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quinta-feira, 25 de junho de 2015

A vez do Chile

O Chile é de fato um dos favoritos ao título da Copa América. E por motivos claros: Joga em casa, está ajustado e tem a tabela a seu favor. Porém, em contrapartida, pode se complicar. Ser anfitrião têm suas vantagens: atmosfera favorável, tabela feita para que você não encontre os adversários mais fortes logo no início, motivação em alta, entre outras.

Mas a responsabilidade de jogar em casa pesa. Principalmente se as coisas não acontecem inicialmente da maneira esperada. No caso de La Roja ainda mais: Nunca venceu o torneio e não chega às semifinais desde 1999.

A seleção de Jorge Sampaolli joga bem, dá as cartas do jogo, é insinuante. Convence! Mas sofreu para vencer a ferrenha defesa uruguaia, que não fez questão de ter a bola e se contentou em apenas desconstruir as tentativas dos anfitriões. Foi pouco.

Aos 18 da segunda etapa Cavani foi expulso e tornou o cenário ainda mais favorável ao Chile, que precisava marcar um gol para ir à semifinal. Ansiosos, os donos da casa sentiram o peso. Seria desastroso ficar no empate e decidir nos pênaltis. Naquela altura, era o sonho de qualquer uruguaio.

Em um rebote, Valdívia serviu Isla na entrada da área. O lateral emendou no canto esquerdo de Muslera, que mal posicionado, nada pode fazer. O Estádio Nacional de Santiago veio abaixo e o Chile confirmava sua volta às semifinais depois de 16 anos.

Se confirmar seu favoritismo diante de Bolívia ou Peru na próxima fase, a seleção de Sampaolli estará na final dia quatro de julho. É a tendência.

O Chile não disputa uma final de Copa América desde 1987, na Argentina. Para tanto, será preciso manter o nível de futebol jogado e o mesmo controle emocional de quarta-feira. La Roja está forte!