Translate

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Há vida na seleção sem Neymar. É preciso acreditar

Um baque. Depois da suada vitória diante da Colômbia, hoje, em Fortaleza, o torcedor brasileiro recebeu a notícia de que Neymar, camisa dez e astro do time de Felipão estaria definitivamente de fora do mundial. Tudo por causa de uma entrada desleal de Zúñiga, lateral colombiano, no fim da etapa complementar.

O atacante do Barcelona recebia a bola no campo de defesa e se preparava para armar o contra ataque. No entanto, o atleta de 28 anos que defende o Napoli, da Itália, o acertou em cheio pelas costas.

Neymar caiu. O colombiano alegou cena por parte do garoto. Mas em instantes Scolari já havia sido informado que teria de substituir seu principal jogador pois não teria ele condições de continuar na partida. E chamou Henrique.

O lamento é inevitável. Mas transmitir a desconfiança de não ter Neymar para o grupo de jogadores pode gerar o desconforto necessário que a Alemanha deseja para bater a seleção canarinha no Mineirão.

Terça Neymar se junta à 200 milhões de brasileiros. E teremos sim de enfrentar   todas as dificuldades impostas por uma forte Alemanha sem nosso protagonista.

Assim como em 1962, no Chile, quando Pelé desfalcaria a seleção brasileira ainda na primeira fase e Mané Garrincha viria a se tornar o grande craque daquele mundial, encantando o mundo com sua habilidade magistral. Fomos campeões.

De dez semi finais avançamos sete vezes à final. Nosso rival disputou essa fase em doze oportunidades e, em sete delas, chegou à decisão. Já superamos 2010 e 2006. Hoje jogamos como nunca e vencemos como sempre. E sofremos novamente.

É necessário acreditar e jogar. Pelos 200 milhões espalhados pelo país. E por Neymar.