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terça-feira, 24 de maio de 2016

Crises e crises

Há exato um ano o Corinthians empatava com o Fluminense por zero a zero no Maracanã e dava início a sua última série negativa sem vitórias após a eliminação para o Guaraní. Empate por zero a zero no Rio, derrotas em Itaquera para o Palmeiras e no Rio Grande do Sul, para o Grêmio.

Princípio de crise estabelecida! Lembre-se da eliminação para o maior rival no paulista, da falta de dinheiro e das saídas de Guerrero, Émerson, Petros e Fábio Santos.

O Corinthians de Tite alcançou um patamar de futebol tão vistoso até a fase de grupos da Libertadores de 2015 que o baque após as eliminações foi devastador.

Após a derrota em Porto Alegre, classificação para  Libertadores parecia devaneio ao corintiano. Naquela rodada, a quinta, o Corinthians era apenas décimo colocado na classificação.

Se não vencer a Ponte Preta quinta-feira, pela manhã, em sua Arena, o Corinthians chegará ao seu sexto jogo seguido sem vitórias. Mais de um mês, maior tempo de jejum sob o comando de Tite.

Os quarenta e cinco minutos iniciais no Barradão foram excelentes. Com Guilherme jogando mais solto, próximo da área, sem tantas obrigações defensivas. Triangulações pelas lados, com Marquinhos Gabriel e Fagner pela direita, Giovanni Augusto e Uendel pela esquerda.

O primeiro tempo promissor indica que não há crise no Corinthians. Há instabilidade por falta de confiança e paz interna.

Crise vive o Flamengo.

Na iminência de perder seu técnico e ver ruinar o projeto Muricy, eliminado da Copa do Brasil, Carioca e Primeira Liga.

Assim como o Corinthians, o Flamengo também não vence há mais de um mês. A diferença é o que você pode esperar de cada um deles a partir de agora.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

O Corinthians e as oitavas

O Corinthians jamais perdeu em casa diante de uruguaios na história da Libertadores. Mas está eliminado, após 2 a 2 dramático em Itaquera.

Pelo segundo ano seguido nas oitavas e em casa, Guaraní em 2015, Nacional na noite de ontem.

O pecado corinthiano não foram as falhas individuais nos gols. No primeiro, defesa mal colocada, no segundo, displicência de Giovanni Augusto. O grande erro foi abrir mão de jogar no Uruguai. Faltou coragem, agressividade, Corinthians...

Foi semelhante na estreia contra o Cobresal, no Chile, em Assunção, com o Cerro, e na Colômbia, diante do Santa Fé.

Nas últimas oito Libertadores que participou, tirando a eliminação para o Tolima, em 2011, e o título, no ano seguinte, o Corinthians foi eliminado sempre na fase oitavas de final.

River em 2003 e 2006, Flamengo 2010, Boca 2013, Guaraní em 2015 e Nacional. Impressiona!

Foi justamente no ano da conquista alvinegra, 2012, a última edição em que o Brasil teve mais de dois representantes nas quartas. Corinthians, Vasco, Santos e Fluminense.

Palmeiras e Corinthians ficaram pelo caminho. São Paulo e Atlético confirmaram a classificação e vão reeditar o duelo das oitavas de 2013.

O Grêmio é quem pode mudar a escrita. Na Argentina, com o Rosario, a missão é difícil.

Pro Nacional também era.

domingo, 1 de maio de 2016

Aberto

Na história do futebol catarinense houve em duas oportunidades  três vices consecutivos: O extinto Iris, da capital, perdeu para o Atlético Catarinense em 1934, e duas vezes para o Figueirense, em 35 e 36.

Após vinte e quatro anos o Marcílio Dias conseguiu  mesma façanha. Três finais perdidas diante do mesmo adversário, o Metropol, atualmente equipe amadora de Criciúma, em 1960, 61 e 62. Na quarta final seguida, em 63, o Marcílio conquistou finalmente seu primeiro título estadual.

O Joinville perdeu em casa a primeira partida da final e pra ser campeão em Chapecó precisa vencer por dois gols de diferença.

Se for vice no próximo domingo,  o JEC chegará a 15 anos sem conquistar o título estadual. Entre os grandes, o jejum é o maior atualmente. Na história, os maiores pertencem ao Figueirense (1941-1971) e Avaí (1945-1973).

Mas lembre-se que o Joinville venceu a Chapecoense em Chapecó nos últimos dois anos por dois gols de diferença. O técnico? Hemerson Maria.

O campeonato só acaba semana que vem.

Mão na taça 

O Atlético levou pouco mais de quinze minutos pra liquidar a fatura na Arena da Baixada (3-0) e encaminhar o fim de um jejum que já dura sete anos. A equipe comandada por Paulo Autuori pode perder por até dois gols de diferença no Couto Pereira.

A última vez que uma equipe perdeu a primeira partida e conseguiu reverter a vantagem no Campeonato Paranaense foi em 2005. O próprio Atlético sagrou-se campeão, após perder a ida no Alto da Glória e devolver o 1 a 0 na volta, vencendo nos pênaltis.

Se confirmar, será o primeiro título de Autuori à frente de um clube brasileiro após o Mundial de  2005, pelo São Paulo.