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quinta-feira, 30 de julho de 2015

Opostos

O início do São Paulo no Mineirão indicava uma noite feliz ao time de Juan Carlos Osório. Luis Fabiano e Paulo Henrique Ganso cumpriam bem o papel tático determinado pelo treinador colombiano: marcar os volantes do Atlético e complicar a saída de bola do rival. Deu certo até determinado momento.

Foram no mínimo três chances reais de gol, até Pratto marcar para o Galo aos 19 minutos e desestabilizar emocionalmente o São Paulo. Como de praxe acontece com a equipe do Morumbi.

O São Paulo jogou bem e a atuação dá esperança ao torcedor. É normal sentir o baque do gol sofrido, principalmente quando não consegue transformar a superioridade em gols. A evolução é perceptível e o desempenho ameniza o resultado, que não demonstra o que foi o jogo.

Mas a partida retratou bem o momento de ambos os clubes. Um São Paulo que não encontra consistência e repleto de desconfianças. O Atlético com sorte de campeão, conseguindo se safar nos momentos de dificuldade.

São onze anos sem vitórias do São Paulo diante do Galo em Belo Horizonte. Na tabela, oito pontos de diferença. A noite que quando começou aparentava ser tricolor, terminou alvinegra, como vem sendo sempre.

Se o Galo está faminto pelo Brasileirão desde 1971, a noite de quarta-feira foi um prato cheio para alimentar as esperanças de seu torcedor. O titulo pode até não ficar pelo terceiro ano seguido em Minas, mas que o Atlético está fazendo tudo certo para que isso aconteça, ele está.

Diferente

O adversário não permitia que a postura do Corinthians fosse outra. Era necessário sair pro jogo, adiantar suas linhas, ser criativo. Foram 19 finalizações, 27 desarmes. Os números lembram o time da Libertadores, mas o rendimento segue distante.

As peças são outras e não dá para esperar de Malcom e Vagner Love o mesmo de Sheik e Guerrero. Mas o Corinthians voltou a jogar pra frente, propondo o jogo, tomando as rédeas do confronto. Segue na briga, variando boas e más atuações, mas mantendo o imprescindível na caça ao Galo: os três pontos.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Plano falho

A derrota  no último sábado diante do Atlético PR no Estádio da Ressacada foi a terceira do Avaí dentro de casa neste Campeonato Brasileiro. Além dos três resultados adversos, o time de Gilson Kleina empatou três e venceu em duas oportunidades. Aproveitamento de 37,5% nos jogos realizados em Florianópolis. Fraco.

Por mais que tenha um aproveitamento superior jogando fora de casa (38%), e a conquista dos oito pontos como visitante o mantenha longe da zona de rebaixamento, o desempenho dentro de seu estádio preocupa.

É importante transformar sua casa numa armadilha ao rival, como faz a Chapecoense quando joga no oeste de Santa Catarina, por exemplo. Os adversários sentem-se à vontade quando vêm à Ressacada.

A derrota de  sábado não passa tanto por Juninho, que perdeu um pênalti aos 46 do segundo tempo e desperdiçou a oportunidade de empatar o confronto. É verdade que se o meio-campista da seleção do Timor Leste convertesse a penalidade, o jogo provavelmente seria empate. Apenas provavelmente porque o time de Kleina estava exausto àquela altura do confronto e se arrastava em campo. Não seria nada inesperado se Atlético fizesse o terceiro gol nos dois minutos restantes.

Resultado de uma estratégia equivocada e de um plano de jogo que falhou.

Kleina não tinha o garoto Renan e optou por Pablo para fazer dupla com Eduardo Neto. Ambos não têm característica de combatividade à frente dos zagueiros. Ficou escancarada a falta que o jovem de 17 anos faz ao time.

O Avaí tentou igualar com o Atlético na vitalidade, teve êxito pelo lado direito enquanto Nino Paraíba e Roberto trabalharam bem. Durou 45 minutos. Milton Mendes acertou a marcação pelo lado esquerdo de sua defesa e brecou as investidas do time da casa.

