O clássico número 443 de Florianópolis pode ter paz. Como nos anos anteriores, onde a minoria cheia de má intenção era facilmente controlada pela polícia -- geralmente fora dos estádios.
Em tese, o objetivo principal da ideia é tornar o ambiente do futebol mais humanizado. Mas a questão é que os torcedores que vão ao setor destinado têm total consciência e educação, e conseguem viver com respeito ao próximo apesar de vestirem camisas distintas.
O grande reflexo da campanha está no constrangimento causado ao torcedor lunático, que não consegue aceitar que o outro torça para um time diferente do dele. Válido, mas não é suficiente para acabar com o clima tenso.
O atual momento da rivalidade da capital tem um agravante. E não há cavalaria que dê conta, nem torcida mista que iniba, muito menos campanha de televisão que impeça. O problema está vindo de dentro das quatro linhas e influenciando diretamente quem gosta de confusão.
É preciso que parem as joelhadas, os socos, os vídeos de incitação à violência. Necessário que haja o mínimo de respeito e profissionalismo por parte daqueles que tem um único dever: trabalhar com lealdade os 90 minutos.
Porque depois que acaba a entrevista coletiva, acompanhado de seu segurança, volta de carro para seu condomínio residencial. Seu irmão estará lá, sua mulher também e os filhos idem. Assim é fácil ser valente.