O Palmeiras sentiu falta de Gabriel Jesus mas não perdeu pro Atlético na manhã deste domingo por conta da ausência de seu principal atacante, que serve a seleção olímpica, assim como Fernando Prass.
Marcelo Oliveira optou por três volantes, posicionou Leandro Donizete à frente da defesa, auxiliado por Lucas Cândido e Rafael Carioca na marcação. Travou o jogo do rival.
Apesar do domínio, o Palmeiras pouco ameaçou. Com Cleiton Xavier apagado, a equipe de Cuca se limitou a cruzamentos e ligações diretas. Não funcionou.
O desempenho alviverde neste domingo lembrou a forma em que o Palmeiras de Marcelo Oliveira jogava. Bola longa, correria, falta de repertório ofensivo.
Ironia ingrata o gol atleticano sair de uma jogada trabalhada, que nasceu do lado esquerdo com Fábio Santos, passou por Fred, Robinho, até chegar em Donizete, dentro da área, surpreendendo a defesa verde.
A tônica da partida seguiu até o fim. Cuca sacou Cleiton Xavier e pôs Barrios, trouxe Dudu para o meio, abriu Erik do lado esquerdo. Sem resultado. Atuação discreta do camisa 7, líder em assistências da equipe.
O Palmeiras não vence o Atlético há cinco anos. A última vitória foi em julho de 2011, 13ª rodada do Brasileirão, no Canindé. Os últimos dez confrontos registram nove vitórias atleticanas.
O Atlético chegou aos 26 pontos, seis a menos que o líder Palmeiras. Ano passado, nesta rodada, liderava com 35 pontos ganhos. Caiu de rendimento no momento chave da competição.
A equipe de Marcelo Oliveira tem problemas, ainda oscila com frequência. Mas assim como o Grêmio foi goleado em Recife semana passada, o Corinthians perdeu dois pontos para o Figueirense em Itaquera. É normal num campeonato de tanto equilíbrio.
O importante é não se afastar dos líderes e crescer na hora certa. Como o Corinthians, ano passado.
Não há receita pra ser campeão brasileiro. Mas elenco e regularidade são essenciais. O Galo está forte.