O primeiro tempo de jogo foi ótimo, principalmente no início. Confronto aberto, duas equipes buscando o gol em extrema velocidade. Foi mais feliz o rubro negro, que marcou primeiro e desestabilizou o rival, que virou bagunça total em campo.

O Avaí tentou demais, correu demais, e cansou cedo demais. O jogador mais velho do meio de campo do Atlético Paranaense é Nikão, com 22 anos. Otávio e Hernani têm 21, Marcos Guilherme 19 e Bruno Mota 20.

Quando Marcos Guilherme fez 2 a 1, aos 44 do segundo tempo, três jogadores do Avaí despencaram no gramado, totalmente esgotados. Reflexo de uma estratégia precipitada e de um time que se desorganiza facilmente quando encontra dificuldades.


Discrepância

O Palmeiras está no G4 pela primeira vez neste campeonato e o Vasco segue na parte de baixo. Juan Carlos Osório disse que não havia quatro gols de diferença entre Palmeiras e São Paulo quando o alviverde aplicou 4 a 0 no rival. Entre Vasco e Palmeiras há até mais.

O Palmeiras se preparou para estar onde está. Na perspectiva do Vasco para o Brasileirão, não havia nada além do que o time faz no campeonato. Os reservas do Palmeiras eram: Aranha, João Pedro, Nathan, Andrei Girotto, Amaral, Zé Roberto, Cleiton Xavier, Gabriel, Kelvin, Mouche, Cristaldo e Barrios. Quais não seriam titulares no Vasco?

A coluna de domingo(26) foi transferida para segunda(27) por motivos pessoais.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

O destino desta Libertadores é irônico. E bondoso com o River

O Tigres precisou de 17 minutos para abrir o placar no belo Estádio Universitario de Monterrey. A vantagem do Inter escorria pelas mãos do colorado. Vantagem esta que se inverteu aos 40 segundo tempo e trocou de mãos justamente quando a equipe de Diego Aguirre se encontrava no jogo, graças ao gol contra do lateral Geferson.

A equipe de Ricardo Ferretti fez valer sua superioridade física e coletiva. Este que vos escreve alertou quinta-feira passada  do risco e das dificuldades que o Internacional encontraria no México. Não suportou.

O time mais regular da competição está na final. O Tigres teve a segunda melhor campanha da primeira fase e chegou para a última rodada da fase de grupos classificado, se dando ao luxo de poupar seus titulares e despertando ira na torcida do River Plate, que dependia de um resultado positivo dos mexicanos diante do Juan Aurich, no Perú.

No mata-mata desta Libertadores, seis times fizeram gol fora de casa na primeira partida. Apenas um não avançou, o Cruzeiro, nas quartas de final, diante do...River. Que volta a disputar uma final de Libertadores da América depois de 19 anos, quando bateu na final o América de Cali e conquistou seu segundo título.

A classificação dos argentinos para o mata-mata deste ano aconteceu na última rodada. A vitória diante do San José não bastava. Era preciso contar com a ajuda do Tigres, já classificado, que enfrentava o Juan Aurich fora de casa e com o time reserva. Os mexicanos viraram o jogo e venceram por 5 a 4, levando ao delírio os torcedores que aguardavam ansiosamente o fim do jogo no Monumental.

Por regulamento, a Conmebol  não permite que o segundo jogo da final seja realizado fora da América do Sul. Portanto, acredite: o River, de pior campanha entre os classificados, que só chegou às oitavas graças ao Tigres e que fez a metade dos pontos na primeira fase (7x14) que o rival, jogará a final em casa.

Se há alguém na América que o River deve algum favor, este alguém é o Tigres. É a terceira final de Libertadores de um time mexicano e a segunda entre mexicanos e argentinos.

Quarta que vem, no Estádio Universitario, começa a disputa. Novamente, sem brasileiros. A última vez em que por dois anos seguidos  o Brasil não teve nenhum representante na decisão foi em 1990 e 91.