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sábado, 12 de setembro de 2015

Quebra de prognóstico

Nas ultimas cinco rodadas do Campeonato Brasileiro, ninguém fez mais pontos que Flamengo e Santos. O rubro-negro, com 100% de aproveitamento, venceu todas. No Santos, somente um tropeço: empate com o Sport em Pernambuco.

Não à toa que deixaram a desconfortável segunda parte da tabela de classificação para colar no G4 e ameaçar a vaga que, algumas semanas atrás, dava indícios de que cairia no colo de Palmeiras ou São Paulo.

O Flamengo não é mais ameaça. A quarta vitória seguida sob o comando de Oswaldo de Oliveira pôs o time no grupo dos quatro primeiros e tirou o São Paulo, que perdeu para o...Santos.

O Flamengo é realidade. E acredite: sem Guerrero.

Evidente que a resposta dada pelo recém chegado Kaique foi importante. Mas a melhora de Émerson e a regularidade de Alan Patrick  que não servia para o Palmeiras – foram fundamentais. Além, é claro, do ajuste no sistema defensivo. Antes de Oswaldo, a média de gols sofridos no campeonato era superior a um  por partida. Com Oswaldo, caiu para 0,6.

Se no Rio o Flamengo melhorou com seu novo treinador e a ausência de sua principal referência, o Santos mantêm seu nível sem Lucas Lima e Geuvânio, tão importantes para o peixe quanto o Peruano é para o Fla.

Se ainda havia alguma dúvida sobre eles, Flamengo e Santos estão provando que podem e que  não há nenhuma dependência extrema no elenco. O que é imprescindível numa competição de 38 jogos.

2016 pode ser mais promissor. Só o tempo dirá. Mas voltar a disputar algo importante já é algo para se comemorar. Eles estão na briga, mais do nunca.

Alívio

O Cruzeiro tirou um peso enorme das costas ao voltar a vencer o maior rival depois de onze jogos. Na segunda partida sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, foi a primeira vitória da equipe celeste no Estádio Independência após sua reforma.

A pressão maior está do lado atleticano. Um empate, por exemplo, pode custar novamente uma distância de cinco pontos para o Corinthians, que recebe o vice-lanterna Joinville, em Itaquera.

Ainda que o time de Mano Menezes esteja alguns estágios abaixo do rival, jogar sem a pressão de manter uma liderança ou quebrar determinado tabu pode ser determinante.

Na rodada passada o Atlético fez sua obrigação e torceu por um tropeço do Corinthians, que tinha jogo duro contra o Grêmio. Neste fim de semana os papéis se invertem.

A tendência é que haja novamente um distanciamento. A missão do Galo é manter tudo como está.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Margem zero

Pelo segundo ano seguido o Avaí fez um campeonato estadual pífio. Não se classificou para o quadrangular decisivo em 2014 e novamente, em 2015, voltou a ficar de fora do grupo que disputou o título.

O Avaí é claudicante desde janeiro. Reflexo do péssimo planejamento feito no início da temporada. Cedeu mais tempo de férias ao seu treinador, que se reapresentou para voltar a trabalhar com o grupo somente 10 dias antes do início do campeonato, enquanto os atletas já treinavam com o auxiliar Raul Cabral.

Geninho caiu após derrota por 5 a 3 para o rebaixado Guarani de Palhoça...

Nas últimas dez rodadas do Campeonato Brasileiro foram oito derrotas e duas vitórias. Sofreu vinte gols, média de dois por partida. É  impossível não cogitar a demissão de Gilson Kleina.

Apenas seis clubes do Brasileirão não trocaram de treinador: Corinthians, Atlético Mineiro, Atlético PR, Sport, Chapecoense e Avaí.
Os três primeiros brigam na parte de cima da tabela, em Recife especula-se a saída de Eduardo Baptista, e em Chapecó Vinícius Eutrópio está cada vez mais ameaçado.

Kleina segue no comando do Avaí. E permanece pois tem o respaldo do departamento de futebol que confia no trabalho e sabe das limitações do elenco que formou.

O Avaí não foi rebaixado no Campeonato Catarinense pois empatou na última rodada com o Atlético de Ibirama. Dos 14 jogadores que enfrentaram o rival estadual, nove deles estiveram em pelo menos uma das últimas duas partidas do Avaí na Série A. Vagner, Pablo, Jéci, Antônio Carlos, Eduardo Neto, Marquinhos, Renan Oliveira, Anderson Lopes e André Lima.

Abrir mão de um trabalho de seis meses e entregar um elenco desqualificado na mão de um novo treinador é suicídio. Se Kleina ainda não perdeu o comando, segue sendo a melhor opção para buscar o improvável: manter o Avaí na Série A.

Ajuste seu retrovisor

Marcelo Grohe, Fagner, Erazo, Gil e Uendel; Bruno Henrique, Maicon e Elias; Luan, Luciano e Fernandinho. Não é a seleção do confronto  de quarta-feira, entre Corinthians e Grêmio, mas explica as consequências do calendário mal planejado do futebol brasileiro. E ratifica o ótimo trabalho de Tite e Roger à frente de seus clubes.

O Corinthians sente a falta de Elias, porque o jovem Marciel não é constante durante a partida e ainda não está pronto pra substituir o volante da seleção brasileira. Sofreu no clássico com o Palmeiras, mas foi cirúrgico em duas oportunidades, quando a bola partiu dos pés de Jadson tanto no segundo quanto no terceiro gol. O Palmeiras marcava em cima e era superior.

É exagero dizer que o primeiro tempo em Itaquera foi insosso. Mas pela expectativa criada, ficou devendo. A segunda etapa melhorou porque o Grêmio tomou as rédeas do confronto e passou a jogar no campo do rival paulista.

Sem a qualidade no primeiro passe de Bruno Henrique, com a ausência de Fagner e Uendel pelas laterais, o Corinthians sofreu para construir. A única alternativa era a bola longa, mas Vagner Love, por mais esforçado que seja, consegue a proeza de despertar no torcedor saudades de Luciano. Ou de Bobô...

O líder do campeonato só melhorou a partir do momento em que Renato Augusto empatou a partida. Antes disso, o Grêmio dava provas de que poderia brigar pelo título. Afinal, eram apenas três pontos de diferença e domínio tricolor.

A igualdade manteve os seis pontos entre paulistas e gaúchos, mas encurtou a vantagem corintiana de cinco para três  sobre o Atlético Mineiro, que bateu o Avaí em Belo Horizonte.

O Grêmio é ótimo coletivamente, mas sofre com suas ausências e não tem reposição a altura. Pode brigar, mas será preciso seguir se reinventando rodada após rodada.