Pelo segundo ano seguido o Avaí fez um campeonato estadual pífio. Não se classificou para o quadrangular decisivo em 2014 e novamente, em 2015, voltou a ficar de fora do grupo que disputou o título.
O Avaí é claudicante desde janeiro. Reflexo do péssimo planejamento feito no início da temporada. Cedeu mais tempo de férias ao seu treinador, que se reapresentou para voltar a trabalhar com o grupo somente 10 dias antes do início do campeonato, enquanto os atletas já treinavam com o auxiliar Raul Cabral.
Geninho caiu após derrota por 5 a 3 para o rebaixado Guarani de Palhoça...
Nas últimas dez rodadas do Campeonato Brasileiro foram oito derrotas e duas vitórias. Sofreu vinte gols, média de dois por partida. É impossível não cogitar a demissão de Gilson Kleina.
Apenas seis clubes do Brasileirão não trocaram de treinador: Corinthians, Atlético Mineiro, Atlético PR, Sport, Chapecoense e Avaí.
Os três primeiros brigam na parte de cima da tabela, em Recife especula-se a saída de Eduardo Baptista, e em Chapecó Vinícius Eutrópio está cada vez mais ameaçado.
Kleina segue no comando do Avaí. E permanece pois tem o respaldo do departamento de futebol que confia no trabalho e sabe das limitações do elenco que formou.
O Avaí não foi rebaixado no Campeonato Catarinense pois empatou na última rodada com o Atlético de Ibirama. Dos 14 jogadores que enfrentaram o rival estadual, nove deles estiveram em pelo menos uma das últimas duas partidas do Avaí na Série A. Vagner, Pablo, Jéci, Antônio Carlos, Eduardo Neto, Marquinhos, Renan Oliveira, Anderson Lopes e André Lima.
Abrir mão de um trabalho de seis meses e entregar um elenco desqualificado na mão de um novo treinador é suicídio. Se Kleina ainda não perdeu o comando, segue sendo a melhor opção para buscar o improvável: manter o Avaí na Série A.