No primeiro grande teste da equipe, diante de uma seleção forte e numa partida oficial, o primeiro revés. Mas o resultado há de ficar em segundo plano, ainda que o Brasil carregasse consigo uma invencibilidade de 24 anos diante dos colombianos.
A forma em que ocorreu é o que preocupa. E muito.
Sem criatividade e com uma saída de bola quase que inexistente, os comandados de Dunga protagonizaram um primeiro tempo terrível em Santiago.
E prosseguiu a única alternativa de jogo da equipe: Neymar, Neymar e Neymar...
Só que ele não estava bem. Nada bem, por sinal. Pela questão emocional, talvez (está sendo investigado pela justiça da Espanha). Errou, xingou, fez confusão. Foi expulso.
É aceitável que uma equipe se arme e jogue exclusivamente em função de um único jogador. Se não há outras alternativas, é plausível.
Mas quando existem totais condições para que o desempenho do time seja convincente, com um mínimo de padrão de jogo?!
Se perguntar não ofende, o que mostrou a seleção além dos lampejos do atacante?
A resposta virá de quem pôs na conta da arbitragem o desempenho medíocre de sua equipe. Acredite se quiser.
Lembrança amarga
O Figueirense não perde em casa a mais de seis meses. A última derrota foi justamente contra o Internacional, adversário desta quinta. Para manter a invencibilidade, o alvinegro terá de quebrar um jejum de sete anos.
A última vitória diante do Inter em Florianópolis foi em dezembro de 2008, última rodada do campeonato. Naquela oportunidade, após sete anos de permanência, o Figueira foi rebaixado pela primeira vez na era dos pontos corridos.
Conforto?
A situação do Joinville é complicada. Lanterna, apenas um ponto conquistado em sete partidas. Ainda é cedo pra fazer qualquer previsão, faltam 31 rodadas. Mas um ponto em vinte e um é péssimo.
Só o Atlético Paranaense fez campanhas parecidas. Em 2005 e 2011, em ambas tinha somente um ponto, assim como o tricolor tem atualmente.
O Atlético escapou em 2005 e caiu em 2011. Na era dos pontos corridos, seis clubes que amargavam a lanterna na sétima rodada terminaram rebaixados. Os outros seis conquistaram a manutenção. Figueirense (2014), Atlético GO (2010), Atlético PR (2009), Fluminense (2008), Atlético PR (2005), Paysandu (2004) e Figueirense (2003).