Translate

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Momento oportuno

Vanderlei Luxemburgo estreou sob o comando do Cruzeiro na noite de ontem, no Mineirão. Vitória mínima diante do seu último clube, o Flamengo de Cristóvão Borges. Triunfo celeste que manteve os rubro-negros no Z4, famosa zona da "confusão", apelidada por Luxemburgo. E o Cruzeiro saiu de lá.

Vanderlei não é unanimidade em Belo Horizonte. Não há concordância geral entre os dirigentes, muito menos entre os torcedores. A saída de Marcelo Oliveira também não foi de entendimento único. Pesou a ideia da maioria dos diretores, mas não houve aprovação total. O presidente Gilvan de Pinho Tavares era contra a demissão do treinador.

Não é possível elencar motivos plausíveis para a decisão. Bi campeão brasileiro, aproveitamento de 68% durante dois anos e meio de trabalho. O fato é que o técnico campeão das duas últimas edições do Campeonato Brasileiro está desempregado. E lembre-se que o último título de seu sucessor foi o Carioca de 2011...

Mas se tinha algo que gerava descontentamento no lado azul da capital mineira era o fraco desempenho do clube em clássicos diante do Atlético. O Cruzeiro não vence o rival desde julho de 2013.

De lá pra cá, sempre sob o comando de Marcelo Oliveira, foram onze clássicos. Cinco empates e seis derrotas, a última na semifinal do campeonato mineiro, que culminou com a eliminação celeste.

Havia o contestamento por parte da torcida, é inegável. E isso pesou também para a demissão do treinador.

Mas Luxemburgo pode mudar a história recente dos confrontos. Se sonha com a volta por cima, é o momento propício para embalar a segunda vitória e findar o jejum azul de onze partidas diante do maior rival.

De volta a realidade que não existia

O Corinthians aparenta estar numa crise técnica gigantesca devido ao ótimo desempenho que apresentou no início do ano. Precisou atingir um nível físico no meio do primeiro semestre que deveria estar sendo atingido somente agora. 

O time de Tite não iludiu seu torcedor. Mas agora joga menos do que vinha jogando, evidentemente. 

Mas o problema não é só físico. O planejamento foi mal feito e agora terá de conciliar a pressão da torcida e a falta de dinheiro com a consequente debandada de seus principais jogadores.