquecidos. Nem o país menos nacionalista escapa da magia da Copa, que transforma e une cada indivíduo da nação.

A partir de hoje(02/05) o blog estará fazendo um guia da Copa do Mundo. Serão oito postagens dedicadas a cada grupo do torneio. Confrontos, favoritismo e as principais estrelas de cada equipe.

Grupo A: Brasil, Camarões, Croácia e México

Neymar em ação pelo Brasil. Jovem é astro da seleção canarinha

Um favorito e três coadjuvantes. O grupo do Brasil, país sede do torneio, abriga um europeu, um africano e o México, da América Central. O primeiro, protagonista do grupo e favorito indiscutível à liderança, além do histórico magistral em mundiais, joga em casa e tem, sem dúvidas, qualidade técnica muito superior aos seus adversários.

O Brasil defenderá seu posto de mais vezes campeão e terá de superar, além dos seus adversário, a pressão e a responsabilidade de buscar, em seus domínios, o hexa campeonato.

Primeiro adversário dos comandados de Luis Felipe Scolari no torneio, a Croácia conta com bons jogadores, dentre eles, Ivan Rakitic e Luka Modric, ambos meio campistas que atuam no futebol espanhol. O primeiro defende o Sevilha, finalista da UEFA Europa League e adversário do Benfica na final. Já o segundo é jogador do Real Madrid e, assim como o companheiro de seleção, também jogará uma final de competição europeia na temporada. Isso porque seu clube, após eliminar o Bayern de Munique, avançou à final  e decidirá o título da Champions League com o rival Atlético de Madrid.

Representante africano no grupo A, Camarões vem ao Brasil sem tantas responsabilidades. Os Africanos podem se aproveitar do clima quente do país para surpreender. Não possuem nenhum grande talento, mas apostam em suas virtudes físicas para beliscar a segunda vaga do grupo.

Samuel Eto'o é o principal jogador da seleção camaronesa e referência da equipe.

O México é o terceiro do grupo que entrará certamente na briga pela segunda vaga, juntamente com Croácia e Camarões. Nas últimas cinco vezes que participou do mundial, a seleção foi eliminada na fase oitavas de final e, sua melhor campanha em toda a história foi em 1970 e 1986, quando alcançou as quartas de final. Coincidentemente, nas duas ocasiões o país era sede do torneio.

12/06 BRASIL - CROÁCIA (ARENA CORINTHIANS)
13/06 MÉXICO - CAMARÕES (ARENA DAS DUNAS)

17/06 BRASIL - MÉXICO (CASTELÃO)
18/06 CROÁCIA - CAMARÕES (ARENA DA AMAZÔNIA)

23/06 BRASIL - CAMARÕES (MANÉ GARRINCHA)
23/06 CROÁCIA - MÉXICO (ARENA PERNAMBUCO

42 dias, 6 semanas. O que parecia distante se aproxima e o inimaginável se torna real.

domingo, 23 de março de 2014

Porto Alegre com problemas corre o risco de ficar de fora do mundial. Agora quem alfineta é Curitiba

No fim de janeiro, o secretário geral da FIFA, Jérôme Valcke, visitou a Arena da Baixada, em Curitiba. E constatou um atraso considerável em suas obras. Segundo Valcke, se não houvesse um bom avanço na construção do estádio, a cidade correria  serios riscos de ficar de fora do mundial. De fato, naquele momento, a grande preocupação, à frente de Cuiabá, São Paulo e Porto Alegre - que também demonstravam atrasos -, era a capital do Paraná.

Na época, o secretário da Copa do Rio Grande do Sul, se aproveitando do momento difícil vivido pelos paranaenses e das dificuldades encontradas para evoluírem com as obras, fez uma declaração polêmica. Disse ele que Porto Alegre estaria a disposição para sediar alguns dos jogos que a Arena da Baixada sediaria, excluindo totalmente as possibilidades de Curitiba "ir à Copa".

Mas o governo do Paraná agiu rápido. Mesclou um comitê organizador para focar nas exigências da FIFA e adiantar as obras da Arena. Tudo deu certo, o avanço das obras impressionou os cartolas da entidade organizadora do mundial e, no congresso técnico realizado em Florianópolis, Jérôme Valcke garantiu a cidade como sede do mundial.

A notícia foi matéria aqui no blog no dia 18/02 e você pode relembrar clicando aqui.

Só que hoje o momento é outro. A situação do Beira-Rio é crítica e, segundo o presidente do Inter, Giovanni Luigi, o clube não arcará com os custos das estruturas temporárias. E afirmou que a possibilidade de não haver Copa no Rio Grande do Sul existe...

Enquanto isso no Paraná o alívio se instalou. A obra da Arena da Baixada, em quinze dias, teve um avanço de dois meses. Segundo o secretário especial para assuntos da Copa do Paraná, Mario Celso Cunha.

Além da informação dada, aproveitou para alfinetar Aírton Carlos da Costa, secretário da Copa do RS - Aquele mesmo da declaração polêmica de dois meses atrás -. Segundo Mario Celso, a cidade estaria pronta para "acolher" os jogos de Porto Alegre.

Será que os senhores não têm mais o que fazer?

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Arena da Baixada semanas atrás. Evolução considerável. foto: divulgação CAP S/A