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sexta-feira, 20 de junho de 2014

Costa Rica desbanca projeções e vai às oitavas, assim como em 90. Inglaterra cai novamente e iguala fiascos de 1950 e 58

Os torcedores temiam. Notório era a desconfiança dos ingleses sobre a equipe comandada por Roy Hodgson. A derrota para a Itália, em Manaus, e o último revés, diante do Uruguai, ontem, em São Paulo, deixaram o English Team em situação delicadíssima.

Para que as remotas chances de classificação se tornassem reais, deveriam torcer por duas vitórias da Itália, sobre Costa Rica e Uruguai. Dessa forma os ingleses poderiam avançar às oitavas, caso aumentassem seu saldo de gol na última rodada da primeira fase. Seria difícil, mas possível.

No entanto, no jogo diante da Costa Rica, os comandados de Cesare Prandelli não ajudaram. Depois de um primeiro tempo morno, voltaram para o vestiário com a desvantagem de um gol. Momentaneamente os costarriquenhos assumiam a liderança do dito "grupo da morte", desbancando qualquer projeção que já dava a seleção do técnico Jorge Luis Pinto eliminada. 

Coragem e organização tática. Puro mérito. Aos rivais, decepção. A Costa Rica desbancou seus adversários, até então favoritos, e chegou à segunda fase, com um rodada de antecedência, surpreendentemente. 

Assim como fez em 1990, na Copa da Itália, a Costa Rica avançou às oitavas. No grupo C, com Brasil, Escócia e Suécia, terminaram a primeira fase com duas vitórias e uma derrota. Na fase seguinte acabaram eliminados pela Tchecoslováquia.

Foi na Copa de 90 também que a Inglaterra, hoje eliminada da Copa de 2014, conquistou sua segunda melhor campanha, que não foi superior apenas à de 1966, onde se sagraram campeões.

E se a campanha dos ingleses na Copa de 90 supera seus outros desempenhos em mundiais, a Copa do Brasil nem sequer iguala. Das 14 participações, apenas duas delas (1950 e 1958) não são superiores à atual. 

Na última rodada, Itália e Uruguai jogam em Natal, decidindo seus rumos na competição. Quem perder dá adeus ao Brasil, e embarca junto com a Inglaterra. Os italianos jogam pelo empate.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Uruguai, Costa Rica, Inglaterra e Itália. O guia do grupo D da Copa do Mundo

A Copa do Mundo sempre mexe conosco. Ela une o país e faz com que todas as desigualdades sejam deixadas de lado. As diferenças pouco importam e os problemas do cotidiano são esquecidos. Nem o país menos nacionalista escapa da magia da Copa, que transforma e une cada indivíduo da nação.

Desde o dia 2 de maio o blog vem fazendo um guia da Copa do Mundo. Serão oito postagens dedicadas a cada grupo do torneio -  você está lendo a quarta. Confrontos, favoritismo e as principais estrelas de cada equipe.


Grupo D: Uruguai, Costa Rica, Inglaterra e Itália

 Artilheiro e melhor jogador da Premier League, Luis Suárez é a esperança de gol celeste

Em um grupo que acumula sete títulos mundiais, dizer que não existirá equilíbrio entre as seleções é algo no mínimo curioso. Uruguai, Itália e Inglaterra lutam no grupo D por duas vagas nas oitavas de final do torneio, ou seja, um campeão mundial dará adeus à Copa do Mundo antes mesmo da segunda fase.

Representante sul-americano no grupo D e detentor de dois títulos mundiais (1930 e 1950), o Uruguai estreia no dia 14 de junho, em Fortaleza, diante da Costa Rica. Sabedor de que perder pontos para a seleção mais fraca do grupo pode ser fator crucial para a desclassificação da equipe ainda na primeira fase, os comandados do técnico Óscar Tabárez pretendem estrear bem para seguirem firmes em sua caminhada. O Estádio do Castelão será o palco do jogo.

A má sorte de cair no mesmo grupo de Itália e Inglaterra se dá pelo fraco desempenho da Celeste nas eliminatórias sul-americanas. Com fracos 52% de aproveitamento, a seleção foi a última classificada, ficando atrás de Ecuador, Chile, Colômbia e Argentina.

No mesmo dia, na Arena Amazônia, Inglaterra e Itália medirão forças sob o forte calor da cidade de Manaus. A Azzurra, por toda sua história, merece muito respeito. Não tem hoje uma equipe brilhante, mas que a camisa pesa, ninguém tem dúvidas.

Os italianos venceram em 1934, dentro em casa, quando bateram na grande final a Tchecoslováquia, por 2 a 1. O bicampeonato veio no mundial seguinte, em solos franceses. Naquela oportunidade, Colaussi e Piola marcaram duas vezes cada e decretaram a vitória de 4 a 2 sobre a Hungria, em Paris.

Depois da conquista na França, o país amargou um jejum de 44 anos sem títulos. Em 1982, na Espanha, quando o Brasil dava pinta de que iria conquistar o tricampeonato, Paolo Rossi tratou de brilhar na semi-final e mandar a seleção comandada por Telê Santana de volta pra casa. Na final, a vítima foi a Alemanha. O carrasco brasileiro voltou a marcar e a Itália se consagrava tri campeã.

A última e mais recente, em 2006, foi na Alemanha. Comandados por Marcello Lippi, os italianos empataram por 1 a 1 e, nas penalidade, venceram por 5 a 3.

Os ingleses, questionados pelos sucessivos fracassos em mundias (venceram apenas em 1966, em seus domínios), esperam surpreender. Pelo trabalho convicto que o técnico Hoy Hodgson vem implantando no "English Team", acredito um pouco mais na seleção do experiente capitão Steven Gerrard. Hodgson aplica em seu time o mesmo 4-1-4-1 que Brendan Rodgers usa no Liverpool e aposta que seguindo essa mesma "linha de filosofia" pode obter sucesso no Brasil.

14/06 URUGUAI - COSTA RICA (CASTELÃO)
14/06 INGLATERRA - ITÁLIA (ARENA DA AMAZÔNIA)

19/06 URUGUAI - INGLATERRA (ARENA CORINTHIANS)
20/06 ITÁLIA - COSTA RICA (ARENA PERNAMBUCO)

24/06 COSTA RICA - INGLATERRA (MINEIRÃO)
24/06 ITÁLIA - URUGUAI (ARENA DAS DUNAS)

23 dias, 3 semanas. O que parecia distante se aproxima e o inimaginável se torna real.

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