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domingo, 23 de agosto de 2015

Essência

Havia dúvidas sobre como o grupo do Figueirense iria reagir à troca de treinador. Argel estava a mais de um ano no comando do alvinegro, mas aceitou a proposta do Inter e foi treinar a equipe que defendeu como jogador na década de 90. 

Ainda é cedo pra dizer se a resposta do grupo foi positiva e se René Simões um acerto. Sem Argel, foram três partidas. Derrota para o Fluminense no Rio, empate com o Atlético em BH e vitória diante do Sport, em Florianópolis. Por mais que o aproveitamento não tenha sido brilhante, o Figueirense manteve seu nível de desempenho. Principalmente no primeiro tempo da partida contra o Fluminense e no confronto contra o Atlético, pela Copa do Brasil.

Começar bem dá tranquilidade e passa confiança ao torcedor. O estilo de René permite que o time evolua em alguns pontos que demonstrava dificuldades. 

Mas é importante manter o alto nível de competitividade, trunfo da equipe de Argel. Seguir com consistência defensiva e jogar com intensidade. É fundamental manter a essência.

O caminho para o sucesso  do novo treinador passa por isso. Não dá pra comparar os estilos, embora René e Argel sejam de escolas diferentes e tenham filosofia de trabalho distintas, ambos se assemelham na forma de lidar com os atletas.

É preciso seguir na mesma linha de trabalho. 

O caso de Doriva na Ponte Preta é semelhante. A equipe de campinas começou bem o campeonato, chegou a liderança da competição, mas perdeu fôlego. Trocou de técnico após ficar sete rodadas sem vencer na Série A.

A vinda de Doriva mudou o panorama e a equipe recuperou a confiança. Voltou a jogar bem e da mesma forma que jogava sob o comando de Guto Ferreira.  A Ponte Preta é insinuante como era no início do campeonato e não perde há quatro partidas.

René Simões sabe o caminho. A missão é manter o nível técnico de um time já formado, mas evoluir é sempre importante. Começou bem.