O gol de Lucas Pratto em Itaquera foi o quinto sofrido pelo Corinthians de bola rolando dentro da área. Os outros oito, ou de longe, ou bola parada.
O Corinthians de Fábio Carille é seguro, diferente de 2016, mas bem parecido com temporadas anteriores, sob o comando de Tite e Mano Menezes, sempre com Carille na comissão técnica.
Ser consistente defensivamente traz paz e confiança. O Corinthians é forte como equipe e evolui lentamente em aspectos ofensivos e de criatividade.
Você pode até criticar a ideia, mas a execução está inquestionavelmente bem feita.
No São Paulo, você pode criticar a execução, mas deve respeitar a ideia.
O modelo de jogo pensado por Rogério Ceni exige paciência, trabalho, tempo. Não é tão simples.
Mas é errado também atribuir o fracasso apenas ao bom desempenho da defesa rival. É possível variar, buscar outras alternativas dentro da filosofia pensada.
42 cruzamentos no jogo inteiro, quase um a cada dois minutos, é absurdo!
Mas o São Paulo se impõe. Gosta de ter a bola, construir pacientemente. A dificuldade é natural. Para o que pensa Ceni, quatro meses de trabalho não basta.
No rival, é mais simples. Primeiro porque Carille está há mais tempo no clube, segundo porque é menos complexo formar um time organizado na defesa e que busca esporadicamente o ataque. O Corinthians foi apenas o décimo ataque mais positivo do Campeonato Paulista!
A diferença entre os dois está no estilo. Fábio Carille executa melhor, Rogério ousa mais.
O problema é nossa paciência para entender ideias diferentes.